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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Coober Pedy, a cidade subterrânea:

A surpreendente cidade australiana onde os habitantes vivem embaixo da terra.

Tudo em Coober Pedy é subterrâneo: não só as casas, como também as lojas, os hotéis e até as igrejas

Coober Pedy é uma pequena cidade cheia de minas na Austrália. Ela é conhecida como a capital mundial da opala, uma pedra preciosa muito usada por reis na antiguidade. Os antigos acreditavam que uma pessoa poderia ficar invisível se enrolasse uma opala em folha de louro fresco e a portasse junto de si para onde fosse.

Hoje, a região carrega mais do que apenas a lenda dessa pedra misteriosa. Cerca de 3 mil pessoas moram em Coober Pedy. É uma cidade com uma particularidade: é praticamente subterrânea, e quem vive ali precisa se adaptar a essas características.

O que sobressai nessa paisagem plana e indiferente são algumas chaminés que brotam da terra no meio do caminho.

São poços de ventilação para a maioria das casas que, na verdade, estão embaixo da terra. São as chamadas "dugouts", covas escavadas para os moradores escaparem do calor sufocante do deserto.

Tudo em Coober Pedy é subterrâneo: não só as casas, como também as lojas, os hotéis, os bares, galerias de arte e até as igrejas.

O interior delas é fresco e agradável - imagino que isso seja um incentivo para as pessoas a irem à missa.

"Com certeza", me diz o padre. "Essa é a ideia. No deserto, tudo é muito extremo: ou muito frio, ou muito quente. Por isso, se proteger debaixo da terra ajuda a amenizar um pouco as temperaturas. Assim a vida fica suportável e a igreja se torna um bom refúgio."


A tentação de se mudar para Coober Pedy, obviamente, não é o clima. O que atrai as pessoas é o sonho de enriquecer encontrando a opala, cuja gema pode valer milhares de dólares.

O local foi descoberto em 1915 por um jovem de 14 anos chamado William Hutchison. Ele havia viajado para o meio do nada no Sul da Austrália com seu pai e seus dois sócios em busca de ouro - que não tinham encontrado.

No dia 1º de fevereiro, William deveria ter ficado no acampamento para cuidar das coisas, mas desobedeceu as ordens de seu pai, saiu para procurar água e se perdeu.

Quando escureceu e o menino ainda não havia aparecido, os adultos começaram a se preocupar. Mas, pouco depois, ele chegou com um sorriso de orelha a orelha e uma bolsa cheia de opalas.

Claro que tudo isso foi apenas um acaso. Mas William também descobriu lá o que havia ido buscar: água doce, coisa igualmente rara de se encontrar naquela região.

Um mar que já não existe

As opalas preciosas da Austrália são resultados de condições muito especiais que datam de mais de 100 milhões de anos atrás, quando o grande mar da Eromanga, que até então cobria o centro da Austrália, começou a secar.

Fluidos muito ácidos se dissolveram em areia de sílica rica em quartzo e em seguida se transformaram em opalas preciosas.

Essas circunstâncias são muito específicas e pouco comuns. A outra origem das opalas - mais comum - é a vulcânica.

Mas encontra-las não é fácil. Por isso, seu valor segue provocando a mesma "febre" que contagia milhares de pessoas desde 1915.

E foi essa febre que manteve Sandy Williams na indústria por 20 anos, até ela se dar por vencida e aceitar um emprego fixo como guia turística local.

"Nunca dá para saber o valor que tem a opala quando você a desenterra. Ela sempre parece maior, melhor, mais brilhante embaixo da terra, mas na superfície você não a vê da mesma forma que da primeira vez", diz.

"A imaginação e as expectativas acabam influenciando o que se enxerga na mina de opala."

Mas que tipo de pessoa é mais comum aqui, eu pergunto. "Provavelmente é o mais romântico e aventureiro. Essa é a última fronteira. Um lugar onde você pode trabalhar para você mesmo, pode trabalhar o quanto que quiser - e encontrar um milhão de dólares. Já morei lá antes e pretendo voltar um dia." Fonte: BBC


Lugar de Padre é no Altar:

Nota www.rainhamaria.com.br

Lembrando o artigo do amigo Haroldo Burle. (Publicado no ano de 2008)

Padres na Política...

Recentemente um Bispo católico foi eleito para a presidência de um país vizinho, e não são poucos os eclesiásticos que disputam ou já exercem mandatos políticos.Sinceramente não concordo com esta atitude.
Acho que, quem usa a bandeira de Cristo para conseguir um mandato político, ou está se aproveitando da situação para subir socialmente, ou está fazendo um juízo errado da causa cristã.

O próprio Cristo rejeitou qualquer rótulo político. Ele poderia ter se apresentado como o libertador do estado de Israel, o que aliás muitos desejavam que Ele fizesse. Mas não foi isto que Ele fez.
Cristo Disse: “O Meu reino não é deste mundo”, logo, quem trabalha para Cristo, trabalha na construção de um reino futuro, onde aí sim, Cristo será Rei. Cristo não mandou seus apóstolos concorrerem a cargos políticos, disse porém: “Ide ao mundo e pregai o evangelho a toda criatura da terra”.

Cristo pede ainda aos apóstolos, que sirvam de testemunho diante dos governadores e reis (Mateus 10-18), mas em momento algum manda que eles se transformem em um deles.
Dos 6 bilhões de habitantes do planeta, estima-se que apenas 2 bilhões conheçam o evangelho, logo a “messe continua grande, e os operários continuam sendo poucos”.

Será que diante de tanto trabalho espiritual pela frente, ainda sobre tempo para ser líder cristão e político ao mesmo tempo?
Ou ainda: Será que é possível desenvolver um trabalho de qualidade nas frentes político e religiosas ao mesmo tempo?

Um médico, pode até a vir se formar em engenharia, mas jamais conseguirá exercer satisfatoriamente as duas profissões simultâneamente, por causa das exigências de cada uma.

Alguns defensores da causa político/religiosa, alegam que é preciso que homens de Deus participem da vida política de suas comunidades. Acredito que sim. Porém não os líderes (padres, bispos, cardeais).

Se na igreja existem membros com vocação política, estes devem ser incentivados e orientados a concorrer a cargos eletivos, para que, entre outras coisas, defendam os pontos de vista cristãos, já que não se pode viver alienadamente nesta vida. Porém, esta prerrogativa não se aplica aos líderes (padres e pastores), que como já vimos, têm uma missão específica de salvação de almas e construção do reino de Deus.

A respeito dos maus líderes, vejamos o que Deus diz em Ezequiel 34-4: “Vóis não fortaleceis as ovelhas fracas; a doente, não a tratais; a ferida, não a curais; a transviada, não a reconduzis; a perdida, não a procurais; a todas tratais com violência e dureza. Assim, por falta de pastor, dispersaram-se minhas ovelhas, e em sua dispersão foram expostas e tornaram-se presa de todas as feras”.

E mais adiante em Ezequiel 34-10, diz o Senhor: “Vou castigar esses pastores, Vou reclamar deles as minhas ovelhas, vou tirar deles a guarda do rebanho, de modo que não possam mais fartar a si mesmos; arrancarei as minhas ovelhas da sua goela, de modo que não mais poderá devorá-las".

Como se pode ver, Deus leva muito a sério o pastoreio. Que cada pastor assuma então com zelo e responsabilidade a Divina missão que lhe foi confiada. Por Haroldo Burle

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Nota final de www.rainhamaria.com.br

Ao tratar da propagação das heresias no Fim dos Tempos, Nossa Senhora do Bom Sucesso revelou a Madre Mariana de Jesus Torres:

Disse Nossa Senhora: “Tempos funestos sobrevirão, nos quais….aqueles que deveriam defender em justiça os direitos da Igreja, sem temor servil nem respeito humano, darão as mãos aos inimigos da Igreja para fazer o que estes quiserem” (II, 98).

E disse depois Jesus: "Muitas almas religiosas e sacerdotais querem Servir-me pela metade, conservando seus caprichos e gênios, em tudo satisfazendo suas vontades e tomando liberdades incompatíveis com seu estado. Eu não as tolero; nada pela metade me agrada. Eu as abandono e deixo que sigam todos os desejos de seu coração pervertido para desconhecê-las diante de Meu Pai Celeste. Ai daqueles e daquelas!” (II, 93).

Disse JESUS à Sua serva Catalina de Jesús Herrera (1795), conhecida pelas revelações sobrenaturais que teve e por sua vida de santidade.

Ó meu Jesus, começastes a me dar a entender quão decepcionado estavas com os religiosos. E me dizias: "Os eclesiásticos são causa da perdição das pessoas seculares. E como por seus maus costumes deixaram que se lhes perdesse totalmente o respeito, já o mundo não faz nenhum caso deles, razão pela qual não é de nenhum proveito o que pregam. Se eles vivessem como devem, meu Espírito infundiria por seus lábios fervor nas pessoas do mundo. E daí se seguiria a moderação nos costumes. Mas como as pessoas do mundo veem que eles fazem as mesmas coisas que os outros, foi-se introduzindo o hábito de desprezá-los, e fica sem efeito a sua Doutrina".

A Jacinta, uma das videntes de Nossa Senhora em Fátima, em suas últimas palavras, comunicadas à sua madrinha, madre Maria da Purificação Godinho, disse: "Minha madrinha, peça muito pelos pecadores! Peça muito pelos padres! Peça muito pelos religiosos! Os padres só deviam ocupar-se das coisas da Igreja. Eles devem ser puros".

Declarou o Bispo Lourenço Fleichman: "Parece claro que Nosso Senhor quis levar a sua Esposa, a Santa Igreja, a sofrer algo semelhante ao que Ele mesmo sofreu em sua Paixão. Como Jesus Cristo, a Igreja está sendo desfigurada há mais de 50 anos. Apresenta-se de tal forma flagelada em todo o seu Corpo, que mais parece uma Esposa das Dores, sem beleza, irreconhecível. Como dissemos, há 50 anos que a Igreja é flagelada, desfigurada, cuspida, pregada a uma dura Cruz, que foi apagando dela toda beleza, ou seja, toda manifestação da sua seiva divina, da sua santidade, do seu sacerdócio, dos seus Sacramentos. Tudo isso foi demolido, vilipendiado, rebaixado e dessacralizado. A Paixão da Igreja nos mostra a Esposa de Cristo nua como Cristo na Cruz. Seus sacramentos já não são integralmente católicos, a pregação dos padres já não converte ninguém, a vida sacerdotal e religiosa está muito longe da santidade, e tudo se resume num amálgama rasteiro e sem vida sobrenatural".

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Um Lindo Exemplo:

Menina de 8 anos vai à farmácia sozinha. O que ela queria comprar levou o farmacêutico às lágrimas
 
Publicado no dia 27 Dezembro 2016

Quem é que não faria de tudo para ajudar um familiar doente, até dar todas as suas poupanças e se endividar? A verdade é que para podermos tratar da nossa saúde temos de gastar muito dinheiro. E nem todo mundo tem capacidade econômica para receber bons cuidados.

Apesar de ter 8 anos, Tess sabe perfeitamente o que isso é. A garotinha norte-americana tem um irmão doente, e ouviu uma conversa entre seus pais sobre o garotinho. Eles disseram que o caso de Andrew era grave, e que precisava de uma cirurgia muito cara para sobreviver.

Só que os progenitores não conseguiam suportar os custos dessa operação. Seu pai se sentia impotente, e até chegou a dizer: “apenas um milagre poderia salvar Andrew”. Ao ouvir isto, a menina soube logo como iria resolver o problema do irmão.

Ela foi até ao seu quarto e abriu seu cofrinho. Depois, Tess retirou todas as moedas de lá e contou muito cuidadosamente, para saber quanto dinheiro tinha. Em seguida, ela saiu de casa sem que ninguém soubesse. Depois de andar 6 quarteirões, ela chegou ao seu destino: a farmácia local.

A menina esperou a sua vez para ser atendida, mas o farmacêutico não lhe prestou atenção por ser pequena. Então, Tess começou a bater os pés e a limpar garganta, mas só quando pousou as moedas no balcão é que o homem reparou na sua presença.


Irritado com a sua atitude, o farmacêutico disse:

– O que é que você quer? Estou conversando com o meu irmão, que não via há muito tempo.

Tess respondeu imediatamente:

– Eu também tenho um irmão. Ele está muito doente e eu quero lhe comprar um milagre.

O farmacêutico ficou confuso com o seu pedido. Então, Tess decidiu explicar:

– O meu irmão se chama Andrew, e tem algo ruim crescendo na sua cabeça. O meu pai diz que só um milagre o pode salvar. Por causa disso, eu quero saber quanto custa um milagre.

A postura do homem mudou completamente, e ele respondeu calmamente:

– Desculpe menina, mas nós não vendemos milagres aqui. Infelizmente, não lhe posso ajudar.

Tess voltou a insistir:

– Por favor, eu tenho dinheiro. Se não for suficiente, eu vou buscar mais. Diga-me só quanto custa!

Foi aí que o irmão do farmacêutico interveio e perguntou a Tess que tipo de milagre ela necessitava. Enquanto agarrava com força o seu mealheiro, a criança respondeu:

– Eu não sei. Mas ele precisa de ser operado e o meu pai não pode pagar, então eu pago por ele.

O senhor perguntou quanto ela tinha, e a garota prontamente respondeu:

– Um dólar e onze centavos, é tudo o que tenho.

Ele sorriu e disse:

– Que coincidência, esse é o custo exato de um milagre para o seu irmão!

O irmão do farmacêutico guardou o dinheiro e depois acompanhou Tess até casa. Quando chegaram, ele foi falar com os pais da menina. E foi aí que a reviravolta aconteceu…

Ele era na verdade um neurocirurgião, e, emocionado com a atitude da menina, se ofereceu para operar Andrew sem receber nada em troca. Os progenitores ficaram em choque, e perguntaram qual seria o preço da operação caso ele não tivesse oferecido sua ajuda.

A irmã do menino doente riu deles: até ela sabia que custava 1 dólar e 11 centavos!

Fonte: http://pt.aleteia.org  via  www.rainhamaria.com.br

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Nós Venceremos:

Reza e Trabalha(São Bento)/Rezai como se tudo dependesse de Deus
e trabalhai como se tudo dependesse de vós(Sto. Inácio de Loyola).
Mundo faminto e sedento,sobretudo espiritualmente.Trabalhai pelo
reino de Deus e Ele não te esquecerá.Fazei Sua Santa e salvífica
Vontade e tudo o mais virá.Eu não cheguei a lugar nenhum segundo
o mundo mas Deus sempre foi tudo pra mim.Não quero nada se não
trabalhar pela felicidade sobretudo dos mais sofridos e humildes e
por isso lhes advirto: se arrependam de vossas faltas e pecados pois
O GRANDE DIA DO SENHOR ESTÀ À PORTA.Eu vos amo e oro
por vós todos,meus queridos irmãos em Cristo.Por favor orem por
mim e por minha família também.Fé,coragem e perseverança pra
todos nós.Feliz 2017.Obrigado.Fiquem com Deus,com Jesus e com
Nossa Senhora.Amém.

sábado, 24 de dezembro de 2016

O Grande Cisma se Aproxima:


Grito de tristeza de um leigo: Socorro!
E assim, a Igreja Católica se dividirá – na verdade explodirá – exatamente sobre a Eucaristia, o divino banquete e Santo, justo no cerne, no seu íntimo, pois Deus a criou como ponto de união. Será como uma bomba atômica lançada no coração da Igreja! E se lançarão católicos contra católicos, numa batalha fragorosa, cada ala defendendo a sua fórmula. Então estaremos com duas alas distintas: De um lado, um pequeno número de padres fiéis, celebrando às escondidas, para um pequeno número de adoradores, também acuados e escondidos, e de outro lado uma esmagadora maioria aceitará a tese da ceia encabeçada pelo antipapa, esta heresia escandalosa de que Jesus não está presente na Hóstia Consagrada, e passará a celebrar uma espécie de culto, uma ceia de confraternização, entre risos e abraços, como se comemorasse a despedida de Jesus, não a Sua Morte. Isso, não bastasse ser terrível é também diabólico, porque NINGUÉM, é louco a ponto de celebrar uma ceia de despedida – quem sabe entre comes e bebes – estando na iminência de ser trucidado, cuspido, escarrado, espancado terrivelmente e morto na mais hedionda das mortes, a morte na Cruz! Quem faria uma coisa assim?
 A Igreja está se dividindo!
A Eucaristia vencerá! Deus a instituiu Eterna, e a Sua Palavra não muda!
Missa é Sacrifício, não simples ceia! Ninguém a pode mudar.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Será em 17 de abril de 2017?


Milagre de São Januário falha em 2016:

O milagre de São Januário, que se repete há 627 anos em uma catedral de Nápoles, na Itália, este ano não aconteceu. O sangue do santo, que é armazenado dentro de um frasco histórico, não se liquidificou, de acordo com os jornais locais “La Stampa” e “Corriere Della Serra”.

São Januário foi um bispo de Nápoles que foi martirizado por volta do ano 305 durante uma perseguição. Seu sangue é mantido em uma ampola de vidro e é aberto em três datas por ano: 19 de setembro, 16 de dezembro e o sábado antes do primeiro domingo de maio. Ele é registrado regularmente desde 1389.

Às 19h15 da sexta-feira (17), o monsenhor Vincenzo De Gregorio, abade da capela, colocou a relíquia na vitrine em frente aos fieis. Quando o milagre não se repetiu, ele disse: “Não devemos pensar sobre desastres e calamidades. Nós somos homens de fé e temos que continuar a orar”.
A falha do milagre é uma previsão de tragédias. Ela é ligada a momentos adversos da cidade: a chegada de uma epidemia de cólera em 1973; o terremoto na região de Irpinia, em 1980; o começo da Segunda Guerra Mundial, em 1939; o ida da Itália à Guerra em 1940; e a ocupação do país pelos nazistas, em 1943.
Em 2015, o milagre se repetiu todas as vezes, inclusive quando o Papa Francisco visitou a capela em março, data em que geralmente o sangue não é aberto.
Do G1 Mundo

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

São Miguel Arcanjo nos Adverte:

São Miguel Arcanjo a uma mulher estigmatizada no Brasil em 5 de abril de 2015:

Grande batalha se dá sobre toda a face da Terra, lutas, que jamais os homens compreenderão a sua imensidade por ser ela uma luta espiritual, em que Deus porá em fuga o grande dragão, que quer cobrir o mundo com suas asas maléficas, e com seu poder diabólico quer e tem dominado a mente dos homens, os tornando corruptos e maus, mas chegou a grande hora de Deus Todo Poderoso, em que Ele mostrará para toda a humanidade o Seu poder, a Sua Gloria. ...
Grande sinal haverá para toda a humanidade no ano, no grande acontecimento para a humanidade, no cumprimento no ano da aparição de Fátima (2017).
Rezem nesses três anos: 2015, 2016, 2017!
Rezem, rezem e rezem e ficai atentos para esses grandes acontecimentos!

Luz de Maria ( Livro da Verdade):

Em 20 de julho de 2012 (Livro da Verdade, mensagem 499):

Minha muito amada filha, os três anos e meio restantes no período da Tribulação começam em dezembro de 2012. Este é o período em que o Anticristo irá emergir como um herói militar.
(Dezembro 2012 + 3,5 = Junho 2016)

Sua alma foi entregue a Satanás, que possui cada parte dele. Os poderes que ele vai possuir significam, que com o tempo, ele será visto não apenas como o homem de paz, mas as pessoas vão pensar que ele seja Eu, Jesus Cristo, o Salvador da Humanidade. Com o tempo eles também acreditarão, que o Anticristo foi enviado para anunciar a Segunda Vinda. Tantas pobres almas, portanto, aceitarão de bom grado a sua marca, a Marca da Besta. Pois ele é a besta em todos os sentidos, por causa da maneira em que Satanás se manifestará em seu corpo. Ele vai fazer milagres no céu. Ele vai curar as pessoas. Ele será o chefe da Nova Religião Mundial e ele e o Falso Profeta, que vai chefiar a casca da Igreja Católica na Terra, irão trabalhar em estreita colaboração, para enganar todos os filhos de Deus. Em breve ao mundo será apresentado a mentira mais enganosa, que é impossível para a Humanidade entender nesta fase. Para aqueles de vocês, que estão recebendo o Livro da Verdade, essas Minhas Santas mensagens para a Humanidade, para alertar sobre estas coisas, saibam disso. Tão sofisticado será o seu plano, que muitos serão enganados pelo exterior amoroso humano, que eles vão apresentar ao mundo, de seu plano maligno. O Anticristo e o Falso Profeta, entre eles, já estão terminando o planejamento de seu reinado ímpio e a primeira coisa que vão trazer será a escalada da guerra no Oriente Médio. O Anticristo será o principal homem puxando as cordas no fundo. Depois ele virá e será visto para intermediar um plano de paz. Será então quando o mundo vai cair sob a sua fascinação. Enquanto isso, o Falso Profeta vai tomar o poder dentro da Igreja Católica. Muito em breve ela será sugado para a Nova Religião Mundial, uma frente para o culto satânico. Culto de si mesmo vai ser o objetivo fundamental desta abominação e a introdução de leis, o que equivale a duas coisas: A abolição dos Sacramentos e a abolição do pecado. Os Sacramentos só vão realmente ser disponibilizados a partir desses padres e outros clérigos Cristãos, que permanecerem leais a Mim. Eles vão oferecer estes Sacramentos nas Igrejas nos Refúgios especiais. A abolição do pecado será introduzida através da introdução de leis que serão vistas a endossar tolerância. Eles incluem o aborto, eutanásia e uniões do mesmo sexo. As igrejas serão obrigadas a permitir casamentos do mesmo sexo e padres serão obrigados a abençoá-los aos Meus olhos. Durante este tempo eles vão continuar a rezar a sua própria versão da Santa Missa. Sua oferta da Santa Eucaristia, quando eles vão profanar a Hóstia, será realizada nas Igrejas Católicas. Minha presença não só estará faltando em tais Missas, mas vai estar faltando nas Igrejas onde eles Me desonram. Todas estas questões vão ser muito assustadoras para os Meus seguidores. Vocês não vão ser mais capazes de beneficiar-se dos Sacramentos, com exceção dos sacerdotes em Minha Igreja Remanescente na Terra. É por isso que Eu lhes dou Dons agora, como a Indulgência Plenária, para a absolvição de seus pecados. Não se pretende substituir o ato da confissão para os Católicos. Será uma maneira em que vocês poderão permanecer em estado de graça. Apesar de bilhões de pessoas que vão converter durante o GRANDE ALERTA, estas profecias ainda vão se desdobrar. Mas grande parte delas podem ser diluídas por meio da oração, para reduzir o sofrimento e a perseguição. Vocês, Meus seguidores, lembrem-se, estão protegidos em todos os momentos pelo Selo de Deus vivo. Vocês devem espalhar o Selo e entregar-lo a tantas pessoas quanto possível. Por favor, entendam que Eu digo estas coisas para prepará-los, para que vocês possam evitar que o maior número possível de almas aceitem a Marca da Besta. Satanás usará o poder de possessão nessas almas que tomam a Marca da Besta e vai ser muito difícil para salvar estas pessoas que usam a marca. Vocês serão instruídos a cada passo do caminho, Meus seguidores, com essa missão. Vocês não devem permitir que o medo entre nos seus corações, pois Eu vou enchê-los com coragem, força, resistência e confiança a subir com a cabeça erguida, marchando no Meu exército. Lembrem-se, Satanás não pode vencer esta batalha, porque isso não pode ser. Apenas aqueles com o Selo do Deus vivo e aqueles que permanecem leais e constantes a Deus podem vencer.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Brasília logo ,logo cairá:

As Profecias de Nossa Senhora para o Brasil e para o mundo.


invasao-de-brasilia
A profecia de Nossa Senhora sobre Brasília começa a tomar forma
30 Novembro, 2016 brasil    
Com a traição que o nosso país sofreu através da esquerda brasileira, a desordem institucional se estabeleceu em todas as esferas do poder. É inevitável que toda essa confusão acabe em um conflito. Acredito que  o Brasil só se acertará através da fúria do povo.

[…] A Capital do Brasil será vítima do seu próprio povo. Haverá grande destruição. [M2.839,19/05/2007].

ELA se refere claramente à cidade de Brasília. Ela será destruída pelo próprio povo indicando que haverá uma luta ou uma revolta muito grande nela.

[…]A humanidade precisa de paz e somente rezando podeis alcançá-la. Chegará o dia em que três poderes serão dominados. Rezai pelo Brasil. Deus quer salvar-vos. Não cruzeis os braços.[M2.800,17/02/2007].

Nessa mensagem Nossa Senhora deixa claro que os três poderes serão dominados no Brasil. Pode ser um golpe.

[…]A vossa nação [Brasil] beberá o cálice amargo da dor. Uma grande revolta se espalhará pelo Brasil e a morte estará presente em muitas praças e ruas. Sofro por aquilo que vem para vós.[M3.283, 23/02/2010].

[…] No coração onde existe corrupção e injustiça, tudo cairá por terra. Chegará o dia em que uma criança andando com seu pai por uma cidade brasileira, vendo sua ruína, perguntará a seu pai: o que houve aqui? E este responderá: a ira de Deus caiu neste lugar.[ELA se refere a Brasília-M2.928, 11/12/2007- Brasília/DF.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Bolívia sem água:

Crise da água na Bolívia deixa 70% dos moradores sem água suficiente para beber

A pior seca da Bolívia em 25 anos está tendo um impacto devastador sobre as famílias e a agricultura em uma das nações mais independentes da América Latina.

A Bolívia passou por uma grande transformação nos últimos anos transformando sua uma vez falha economia, em uma economia das que mais cresce na região. Nos últimos meses, ela também aumentou massivamente os gastos com educação e enfrentou as instituições bancárias de propriedade dos Rothschild. No entanto, todo o sucesso veio em meio a uma grande crise da água, alimentada por ambas as mudanças climáticas e décadas de má gestão. Agora, a crise tornou-se tão grave que o governo boliviano foi obrigado a declarar estado de emergência, como quase 70% dos bolivianos agora sem acesso à água potável suficiente.

Até mesmo na capital La Paz da Bolívia, a situação não é melhor com 800.000 moradores da cidade com somente acesso à água uma vez a cada três dias por apenas 3 horas. Este racionamento extremo de água foi recentemente declarado ser permanente. As três barragens que abasteciam La Paz com água durante décadas agora estão secando, com sistema operacional em apenas 1% da capacidade, enquanto que as outras duas permanecem em torno de 8%. Mais da metade de todas as outras cidades bolivianas declararam o seu próprio estado de emergência devido à seca. Os cientistas disseram que a principal causa da crise foi o derretimento das geleiras da Bolívia, as quais fornecem água para mais de 2 milhões de bolivianos. Ao longo dos últimos trinta anos, as geleiras da Bolívia diminuíram em mais de 40 por cento e que o problema é esperado piorar. O Ministro do Desenvolvimento Rural da Bolívia, Cesar Cocarico, expressou esse sentimento quando ele advertiu os bolivianos que "o pior está por vir nos próximos meses."

A economia da Bolívia, que tem experimentado um crescimento impressionante nos últimos anos, também tem sido fortemente impactada pela seca. As indústrias agrícolas e florestais, que empregam 44% dos trabalhadores do país, foram duramente atingidas. De acordo com o governo da Bolívia, 716.605 acres (290.000 hectares) foram gravemente afetados pela seca. Estima-se que $ 390 milhões esperam-se que sejam perdidos como resultado.

A escassez colocou muitos bolivianos no limite conforme os protestos relativos à falta de água tornaram-se comuns. Os moradores de El Alto, perto da capital, prenderam brevemente como reféns as autoridades da água para forçar o governo a explicar seus planos para enfrentar a crise.

Numa conferência de imprensa, o presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que a Bolívia tem que "estar preparada para o pior", mas observou que a atual crise é uma oportunidade para "planejar grandes investimentos" para se adaptar aos efeitos da mudança de clima que está acontecendo sobre o  abastecimento nacional de água. No entanto, nem todas as ideias de investimento de Morales têm sido bem recebidas, levando alguns a duvidarem dessas promessas. Além disso, Morales pediu aos governos locais para dedicarem recursos e trabalhadores para o transporte de águas de poços para as cidades, bem como a perfuração de poços. Com a água fresca se tornando um recurso cada vez mais escasso no mundo, apesar de sua necessidade para todas as formas de vida, a situação da Bolívia poderá em breve estar se repetindo em nações ao redor do mundo.

Fonte: www.anovaordemmundial.com

Filhos do Arco-Ìris:

Hoje se paga por tudo.Há alguns dias comprei 4 novos pneus pra nosso carro
e queriam que eu pagasse a mais 24 reais por 4 capsulanas!?esse mundo pirou
de vez.O certo e justo seria comprar os 4 pneus com os pitos + alinhamento e
balanceamento grátis,claro.Quando eu era gurí a gente não pagava pra se diver
tir,não.Eu aprendi a nadar nos barreiros da vida.Fruta a gente subia nos pés das
árvores e chupávamos alí mesmo,brincávamos de carrinho e as meninas brincavam
de casinha e de boneca.Ìamos à feira e comprávamos puxa-puxa,tapioca, quebra-
queixo... .Hoje é só jogos eletrônicos,internet e putaria e a garotada presa em casa
ou nos apertamentos da vida.Pobres crianças.Era fantástico tomar banho de chuva
ao som de there is no more corn on the brasos,Mammy Blue,Mrs. Vanderbilt... .
Se Deus quiser seremos todos novamente verdadeiramente felizes.Logo,logo.
A tormenta logo findará.
Fé,esperança e caridade a todos.
Feliz 2017!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A Rússia nos surpreende:


O Surpreendente Aumento do  Cristianismo na Rússia

Outubro de 2015 por  Stephen Ryan
“Medjugorje é a continuação  e a realização de Fátima” disse Papa João Paulo II
“A Rússia irá glorificar Deus ao máximo, o Ocidente fez progressos na civilização mas sem Deus, e age como se eles fossem seus próprios criadores ” Nossa Senhora disse em 1981
Até hoje existe um grande mistério sobre o porquê a Russia é tão falada por Nossa Senhora em Fátima e em  Medjugorje.  Os intelectuais católicos debatem sobre a Rússia há décadas.
Hoje no  Interfax-religion  o Metropolitano  Hilarion da Igreja Ortodoxa Russa compara a Europa com a União Soviética ateia  e isto dá mais sinais sobre a profecia da súbita renovação cristã da Rússia:
“É surpreendente que hoje as civilizações russas e europeias trocaram seus papeis.  A União Sovitética era o país do ateísmo oficial enquanto nós considerávamos o Ocidente como uma região cristã.”
 E de acordo com o Metropolitano Hilarion ,  agora é bem o contrário: a fé e a igreja estão renovadas na Rússia, novas igrejas estão sendo construídas, mosteiros e escolas de teologia sendo abertas, enquanto no Ocidente as igrejas estão sendo fechadas, algumas simplesmente vendidas.”
“O secularismo e o ateísmo, na verdade tornaram-se uma nova ideologia na Europa Ocidental.  Claro, a Igreja não é perseguida como foi no tempo dos soviéticos que as explodiam e  as destruíam.  Mas a ideologia da Europa moderna praticamente exclui a Igreja e a religião da esfera pública, de modo que você pode em particular ser uma pessoa religiosa, mas sua religiosidade não pode influenciar seu papel em público, suas  atividades profissionais” disse ele.
Ele também acha que a renovação religiosa na Europa  chegará depois de  “embebedarem-se com a oiberdade, a permissividade e as pessoas irão então entender aonde isto leva e irão começar a retornar à suas raízes cristãs.”
A Rainha da Paz,  em Medjugorje revelou uma profecia impressionante sobre a Rússia aos seis videntes na data de  1º. de novembro de 1981.
No ano de 1981 a União Soviética era totalmente um país ateu – e em guerra com o  cristianismo.  O Papa era uma ameaça real para o regime totalitário.   Tanto era verdade que a  União Soviética planejou assassinar o papa João Paulo II.  A tentativa de assassinato aconteceu em 13 de maio de  1981, aniversário das aparições da Virgem Maria em Fátima.  Um mês depois da tentativa contra a vida do  Papa a Virgem  Maria começou a a aparecer em  Medjugorje.  Então, seis meses depois disso a Virgem Maria falou sobre o futuro da Rússia.  Em uma breve mensagem disse:  : “A Russia irá glorificar enormemente a Deus, o Ocidente progrediu mas sem Deus como se fosse  seu próprio criador”.
Os segredos a acontecer tem relação com Rússia e Medjugorje ?
Leia mais em: http://www.medjugorje.com.br/surpreendente-aumento-do-cristianismo-na-russia/#ixzz4T1r4MtC5

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Medjugorje Urgente:


OS DEZ SEGREDOS
                                   
Um Mundo em Chamas? Hora de Relembrar os Segredos de Medjugorje?
03 de maio de 2016 – Stephen Ryan
Estamos agora em um momento especial na história. Hoje, o mundo parece estar em chamas. Um mercado de ações em queda, ISIS, Ucrânia, Síria, Rússia, Coréia do Norte, são apenas alguns exemplos de um mundo enlouquecido. Estamos testemunhando uma convulsão sem precedentes – um drama real  que o mundo nunca antes viu.
Especialistas como Glen Beck se queixam de que a mídia principal dos EUA zomba da religião e das pessoas de fé tão assumidamente agora que ele diz que “os EUA estão acabados!”
Nossa Senhora disse em 2 de maio, em uma mensagem urgente para o mundo – ” ‘recolham as cruzes quebradas’ e sejam apóstolos da revelação.” Esta é uma mensagem incrível para o mundo.
São estes acontecimentos mundiais um prenúncio de uma tribulação? Podemos olhar para as profecias marianas incluindo mensagens das aparições ainda não aprovadas em Medjugorje em busca de pistas? É hora de voltar a considerar se os segredos há muito antecipados de Medjugorje estão começando a acontecer?
Nos primeiros dias das aparições de Medjugorje, Nossa Senhora revelou aos seis videntes dez segredos que contêm informações sobre eventos futuros. Estes dez segredos de Medjugorje, é-nos dito,  afetarão a Igreja e o mundo. Ameaçadoramente, os segredos são castigos para o mundo.
Segredos têm sido muitas vezes parte das aparições marianas. O conjunto mais famoso dos segredos ou profecias teve lugar em Fátima em 1917. Os segredos alertavam sobre a Segunda Guerra Mundial e o ateísmo comunista. Essas profecias, como a maioria sabe, todas se tornaram realidade.
O que não é tão conhecido é que a Mãe de Deus revelou ao mundo que Fátima está diretamente ligada à Medjugorje.
Em 25 de agosto de 1991, a Rainha da Paz, disse em uma mensagem para o mundo  “… eu convido vocêa a renúncia por nove dias, para que com a sua ajuda tudo o que eu queria realizar através dos segredos que comecei em Fátima possam ser cumpridos …”  Os videntes disseram que Medjugorje é a “continuação e realização de Fátima.”
Então, se segredos estão ligados ao caráter de Medjugorje e Fátima, e se Medjugorje é de fato o cumprimento de Fátima, o que devemos entender dessa relação?
Em primeiro lugar, se analisarmos a construção de Fátima, vemos que o tema principal é a Rússia – uma nação específica – e é central para os segredos de Fátima.
“A Rússia virá para glorificar a Deus, o Ocidente fez progressos, mas sem Deus.”
O Bispo de Fátima proclamou que “A mensagem de Fátima se aplica à Rússia. Fátima e da Rússia são uma “.
Bispo Hnilica, aliado próximo de ambos S. João Paulo II e Madre Teresa, foi informado por Irmã Lúcia, vidente de Fátima que a Santíssima Mãe falou da Rússia, pelo menos, 22 vezes. “Um dia, ao retornar de Fátima, onde eu tinha encontrado a Irmã Lúcia, contei à Madre Teresa o que esta famosa vidente tinha me dito. Parei em um detalhe que tinha me atingido, ou seja, que a Virgem de Fátima, em várias aparições, as oficiais em 1917, e as privadas à Irmã Lúcia nos anos que se seguiram, tinha manifestado interesse na Rússia por  22 vezes. “Essa insistência,” eu disse a Madre Teresa, “é a prova de bondade extraordinária por parte da Santíssima Virgem Maria para com a população russa.”
Malachi Martin, que leu os segredos de Fátima e estava convencido de que o triunfo do Coração Imaculado de Maria começará o mais tardar em 2017, foi questionado sobre o conteúdo dos segredos em um programa de rádio.  Martin disse: “A Rússia, de acordo com o texto do ‘Terceiro Segredo’, era o regulador do cronograma de Fátima. O papel da Rússia na “Visão de Fatima’ é muito importante porque, se estamos a acreditar que a visão de Fátima, a salvação para o mundo, a cura para os males do mundo, começará na Rússia, e foi por isso que a Virgem Maria, na visão de Fátima de 1917, deveria ter falado ativamente sobre a Rússia. É uma mensagem muito estranha nesse sentido porque alguém teria dito que a salvação viria do Ocidente como pensamos sempre porque somos ocidentais, mas não, de acordo com a mensagem de Fátima, a salvação virá do Oriente, e particularmente, da Ucrânia e da própria Rússia, o que é extraordinário. ”
Ainda de acordo com Malachi Martin, a carta de uma folha da  Irmã Lúcia sobre “Terceiro Segredo” abrange três tópicos-
1.O castigo físico das nações
Um castigo espiritual
A função central da Rússia nos dois que, na realidade, os castigos físicos e espirituais devem caber em um calendário fatídico em que a Rússia é a porta.
Agora, se aceitarmos que a Rússia foi o tema central de Fátima e que Medjugorje  é o cumprimento de Fátima é possível que a Rússia tenha alguma conexão com Medjugorje?
Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta é sim!
A Rainha da Paz em Medjugorje em 1981 disse aos jovens videntes que – “. O povo russo glorificará mais a Deus”.  Esta é uma profecia extraordinária. Primeiro, previu que a consagração da Rússia teria lugar (a consagração da Rússia foi finalmente promulgada em 24 de março de 1984) e, segundo sua profecia prediz a ascensão do cristianismo na Rússia, que estava, no momento da sua profecia, sob o governo ateu, um regime totalitário. A mensagem completa da Rainha da Paz é: “A Rússia virá a glorificar a Deus no máximo, o Ocidente tem feito progressos na civilização, mas sem Deus e age como se eles fossem seu próprio criador “.
São João Paulo II também falou sobre a ligação de Fátima, Rússia e Medjugorje. A revista altamente respeitada Vatican Insider em uma entrevista com o bispo Hnilica escreveu: “O Papa mostrou-me um livro sobre Medjugorje escrito por René Laurentin. Ele começou a ler alguns capítulos e apontou que as mensagens de Medjugorje estão intimamente relacionadas com as de Fátima. “Medjugorje é a continuação de Fátima. Nossa Senhora aparece pela primeira vez em países comunistas por causa dos problemas que vêm da Rússia “, disse o Papa, que já havia abraçado como missão de seu pontificado”.
São João Paulo II liga a Rússia a Fátima e Medjugorje como faz a Mãe Santíssima.
Então, com isso em mente, voltamos nossa atenção para os acontecimentos mundiais de hoje para ver como os segredos de Medjugorje podem ser desdobramentos agora. Em particular, olhar para o estado da fé cristã na Rússia ( “A Rússia virá para glorificar a Deus o máximo”)  e as relações entre os Estados Unidos, o Ocidente e Rússia (” O Ocidente tem feito progresso mas sem Deus”)
Hoje é inegável que as tensões entre a Rússia e o Ocidente estão em seu ponto mais baixo desde a Guerra Fria. Alguns especialistas dizem que os tempos estão pior agora porque Putin fala ativamente sobre a força do arsenal nuclear da Rússia e fala abertamente sobre a usá-lo taticamente. Sem mais conversa de “destruição mútua assegurada”. Putin fala sobre ganhar uma troca nuclear. Quando pensamos sobre os segredos de Medjugorje, é importante considerar que os segredos contém elementos de “castigos” e que Fátima fala da Rússia ser o “regulador” desses chamados castigos.
Henry Kissinger escreveu recentemente que “Derrubar a Rússia se tornou objetivo para os EUA”.  Desde a Guerra Fria nunca houve tanta conversa sóbria sobre o potencial de uma guerra nuclear entre o Ocidente e a Rússia. Uma manchete típica – “Poderes dos EUA, da NATO intensificam preparativos para a guerra nuclear em resposta à “agressão russa”
Mas o que a maioria dos estrategistas políticos e militarem subestimam é como o cristianismo está na raiz das tensões entre o Ocidente e a Rússia. EUA e Europa estão rapidamente se afastando da fé, enquanto a Rússia está no meio de um renascimento religioso sem precedentes. (Rússia emerge como  a nação que mais crê em Deus na Europa).   Vladimir Putin recentemente fez um discurso dizendo: “Em muitos países hoje, as normas morais e éticas estão sendo reconsideradas. Eles estão agora exigindo não só o reconhecimento adequado da liberdade de consciência, opiniões políticas e da vida privada, mas também o reconhecimento obrigatório da igualdade do bem e do mal. ”
As palavras de Putin sobre a fé  surpreenderam o mundo.
O retorno da vida religiosa na Rússia é inegável. Vladimir Putin vai à igreja e é visto regularmente em público venerando a Virgem Maria e beijando Ícones abençoados  de Nossa Senhora. Putin faz palestras sobre a rejeição da fé e  imoralidade na América. O reavivamento espiritual surpreendente na Rússia está ocorrendo num momento em que uma profunda crise de fé está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos. Fala-se sobre o potencial das perseguições religiosas que ocorrem nos Estados Unidos como resultado da decisão histórica do Supremo Tribunal sobre casamentos do mesmo sexo.
Hoje, como o Governo dos Estados Unidos está tirando liberdades religiosas e avançando para o futuro sem Deus, o governo russo está a financiar a restauração de igrejas ortodoxas, com o dinheiro dos impostos públicos. cerimônias inaugurais são atendidas por patriarcas, e os padres equipados com água benta e incenso. Bispos Ortodoxos russos são vistos regularmente em instalações militares para a realização de cerimônias religiosas, entoando orações, queimando incenso, e aspergindo água benta em todas as instalações. No ano passado, a Rússia instalou uma capela ortodoxa dentro de um submarino nuclear em homenagem a um santo russo.
O despertar espiritual ocorrendo na Rússia é praticamente uma história desconhecida nos Estados Unidos. Eventos culturais contemporâneos nos Estados Unidos e do Ocidente, sugere que a sociedade ocidental está se movendo rapidamente para longe de Deus – essencialmente rejeitando o papel de Deus como nosso criador. Este movimento para longe de Deus está ocorrendo enquanto a Rússia parece estar a abraçar o cristianismo, mesmo “Glorificando” Deus.
A questão é  estão estas duas sociedades muito diferentes em algum tipo de rota de colisão histórica? São os segredos de Medjugorje começando a se revelar? O mundo está se movendo rapidamente para o cumprimento de Fátima que inclui uma punição contra os mundos, mas também a promessa glorificando que o “Coração da Virgem Maria triunfará”?
Há pouca dúvida de que estamos nos aproximando rapidamente de tempos apócrifos.
Nossa Senhora disse em 2 de Maio, em Medjugorje
“Meus filhos, minhas palavras são nem velhas nem novas, elas são eternas. Portanto, convido-vos, meus filhos, a observar bem os sinais dos tempos, a “reunir as cruzes quebradas’ e  serem apóstolos da revelação.
Não nos esqueçamos de apelo urgente de Nossa Senhora “Orai pela paz; paz, paz, e só a paz. ”
Sobre os 10 segredos de Medjugorje
Desde o início os “Segredos” de Medjugorje sobre futuros eventos, incluindo castigos  têm sido um aspecto controverso das aparições.
Os videntes dizem que há dez segredos que irão afetar a Igreja e  o mundo. Até o momento, três videntes, Mirjana, Ivanka e Jakov relatam que receberam todos os dez segredos de Medjugorje, enquanto Ivan, Marija e Vicka dizem ter recebido nove segredos. Até à data apenas um segredo – o terceiro segredo – foi completamente revelado.
O terceiro segredo envolve um sinal visível e permanente, que é descrito como belo e indestrutível e não é deste mundo.  O sinal será deixado no Monte das Aparições, o local de sua primeira aparição. A Virgem Maria deu a seguinte mensagem sobre este sinal: “Este sinal será dado para os ateus. Você fiéis já tem sinais e vocês se tornaram sinal para os ateus. Vocês fiéis não devem aguardar o sinal para se convertem: convertam-se logo. Este tempo é um tempo de graça para vocês. Quando o sinal vier, será tarde demais. Como mãe eu advirto-os porque eu os amo. Existem os segredos. Minhas crianças! Nada se sabe sobre estes agora, mas quando eles forem conhecidos, será tarde demais. Voltem para a oração, nada é mais importante do que isso. Eu gostaria que o Senhor me permitisse revelar alguns dos segredos para vocês, mas o que Ele está fazendo por vocês já é uma graça que é quase demais. ”
Nenhum dos videntes revelou os outros segredos de Medjugorje. Foi dito que os segredos contêm bênçãos, assim como castigos para o mundo. Os videntes avisam, que, apesar do apelo de Nossa Senhora para a oração, eles dizem que nenhuma quantidade de oração, ou jejum pode evitar que os segredos ocorram.
Os segredos serão revelados ao mundo da seguinte maneira.
“Dez dias antes do primeiro segredo, Mirjana revelará o que está prestes a acontecer ao padre franciscano Padre Petar Ljubicic, de Medjugorje. “Padre Petar Ljubicic irá então jejuar e orar durante sete dias. Em seguida, três dias antes do evento, o Padre Petar fará um anúncio público sobre o que está para acontecer e onde.
Mirjana diz que após os eventos ocorrem, aqueles que estão vivos terão pouco tempo para se converter. Ela insiste que os eventos dolorosos para a humanidade estão muito perto, e que o importante é rezar, rezar na família, para rezar para os jovens e para aqueles que não acreditam.
Traduzido para o português por Ehusson Chequer – tradutora do Portal Medjugorje Brasil – http://www.medjugorjebrasil.com.br
Fonte da matéria: http://www.mysticpost.com/a-world-on-fire-a-time-to-revisit-medugojre-secrets/


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Frutos da mentira e do sangue:

Frutos da mentira e do sangue: 1789-1989

Orlando Fedeli

Que escandalosa contradição entre o que a propaganda trombeteia a respeito da Revolução Francesa - cujo bicentenário de sangue se celebra neste ano (*) - e os frutos que ela produziu.

Nossa época - este século de homens em rebelião contra Deus - nasceu dos princípios laicamente sacrossantos de 1789. Tudo o que é genuinamente contemporâneo veio de lá. Mas como se explica que da Igualdade tenham nascido os totalitarismos; da Liberdade, as tiranias e ditaduras; da Fraternidade, a Gestapo e a KGB? Por que, não há como negar, dos escombros da Bastilha é que se construíram os fornos de Auschwitz e o Muro da Vergonha.

De fato, a Igualdade revolucionária nasce do orgulho. Não tolerando qualquer superior, o homem orgulhoso consente em que seus inferiores sejam alçados a seu nível, contanto que seus maiores sejam rebaixados. Não mais suserano. Não mais Papa. Não mais padre. Era lógico que tais gritos de revolta gerassem outros: “Não mais ricos. Não mais proprietários”. A Revolução que exigiu por lei que todos se tratassem por cidadão e por tu, sob pena de morte, gerou outra revolução ainda mais igualitária, que ordenou que se chamasse a todos de camarada, que se abolisse a idéia de meu e de teu, e que se sonhasse com a abolição da família e a instauração do amor livre.

A Revolução Francesa adorou a Razão na pessoa de uma prostituta, e o Ser supremo num ídolo imposto por Robespierre. A Revolução comunista de Lênin, Stalin e Fidel proclamou que não há Deus, e, em seu lugar, entronizou o Homem. O Homem - ídolo velho e carcomido - do qual Paulo VI proclamou que a Igreja, no Vaticano II, se fez quase servidora.

Era lógico que o igualitarismo político produzisse o igualitarismo econômico da Revolução socialista. Como manter a mentira da igualdade política nas sociedades liberais, já que é o dinheiro que controla a propaganda e as eleições?

Já durante a Revolução, em 1793, os “enragés”, liderados por Hébert e Chaumette, pregaram a necessidade de implantar o comunismo, sem o que os ricos dominariam sempre as decisões eleitorais. Sem igualdade social e econômica, diziam eles, a igualdade no voto é uma falácia. O que eles tentaram fazer em 1793, Lênin fez em 1917 e Frei Boff quer fazê-lo hoje na América Latina.

Do igualitarismo político da Revolução de 89 nasceu também o nacionalismo. Se todos os homens são iguais, todas as nações também devem sê-lo. Conseqüentemente, não poderiam existir colônias, e cada nação deveria ser um Estado. Daí, vieram as unificações da Itália e da Alemanha, assim como todos os movimentos anti-colonialistas. Daí, veio também a idéia de que cada povo deve ter um governo e um chefe. Da Revolução da Liberdade nasceu, pois, o lema nazista “Ein Volks, Ein Reich, Ein Führer”, em nome do qual tantos crimes se cometeram. Foi devido ao nacionalismo gerado pela Revolução Francesa que eclodiram as duas grande guerras de 1914 e 1939. As infinitas cruzes dos mortos nessas guerras foram fincadas no chão pelos princípios jacobinos e girondinos.

Governo do povo, governo da maioria, era o que queria a Revolução. Hoje, o mundo progrediu muito na arte de fazer a maioria falar. A maioria repete no voto o que os alto-falantes da propaganda maciça lhe repetem, por meses. E, para ter esses alto-falantes, basta possuir o ouro que os controla.

A maioria ulula nas passeatas fanatizadas, nos comícios histéricos, no aplauso dos demagogos. E sempre que estão em jogo os Direitos de Deus contra os “Direitos” do Homem, e Pilatos pede ao povo que escolha, a multidão grita em plebiscitos uníssonos: Barrabás!

Governo da maioria... Quem fala pela maioria, quem se proclama a Voz do Povo, é o ditador histérico. Em nome da maioria ele desencadeia a guerra, determina genocídios, extingue o direito de propriedade, constrói os fornos crematórios, massacra em Katin, extermina em Treblinka, fuzila em Havana, vocifera em Buenos Aires, esmaga os estudantes da Praça da Paz Celestial...

Governo da maioria, governo do povo, fonte do poder. Em seu nome, então, multiplicam-se os levantes. Ninguém mais obedece.

Há golpes e contragolpes. Todos em nome do povo. A América Latina, desde 1789, é prova dessa anarquia a que levou o direito de insurreição proclamado pelos demagogos da guilhotina em 89.

O governo do povo, o governo da maioria levou o mundo contemporâneo a uma bifurcação: ou a tirania de Stalin e de Hitler, ou a anarquia boliviana ou mexicana. Derrubou-se o tirânico Luís XVI, para em seu lugar colocar o manso Robespierre, ou Stalin, ou Mussolini, ou Hitler, ou Fidel.

Foi a Revolução de 89 que criou o mundo capitalista liberal, no qual o único valor é o dinheiro, no qual “time is money”, ou seja, “life is money” . Nesse mundo da Revolução tudo tem preço. Não há mais valores morais. Em vez da palavra de honra, o cartão de crédito. Em vez da palavra, o número. Em vez da honra, o status.

Novo mundo do consumismo capitalista, ou da fome socialista nicaragüense, etíope ou cubana. Escolham, senhores: a falsa liberdade consumista e materialista, ou a igualdade da fome comunista e atéia. Eis a opção a que a Revolução da Igualdade conduziu a humanidade. Como da Fraternidade da guilhotina, da frieza da bolsa de Nova York, do horror de Auschwitz e do Gulag, dos erros do Vaticano II nascerá a civilização do Amor anunciada para o terceiro milênio até por João Paulo II? Como da barbárie dos massacres nascerá a civilização? Como do ódio ideológico - o mais fanatizante da História - nascerá o Amor? Como sem verdade, haverá caridade?

A Revolução de 1789 proclamou que todo indivíduo criava e possuía sua própria verdade. As liberdades de 89 se fundam exatamente nisso: não há verdade objetiva. Ninguém pode ter certezas. Daí, a liberdade de imprensa e a liberdade de religião. Daí, a separação entre a Igreja e o Estado. Daí, o relativismo e o ceticismo modernos. Daí, o ateísmo teórico ou prático dos comunistas ou dos capitalistas, ainda que cristãos nominais.

Não admitindo a verdade objetiva, o mundo criado pela Revolução se transformou num hospício onde todos falam e ninguém se entende. Onde todos opinam, e ninguém sabe. Mundo de loucos ou de surdos, onde todos clamam por diálogo e querem impor, cada um, a sua mentira pessoal. A Revolução Francesa recriou Babel. É dessa nova Babel que a Igreja será vencedora. Prometeu-o a Virgem em Fátima.

É nessa Babel, cinzenta pela Igualdade, tiranizada pela Liberdade, ensangüentada pela Fraternidade, que a Igreja Católica Apostólica Romana permanece como torre inabalável, formosa como a beleza, serena como Deus, sólida e imutável como a Verdade.

(*) PUBLICADO ORIGINALMENTE EM VERITAS, 25, ANO III, 1989, JULHO-AGOSTO

    Para citar este texto:
"Frutos da mentira e do sangue: 1789-1989"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/historia/frutosdamentira/
Online, 15/12/2016 às 19:09:43h

O Comunismo começou na França:


JULHO 15, 2016
Queda da Bastilha: A doutrina armada e os filhos da Revolução

Cercado de parentes e amigos em seu leito de morte, o pensador e estadista irlandês Edmund Burke (1729-1797), conclamou que a luta contra o que se referia como a “doutrina armada”não fosse abandonada. De acordo com o biógrafo James Prior (1790-1869), a exortação foi proferida com as respectivas sentenças:

“Nunca sucumbam ao inimigo; trata-se de uma luta pela vossa existência como nação; e, se for necessária a morte, morram com a espada à mão; há um notável e ativo princípio de força na mentalidade pública da Inglaterra que apenas precisa de direcionamento adequado para capacitá-la a resistir a esse ou a qualquer outro adversário feroz; perseverem, até que tal tirania termine”.

A expressão “doutrina armada” diz respeito ao tipo de fanatismo político que atualmente chamamos de ideologia. Em pleno século XVIII, o pensador e estadista irlandês reconheceu que visões utópicas oriundas de raciocínios abstratos, tal como propostas por diferentes concepções ideológicas, não devem ser confundidas com os princípios morais, políticos e econômicos fundados nas normas da Lei Natural, apreendidos pelas experiências históricas concretas ou desveladas pela reta razão. Mantendo-se na mesma trilha do pensamento burkeano, no livro The Politics of Prudence [A Política da Prudência], o historiador e literato norte-americano Russell Kirk distinguiu as duas posturas ao afirmar que:

“‘A política é a arte do possível’, diz o conservador: ele pensa nas políticas de Estado como as que intentam preservar a ordem, a justiça e a liberdade.

O ideólogo, ao contrário, pensa na política como um instrumento revolucionário para transformar a sociedade e até mesmo a natureza humana. Em sua marcha para a utopia, o ideólogo é impiedoso”.

Tal como expresso por Eric Voegelin (1901-1985), “a ideologia é uma existência em rebelião contra Deus e o homem. É a violação do primeiro e do décimo mandamentos”. Em nosso livro Russell Kirk – O Peregrino na Terra Desolada, tentamos diagnosticar a doença espiritual de nossa época com as respectivas palavras:

“A mazela que afeta os adolescentes perpétuos de nossa ‘Civilização do Espetáculo’ criou gerações de criaturas que temem encontrar a Verdade e não reconhecem, deliberadamente ou por ignorância, a existência do Bem e do Belo, preferindo a ilusão confortante oferecida tanto pelas falsas promessas de ideólogos ou demagogos quanto pelos ilusórios confortos medíocres. Entorpecidos pelo ópio da ideologia ou embriagados pelo absinto do hedonismo relativista, os homens ocos de nossa época são netos da ‘Idade da Razão’ e filhos da ‘Era da Informação’. Fundado nas percepções reducionistas da ideologia do cientificismo, durante a Idade da Razão houve um gradativo processo de substituição do ideal de sabedoria proposto pela Filosofia Clássica por um tipo de conhecimento prático que deu ensejo para que esse mesmo saber utilitário, posteriormente, fosse subjugado pela informação, que veio a se tornar o instrumento de dominação dos manipuladores e o entretenimento dos manipulados. Na Era da Informação a promessa de aproximar as pessoas por meio das novas tecnologias, paradoxalmente, está afastando os seres humanos ao criar o novo vício de indivíduos conectados ao mundo virtual, mas desconectados da realidade.

Nesta terra desolada, em que a mente dos homens ocos é inebriada por ideologias ou pelo relativismo, não há possibilidade de compromisso intelectual com a Verdade, apenas com a opinião da maioria; aí a informação pode ser apropriada e manipulada como melhor aprouver aos desejos subjetivos. Nesse contexto, a moralidade perde qualquer relação com os absolutos morais, com as noções de certo e errado cuja aplicação passa a ser uma mera questão de preferência e de escolhas individuais; a linguagem perde o sentido, transforma-se na ‘novafala’ do politicamente correto, em que palavras passam a significar o que deseja o arbítrio de quem as profere, fazendo com que os debates sobre qualquer temática não mais se submetam à razão e aos fatos objetivos, que são substituídos por opiniões subjetivas expressas em jargões; e, também, a lógica argumentativa, na maioria das vezes, cede espaço às ofensas pessoais e ao sentimentalismo. Nessas circunstâncias, vemos desvencilhados, na produção artística, os padrões estéticos objetivos da ‘grande arte’, acusados de elitismo, são substituídos por critérios subjetivos, justificados ideologicamente pela nova classe dos críticos de arte ou pelas demandas mercadológicas das massas, muitas delas criadas artificialmente. Guiado pelo reformismo pedagógico, o propósito da educação deixa de ser a busca pelo autoconhecimento e pelo entendimento do sentido das coisas, essenciais ao ordenamento da alma e da comunidade política, e passa a assumir, confusamente, um caráter ideológico de adestramento voltado à promoção pessoal, treinamento técnico, sociabilidade, socialização, certificação profissional e interesses dos governantes. Igualmente, os bons costumes aprendidos no exercício disciplinado das virtudes, sustentadas pelo senso religioso e pelo espírito de cavalheirismo, nutridos pela imaginação moral e pela educação liberal, são descartados como moda ultrapassada e dão lugar ao barbarismo. O necessário equilíbrio político entre direitos e deveres bem como a meritocracia são substituídos pela ideologia do democratismo, que transforma a comunidade de cidadãos num aglomerado massificado de indivíduos apáticos, preocupada, apenas, com as mesquinhas vantagens da barganha com o Estado, transformado num poder onipotente, controlado por políticos inescrupulosos e pela burocracia opressora, que passa a regular todos os aspectos da vida social”.

Acompanhando essa mesma linha de raciocínio, podemos afirmar que, sem dúvida, a Revolução Francesa foi um marco divisor no processo relatado, sento o evento histórico mais superestimado nos aspectos positivos e mais subestimado nos efeitos negativos.  Na tarde de 14 de julho de 1789, uma multidão entre seiscentos e dez mil insurgentes liderada por Pierre-Augustin Hulin (1758-1841), um antigo sargento da Guarda Suíça e futuro general do exército de Napoleão Bonaparte (1769-1821), tomou a Bastilha. A velha prisão abrigara no passado alguns presos políticos, sendo vista como um símbolo das arbitrariedades praticadas na França durante o Antigo Regime.

Bastilha2No entanto, durante esse acontecimento o local mantinha apenas sete presos, que foram libertados como heróis nacionais. O mais famoso dentre os cativos era o escritor libertino Donatien Alphonse François de Sade (1740-1814), o Marquês de Sade. Contudo, a despeito de ser uma figura muitas vezes pouco analisada pelos críticos do pensamento esquerdista, de nossa parte acreditamos que o aristocrata libertino francês deva ser tomado, ao lado de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), como um dos principais ícones do tipo de imaginário corrompido que prevalece em nossa época.

O pensamento rousseauniano é a expressão arquetípica do tipo de mentalidade igualitária, sentimentalista, anárquica e utópica denominada por Irving Babbitt (1865-1933) de “imaginação idílica”. Esta é uma forma corrompida de imaginação por ser caracterizada como um impulso pérfido para romper com as tradições e para substituir a obrigação moral pelo culto de um egoísmo temerário, fundado paradoxalmente em ideais coletivistas.

No livro Democracy and Leadership [Democracia e Liderança], lançado originalmente em 1924, o crítico literário norte-americano expressa que sua preocupação “é com a relação desse tipo de imaginação com o moderno idealismo político”, pois “o agitador apela principalmente a ela quando instiga a multidão com suas imagens da felicidade que deverá sobrevir depois da destruição da ordem social vigente”.

Nas conferências Page-Barbour, ministradas na University of Virgina em Charlottesville no ano de 1933 e publicadas no início de 1934 no livro After Strange Gods: A Primer of Modern Heresy [Em Busca de Deuses Estranhos: Uma Cartilha das Heresias Modernas], o poeta, dramaturgo e ensaísta T. S. Eliot (1888-1965) encontra na obra de diversos literários modernos a presença de um tipo de imaginário decaído que se deleita no perverso e no sub-humano.

ts-eliotNa biografia intelectual Eliot and His Age: T. S. Eliot’s Moral Imagination in the Twentieth Century [A Era de T. S. Eliot: A Imaginação Moral do Século XX], denominou esse tipo de mentalidade “imaginação diabólica”. Essa forma de imaginário corrompido se caracteriza pela perda do conceito de pecado e pela adoção de uma concepção voluntarista de natureza humana infinitamente maleável e mutável, que se expressa na moralidade pluralista e na mentalidade relativista do multiculturalismo de nossa época, ao entender as normas morais como valores atinentes às preferências individuais subjetivas ou à transitoriedade dos diferentes contextos culturais, defendendo, assim, a abolição de qualquer norma objetiva.

Os escritos filosóficos de Jean-Jacques Rousseau, apresentam, assim a matriz da imaginação idílica que se manifestaria posteriormente nos escritos de todos os autores progressistas de diferentes matizes, dentre os quais podemos citar como exemplos os nomes de Thomas Paine (1737-1809), Jeremy Bentham (1748-1832), Mary Wollstonecraft (1759-1797), Johann Gottlieb Fichte (1762-1814), Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), John Stuart Mill (1806-1873), Karl Marx (1818-1883), John Dewey (1859-1952), Maria Montessori (1870-1952), Herbert Marcuse (1898-1979), Jean-Paul Sartre (1905-1980), Ayn Rand (1905-1982), Louis Althusser (1918-1990), Murray N. Rothbard (1926-1996), Paulo Freire (1921-1997), John Rawls (1921-2002), Jacques Derrida (1930-2004) e Richard Rorty (1931-2007). Por outro lado, as obras literárias do Marquês de Sade foram permeadas pela imaginação diabólica, que em diferentes graus esteve presente nos escritos de Charles Baudelaire (1821-1867) e de D. H. Lawrence (1885-1930), dentre outros, predominando, também, na maior parte da ficção popular de nossos dias, bem como em algumas produções televisivas e cinematográficas.

marques-sade-geoffrey-rushNos romances do Marquês de Sade vemos ênfase na moralidade invertida de homens que sentem prazer na dor de seus semelhantes, principalmente mulheres e crianças. Os escritos do autor são marcados pelo ateísmo e enfatizam a atuação perversa de nobres devassos que, muitas vezes, na busca do prazer desenfreado seduzem ou estupram mulheres e crianças raptadas, em narrativas que enaltecem práticas violentas ou grotescas como as mutilações corporais, a sodomia, a coprofagia e os assassinatos.

Um dos autores mais influentes no pensamento esquerdista de nossa geração é o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), que, de acordo com o biógrafo Didier Eribon, leu as obras do Marquês de Sade com prazer e proclamou “em alto e bom som seu desprezo pelos que não são adeptos das ideias do marquês”. Em uma entrevista publicada originalmente em 1984, o filósofo pós-moderno francês defendeu que por intermédio de Sade “o mundo ocidental recolheu a possibilidade de ultrapassar na violência sua razão de reencontrar a experiência trágica além das promessas da dialética”.

michel-foucaultSustentado no ideal de libertinagem presente nos escritos do Marquês de Sade, no materialismo histórico de Karl Marx, no niilismo de Friedrich Nietzsche (1844-1900) e na psicanálise de Sigmund Freud (1856-1939), o pensamento foucaultiano propõe um novo triunfo da loucura sobre o mundo da normalidade. A vitória da insanidade e a destruição dos costumes civilizatórios tradicionais, sustentados durante gerações foram pelo espírito religioso e pelo sentimento de cavalheirismo, foi uma tragédia prevista em 1790 por Edmund Burke, que descreveu de modo profético e dramático as consequências da atuação dos revolucionários na seguinte passagem do livro Reflections on the French Revolution [Reflexões sobre a Revolução em França]:

“Agora, no entanto, tudo está para mudar. Todas as ilusões agradáveis que tornaram o poder moderado e a obediência generosa, que harmonizavam os diferentes matizes da vida e que por assimilação suave incorporaram na política sentimentos que embelezam e amenizam a sociedade privada estão para ser suprimidos por esse novo império conquistador de luz e razão. Toda a roupagem decente da vida está para ser rudemente arrancada. Todas as ideias ajuntadas, oferecidas no guarda-roupa de uma imaginação moral que o coração possui e o entendimento ratifica como necessária para esconder os defeitos de nossa natureza árida e corrompida e para erguê-la à dignidade de nossa estima, estão para ser rebentadas como uma moda ridícula, absurda e antiquada”.

O aristocrata austríaco e pensador católico Erik von Kuehnelt-Leddihn (1909-1999), no livro Leftism: From de Sade and Marx to Hitler and Marcuse [Esquerdismo: De Sade e Marx a Hitler e Marcuse], descreveu o trágico percurso intelectual do pensamento esquerdista, que, originário no racionalismo dos iluministas franceses e no igualitarismo romântico de Jean-Jacques Rousseau, é a causa das principais mazelas de nossas sociedades ocidentais, desde a época do Marquês de Sade até os nossos dias.

queda-bastilha2Além do famoso escritor libertino francês, as biografias de mais dois prisioneiros da Bastilha são relativamente conhecidas. Um deles foi Hubert de Solages (1746-1825), o Conde de Solages, libertino acusado e condenado pelo crime de incesto, mas poupado misericordiosamente da pena capital. O outro era Anne-Gédéon de La Fitte de Pelleport (1754-1807), um militar libertino e aventureiro, que fora preso por deserção e por inadimplência, mas que após a libertação acabou servindo ao regime revolucionário como diplomata, espião e burocrata. Por fim, os quatro cativos restantes eram apenas falsários internacionais notórios. A “imaginação idílica” dos revolucionários franceses, de fato, libertou a “imaginação diabólica”.

Formada em sua maioria por veteranos imbuídos com os ideais humanitários do iluminismo, a guarnição de cento e quatorze guardas do Regimento dos Inválidos decidiu não atirar contra a população civil que atacava a fortaleza. Tal atitude complacente dos militares foi recompensada pela turba enfurecida com o extermínio de quase todos os soldados, incluindo o governador da prisão, Bernard-René Jourdan (1740-1789), o Marquês de Launay, que, assim como os seus comandados, teve a cabeça decepada e fincada em um bastão, sendo utilizadas como estandartes na procissão triunfal feita pelos revolucionários nas ruas de Paris.

O edifício da Bastilha foi demolido em um único dia e as pedras da construção foram espalhadas ao redor do mundo como símbolo do novo período democrático de liberdade, igualdade e fraternidade, que, guiado pela razão, fora inaugurado com esse glorioso acontecimento.

Revolução-francesa2O evento entrou para a história como a Queda da Bastilha ou Tomada da Bastilha, marcando o início da Revolução Francesa. As consequências nefastas desse acontecimento histórico devem ser melhor compreendidas por todos que desejam preservar os princípios de Ordem, Liberdade e Justiça. Além da paradigmática obra supracitada de Edmund Burke, recomendamos a leitura, dentre outras, das clássicas Considérations sur les principaux événemens de la Révolution française [Considerações sobre os Principais Eventos da Revolução Francesa] de Anne-Louise Germaine Necker de Staël-Holstein (1766-1817), a Madame de Staël, Histoire de la civilisation en France [História da Civilização em França] de François Guizot (1787-1874), Histoire de la Révolution française [História da Revolução Francesa] de Jules Michelet (1798-1874), L’Ancien Régime et la Révolution [O Antigo Regime e a Revolução] de Alexis de Tocqueville (1805-1859), e Origines de la France contemporaine [Origens da França Contemporânea] de Hippolyte Taine (1828-1893). Dentre os estudos mais recentes disponíveis em português sugerimos os livros Penser la Révolution française [Pensando a Revolução Francesa] François Furet (1927-1997), Les révolutions de France et d’Amérique: De la violence à la sagesse [As Revoluções da França e da América: A Violência e a Sabedoria] de Georges Gusdorf (1912-2000) e O Brasil e a Revolução Francesa de João de Scantimburgo (1915-2013), bem como The Cultural Origins of French Revolution [As origens Culturais da Revolução Francesa] de Roger Chartier, nosso ex-professor em um seminário durante o período em que na década de 1990 cursávamos a Faculdade de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

queda-bastilhaPintada em óleo sobre tela no ano de 1789, por Jean-Pierre Houël (1735-1813), a obra Prise de la Bastille, a imagem que ilustra o presente artigo, é uma das muitas representações desse acontecimento histórico elaborada por artistas franceses do período. As diversas pinturas desse acontecimento guardam um elemento marcante em comum entre si, que é a figuração da violência da massa revolucionária, retratada em meio à fumaça. Convém lembrar aqui as fotografias e vídeos dos protestos de 2014, analisados de modo detalhado por nosso amigo Flavio Morgenstern no livro Por Trás da Máscara: Do Passe Livre aos Black Blocks, as Manifestações que Tomaram as Ruas do Brasil. As similitudes entre as imagens não são meras coincidências.

As causas e os desdobramentos dos fatos históricos podem ser diferentes, mas o espírito é o mesmo, sendo descrito com propriedade e brilhantismo em 1929 pelo filósofo espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955) no livro La rebelión de las masas [A Rebelião das Massas]. De acordo com a perspectiva orteguiana, o perigo de orientarmos a ação política por uma nova forma de jacobinismo existe, e não é característica exclusiva da mentalidade esquerdista. Alguns militantes esquerdistas agem por conta deste fator, sendo massa de manobra de uma causa que, no geral, não compreendem muito bem, mas seguem como parte de um rebanho acrítico.

Em nossos dias, entretanto, acreditamos que há um risco grande dos defensores da liberdade na luta contra o agigantamento dos poderes estatais ou contra a corrupção serem tragados, a exemplo dos esquerdistas, pelo mesmo espírito jacobino do democratismo, oriundo da Revolução Francesa, que o fator responsável por alguns militantes esquerdistas agirem como massa de manobra de uma causa que, no geral, não compreendem muito bem, mas seguem como parte de um rebanho acrítico.

The Battle of Long IslandNo caso da política norte-americana o problema foi analisado por nosso amigo Claes Ryn, renomado autor conservador e professor da Catholic University of America (CUA), na trilogia formada pelos livros Democracy and the Ethical Life: A Philosophy of Politics and Community [Democracia e a Vida Ética: Uma Filosofia da Política], The New Jacobinism: America as Revolutionary State [O Novo Jacobinismo: Os Estados Unidos como Estado Revolucionário] e America the Virtuous: The Crisis of Democracy and the Quest for Empire [Estados Unidos o Virtuoso: A Crise da Democracia e a Busca pelo Império]. Animados por novo modo de jacobinismo, alguns grupos do chamado conservadorismo popular nos Estados Unidos se tornam presas de alguns formadores de opinião que pontificam nos meios de comunicação, bem como passam a depositar as esperanças em políticos demagógicos, acreditando que os problemas da sociedade poderão ser resolvidos pela mera pressão de movimentos organizados, fora das instituições representativas. O problema já havia sido apontado no final da década de 1980 por Russell Kirk em alguns ensaios incluídos na já citada obra A Política da Prudência.

Os movimentos democráticos que atualmente ocupam as ruas do Brasil na luta contra o esquerdismo ou contra a corrupção do governo petista são legítimos e cumprem importante papel em nossa sociedade. No entanto, as reflexões de Edmund Burke, de José Ortega y Gasset, de Russell Kirk e de Claes Ryn devem servir como advertência para os líderes desses grupos para que não assumam, de algum modo, as práticas do democratismo revolucionário dos esquerdistas.

A trilha correta a ser seguida para que não se tornem filhos da revolução, defendendo uma outra “doutrina armada”, passa pela adoção de princípios morais, políticos e econômicos fundados nas normas da Lei Natural, apreendidos pelas experiências históricas concretas ou desveladas pela reta razão. Se não entendermos os erros do passado, corremos o risco de repeti-los. Porém, como já dito por inúmeros autores, da primeira vez é tragédia, mas da segunda é farsa. Os desfechos trágicos da revolução iniciada em 14 de julho de 1789 e as análises de eminentes pensadores acerca desse fato histórico ainda guardam um pouco de sabedoria para o atual contexto de nosso país.

:Alex Catharino

sensoincomum

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A Queda dos Anjos:


A Revolta dos Anjos: por que alguns anjos tornaram-se demônios?

Recordemos a história dos anjos e a origem dos demônios, esses anjos que se tornaram maus. A sua revolta constitui a raiz de toda a iniquidade, aquela, como veremos, que se deverá revelar e ser proposta de forma explícita ao homem, no final da sua vida.
Os anjos nunca tiveram corpo. São puros espíritos. Para nós, é muito difícil compreender verdadeiramente o que pode ser e como pode viver, uma pessoa que não tem corpo. Assim, ao longo de todo este trabalho, tomamos o partido de falar deles em termos antropomórficos. Trata-se, bem entendido, de uma linguagem analógica.
No primeiro instante da sua criação, criação que precedeu a dos homens, todos os anjos eram bons. O maior deles, Lúcifer, pela beleza do seu ser era a obra-prima de Deus. Os outros anjos não sentiam inveja. Bem pelo contrário, ao contemplarem-lhe a perfeição, conseguiam fazer uma ideia da infinita grandeza do Deus escondido que acabava de os criar. Todos os anjos amavam Deus, afirma S. Tomás de Aquino. Não sentiam senão reconhecimento pelo que acabavam de receber da sua mão, a existência, a vida, a beleza. Este espectáculo da criação, fazia com que clamassem a uma só voz: “Glória a Deus nas alturas”.
Se o amavam, no entanto, não o podiam conhecer senão de longe. Mesmo para o mais inteligente dos anjos, Deus permanece o Mistério por excelência. A inteligência dos espíritos celestes bem pode ser superior à nossa, mas permanece limitada. Como é que um vaso finito (o anjo) poderia conter o Infinito (Deus)? Limitavam-se, pois, a conhecer Deus através dos efeitos do seu poder. Ao olharem-se a si mesmos, ao olharem os outros anjos, viam como num espelho o reflexo longínquo do Criador. E esta vida pacífica e contemplativa, agradava-lhes. O mundo poderia ter ficado assim para a eternidade.
No entanto, quando a criação era ainda completamente nova, Deus falou. Trata-se de um pensamento, de uma revelação transmitida directamente à inteligência de cada anjo. Para melhor manifestar a Boa Nova que anunciou aos anjos, vamos decompô-la em três palavras distintas:
1 - Deus disse: “Criei-vos para que me vejais face a face.” Esta primeira revelação é perturbadora para um anjo, bem mais que para um homem, porque o anjo tem a capacidade de lhe captar de imediato todo o alcance. Ver Deus face a face, significa para eles o impensável. Era-lhes impossível esperar uma tal felicidade. Sabiam, bem mais do que nós, a infinita profundidade do mistério divino e o limite das suas capacidades intelectuais. Ver Deus face a face, isso significa compreender o seu Mistério com o próprio olhar com que Deus se compreende. Ora, tal coisa é impossível. Não obstante, as legiões angélicas tinham ouvido bem. Acreditaram, pois, aderiram a esta palavra d Deus, apesar do seu carácter impensável, sabendo que nada é impossível a Deus. Lúcifer foi o primeiro a acreditar. Com ele, os querubins, os serafins e todas as ordens celestes, desejaram ver realizar-se esta promessa. Esta adesão chama-se fé. Mas já neste primeiro instante, Deus sabia que Lúcifer acreditava por outro motivo que o pequeno arcanjo Miguel.
2 - Deus falou mais uma vez: “Eu sou manso e humilde de coração. Ninguém me pode ver face a face se não for todo amor e humildade.” Os anjos sabiam, através da contemplação natural, que Deus não os podia ter criado senão por amor. Mas descobrem estupefactos, naquele instante, que Deus é amor. A contemplação natural convidava-os antes a admirar, em primeiro lugar, a inteligência do Criador, a sua luz. O mundo angélico parecia-lhes mais beleza que bondade. Pela sua palavra, Deus convidou-os a inverter inteiramente as suas concepções habituais. Quando Deus afirma que é amor, antes de tudo, quando o Todo-Poderoso revela que se considera como o servo de todos (humildade), manifesta que a perfeição natural dos Querubins não é nada a seus olhos, comparada ao amor. A sua ordem de preferência não é a que dá a nobreza, mas a que dá o coração. Pede-lhes uma conversão total. Ser amor é a condição necessária para toda a entrada na visão beatífica.
Aqui se situa a prova terrível para os anjos: renunciar a si mesmos. Já é difícil para um ser humano, que todos os dias é confrontado com as suas imperfeições. Ainda mias o é para um puro espírito, imagem perfeita da perfeição de Deus. O orgulho é um defeito mais próximo dos anjos que dos homens. Esta abnegação, dissemo-lo, é indispensável porque a vida proposta é sobrenatural.
3 - Uma terceira palavra foi pronunciada: “Depois de vós, vou criar pequenos seres ligados a um corpo de carne. Homem e mulher os farei. Terão filhos. Vós sereis para eles anjos da guarda. Vós os conduzireis a mim.” Esta revelação foi extremamente concreta, tão concreta que tinha o poder de distinguir quem, de entre os anjos, era humilde, e quem não era. A Bíblia diz: “Deus separou a luz das trevas.” Esta simples frase mostra-nos que se deu uma separação exterior entre a presunção de uns e o amor de outros. Houve uma cisão no céu angélico. É o conteúdo desta revelação primeira que provocou este primeiro drama da criação, o mistério primeiro de iniquidade, mesmo no mundo dos humanos.



Esta revelação, à maneira de um relâmpago fulgurante, deixou o céu inteiro silencioso e, no instante seguinte, um desses instantes celestes que mede o pensamento dos anjos, um voz gritou: “não servirei”. O mais belo de todos, Lúcifer, tinha falado, passando a ser para sempre Satanás. Lúcifer é o maior dos anjos, quer dizer, o mais poderoso do ponto de vista intelectual, o mais próximo de Deus pela sua perfeição espiritual. Lúcifer ama Deus. Seria aberrante afirmar que os anjos querem mal ao Criador, a quem sabem dever tudo. Apenas o homem é capaz de odiar Deus porque não o conhece e julga-o muitas vezes, pelos efeitos da sua providência. O homem age muitas vezes como uma criança que, tendo sido repreendida pela mãe, está terrivelmente zangada com ela. Esta criança ainda não é capaz de compreender que foi o amor que fez com que a mãe agisse assim. O anjo está para além destes raciocínios infantis.
O problema de Lúcifer é que amava Deus à sua maneira. Via nele o ponto mais elevado de todo o universo, diante do quem todo o joelho se dobra, e nisso, tinha o sentido da honra de Deus e do seu estatuto. Tinha, sobretudo, deste esse instante primeiro, o sentido da sua dignidade própria, Lúcifer, do seu lugar de chefe de todos os anjos. A ordem primeira, instaurada por Deus no início da criação e baseada no poder espiritual, dava-lhe o primeiro lugar depois de Deus, primeiro lugar que lhe convinha perfeitamente. Lúcifer não estava contra a criação de seres humanos, esses espíritos limitados e débeis ligados a corpos materiais, na condição, no entanto, que estivessem, na hierarquia dos seres do universo, abaixo dos anjos, apenas acima dos animais. Mas compreendia que seria de outra forma. A ordem que agradava a Deus não era, no fim de contas, aquela que confere os títulos de nobreza intelectual, mas a que confere a humildade, a pequenez e, sobretudo, a capacidade de amar. Ora, nessa ordem, o homem e a mulher eram criaturas mais bem construídas para triunfar. Com efeito, um anjo, que é uma inteligência pura, ama na medida em que compreendeu que algo é digno de ser amado. Amar para ele, significa “querer unir-se ao que compreendeu ser um bem”. O homem, ao invés, com a sua inteligência limitada e incapaz de se exercer sem a ajuda do cérebro, tem a capacidade de amar sem mesmo compreender. Pode amar o seu Deus com uma fé e uma confiança cegas. No há que de melhor nele, o homem pode amar um amigo até dar a vida por ele, portanto, para além do que é lógico. É esta forma de amar que agrada ao Todo-Poderoso, ao ponto que, quanto mais encontra diante dele um ser deste tipo, mias se dá a ele e o estabelece no alto da hierarquia dos seres.
Lúcifer perscrutava, em pensamento, a natureza humana. Via nela o homem e a mulher. O homem com a sua psicologia masculina, inclinado a compreender o mundo, a transformá-lo, e a mulher com a sua psicologia mais inclinada a compreender as coisas com o coração do que a analisá-las, mais inclinada a amar. Por causa disso, mais do que o homem, a mulher obcecava-o.
O projecto de Deus surgiu-lhe então em plena luz, com as consequências terríveis para o seu orgulho. Ele, Lúcifer, e todos os espíritos celestes com ele, os Querubins, os Serafins e os Tronos, as Dominações, as Virtudes, as Potestades, os Principados, os Arcanjos e os Anjos, eram chamados por Deus a  baixarem-se a servir esses seres de lama e ossos, a protegê-los e a conduzi-los, durante o período da sua permanência na terra, para que se tornassem, no fim de contas, maiores que eles. Então, Lúcifer, foi tomado de inveja. Mais do que pelo homem, foi tomado por uma hostilidade contra a mulher e proclamou à face do céu: “Não servirei”. Tornou-se num instante, de uma forma perfeitamente lúcida, o arauto da defesa dos “direitos” de Deus e da defesa do lugar hierárquico dos anjos. Proclamou a sua revolta, um pouco (salvaguardando as devidas proporções) à maneira de S. Pedro, antes da paixão de Jesus: “Tu és mestre e Senhor, não me lavarás os pés”. Também Pedro teve o sentido do lugar de Jesus mas, contrariamente a Lúcifer, soube calar-se quando Jesus lhe respondeu: “Se não te lavar os pés, não terás parte comigo”.
Lúcifer, sendo o mais espiritual dos anjos, teve, pelos seus argumentos, uma influência terrível sobre o resto do Céu. A Bíblia diz que o dragão vermelho de fogo (cor que simboliza a cólera) varreu um terço das estrelas do céu. Este número não é para tomar no sentido literal, mas manifesta, mesmo assim, que os demônios são numerosos (um terço dos anjos). A sua influência foi proveniente, sem dúvida, da nobreza dos seus argumentos. Pretendeu não agir senão para o bem de Deus. O seu argumento teria tido ainda mais peso se, como pensam certos teólogos, os anjos tivessem sabido, desde o primeiro momento, do projeto da encarnação do Filho de Deus, em Jesus Cristo. Tal projeto não pode ser senão escandaloso aos olhos dos espíritos puros.


Lúcifer foi verdadeiramente o defensor dos direitos de Deus? O seu amor por ele foi verdadeiramente a razão da sua revolta? Muitos anjos não se deixaram enganar (dois terços, se tomarmos à letra os textos). O Apocalipse diz assim: “Então, uma batalha travou-se no céu: Miguel e os seus anjos combateram o dragão. E o dragão foi contra eles, apoiado pelos seus anjos, mas foram vencidos e expulsos do Céu.” Este combate não se fez com espadas de aço, mas com a espada da verdade. Um simples arcanjo, quer dizer, um espírito das hierarquias mais inferiores, foi o primeiro a denunciar a mentira de Satanás, um Querubim resplandecente: “Não é por Deus que lutas, mas por ti. Se amasses Deus verdadeiramente, obedecerias à sua vontade. O que te  importa é seres o primeiro. Foi o orgulho que te cegou. Mas, quem é como Deus!” Miguel, por esta palavra de verdade, arrastou atrás de si aqueles que Lúcifer não pôde seduzir.
A Bíblia não pára de confirmar este orgulho primitivo de Lúcifer, que o soube tão bem camuflar em grandeza de sentimentos. Isaías, falando dele, declara: “Como caíste do céu, estrela da manhã, filho da aurora? Como foste lançado à terra, vencedor das nações? Tu que tinhas dito no teu coração: subirei aos céus, acima das estrelas de Deus elevarei o meu trono. Serei igual ao Altíssimo”. Quanto a Jesus, não hesita afirmar que Satanás foi mentiroso desde o princípio. Ele foi o príncipe da mentira. Com efeito, não há maior mentira que chamar bem àquilo que é mal.
O que aconteceu aos anjos desde o esplendor da sua criação e desde a queda de alguns deles? Foram divididos em dois grupos, segundo a escolha que fizeram de servir ou lutar contra o projeto de Deus. Os anjos bons foram imediatamente introduzidos na visão de Deus e, desde esse dia como hoje, jamais a deixam. Os anjos maus separaram-se de Deus, e Jesus afirmou que a sua ruptura não cessará jamais. Lúcifer e os seus anjos estão condenados para a eternidade. Alguns cristãos pensam que a eternidade do inferno é contraditória com a bondade de Deus. Pensam que Deus, um dia, perdoará o pecado a Lúcifer e tomá-lo-á com ele. Falam assim porque compreendem mal o mistério do inferno, a saber, de uma forma terrestre e demasiado humana. O homem, enquanto estiver na terra, pode sempre voltar atrás quanto aos seus pecados. Deus recebe-o e perdoa-lhe. O anjo, quanto a ele, é demasiado inteligente para estar submetido a estas reviravoltas da vontade. Quando um anjo escolhe, sabe o que escolhe. Num instante, pesa os prós e os contra, e a sua inteligência, como uma lâmina cortante, não deixa nada no vago. Lúcifer e os seus anjos sabiam o que era o inferno, esse vazio de Deus. O inferno não lhes pareceu um mal tão terrível face à perda desse outro bem que puseram no lugar supremo do coração: o primeiro lugar. Deus bem poderia infinitamente perdoar a Lúcifer, este responderia indefinidamente “tenho razão”.
Eis o combate que se esconde sob a denominação de “mistério de iniquidade”. As suas consequências sobre a humanidade são fáceis de deduzir.
Que fazem agora os demônios? A Bíblia afirma que foram precipitados na terra. Esta frase misteriosa significa que a sua única obsessão, o objectivo de toda a sua atividade, é o homem. Os demônios, lógicos com a sua escolha original, não desejam mais que destruir o homem, sobretudo no plano espiritual. O seu inimigo principal é tudo quanto lembra, de perto ou de longe, a humildade ou o amor generoso. Se conseguissem que o homem, essa suposta obra-prima, se juntasse lucidamente à sua revolta, a sua vitória parecer-lhes-ia completa. Esperam, desta forma, demonstrar a Deus o seu erro grosseiro, a estupidez dos seus planos. Desejariam obter, revoltando a humanidade inteira contra o criador, o restabelecimento da antiga ordem que lhes agradava, a ordem da nobreza, baseada nos direitos da natureza. Pensam poder conseguir que Deus se vergue, faze-lo desistir dessa sua história de humildade e de amor.
Deus deixa a Lúcifer e aos seus demónios uma certa latitude para agirem de forma, por vezes, muito concreta, junto dos homens. Na sua limpidez, Deus sabia que as propostas falaciosas, as tentações, permitiriam àqueles que o amam, escolhe-lo mais livremente. Os demônios e as suas velhacarias tornaram-se, pois, sem mesmo o suspeitarem, servidores do plano de Deus para a vida eterna dos homens.

TRECHO DO LIVRO "A HORA DA MORTE" DO TEÓLOGO FRANCÊS  ARNAUD DUMOUCH.
O Apostolado dos Pequenos Servos de Maria Rainha está organizando a publicação deste livro no Brasil. Recebemos a autorização do Teólogo Arnaud Dumouch e teremos o livro pronto no mês de maio.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Guadalupe e a Ciência:


12 de Dezembro: Nossa Senhora de Guadalupe - Desafio à ciência moderna

 
Publicado no dia 12 Dezembro 2016



Para o ateu moderno, acostumado a dar valor só ao que julga provado pela ciência, o milagre de Guadalupe, no México, é no mínimo constrangedor. Pois a ciência prova que houve milagre!

Uma pessoa não totalmente atéia, mas profundamente contaminada pelo pensamento moderno, dizia-me que aquilo que não é provado cientificamente não existe. Mas — típica contradição da alma humana — não queria falar do Santo Sudário de Turim, pois as descobertas científicas sobre ele a abalavam; e se fosse obrigada a olhar o assunto de frente, teria de negar o valor da ciência ou... converter-se.
Vejamos o problema do ponto de vista desses amantes indiscriminados da ciência. Para eles, tudo aquilo que não se demonstra em laboratório entra para o domínio da fantasia. Ciências, com C maiúsculo, são para eles a Física, a Química, a Biologia, etc. Já a História lhes parece suspeita, pois é irrepetível e muito subjetiva, ao depender de testemunhas. Muito mais ainda se for história eclesiástica, e o auge do suspeito lhes parecem as histórias dos milagres. São como o Apóstolo São Tomé, que precisou ver para crer. Para esse tipo de almas incrédulas, que havia até entre os Apóstolos, Nosso Senhor realiza certo tipo de milagres, de forma que não possam alegar a falta de provas. E uma dessas provas é a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, no México.(1)

Breve resumo da história

No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra. Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo. Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto. Muito resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se ficasse só nisso, facilmente poderiam os céticos dizer que é só história, nada há de científico.
Os problemas para eles começam com o fato de ter-se conservado o manto de Juan Diego, no qual está impressa até hoje a imagem. Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo. No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível. Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos. O manto de Guadalupe tem hoje 475 anos, portanto nada deveria restar dele.
Uma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem. Comecemos pela pintura. Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura. Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos 111 elementos conhecidos. “Erro do cientista” — poderia objetar algum cético. Difícil, respondemos nós, pois o Dr. Kuhn foi prêmio Nobel de Química em 1938.(2) Além do mais, ele não era católico, mas de origem judia, o que exclui parti-pris religioso.

No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia. Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma. Para os céticos, outra complicação: verificaram que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.
Convém ter em conta que ao longo dos tempos foram pintadas no manto outras figuras. Estas vão se transformando em manchas ou desaparecem. No caso delas, o material e as técnicas utilizadas são fáceis de determinar, o que não acontece com a imagem de Nossa Senhora.

Os olhos da imagem

Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas. Devemos primeiro ter em vista que os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras! O cientista José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:

• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;

• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;

• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.

Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI...

Tentativa de apagar o milagre

Assim como meu conhecido não desejava falar do Santo Sudário, outros não querem ouvir falar dessa imagem, que representa para eles problemas insolúveis. O anarquista espanhol Luciano Perez era um desses, e no dia 14 de novembro de 1921 colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro do qual havia dissimulado uma potente bomba. Ao explodir, tudo o que estava perto ficou seriamente danificado. Uma cruz metálica, que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas... a imagem da Virgem não sofreu dano algum.
E ainda ela está hoje ali, no templo construído em sua honra, assim como uma vez esteve Nosso Senhor diante do Apóstolo São Tomé e lhe ordenou colocar sua mão no costado aberto pela lança. São Tomé colocou a mão e, verificada a realidade, honestamente acreditou na Ressurreição. Terão essa mesma honestidade intelectual os incrédulos de hoje? Não sei, porque assim como não há pior cego do que o que não quer ver, não há pior ateu do que o que não deseja acreditar. Mas, como católicos, devemos rezar também por esse tipo de pessoas, pedindo a Nossa Senhora de Guadalupe que lhes dê a graça de serem honestas consigo mesmas.

Por Valdis Grinsteins

Notas :
1. Para a elaboração deste artigo, utilizamos o material publicado no sitehttp://www.reinadelcielo.org/estructura.asp?intSec=1&intId=42, ao qual remetemos os leitores interessados em mais dados.
2. http://nobelprize.org/chemistry/laureates/index.