Sacerdotes do Fim dos Tempos: Homofilia em altos postos, se fez de Roma um antro de garotos de aluguel
Publicado no dia 24 Junho 2019
Por Jules Gomes • ChurchMilitant.com
"Bem-vindo a Sodoma", Don Julius, um confessor na Basílica de São Pedro, diz frédéric Martel, enquanto descreve em detalhes a vida noturna gay do Vaticano.
"Todas as noites os padres têm essas duas opções", diz Julius. "Vaticano 'em' ou Vaticano 'fora'" - o primeiro é o código para sexo com co-religiosos ou jovens seminaristas; a segunda é uma cifra para cruzar em parques públicos, saunas ou na internet para pegar acompanhantes masculinos.
Cardeais e bispos geralmente favorecem a primeira opção cautelosa de cruzar dentro da Igreja. O público em geral não tem consciência da segunda opção de relações homossexuais comerciais que constituem uma opção de longo alcance, escreve o jornalista Frédéric Martel em sua exposição explosiva intitulada No armário do Vaticano: poder, homossexualidade, hipocrisia.
O leitor deve ser alertado para o jornalismo suculento de Martel. Ele é refrescantemente franco sobre suas próprias tendências homossexuais, e seu ateísmo o leva a desprezar a deferência à "Virgem Santa" ou "Sua Santidade" - e é por isso que ele se recusa a capitalizar tais títulos.
"A prevalência da prostituição homossexual entre os clérigos estabelece isso com certeza surpreendente de que o lugar de busca mais valorizado é "ninguém menos que a Praça de São Pedro".
"Felizmente, na França, acreditamos mais na poesia do que na religião", ironiza o filho do laicismo francês (secularismo).
No entanto, mesmo que o jornalismo de Martel faça fronteira com o ativismo gay, sua pesquisa é meticulosa e extensa. Mas, como ele diz, ele "às vezes tem que atribuir para ouvir o que poderia ter sido escrito como fato".
A exposição de Martel involuntariamente desmascara a mídia dominante e a narrativa vaticana de pedofilia clerical. O problema, como ChurchMilitant, o arcebispo Carlo Maria Viganò, o relatório de John Jay e outros têm repetidamente identificado, é a predação homossexual ou a efebofilia - sexo com homens jovens pós-púberes.
A prevalência da prostituição homossexual entre os clérigos estabelece isso com assombrosa certeza de que o "lugar de busca mais valorizado" é "ninguém menos que a Praça de São Pedro: o Vaticano é a única verdadeira 'vizinhança gay' de Roma". Três dos sete cardeais criticados por Viganò em seu Testemunho regularmente usam prostitutas masculinas.
Minhas fontes no Vaticano confirmaram o problema de os padres irem às prostitutas, especialmente quando estavam em Roma para mais estudos. Isso foi há um tempo atrás, e eu assumi que as prostitutas eram mulheres. Não fiz mais perguntas.
Martel interroga os "garotos alugados" contratados por padres homossexuais. O epicentro desta atividade é a Roma Termini, a principal estação ferroviária de Roma, em homenagem às antigas Termas de Diocleciano (latim, thermae), que ficam do outro lado da rua da entrada principal.
"Mohammed", um jovem imigrante tunisiano que defende as políticas de imigração do Papa Francisco, é uma das 60 prostitutas migrantes entrevistadas por Martel para investigar as relações sexuais entre os garotos muçulmanos da Roma Termini e os padres católicos do Vaticano.
"Com os padres, nos damos bem naturalmente", diz Mohammed a Martel. Os "padres homossexuais" adoram árabes e "orientais" e amam esse subproletariado de migrantes, observa Martel.
A legalização da homossexualidade e do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a proliferação de bares e saunas gays e aplicativos digitais resultaram no mercado de prostitutas de rua do sexo masculino que secam em Roma. Sacerdotes mantêm esse mercado vivo - porque os mantém anônimos.
Então, como os garotos alugados identificam os homens que estão servindo como padres?
"Você pode dizer de suas cruzes quando se despir", diz Florin, uma prostituta romena. As cruzes são diferentes das cruzes ou medalhas batismais usadas pelos leigos.
Florin revela como os padres lhe pagam para ir de férias com eles.
"Eu fui embora por três dias com um padre. Ele pagou por tudo. Normal." Florin também aponta para a regularidade com que o clero o contrata: "Eles pagam uma espécie de assinatura. E recebem um desconto".
"Eu também tenho uma cruz no pescoço, sou cristão. Cria um vínculo! Eles se sentem mais seguros com um cristão ortodoxo, é reconfortante para eles!", Diz Christian, que é de Brașov, Romênia. sobre João Paulo II, de quem gosto muito, como romeno; ninguém gostou mais daquele papa do que eu. "
Christian diz que os padres levam principalmente prostitutas para um hotel. Christian mostra a Martel a lista de contatos do clero em seu telefone - os números são genuínos; os nomes são provavelmente falsos.
Outra pista, segundo Gaby, de Iaşi, a segunda maior cidade da Romênia, é que o clero "nunca usa linguagem grosseira" e sempre quer ir a hotéis porque não tem casa. Os padres também não querem dormir com os italianos; os migrantes não os denunciam à polícia.
É a "ternura excessiva da parte dos padres", que é uma dádiva e vários padres "sempre querem nos ajudar" e "nos tirar da rua", diz Gaby. Os sacerdotes estão "salvando" seus clientes.
Policiais e carabinieri confirmam o recurso clerical à prostituição homossexual através de incidentes de sacerdotes sendo roubados, seqüestrados, espancados, chantageados, presos e até mesmo assassinados enquanto viajam para alugar garotos. Os padres permanecem em silêncio porque o preço para registrar uma queixa policial seria alto demais.
Fontes policiais também corroboram o relato do jornalista Andrea Pini sobre homossexuais assassinados por prostitutas em seu livro Omocidi (Homicides). O clero está super-representado entre as vítimas, a polícia diz a Martel.
Uma exceção aos prostitutos masculinos migrantes é Francesco Mangiacapra, um estudante de escolta e direito napolitano de alta classe, que está disposto a revelar seu nome verdadeiro.
O banco de dados de Mangiacapra está repleto de padres: "Os padres são a clientela ideal. Eles são leais e pagam bem. Se eu pudesse, trabalharia apenas para os padres. Sempre dou prioridade a eles".
Foi difícil construir essa base de clientes? Começou naturalmente quando os clientes dos sacerdotes o recomendavam a outros padres ou o convidavam para festas onde ele se encontrava com potenciais clientes clérigos.
"Não era uma rede; não eram orgias como as pessoas às vezes pensam. Eles eram apenas padres muito comuns que simplesmente me recomendavam de maneira bastante mundana a outros amigos sacerdotes", comenta ele com desarmonia.
Em 2018, Mangiacapra revelou a vida sexual de 34 sacerdotes em um dossiê de 1.200 páginas usando suas fotografias, gravações em áudio e capturas de tela de suas trocas sexuais com eles. O arquivo Preti gay (padres gays) revelou dezenas de padres celebrando a missa em suas vestimentas e depois despindo-se e realizando atos sexuais via webcam.
"Como regra geral, os padres não têm medo de doenças sexualmente transmissíveis. Eles se sentem intocáveis. Eles estão tão certos de sua posição, de seu poder, que eles não levam esses riscos em consideração, ao contrário de outros clientes, eles não têm senso de realidade. Eles vivem em um mundo sem AIDS".
Mangiacapra enviou o arquivo a Crescenzio Sepe, arcebispo de Nápoles. Suas revelações para a mídia podem ser vistas no YouTube. Apesar disso, ele tem 30 padres regulares no momento; outros a quem ele suspeita serem clérigos e confirma com confiança que os padres se tornaram sua "especialidade".
A parte mais contundente da investigação de Martel sobre prostitutas masculinas são as consequências das doenças sexualmente transmissíveis e da AIDS que afligem o clero gay. As conversas de Martel com os garotos da Roma Termini confirmam que os padres estão entre os clientes menos prudentes quando se trata de atos sexuais.
"Como regra, os padres não têm medo das DSTs. Eles se sentem intocáveis. Eles têm tanta certeza de sua posição, de seu poder, que não levam em conta esses riscos, ao contrário de outros clientes, não têm senso de realidade. Eles vivem em um mundo sem AIDS ", observa Mangiaca.
Estudos mostram a proporção significativa de clérigos com AIDS na hierarquia católica. Um estudo norte-americano baseado nos atestados de óbito dos padres católicos concluiu que eles tinham uma taxa de mortalidade relacionada à AIDS quatro vezes maior do que a população em geral.
Outro estudo, baseado no exame de 65 seminaristas romanos no início da década de 1990, mostrou que 38% deles eram soropositivos.
Martel conclui sua investigação sobre a prostituição de clérigos gays com visitas aos hospitais de Roma. Sacerdotes e bispos com DST e aids freqüentam o Instituto Dermatológico San Gallicano, preferindo-o à Policlínica Gemelli, ligada ao Vaticano.
O professor Massimo Giuliani de San Gallicano confirma esta crise: "Os padres são uma das categorias sociais de maior risco e mais difíceis de alcançar em termos de prevenção da AIDS. Falar sobre o risco da AIDS significaria reconhecer que os padres têm homossexualismo." E, obviamente, a Igreja se recusa a participar desse debate. "
"Tudo no mundo é sobre sexo, exceto sexo. Sexo é sobre poder", alegam Oscar Wilde. Contos de homofilia em corredores católicos de poder teriam escandalizado até mesmo Wilde, o poeta homossexual e dramaturgo, que se arrependeu e se converteu ao catolicismo em seu leito de morte.
O Rev. Dr. Jules Gomes, B.A., B.D., M.Th., Ph.D. (Cantab) é jornalista, acadêmico e editor do Rebel Priest (www.julesgomes.com).
Fonte: www.churchmilitant.com via www.sinaisdoreino.com.br
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Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
"É a ruína que está chegando. Procurar-se-á salvação, sem que se possa encontrá-la. Sobrevirão desastres sobre desastres, má nova sobre má nova. Pedir-se-ão oráculos ao profeta, faltará a lei para o sacerdote, e o conselho para os anciãos.". (Ezequiel 7, 25)
"Porque o desejo da carne é hostil a Deus, pois a carne não se submete à lei de Deus, e nem o pode. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele". (Romanos 8, 7-9)
Em La Salette - França, 1846, Aparição reconhecida pela Santa Sé, disse Nossa Senhora: “Os sacerdotes, ministros de Meu Filho, por sua má vida, por suas irreverências e por sua impiedade em celebrar os santos Mistérios, por seu amor ao dinheiro, às honras e aos prazeres, se converteram em cloacas de impurezas. - (isso em 1846, imaginem agora). Que com suas infidelidades e sua má vida crucificam de novo ao Meu Filho!"
Também Jacinta, uma das videntes de Nossa Senhora em Fátima, em suas últimas palavras, comunicadas à sua madrinha, madre Maria da Purificação Godinho, disse: "Minha madrinha, peça muito pelos pecadores! Peça muito pelos padres! Peça muito pelos religiosos! Os padres só deviam ocupar-se das coisas da Igreja . Eles devem ser puros".
Disse JESUS à Sua serva Catalina de Jesús Herrera (1795), conhecida pelas revelações sobrenaturais que teve e por sua vida de santidade. Ó meu Jesus, começastes a me dar a entender quão decepcionado estavas com os religiosos. E me dizias: "Os eclesiásticos são causa da perdição das pessoas seculares. E como por seus maus costumes deixaram que se lhes perdesse totalmente o respeito, já o mundo não faz nenhum caso deles, razão pela qual não é de nenhum proveito o que pregam. Se eles vivessem como devem, meu Espírito infundiria por seus lábios fervor nas pessoas do mundo. E daí se seguiria a moderação nos costumes. Mas como as pessoas do mundo veem que eles fazem as mesmas coisas que os outros, foi-se introduzindo o hábito de desprezá-los, e fica sem efeito a sua Doutrina".
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terça-feira, 25 de junho de 2019
O Papa Que Foi Longe Demais:
O erro fatal de Francisco, o Papa que foi longe demais
Publicado no dia 25 Junho 2019
Por FratresInUnum.com, 24 de junho de 2019 — Foi por causa de um avanço imprudente que se deu a derrota do exército de Napoleão Bonaparte, em Waterloo, em 1815. Um dos maiores gênios da arte da guerra foi vencido por causa de um aparente progresso.
Nestes dias, o Papa Francisco deu um passo importantíssimo para a sua tentativa de reformar (ou deformar) a Igreja Católica. Como noticiamos, a Secretaria Geral do Sínodo dos bispos publicou o Instrumentum laboris, o texto fundamental de trabalho, construído mediante consultas cuidadosamente pilotadas pelo cardeal brasileiro Claudio Hummes.
O texto apresenta a proposta da ordenação de homens casados, mais velhos e índios; sugere a criação de uma nova liturgia que incorpore os elementos indígenas; louva a atuação das Igrejas protestantes na Amazônia e auspicia a invenção de novos ministérios para as mulheres. É o recrutamento da Igreja nas fileiras da revolução tribalista!
A proposta pode parecer caótica, mas obedece a um plano de governo muito bem delineado em Evangelii gaudium, aplicado em Amoris Laetitia e Laudato si, os documentos principais do papa argentino, e agora concretizado num experimento concreto: o sínodo pan-amazônico.
Se as mudanças de Francisco em Vos estis lux mundi e em Sicut mater amabilis colocaram toda a responsabilidade pelos abusos sexuais do clero nas costas dos bispos, o que não foi desapercebido e deixou muitos deles para lá de preocupados, agora, o “avanço” do Papa Bergoglio deixou desconcertados os fieis.
A mídia não tardou em noticiar que o Vaticano está para decidir sobre a ordenação de homens casados e, de repente, muita gente despertou para o fato de que o bispo de Roma está indo “longe demais”.
No caso de Napoleão, a derrota consistiu no exílio na Ilha de Santa Helena, onde morreu em 1821. No caso de Francisco, a derrota não seria nada menos que a perda completa da credibilidade por parte do povo e do clero, pois, embora supremo, o poder do papa não é absoluto. De fato, não pode governar um soberano cuja autoridade seja ignorada. Seria como se, ao posto de um monarca, estivesse um mero ator, cuja encenação fosse encerrada pela desistência do público.
A Providência Divina age por caminhos muito mais altos do que os nossos e, neste sentido, podemos estar diante de uma genuína ação de Deus: um papa que não renunciasse, mas que fosse “renunciado” pela própria imposição dos fatos, exatamente como o rei Saul, quando a unção lhe foi retirada, pois a autoridade já estava sobre o rei Davi.
Um papa não pode usar do poder que tem contra a finalidade para a qual ele foi instituído, nem pode governar contra um povo do qual deveria ser pai. Esta é justamente a diferença entre uma legítima autoridade e uma tirania.
Os bispos e cardeais nunca agirão de motu proprio, mas apenas o farão forçados pelo povo, do qual sua subsistência concreta depende. Aliás, o abuso de poder de Francisco em relação aos bispos e cardeais é enorme: aos primeiros, tratou como coroinhas removíveis de seus ofícios com um decreto; e aos segundos, simplesmente há anos não recebe em colégio, recusando-se a tratá-los como o que são, o senado do romano pontífice.
Temos um papa que manipula as estruturas da Igreja em benefício de suas reformas, completamente à revelia do povo católico, sob o disfarce de uma sinodalidade fingida, tão fingida quanto a sua paternidade sobre a cristandade, à qual não cessa de esforçar-se por transformar em um inferno.
No final das contas, ele mesmo pode se colocar em um inferno, exilando-se voluntariamente num isolamento institucional absurdo, em uma ilha em que terminará por se destruir por completo, sendo que toda a Igreja seguirá um caminho completamente oposto.
Se a lei suprema da Igreja é a salvação das almas, Deus que a instituiu para isso decerto se servirá de todos os recursos para recuperar para si o povo que Francisco tentou cooptar, desviando-o para uma religião totalmente inventada, que perdeu completamente a identidade histórica com o que um dia já foi.
Alguém dizia que Deus permite ao diabo agir com a única condição de que não esconda o rabo. Pois bem… O povo já começou a ver o rabo e, daí, concluirá facilmente onde está o diabo. Há avanços que são apenas o começo do fim e, em nosso caso, temos um papa que já foi longe demais.
Visto em: fratresinunum.com
Nota de www.rainhamaria.com.br
Declarou o zeloso Arcebispo Marcel Lefebvre: "O Papa recebeu o Espírito Santo, não para pregar novas verdades, mas para manter a fé de sempre. Por esta razão, nós escolhemos o que sempre foi ensinado, e fechamos nossos ouvidos às novidades destruidoras da Igreja".
"Se acontecesse do papa não fosse mais o servo da verdade, ele não seria mais papa. Não digo que ele não o seja mais – notem bem, não me façam dizer o que não disse – mas se acontecesse disso ser verdade, não poderíamos seguir alguém que nos arrastasse ao erro. Isto é evidente. Não sou eu quem julga o Santo Padre, é a Tradição. Eis porque estamos prontos e submissos para aceitar tudo o que for conforme à nossa fé católica, tal como foi ensinada durante dois mil anos mas recusamos tudo o que lhe é contrário. Já ouvimos a objeção: Então cabe a nós julgarmos a fé católica? Mas não será dever de um católico julgar entre a fé que lhe ensinam hoje e a que foi ensinada e crida durante vinte séculos e que está escrita nos catecismos oficiais. Como foi que agiram os verdadeiros fiéis diante das heresias? Preferiram dar o sangue a trair sua fé. O Santo Padre não pode, de forma alguma, pedir-nos que abandonemos nossa fé, que é algo absolutamente impossível – e a conservação da nossa fé. Pois bem, nós escolhemos não abandonar a nossa fé, porque nela não podemos errar. A Igreja não pode estar errada no que tem ensinado durante dois mil anos, e por esse motivo nos apegamos a essa Tradição que tem se manifestado de forma admirável e definitiva. Por esta razão, nós escolhemos o que sempre foi ensinado e fechamos nossos ouvidos às novidades destruidoras da Igreja".
“Roma perderá a Fé e se tornará a sede do Anticristo”, são as palavras que Nossa Senhora profetizou em La Salette, na França, uma aparição reconhecida pela Igreja.
Publicado no dia 25 Junho 2019
Por FratresInUnum.com, 24 de junho de 2019 — Foi por causa de um avanço imprudente que se deu a derrota do exército de Napoleão Bonaparte, em Waterloo, em 1815. Um dos maiores gênios da arte da guerra foi vencido por causa de um aparente progresso.
Nestes dias, o Papa Francisco deu um passo importantíssimo para a sua tentativa de reformar (ou deformar) a Igreja Católica. Como noticiamos, a Secretaria Geral do Sínodo dos bispos publicou o Instrumentum laboris, o texto fundamental de trabalho, construído mediante consultas cuidadosamente pilotadas pelo cardeal brasileiro Claudio Hummes.
O texto apresenta a proposta da ordenação de homens casados, mais velhos e índios; sugere a criação de uma nova liturgia que incorpore os elementos indígenas; louva a atuação das Igrejas protestantes na Amazônia e auspicia a invenção de novos ministérios para as mulheres. É o recrutamento da Igreja nas fileiras da revolução tribalista!
A proposta pode parecer caótica, mas obedece a um plano de governo muito bem delineado em Evangelii gaudium, aplicado em Amoris Laetitia e Laudato si, os documentos principais do papa argentino, e agora concretizado num experimento concreto: o sínodo pan-amazônico.
Se as mudanças de Francisco em Vos estis lux mundi e em Sicut mater amabilis colocaram toda a responsabilidade pelos abusos sexuais do clero nas costas dos bispos, o que não foi desapercebido e deixou muitos deles para lá de preocupados, agora, o “avanço” do Papa Bergoglio deixou desconcertados os fieis.
A mídia não tardou em noticiar que o Vaticano está para decidir sobre a ordenação de homens casados e, de repente, muita gente despertou para o fato de que o bispo de Roma está indo “longe demais”.
No caso de Napoleão, a derrota consistiu no exílio na Ilha de Santa Helena, onde morreu em 1821. No caso de Francisco, a derrota não seria nada menos que a perda completa da credibilidade por parte do povo e do clero, pois, embora supremo, o poder do papa não é absoluto. De fato, não pode governar um soberano cuja autoridade seja ignorada. Seria como se, ao posto de um monarca, estivesse um mero ator, cuja encenação fosse encerrada pela desistência do público.
A Providência Divina age por caminhos muito mais altos do que os nossos e, neste sentido, podemos estar diante de uma genuína ação de Deus: um papa que não renunciasse, mas que fosse “renunciado” pela própria imposição dos fatos, exatamente como o rei Saul, quando a unção lhe foi retirada, pois a autoridade já estava sobre o rei Davi.
Um papa não pode usar do poder que tem contra a finalidade para a qual ele foi instituído, nem pode governar contra um povo do qual deveria ser pai. Esta é justamente a diferença entre uma legítima autoridade e uma tirania.
Os bispos e cardeais nunca agirão de motu proprio, mas apenas o farão forçados pelo povo, do qual sua subsistência concreta depende. Aliás, o abuso de poder de Francisco em relação aos bispos e cardeais é enorme: aos primeiros, tratou como coroinhas removíveis de seus ofícios com um decreto; e aos segundos, simplesmente há anos não recebe em colégio, recusando-se a tratá-los como o que são, o senado do romano pontífice.
Temos um papa que manipula as estruturas da Igreja em benefício de suas reformas, completamente à revelia do povo católico, sob o disfarce de uma sinodalidade fingida, tão fingida quanto a sua paternidade sobre a cristandade, à qual não cessa de esforçar-se por transformar em um inferno.
No final das contas, ele mesmo pode se colocar em um inferno, exilando-se voluntariamente num isolamento institucional absurdo, em uma ilha em que terminará por se destruir por completo, sendo que toda a Igreja seguirá um caminho completamente oposto.
Se a lei suprema da Igreja é a salvação das almas, Deus que a instituiu para isso decerto se servirá de todos os recursos para recuperar para si o povo que Francisco tentou cooptar, desviando-o para uma religião totalmente inventada, que perdeu completamente a identidade histórica com o que um dia já foi.
Alguém dizia que Deus permite ao diabo agir com a única condição de que não esconda o rabo. Pois bem… O povo já começou a ver o rabo e, daí, concluirá facilmente onde está o diabo. Há avanços que são apenas o começo do fim e, em nosso caso, temos um papa que já foi longe demais.
Visto em: fratresinunum.com
Nota de www.rainhamaria.com.br
Declarou o zeloso Arcebispo Marcel Lefebvre: "O Papa recebeu o Espírito Santo, não para pregar novas verdades, mas para manter a fé de sempre. Por esta razão, nós escolhemos o que sempre foi ensinado, e fechamos nossos ouvidos às novidades destruidoras da Igreja".
"Se acontecesse do papa não fosse mais o servo da verdade, ele não seria mais papa. Não digo que ele não o seja mais – notem bem, não me façam dizer o que não disse – mas se acontecesse disso ser verdade, não poderíamos seguir alguém que nos arrastasse ao erro. Isto é evidente. Não sou eu quem julga o Santo Padre, é a Tradição. Eis porque estamos prontos e submissos para aceitar tudo o que for conforme à nossa fé católica, tal como foi ensinada durante dois mil anos mas recusamos tudo o que lhe é contrário. Já ouvimos a objeção: Então cabe a nós julgarmos a fé católica? Mas não será dever de um católico julgar entre a fé que lhe ensinam hoje e a que foi ensinada e crida durante vinte séculos e que está escrita nos catecismos oficiais. Como foi que agiram os verdadeiros fiéis diante das heresias? Preferiram dar o sangue a trair sua fé. O Santo Padre não pode, de forma alguma, pedir-nos que abandonemos nossa fé, que é algo absolutamente impossível – e a conservação da nossa fé. Pois bem, nós escolhemos não abandonar a nossa fé, porque nela não podemos errar. A Igreja não pode estar errada no que tem ensinado durante dois mil anos, e por esse motivo nos apegamos a essa Tradição que tem se manifestado de forma admirável e definitiva. Por esta razão, nós escolhemos o que sempre foi ensinado e fechamos nossos ouvidos às novidades destruidoras da Igreja".
“Roma perderá a Fé e se tornará a sede do Anticristo”, são as palavras que Nossa Senhora profetizou em La Salette, na França, uma aparição reconhecida pela Igreja.
sábado, 15 de junho de 2019
Fogo Sagrado:
O Fogo Sagrado do Santo Sepulcro
Um grandioso e magnífico milagre se repete anualmente, sempre no mesmo local e hora, e que talvez poucos conheçam pelo fato de não ser divulgado pela mídia. É o Fogo Sagrado do Santo Sepulcro, que se manifesta na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, sempre na Celebração vespertina da Páscoa ortodoxa. A manifestação é sempre confirmada por todos os presentes. Caracteriza-se pelo aparecimento espontâneo de um fogo que desce dos céus, após as orações do Patriarca ortodoxo no recinto do Santo Sepulcro, inclusive acendendo espontaneamente algumas velas e lamparinas da Igreja, sob os olhares admirados dos presentes que acompanham este miraculoso acontecimento. Este Fogo Santo tem a característica de não queimar quem entra em contato com ele.
O fenômeno misterioso ocorre desde a Ressurreição de Jesus Cristo até os presentes dias, tendo sido encontrados testemunhos escritos que recuam até o século IV. É conhecido pelos cristãos da comunidade ortodoxa como ‘o maior de todos os milagres cristãos visíveis’.
OBS:PROCUREM PELO VÍDEO NO YOUTUBE.
Um grandioso e magnífico milagre se repete anualmente, sempre no mesmo local e hora, e que talvez poucos conheçam pelo fato de não ser divulgado pela mídia. É o Fogo Sagrado do Santo Sepulcro, que se manifesta na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, sempre na Celebração vespertina da Páscoa ortodoxa. A manifestação é sempre confirmada por todos os presentes. Caracteriza-se pelo aparecimento espontâneo de um fogo que desce dos céus, após as orações do Patriarca ortodoxo no recinto do Santo Sepulcro, inclusive acendendo espontaneamente algumas velas e lamparinas da Igreja, sob os olhares admirados dos presentes que acompanham este miraculoso acontecimento. Este Fogo Santo tem a característica de não queimar quem entra em contato com ele.
O fenômeno misterioso ocorre desde a Ressurreição de Jesus Cristo até os presentes dias, tendo sido encontrados testemunhos escritos que recuam até o século IV. É conhecido pelos cristãos da comunidade ortodoxa como ‘o maior de todos os milagres cristãos visíveis’.
OBS:PROCUREM PELO VÍDEO NO YOUTUBE.
Jesus Fala: Despertai!
Jesus Cristo: Meu povo deve conhecer as Profecias que Minha Mãe e Eu vos temos dado para que não vos encontre dormindo (24-05-2019)
Povo Meu:
Amado Povo Meu, não vos abandono quando sois mais assediados pelo Demônio. Ao contrário, vos protejo e envio Meus Exércitos Celestiais pela SALVAÇÃO DE UMA SÓ ALMA, MAS ESTA ALMA DEVE DESEJAR SE SALVAR E SE MANTER DISPOSTA A SER RESGATADA.
Isto não implica que Meu Povo não padeça para sua própria purificação, não implica que eles gostem do Céu antecipadamente. Junto a toda a humanidade, Meus filhos passam pela peneira das provas e saem triunfantes. A humanidade tem sido provada e tem padecido provas inegáveis por causa da debilidade na Fé e da pronta acolhida que ela deu ao Demônio. A estratégia do Demônio superou a Meus filhos e estes caíram nas garras da inveja, má conselheira para levá-los a querer alcançar Minha Vontade sem passar por este ‘Escultor Divino’.
A batalha entre ‘o Bem e o Mal’ existiu e o homem não procura reter as experiências, mas continua padecendo por sua própria desobediência.
Meu Povo verifica as entrelinhas dos acontecimentos da história, e os que vivem neste momento em que a perseguição do Demônio se estende por toda a Terra neste afã de que as almas se percam, olham descuidadamente e sem consciência para a Minha Palavra e a de Minha Mãe. Veem a ponta do iceberg, sem processar a profundidade do que vivem neste momento presente e do que viverão no futuro, lhes falam de acordos de paz e eles não visualizam a antecipação de Minha Palavra para que despertem antes da tormenta. A desobediência torna Meus filhos cegos e surdos, a astúcia do Demônio lhes enloda a mente para que, como com rios de lodo, os Meus se contaminem e padeçam graves enfermidades espirituais.
Esta peste que invade aos Meus nesta etapa da história da humanidade é totalmente dirigida para perverter a mente do homem para que a consciência colapse e o caos se apodere de Meus filhos, sendo como barcos à deriva.
A Terra tem variado seu eixo, o magnetismo a conduz para outro sentido, o que provoca grandes e inesperados efeitos sobre a Terra, sobre o homem, sobre toda a natureza. Assim acontece a Meus filhos, o magnetismo que gera o mal faz com que a humanidade varie seu pensamento, seus gostos, seus desejos, seus propósitos e de um momento para outro seja uma criatura totalmente diferente. Meu povo não vê as entranhas do enfrentamento do bem contra o mal, nem olha com preocupação a proliferação de normas contrárias a Mim em tudo o que possa Me representar, não vê as agendas pestilentas de pecado que são aprovadas pelos países, não vêem como Sou afastado pouco a pouco, com grande diplomacia, de Minha Casa, dos Templos, mas ainda mais grave é como, por vontade humana, o homem Me retira de sua vida.
‘Por isso, tomai as armas de Deus, para que possais resistir no dia mau e manterde-vos firmes depois de haver vencido tudo.’ (Ef. 6, 13)
Meu Povo vive a grande Batalha universal profetizada entre ‘o bem e o mal’ e não desejam acreditar nisso. Grande parte de Meus filhos abraçou o Demônio, suas perversões, seus caminhos de imoralidade extrema, de morte, que lhes leva a perder a alma caso não se arrependam. Esquecendo a Lei Divina, se atrevem a profanar o que é de Minha Casa, cometem atos sacrílegos para satisfazer ao Demônio. Esse acúmulo de mal contém dentro de si a força própria desse agir e atuar do Demônio e, ao não vos encontrar firmes na Fé, vós não conseguis ficar inexpugnáveis.
Alimentai-vos de Meu Corpo e Meu Sangue, orai e sejais Meu Amor, Minha Misericórdia e Minha Esperança para vossos irmãos.
‘Meu Reino não é deste mundo’ (Jn 18, 36). Meu Reino sobreviverá pelos séculos dos séculos.
Meu povo deve conhecer as Profecias que Minha Mãe e Eu vos temos dado para que não vos encontre dormindo.
Amado povo Meu, tudo o que acontece na Terra não deveis deixar passar despercebido, os sinais são anúncios para que os que estão dormindo despertem.
Minha Mãe prepara Minha Segunda Vinda e Ela, com Sua Mão levará Meu Anjo da Paz para Meus Filhos para que lhes dê Meu Amor, Minha Guia e lhes sustente. Então, os incrédulos verão Meu Anjo da Paz e o escutarão e retomarão a esperança. Minha Mãe: Porta do Céu, Estrela da Manhã, Sol que nunca se escurece, por conta de Nossa Trindade Sacrossanta, é a Arca de Salvação nos últimos Tempos. Minha Mãe Me levou em seu Ventre e esse Ventre Bendito será aquele que conduzirá Meu povo para Mim.
Orai, filhos Meus, orai pelo Ocidente, se contaminou e Me desobedece.
Orai, filhos Meus, orai para que resistais até o final.
Orai, filhos Meus, orai pelo Canadá, o inesperado chega a essa nação.
Amado povo Meu! Despertai! Meu chamado é urgente, não durmais.
EU VENCEREI! (Mt 16, 18)
Abençoo-vos.
Vosso Jesus.
quinta-feira, 13 de junho de 2019
O Pão Que Contém Todos os Sabores e Algo Mais:
De joelhos, sozinho, na meia luz e no silêncio ante o Santíssimo Sacramento
Publicado no dia 12 Junho 2019
12.06.2019 -
O maná que Deus enviou para alimentar os judeus durante a travessia do deserto, após abandonar o Egito sob a direção do profeta Moisés rumo à Terra Prometida, mudava de gosto.
Por causa disso diante do Santíssimo Sacramento exposto, antes de dar a bênção, o padre ajoelhado usando uma muito bonita capa pluvial cantava: Panem de caelo, prestistis eis alelluia, Vós destes a eles pão do Céu, aleluia. Quer dizer, o maná. O coro respondia: Omne delectamentum in se habentem, alelluia, Que tinha em si todos os sabores aleluia.
Isso fazia parte daquela distinção, daquela classe, daquela categoria, de uma bênção do Santíssimo Sacramento bem dada. Com o Santíssimo resplandecente dentro de um sol de ouro, a interlocução entre o oficiante e o povo representado pelo coro, era esta: vós destes a eles um pão do Céu. E o coro respondia: que contém em si todos os sabores.
Arranhando pedaços de latim, ou nada entendendo, o fiel percebia alguma coisa de uma superior beleza que excede em categoria todo o cerimonial humano.
Na igreja de São Bento, no centro de São Paulo, há uma belíssima capela do Santíssimo Sacramento. É um dos lugares de São Paulo onde, fugindo da agitação da cidade, se pode comungar com mais agrado. Ou, mais simplesmente, passar por lá durante o dia, e fazer visitas ainda que rápidas ao Santíssimo Sacramento.
Não há o que incite mais à piedade do que algo composto. E a capela, prima pela beleza, pela distinção e compostura. Essa capela tem o teto baixo e é separada por alguns degraus da igreja. O conjunto de circunstâncias arquitetônicas e artísticas ajuda a dar a impressão de estar ali Jesus prestando atenção em cada visitante.
Nossa Senhora tem um papel nisso. Ela não faz entre Deus e nós o papel de corpo opaco nem mesmo translúcido, mas o da lente. A devoção a Maria representa o cristal que se coloca no ostensório diante da Hóstia: todo olhar deve passar por ele para se chegar a ver as Sagradas Espécies. Ele não prejudica a visão; pelo contrário, necessariamente é preciso passar-se por ele para vê-lO de uma maneira mais nítida.
São Luís Grignion de Montfort explica muito bem o fundamento teológico disso: Nossa Senhora é como uma lente poderosa e pura, que concentra em nós as graças que vêm de Deus. Como é lindo o operar discreto de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento!
Porque Ele tem pena de nós. Todos nós de algum modo quando entramos num recinto sagrado onde está o Santíssimo Sacramento, o mais das vezes algo nos diz que Ele está lá. Então Ele conversa conosco na noite dos nossos sentidos, mas de uma forma que é muito mais nobre do que o puro ver e o puro sentir material.
Ele nos diz: “Eu estou presente”.
O convívio eucarístico é inteiramente indescritível. Ele nos consola com uma esperança, que é um prenúncio de toda a alegria que vamos ter em vê-lO no Céu por toda a eternidade. Há um jogo da misericórdia infinita dEle.
Porque Ele sustenta com condescendência a fraqueza do homem.
Um homem que tenha visto Nosso Senhor com os olhos carnais no tempo em que Ele estava nesta vida, vamos dizer por exemplo Pilatos ou Herodes, talvez não tivesse sentido nada do que cada um de nós sente aos pés do Sacrário ou do ostensório.
Nós, entrando na igreja, já vamos sentido a influência divina sabendo que a 20, 30 metros de nós, sozinho, numa sala com lamparina acesa e circundado de anjos numa quantidade inexprimível, está Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente.
Nosso Senhor fez uma coisa grandiosa, divina, quando instituiu a Eucaristia. Ele pensou nessa magnífica influencia que Ele exerceria sobre todos os homens que se aproximariam até Ele durante milênios.
Nós conhecemos por aí os aspectos diferentes da nossa própria vocação de católico que Nossa Senhora pôs em nós pela mediação que fez da graça que nos trouxe à Igreja. Por isso podemos dizer com a alma cheia, como os judeus no deserto diziam do maná: Omne delectamentum in se habentem.
Quer dizer, o Santíssimo Sacramento tem em si toda espécie de deleites. Sobretudo quando as nossas almas se abrem para a beleza, a honra e a glória, o lumen – a luz divina – da vocação de católico.
Porque o maná era assim.
O nosso lado bom é assim, e só o conhecemos bem quando nós nos detemos a degustar esse convívio, sozinhos, ajoelhados, numa meia luz, no silêncio, diante do Monumento que conserva a Jesus vivo mas que nos fala no mais fundo da alma.
Assim, percebemos melhor como a balbúrdia e o caos em que o mundo afora afunda cada dia mais não é nada, e está condenado a passar e desaparecer.
E ao mesmo tempo podemos ouvir ao infinito no fundo das nossas almas o canticum novum do Reino de Maria que se regozija em cada um de nós.
Vídeo: “Adoro te devote” (“Adoro-Vos devotamente”) hino a Jesus Sacramentado
Fonte: aparicaodelasalette.blogspot.com via www.rainhamaria.com.br
Publicado no dia 12 Junho 2019
12.06.2019 -
O maná que Deus enviou para alimentar os judeus durante a travessia do deserto, após abandonar o Egito sob a direção do profeta Moisés rumo à Terra Prometida, mudava de gosto.
Por causa disso diante do Santíssimo Sacramento exposto, antes de dar a bênção, o padre ajoelhado usando uma muito bonita capa pluvial cantava: Panem de caelo, prestistis eis alelluia, Vós destes a eles pão do Céu, aleluia. Quer dizer, o maná. O coro respondia: Omne delectamentum in se habentem, alelluia, Que tinha em si todos os sabores aleluia.
Isso fazia parte daquela distinção, daquela classe, daquela categoria, de uma bênção do Santíssimo Sacramento bem dada. Com o Santíssimo resplandecente dentro de um sol de ouro, a interlocução entre o oficiante e o povo representado pelo coro, era esta: vós destes a eles um pão do Céu. E o coro respondia: que contém em si todos os sabores.
Arranhando pedaços de latim, ou nada entendendo, o fiel percebia alguma coisa de uma superior beleza que excede em categoria todo o cerimonial humano.
Na igreja de São Bento, no centro de São Paulo, há uma belíssima capela do Santíssimo Sacramento. É um dos lugares de São Paulo onde, fugindo da agitação da cidade, se pode comungar com mais agrado. Ou, mais simplesmente, passar por lá durante o dia, e fazer visitas ainda que rápidas ao Santíssimo Sacramento.
Não há o que incite mais à piedade do que algo composto. E a capela, prima pela beleza, pela distinção e compostura. Essa capela tem o teto baixo e é separada por alguns degraus da igreja. O conjunto de circunstâncias arquitetônicas e artísticas ajuda a dar a impressão de estar ali Jesus prestando atenção em cada visitante.
Nossa Senhora tem um papel nisso. Ela não faz entre Deus e nós o papel de corpo opaco nem mesmo translúcido, mas o da lente. A devoção a Maria representa o cristal que se coloca no ostensório diante da Hóstia: todo olhar deve passar por ele para se chegar a ver as Sagradas Espécies. Ele não prejudica a visão; pelo contrário, necessariamente é preciso passar-se por ele para vê-lO de uma maneira mais nítida.
São Luís Grignion de Montfort explica muito bem o fundamento teológico disso: Nossa Senhora é como uma lente poderosa e pura, que concentra em nós as graças que vêm de Deus. Como é lindo o operar discreto de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento!
Porque Ele tem pena de nós. Todos nós de algum modo quando entramos num recinto sagrado onde está o Santíssimo Sacramento, o mais das vezes algo nos diz que Ele está lá. Então Ele conversa conosco na noite dos nossos sentidos, mas de uma forma que é muito mais nobre do que o puro ver e o puro sentir material.
Ele nos diz: “Eu estou presente”.
O convívio eucarístico é inteiramente indescritível. Ele nos consola com uma esperança, que é um prenúncio de toda a alegria que vamos ter em vê-lO no Céu por toda a eternidade. Há um jogo da misericórdia infinita dEle.
Porque Ele sustenta com condescendência a fraqueza do homem.
Um homem que tenha visto Nosso Senhor com os olhos carnais no tempo em que Ele estava nesta vida, vamos dizer por exemplo Pilatos ou Herodes, talvez não tivesse sentido nada do que cada um de nós sente aos pés do Sacrário ou do ostensório.
Nós, entrando na igreja, já vamos sentido a influência divina sabendo que a 20, 30 metros de nós, sozinho, numa sala com lamparina acesa e circundado de anjos numa quantidade inexprimível, está Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente.
Nosso Senhor fez uma coisa grandiosa, divina, quando instituiu a Eucaristia. Ele pensou nessa magnífica influencia que Ele exerceria sobre todos os homens que se aproximariam até Ele durante milênios.
Nós conhecemos por aí os aspectos diferentes da nossa própria vocação de católico que Nossa Senhora pôs em nós pela mediação que fez da graça que nos trouxe à Igreja. Por isso podemos dizer com a alma cheia, como os judeus no deserto diziam do maná: Omne delectamentum in se habentem.
Quer dizer, o Santíssimo Sacramento tem em si toda espécie de deleites. Sobretudo quando as nossas almas se abrem para a beleza, a honra e a glória, o lumen – a luz divina – da vocação de católico.
Porque o maná era assim.
O nosso lado bom é assim, e só o conhecemos bem quando nós nos detemos a degustar esse convívio, sozinhos, ajoelhados, numa meia luz, no silêncio, diante do Monumento que conserva a Jesus vivo mas que nos fala no mais fundo da alma.
Assim, percebemos melhor como a balbúrdia e o caos em que o mundo afora afunda cada dia mais não é nada, e está condenado a passar e desaparecer.
E ao mesmo tempo podemos ouvir ao infinito no fundo das nossas almas o canticum novum do Reino de Maria que se regozija em cada um de nós.
Vídeo: “Adoro te devote” (“Adoro-Vos devotamente”) hino a Jesus Sacramentado
Fonte: aparicaodelasalette.blogspot.com via www.rainhamaria.com.br
Estamos com a Igreja Tradicional de 2000 Anos:
Publicado no dia 11 Junho 2019
«A Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade» (1Tm 3, 15)
Declaração sobre as verdades relativas a alguns dos erros
mais comuns na vida da Igreja no nosso tempo
1.O significado correcto das expressões “tradição viva”, “Magistério vivo”, “hermenêutica da continuidade” e “desenvolvimento da doutrina” inclui a verdade de que qualquer nova compreensão do depósito da fé não pode ser contrária ao que a Igreja sempre propôs no mesmo dogma, no mesmo sentido e no mesmo significado (cf. Concílio Vaticano I, Dei Filius, 3, cap. 4, «in eodem dogmate, eodem sensu, eademque sententia»).
2. O significado das fórmulas dogmáticas na Igreja «permanece sempre verdadeiro e coerente, mesmo quando é mais esclarecido e melhor compreendido». Por isso, é errado sustentar: primeiro, «fórmulas dogmáticas (ou, pelo menos, algumas categorias das mesmas) não poderiam expressar a verdade determinadamente, mas apenas aproximações mutáveis da mesma»; segundo, «as mesmas fórmulas dogmáticas expressam apenas de modo indefinido a verdade, deveria esta ser continuamente procurada, através das tais “aproximações”». Portanto, «os que abraçam semelhante opinião não conseguem fugir ao relativismo dogmático e falsificam o conceito de infalibilidade da Igreja, relativo à verdade que há-de ser ensinada e aceite de maneira determinada» (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Mysterium Ecclesiae, acerca da doutrina católica sobre a Igreja para a defender de alguns erros hodiernos, n. 5).
O Credo
«O Reino de Deus, começado, aqui na terra, na Igreja de Cristo, “não é deste mundo” (cf. Jo18, 36), “cuja figura passa” (cf. 1Cor7, 31), e o seu crescimento próprio não pode ser confundido com o progresso da cultura humana ou das ciências e artes técnicas; mas consiste em conhecer, cada vez mais profundamente, as riquezas insondáveis de Cristo, em esperar sempre com maior firmeza os bens eternos, em responder mais ardentemente ao amor de Deus, enfim, em difundir-se cada vez mais largamente a graça e a santidade entre os homens. (…) A grande solicitude com que a Igreja, Esposa de Cristo, acompanha as necessidades dos homens, isto é, as suas alegrias e esperanças, dores e trabalhos, não é outra coisa senão o ardente desejo que a impele com força a estar presente junto deles, tencionando iluminá-los com a luz de Cristo, congregar e unir a todos Naquele que é o seu único Salvador. Tal solicitude, entretanto, jamais se deve interpretar como se a Igreja se acomodasse às coisas deste mundo, ou se se tivesse resfriado no fervor com que ela mesma espera o seu Senhor e o Reino eterno» (Paulo VI, Carta Apostólica Solemni Hac Liturgia – Credo do Povo de Deus, n. 27). É, portanto, errada a opinião de quem que afirma que Deus é glorificado principalmente pelo progresso das condições temporais e terrenas da humanidade.
4. Depois da instituição da Nova e Eterna Aliança em Jesus Cristo, ninguém pode ser salvo apenas mediante a obediência à lei de Moisés, sem ter fé em Cristo como verdadeiro Deus e único Salvador da humanidade (cf. Rm 3, 28; Gal 2, 16).
5. Os muçulmanos e todos aqueles que não têm fé em Jesus Cristo, Deus e homem, mesmo sendo monoteístas, não podem prestar a Deus a mesma adoração dos cristãos, isto é, o culto sobrenatural em Espírito e Verdade (cf. Jo 4, 24; Ef 2, 8) de quantos receberam o Espírito de adopção filial (cf. Rm 8, 15).
6. As espiritualidades e religiões que promovam qualquer tipo de idolatria ou panteísmo não podem ser consideradas nem como “sementes” nem como “frutos” do Verbo Divino, porque se trata de enganos que impedem a evangelização e a salvação eterna dos seus aderentes, como ensina Sagrada Escritura: «para os incrédulos, cuja inteligência o deus deste mundo cegou, a fim de não verem brilhar a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é imagem de Deus» (2Cor 4, 4).
7. Segundo o verdadeiro ecumenismo, os não-católicos devem entrar nessa unidade que a Igreja Católica já possui de forma indestrutível em virtude da oração de Cristo, sempre ouvida pelo Pai, «para serem um só» (Jo 17, 11), e que se professa no Símbolo da Fé: «Eu creio numa Igreja». O ecumenismo, portanto, não pode legitimamente ter como objectivo a instituição de uma Igreja unificada que ainda não exista.
8. O inferno existe e aqueles que são condenados por qualquer pecado mortal sem arrependimento são eternamente punidos pela justiça divina (cf. Mt 25, 46). Segundo o ensinamento da Sagrada Escritura, não apenas os anjos caídos, mas também as almas humanas são eternamente condenadas (cf. 2Ts 1, 9; 2Pe 3, 3). Além disso, os seres humanos eternamente condenados não serão aniquilados, uma vez que as suas almas são imortais de acordo com o ensinamento infalível da Igreja (cf. V Concílio Lateranense, sess. 8).
9. A religião nascida da fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado e o único Salvador da humanidade, é a única religião desejada positivamente por Deus. É errado afirmar que, assim como Deus quer positivamente a diversidade dos sexos masculino e feminino e a diversidade das nações, também quer a diversidade das religiões.
10. «A nossa religião instaura efectivamente uma relação autêntica e viva com Deus, que as outras religiões não conseguem estabelecer, se bem que elas tenham, por assim dizer, os seus braços estendidos para o céu» (Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, n. 53).
11. O dom do livre-arbítrio, com o qual Deus Criador dotou a pessoa humana, confere ao homem o direito natural de escolher apenas o bem e a verdade. Nenhuma pessoa humana tem, portanto, o direito natural de ofender a Deus escolhendo o mal moral do pecado ou o erro religioso da idolatria, da blasfémia ou de uma outra falsa religião.
A lei de Deus
Uma pessoa justificada tem a força necessária, com a graça de Deus, para cumprir as exigências objectivas da lei divina, uma vez que todos os mandamentos de Deus são cumpridos pelos justificados. Porque a graça de Deus, quando justifica o pecador, pela sua própria natureza, produz a conversão de cada pecado grave (cf. Concílio de Trento, sess. 6, decreto sobre a justificação, cap. 11; 13).
13. «Os fiéis hão-de reconhecer e respeitar os preceitos morais específicos, declarados e ensinados pela Igreja em nome de Deus, Criador e Senhor. (…) O amor de Deus e o amor do próximo são inseparáveis da observância dos mandamentos da Aliança, renovada no sangue de Jesus Cristo e no dom do Espírito» (João Paulo II, Encíclica Veritatis Splendor, n. 76). Segundo o ensinamento da mesma Encíclica, erram aqueles que «crêem poder justificar como moralmente boas, escolhas deliberadas de comportamentos contrários aos mandamentos da lei divina e natural». Portanto, «estas teorias não podem apelar à tradição moral católica» (ibid.).
14. Todos os mandamentos de Deus são, igualmente, justos e misericordiosos. É, portanto, errado dizer que uma pessoa, obedecendo a uma proibição divina – como, por exemplo, ao sexto mandamento, ou não cometendo adultério –, possa pecar contra Deus por tal acto de obediência, prejudicar-se moralmente ou pecar contra o próximo.
15. «Nenhuma circunstância, nenhum fim, nenhuma lei no mundo poderá jamais tornar lícito um acto que é intrinsecamente ilícito, porque contrário à Lei de Deus, inscrita no coração de cada homem, reconhecível pela própria razão, e proclamada pela Igreja» (João Paulo II, Encíclica Evangelium Vitae, n. 62). Existem princípios e verdades morais contidas na revelação divina e na lei natural que comportam proibições negativas, que proíbem absolutamente um certo tipo de acções, já que são sempre seriamente ilegais devido ao seu objectivo. Portanto, é errado afirmar que uma boa intenção ou uma boa consequência é, ou pode ser, suficiente para justificar o cumprimento deste tipo de acções (cf. Concilio de Trento, sess. 6, de iustificatione, cap. 15; João Paulo II, Exortação Apostólica Reconciliatio et Paenitentia, n. 17, Encíclica Veritatis Splendor, n. 80).
16. A lei natural e divina impede que uma mulher, que concebeu um filho no seu ventre, mate essa vida humana nela presente, seja no caso em que seja ela mesma a fazê-lo, seja no caso em que o façam outros, directamente ou indirectamente (cf. João Paulo II, Encíclica Evangelium Vitae, n. 62).
17. Os procedimentos que provocam a concepção fora do útero «são moralmente inaceitáveis, porquanto separam a procriação do contexto integralmente humano do acto conjugal» (João Paulo II, Encíclica Evangelium Vitae, n. 14).
18. Nenhum homem pode ser moralmente justificado ou moralmente autorizado a querer matar-se ou ser morto por outros a fim de fugir ao sofrimento temporal. «A eutanásia é uma violação grave da Lei de Deus, enquanto morte deliberada moralmente inaceitável de uma pessoa humana. Tal doutrina está fundada sobre a lei natural e sobre a Palavra de Deus escrita, é transmitida pela Tradição da Igreja e ensinada pelo Magistério ordinário e universal» (João Paulo II, Encíclica Evangelium Vitae, n. 65).
19. O casamento é, por vontade divina e pela lei natural, a união indissolúvel de um homem e de uma mulher (cf. Gn 2, 24; Mc 10, 7-9; Ef 5, 31-32). «Pela sua própria índole, a instituição matrimonial e o amor conjugal estão ordenados para a procriação e educação da prole, que constituem como que a sua coroa» (Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, n. 48).
20. Segundo a lei natural e divina, nenhum ser humano pode voluntariamente, e sem pecar, exercer as suas potencialidades sexuais fora de um matrimónio válido. Portanto, é contrário à Sagrada Escritura e à Tradição afirmar que a consciência pode julgar os actos sexuais entre pessoas unidas por um matrimónio civil como moralmente justificados ou, até mesmo, solicitados ou mesmo mandados por Deus, mesmo que uma ou ambas as pessoas já sejam sacramentalmente casadas com uma outra (cf. 1Cor 7, 11; João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio, n. 84).
21. A lei natural e Divina proíbe «toda a acção que, ou em previsão do acto conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação» (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, n. 14).
22. Quem obteve um divórcio civil do cônjuge com quem é validamente casado (ou casada) e tem um matrimónio civil com outra pessoa durante a vida do cônjuge, e vive more uxorio com o seu parceiro civil e opta por permanecer neste estado com pleno conhecimento da natureza do seu acto e com pleno consentimento da vontade para com esse acto, encontra-se num estado de pecado mortal e, portanto, não pode receber a graça santificante e crescer na caridade. Portanto, estes cristãos, a menos que vivam como “irmão e irmã”, não podem receber a Sagrada Comunhão (cf. João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio, n. 84).
23. Duas pessoas do mesmo sexo pecam gravemente quando procuram um prazer venéreo recíproco (cf. Lv 18, 22; Lv 20, 13; Rm 1, 24-28; 1Cor 6, 9-10; 1Tm 1, 10; Jd 7). Os actos homossexuais «não podem, em caso algum, ser aprovados» (Catecismo da Igreja Católica, n. 2357). Assim, é contrário à lei natural e à Revelação Divina alegar que Deus, o Criador, assim como deu a alguns humanos uma disposição natural para experimentar atracção sexual por pessoas do sexo oposto, a outros deu uma disposição natural para sentir desejo sexual em relação a pessoas do mesmo sexo e que, neste último caso, Deus quer que se coloque em prática tal conduta em algumas circunstâncias.
24. A lei humana, ou qualquer outro poder humano, não podem dar a duas pessoas do mesmo sexo o direito de se casarem, nem de declararem que são casadas, pois isso é contrário à lei natural e divina. «No plano do Criador, a complementaridade dos sexos e a fecundidade pertencem, portanto, à própria natureza da instituição do matrimónio» (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Considerações sobre os projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, 3 de Junho de 2003, n. 3).
25. As uniões que têm o nome de matrimónio sem possuírem a realidade, não podem receber a bênção da Igreja, pois isso é contrário à lei natural e divina.
26. O poder estatal não pode estabelecer uniões civis ou jurídicas entre duas pessoas do mesmo sexo que imitem claramente a união do matrimónio, mesmo que não recebam o nome de matrimónio, já que as ditas uniões induziriam as pessoas que as contraem em grave pecado e seriam causa de grave escândalo para o próximo (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Considerações sobre os projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, 3 de Junho de 2003, n. 11).
27. O sexo masculino e o feminino, “ser homem”, “ser mulher”, são realidades biológicas criadas pela sapiente vontade de Deus (cf. Gn 1, 27; Catecismo da Igreja Católica, n. 369). É, portanto, uma rebelião contra a lei natural e divina e um pecado grave que um homem se possa tornar uma mulher mutilando-se ou, simplesmente, declarando-se uma mulher, ou que uma mulher também se possa tornar um homem, ou afirmar que a autoridade civil tem o dever ou o direito de agir como se tais actos fossem ou pudessem ser possíveis e legítimos (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2297).
28. Em conformidade com a Sagrada Escritura e a tradição constante do Magistério ordinário e universal, a Igreja não errou ao ensinar que o poder civil possa legitimamente exercer a pena capital contra os malfeitores, quando isso é verdadeiramente necessário para preservar a existência ou a justa ordem da sociedade (cf. Gn 9, 6; Jo 19, 11; Rm 13, 1-7; Inocêncio III, Professio fidei Waldensibus praescripta; Catecismo Romano do Concílio de Trento, p. III, 5, n. 4; Pio XII, Discurso aos participantes do Encontro Nacional de Estudos da União dos Juristas Católicos Italianos, 5 de Dezembro de 1954).
29. Toda a autoridade, tanto na terra como no céu, pertence a Jesus Cristo, pelo que as sociedades civis e todas as outras associações de homem são sujeitas à sua realeza porque «o dever de prestar a Deus um culto autêntico diz respeito ao homem individual e socialmente» (Catecismo de Igreja Católica, n. 2105; cf. Pio XI, Encíclica Quas Primas, nn. 18-19; n. 32).
Os sacramentos
No Santíssimo Sacramento da Eucaristia realiza-se uma mudança maravilhosa, de toda a substância do pão no corpo de Cristo e de toda a substância do vinho no Seu sangue, uma mudança que a Igreja Católica chama, muito adequadamente, de transubstanciação (cf. IV Concílio Lateranense, cap. 1; Concílio de Trento, sess. 13, c. 4). «Qualquer interpretação de teólogos, que tente penetrar, de algum modo, neste mistério, para que concorde com a fé católica, deve colocar bem a salvo que na própria natureza das coisas, isto é, independentemente do nosso espírito, o pão e o vinho deixaram de existir depois da consagração, de sorte que o Corpo adorável e o Sangue do Senhor Jesus estão na verdade diante de nós, debaixo das espécies sacramentais do pão e do vinho» (Paulo VI, Carta Apostólica Solemni Hac Liturgia – Credo do Povo de Deus, n. 25).
31. As formulações com as quais o Concílio de Trento expressou a fé da Igreja na Sagrada Eucaristia são adequadas aos homens de todos os tempos e lugares, pois são a «doutrina sempre válida» (João Paulo II, Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 15).
32. Na Santa Missa, é oferecido um verdadeiro e próprio sacrifício à Santíssima Trindade, e este sacrifício é propiciatório tanto para os homens que vivem na terra como para as almas do purgatório. É errado, portanto, afirmar que o sacrifício da Missa consiste simplesmente no sacrifício espiritual de orações e louvores feitos pelo povo, assim como sustentar que a Missa pode ou deve ser definida somente como Cristo que se dá aos fiéis como alimento espiritual (cf. Concílio de Trento, sess. 22, c. 2).
33. «A Missa, celebrada pelo sacerdote, que representa a pessoa de Cristo, em virtude do poder recebido no sacramento da Ordem, e oferecida por ele em nome de Cristo e dos membros do seu Corpo Místico, é realmente o Sacrifício do Calvário, que se torna sacramentalmente presente nos nossos altares. Cremos que, como o Pão e o Vinho consagrados pelo Senhor, na última ceia, se converteram no seu Corpo e Sangue, que logo iam ser oferecidos por nós na Cruz; assim também o Pão e o Vinho consagrados pelo sacerdote se convertem no Corpo e Sangue de Cristo que assiste gloriosamente no céu. Cremos ainda que a misteriosa presença do Senhor, debaixo daquelas espécies que continuam a aparecer aos nossos sentidos do mesmo modo que antes, é uma presença verdadeira, real e substancial» (Paulo VI, Carta Apostólica Solemni Hac Liturgia – Credo do Povo de Deus, n. 24).
34. «A imolação incruenta por meio da qual, depois que foram pronunciadas as palavras da consagração, Cristo está presente no altar no estado de vítima, é realizada só pelo sacerdote enquanto representa a pessoa de Cristo e não enquanto representa a pessoa dos fiéis. (…) Que os fiéis oferecem o sacrifício por meio do sacerdote, é claro, pois o ministro do altar age na pessoa de Cristo enquanto Cabeça. (…) Quando, pois, se diz que o povo oferece juntamente com o sacerdote, não se afirma que os membros da Igreja de maneira idêntica à do próprio sacerdote realizam o rito litúrgico visível – o que pertence somente ao ministro de Deus para isso designado – mas sim que une os seus votos de louvor, de impetração, de expiação e a sua acção de graças à intenção do sacerdote, aliás, do próprio Sumo Pontífice, a fim de que sejam apresentados a Deus Pai na própria oblação da vítima, embora com o rito externo do sacerdote» (Pio XII, Encíclica Mediator Dei, n. 83).
35. O sacramento da Penitência é o único meio ordinário através do qual os pecados graves, cometidos depois do Baptismo, podem ser perdoados, e pela lei divina todos esses pecados devem ser confessados em número e em espécie (cf. Concílio de Trento, sess. 14, can. 7).
36. Por lei divina, o confessor não pode violar o sigilo do sacramento da Penitência por qualquer motivo; nenhuma autoridade eclesiástica tem o poder de dispensá-lo do sigilo do sacramento e o poder civil é completamente incompetente para forçá-lo a fazê-lo (cf. CIC, n. 1983, can. 1388 § 1; Catecismo da Igreja Católica, n. 1467).
37. Em virtude da vontade de Cristo e da tradição imutável da Igreja, o sacramento da Sagrada Eucaristia não pode ser dado àqueles que estão em estado público de pecado objectivamente grave, e a absolvição sacramental não pode ser dada àqueles que expressam a sua relutância em se conformarem à lei divina, mesmo se essa relutância diz respeito a uma só matéria grave (cf. Concílio de Trento, sess. 14, c. 4; João Paulo II, Mensagem ao Cardeal William Wakefield Baum, 22 de Março de 1996).
38. Segundo a tradição constante da Igreja, o sacramento da Sagrada Eucaristia não pode ser dado àqueles que negam qualquer verdade da fé católica, pois, formalmente, professam a própria adesão a uma comunidade cristã herética ou oficialmente cismática (cf. Código de Direito Canónico, cân. 915; cân. 1364).
39. A lei pela qual os sacerdotes são obrigados a observar a perfeita continência no celibato deriva do exemplo de Jesus Cristo e pertence à tradição imemorial e apostólica, segundo o constante testemunho dos Padres da Igreja e dos Romanos Pontífices. Por esta razão, tal lei não deve ser abolida da Igreja Romana através da inovação de um celibato sacerdotal opcional, seja a nível regional, seja a nível universal. O perene e válido testemunho da Igreja afirma que a lei da continência sacerdotal «não ordena novos preceitos. Estes preceitos são observados, porque foram negligenciados da parte de alguns por ignorância e indolência. Estes preceitos, no entanto, remontam aos Apóstolos e foram estabelecidos pelos Padres, como está escrito: “Portanto, irmãos, estai firmes e conservai as tradições nas quais fostes instruídos por nós, por palavra ou por carta”. (2Ts 2, 15). Muitos, de facto, ignorando os estatutos dos nossos ancestrais, violaram a castidade da Igreja com a sua presunção e seguiram a vontade do povo, não temendo o juízo de Deus» (Papa Sirício, Decreto Cum in Unum, ano 386).
40. Por vontade de Cristo e pela constituição divina da Igreja, apenas os homens baptizados (viri) podem receber o sacramento da Ordem, tanto no episcopado como no sacerdócio e no diaconado (cf. João Paulo II, Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis, n. 4). Além disso, é errado dizer que só um Concílio Ecuménico pode definir esta matéria, porque a autoridade de ensino de um Concílio Ecuménico não é mais ampla do que a do Romano Pontífice (cf. V Concílio Lateranense, sess. 11; Concílio Vaticano I, sess. 4, c. 3).
Cardeal Raymond Leo Burke, Patrono da Ordem Soberana Militar de Malta
Cardeal Janis Pujats, Arcebispo emérito de Riga
Monsenhor Tomash Peta, Arcebispo da Arquidiocese de Maria Santíssima, em Astana
Monsenhor Jan Pawel Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda
Monsenhor Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Maria Santíssima, em Astana
31 de Maio de 2019
(tornada pública a 10 de Junho de 2019)
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Nota explicativa da Declaração sobre as verdades relativas a alguns dos erros mais comuns na vida da Igreja no nosso tempo.
No nosso tempo, a Igreja está a viver uma das maiores epidemias espirituais, isto é, uma confusão e uma desorientação doutrinária quase universalmente difundidas, que constituem um sério perigo de contágio para a saúde espiritual e para a salvação eterna de muitas almas. Ao mesmo tempo, nos nossos dias, devemos reconhecer uma letargia generalizada no exercício do Magistério em diferentes níveis da hierarquia da Igreja. Isto é causado, em grande parte, pelo não cumprimento do dever apostólico – como também declarado pelo Concílio Vaticano II – de «vigiar para manter longe do seu rebanho os erros que o ameaçam» (Constituição Dogmática Lumen Gentium, n. 25).
A nossa época é caracterizada por uma aguda fome espiritual dos fiéis católicos de todo o mundo, fome de uma reafirmação daquelas verdades que são ofuscadas, minadas e negadas por alguns dos erros mais perigosos do mundo actual. Os fiéis que sofrem uma tal fome espiritual sentem-se abandonados numa espécie de periferia existencial. Uma situação do género exige urgentemente um remédio concreto. Portanto, uma declaração pública sobre as verdades relativas a esses erros não pode admitir um outro adiamento. Estamos cientes das palavras imortais do Papa São Gregório Magno: «Que a língua não fique presa no exortar, e o nosso silêncio não nos condene, junto do justo juiz, a nós que assumimos o ofício de pregadores. (…) Aqueles que nos foram confiados, abandonam Deus e nós estamos calados. Permanecem nos seus pecados e nós não lhes estendemos a mão para corrigi-los» (In Ev. hom. 17, 3. 14).
Estamos conscientes da nossa grave responsabilidade de bispos católicos, segundo a admoestação de São Paulo, que ensina que Deus deu à sua Igreja «alguns como Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres, em ordem a preparar os santos para uma actividade de serviço, para a construção do Corpo de Cristo, até que cheguemos todos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem adulto, à medida completa da plenitude de Cristo. Assim, deixaremos de ser crianças, batidos pelas ondas e levados por qualquer vento da doutrina, ao sabor do jogo dos homens, da astúcia que maliciosamente leva ao erro; antes, testemunhando a verdade no amor, cresceremos em tudo para aquele que é a cabeça, Cristo. É a partir dele que o Corpo inteiro, bem ajustado e unido, por meio de toda a espécie de articulações que o sustentam, segundo uma força à medida de cada uma das partes, realiza o seu crescimento como Corpo, para se construir a si próprio na caridade» (cf. Ef 4, 11-16).
No espírito da caridade fraterna, publicamos esta Declaração como uma ajuda espiritual concreta, para que bispos, sacerdotes, paróquias, conventos religiosos, associações de fiéis leigos e pessoas individuais possam ter a oportunidade de confessar, privada ou publicamente, a verdade que nos nossos dias é, na maioria das vezes, negada ou desfigurada. A seguinte exortação do Apóstolo Paulo deve ser entendida como também dirigida a cada bispo e fiel leigo do nosso tempo: «Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e da qual fizeste uma bela profissão na presença de muitas testemunhas. Na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Jesus Cristo, que deu testemunho perante Pôncio Pilatos numa bela profissão de fé, recomendo-te que guardes o mandato, sem mancha nem culpa, até à manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo» (cf. 1Tm 6, 12-14).
Aos olhos do Juiz Divino e da própria consciência, cada bispo, sacerdote e fiel leigo tem o dever moral de testemunhar inequivocamente as verdades hoje ofuscadas, minadas e negadas. Actos públicos e privados, com a difusão de uma declaração como esta, poderiam iniciar um movimento de confissão da verdade e da sua defesa, de reparação pelos inúmeros pecados contra a Fé e, acima de tudo, pelos pecados de apostasia – escondida e aberta – da fé católica de um não pequeno número de fiéis, seja entre o clero, seja entre os leigos. No entanto, deve ser recordado que tal movimento não será uma questão de números, mas de verdade, assim como formulado por São Gregório Nazianzeno, no meio da geral confusão doutrinária da crise ariana, quando afirmou que Deus não se satisfaz com os números (cf. Or. 42, 7).
Ao testemunharem a imutável fé católica, clero e leigos recordarão que «a totalidade dos fiéis que receberam a unção do Santo, não pode enganar-se na fé; e esta sua propriedade peculiar manifesta-se por meio do sentir sobrenatural da fé do povo todo, quando este, “desde os Bispos até ao último dos leigos fiéis”, manifesta consenso universal em matéria de fé e costumes» (Concílio Vaticano II, Declaração Dogmática Lumen Gentium, n. 12).
Os santos e os grandes bispos que viveram em tempos de crise doutrinária podem interceder por nós e guiar-nos com as suas palavras, como Santo Agostinho, que assim se dirigiu ao Papa São Bonifácio I: «Porque a vigilância pastoral é comum a todos nós que exercemos o ofício do episcopado, embora vós vos destaqueis nele pela sede mais elevada, eu faço o que posso, segundo a pequenez do meu cargo e segundo quanto o Senhor se digna dar-me com a ajuda das vossas orações» (Contra ep. Pel. I, 2).
Uma voz comum dos Pastores e dos fiéis, através de uma precisa declaração das verdades, será, sem dúvida, um meio eficaz de ajuda fraterna e filial para o Sumo Pontífice, na actual situação extraordinária de confusão doutrinária e de desorientação geral na vida da Igreja.
Fazemos esta Declaração pública no espírito da caridade cristã, que se manifesta no cuidado da saúde espiritual tanto dos Pastores como dos fiéis, ou seja, de todos os membros do corpo de Cristo, que é a Igreja, atentos às seguintes palavras de São Paulo na primeira Carta aos Coríntios: «Para não haver divisão no corpo e os membros terem a mesma solicitude uns para com os outros. Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria. Vós sois o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro» (1Cor 12, 25-27); e na Carta aos Romanos: «É que, como num só corpo, temos muitos membros, mas os membros não têm todos a mesma função, assim acontece connosco: os muitos que somos formamos um só corpo em Cristo, mas, individualmente, somos membros que pertencem uns aos outros. Temos dons que, consoante a graça que nos foi dada, são diferentes: se é o da profecia, que seja usado em sintonia com a fé; se é o do serviço, que seja usado a servir; se um tem o de ensinar, que o use no ensino; se outro tem o de exortar, que o use na exortação; quem reparte, faça-o com generosidade; quem preside, faça-o com dedicação; quem pratica a misericórdia, faça-o com alegria. Que o vosso amor seja sincero. Detestai o mal e apegai-vos ao bem. Sede afectuosos uns para com os outros no amor fraterno; adiantai-vos uns aos outros na estima mútua. Não sejais preguiçosos na vossa dedicação; deixai-vos inflamar pelo Espírito; entregai-vos ao serviço do Senhor» (cf. Rm 12, 4-11).
Os cardeais e bispos subscritores desta “Declaração sobre as verdades”, confiam-na ao Imaculado Coração da Mãe de Deus sob a invocação “Salus Populi Romani”, tendo em conta o significado espiritual privilegiado deste ícone para a Igreja Romana. Possa toda a Igreja Católica, sob a protecção da Virgem Imaculada e Mãe de Deus, «combater intrepidamente o bom combate da Fé, persistir firmemente no ensinamento dos Apóstolos e prosseguir segura entre as tempestades do mundo, até alcançar a cidade celestial» (Prefácio da Santa Missa em honra da Bem-Aventurada Virgem Maria “Salvação do Povo Romano”).
† Cardeal Raymond Leo Burke, Patrono da Ordem Soberana Militar de Malta
† Cardeal Janis Pujats, Arcebispo emérito de Riga
† Monsenhor Tomash Peta, Arcebispo da Arquidiocese de Maria Santíssima, em Astana
† Monsenhor Jan Pawel Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda
† Monsenhor Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Maria Santíssima, em Astana
Fonte: National Catholic Register, 10 de junho de 2019.
Via: odogmadafe.wordpress.com
Quem quiser manifestar o seu apoio a esta declaração poderá fazê-lo aqui.
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