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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Para Onde Nos Levará Nosso Orgulho:

O que ganhamos com nosso orgulho, e que nos trouxe a riqueza unida à arrogância?
 
Publicado no dia 23 Janeiro 2018
Tudo isso desapareceu como sombra, como notícia que passa; como navio que fende a água agitada, sem que se possa reencontrar o rasto de seu itinerário (Sabedoria 5)

“Meus dias passaram mais depressa que um corcel; passaram como um navio…” (Jo 9, 25-26).

Por Santo Afonso de Ligório.

É mister pesar os bens na balança de Deus e não na do mundo, que é falsa e enganadora (Os 12,71). Os bens do mundo são desprezíveis, não satisfazem e acabam depressa.

Passam e fogem velozes os breves dias desta vida; e que resta por fim dos prazeres terrenos? Passaram como navios. O navio não deixa vestígio de sua passagem (Sb 5,10). Perguntemos a todos esses ricos, sábios, príncipes, imperadores, que estão na eternidade, o que acham ali de suas passadas grandezas, pompas e delícias deste mundo. Todos responderão: Nada, nada. Ó homens, exclama Santo Agostinho, vós considerais somente os bens que possui aquele magnata; atentai também nas coisas que leva consigo ao sepulcro: um cadáver pestilento e uma mortalha que com ele se consumirá. Quando morre algum dos grandes, apenas se fala dele algum tempo; depois até sua memória se perde (Sl 9,7). E se caem no inferno, que farão e que dirão ali?… Chorarão, dizendo: Para que nos serviram o luxo e a riqueza? Tudo agora se passou como sombra (Sb 5,8-9) e nada nos resta senão penas, pranto e desespero sem fim.

Causa pasmo ver quão prudentes são os mundanos no que diz respeito às coisas da terra. Que passos não dão para adquirir honras ou fortuna! Quantos cuidados para conservar a saúde do corpo!… Escolhem e empregam os meios mais adequados, os médicos mais afamados, os melhores remédios, o clima mais saudável… e, entretanto, quão descuidados são para a alma!… E, no entanto, é certo que a saúde, as honrarias e as riquezas devem acabar-se um dia, ao passo que a alma, imortal, não tem fim.

“Observemos — disse Santo Agostinho — quanto sofre o homem pelas coisas que ama desordenadamente”.

Quanto não sofrem os vingativos, ladrões e licenciosos para atingir seus malvados desígnios? E para o bem da alma nada querem sofrer. Ó Deus! À luz do círio que na hora da morte se acende, naquele momento de grandes verdades, os mundanos reconhecem e confessam sua grande loucura. Então desejariam ter renunciado ao mundo e levado vida santa.

O Pontífice Leão XI disse na hora da morte:

“Em vez de ser Papa, melhor fora para mim ter sido porteiro no meu convento”.

Honório III, também Pontífice, exclamou ao morrer:

“Melhor teria feito, se ficasse na cozinha de minha comunidade para lavar a louça”.

Filipe II, rei de Espanha, chamou seu filho na hora da morte, e, depois de afastar a roupa, lhe mostrou o peito roído de vermes, dizendo:

“Vê, príncipe, como se morre, e como se acabam as grandezas do mundo”.

Depois exclamou:

“Por que não fui eu, em vez de monarca, simples frade leigo de qualquer ordem!”

Mandou depois que lhe pusessem ao pescoço uma cruz de madeira; e tendo disposto todas as coisas para sua morte, disse a seu herdeiro:

“Quis, meu filho, que estivesses presente a este ato, para que visses como, no fim da vida, o mundo trata ainda os próprios reis. Sua morte é igual à dos mais pobres da terra. Aquele que melhor tiver vivido, esse é que achará junto de Deus mais alto favor”.

E este mesmo filho, que foi depois Filipe III, ao morrer com apenas anos de idade, disse:

“Atendei, meus súditos, a que no meu necrológio somente se fale do espetáculo que tendes presente. Dizei que na morte de nada serve o título de rei, a não ser para sentir-se maior tormento de o haver sido… Oxalá, em vez de ser rei, tivesse vivido em um deserto servindo a Deus!… Ir-me-ia agora apresentar com mais confiança entre seu tribunal, e não correria tamanho risco de me condenar!…”

De que valem, porém, tais desejos no transe da morte, senão para maior desespero e pena de quem não amou a Deus durante a vida? Dizia, por isto, Santa Teresa: “Não se deve fazer caso das coisas que acabam com a vida. A verdadeira vida consiste em viver de modo que nada se tenha a recear da morte…” Portanto, se desejamos compreender o que valem os bens da terra, consideremo-los do leito da morte e digamos logo: Aquelas riquezas, estas honras, estes prazeres, se acabarão um dia. É necessário, assim, que procuremos santificar-nos e enriquecer-nos somente dos bens únicos que hão de acompanhar-nos sempre e que constituirão nossa dita por toda a eternidade.

AFETOS E SÚPLICAS

Ah, meu Redentor!… Sofrestes tantos sacrifícios e tantas ignomínias por meu amor, e eu amei tanto os prazeres e as vaidades do mundo, que por sua causa fui levado a calcar aos pés inúmeras vezes a 43 vossa graça. Mas, ainda que vos desprezasse, não deixáveis de me procurar; por isso, ó meu Jesus, não posso temer que me abandonareis agora que vos procuro e amo de todo o coração, e me dói mais de vos ter ofendido que se tivesse sofrido qualquer outro mal. Ó Deus de minha alma, não quero tornar a ofender-vos nem nas coisas mínimas.

Fazei-me conhecer aquilo que vos desagrada e que não o pratique por nada deste mundo. Fazei que saiba o que vos é agradável e o ponha em execução.

Quero amar-vos verdadeiramente; e por vós, Senhor, aceitarei gostosamente todos os sofrimentos e todas as cruzes que me vierem. Dai-me a resignação de que necessito. Queimai, cortai… Castigai-me nesta vida, a fim de que na outra possa amar-vos eternamente.

Maria, minha Mãe, a vós me recomendo; não deixeis de rogar a Jesus por mim.

Preparação para a Morte – Santo Afonso

Visto em: catolicosribeiraopreto.com

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Padre Por Um Dia:

Falece menino americano com câncer que realizou seu último desejo: Ser sacerdote por um dia
 
Publicado no dia 16 Janeiro 2018
16.01.2018 -

No dia 10 de janeiro, faleceu Brett Haubrich, um menino de 14 anos que padecia de um tumor cerebral inoperável de terceiro grau, o qual conseguiu realizar o seu desejo de ser sacerdote ao menos por um dia.


Em 2015, a organização americana ‘Make-A-Wish’ (Faça um pedido), conhecida por brindar alegria aos menores de 3 a 17 anos com enfermidades graves, ofereceu-se para realizar este pedido especial que foi além de todos os desejos.

“Com grande tristeza, lamentamos a morte de Brett Haubrich, de 14 anos, que morreu em paz em 10 de janeiro à noite, em casa e perto da sua família. Recordamos com carinho o dia em que, conforme o seu desejo, junto com a Fundação ‘Make-A-Wish’, Brett se uniu a 11 seminaristas de Kenrick-Glennon na cerimônia de Lava-pés, na Quinta-feira Santa, como ‘Sacerdote por um dia’”, informou o seminário Kenrick-Glennon da Arquidiocese de Saint Louis (Estados Unidos).

Por sua parte, a mesma Arquidiocese ofereceu orações pela família e pelos entes queridos de Brett: “Dai-lhe Senhor o descanso eterno e que a Luz Perpétua o ilumine. E que as almas de todos os fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz. Amém”.

A história de Brett

Há três anos, quando perguntaram a Brett, o segundo de quatro irmãos, qual era seu desejo, inicialmente não tinha nenhum. Mas, ao ser perguntado sobre o que ele queria ser quando crescesse, antes de ser médico ou engenheiro, na lista de Brett estava ser sacerdote.

A mãe do garoto, Eileen, entrevistada pelo ‘St. Louis Review’, jornal da Arquidiocese de St. Louis, recordou que seu filho “não queria nada. Tiveram que seguir perguntando ‘onde você gostaria de ir? quer conhecer alguém? o que quer ser quando crescer?’”.

Nesse momento, o menino respondeu sem duvidar “o que realmente desejo é ser sacerdote”.

A ideia inicial foi que Brett pudesse ajudar na Missa de um sábado pela manhã e para isso contataram Pe. Nick Smith, mestre de cerimônias da Catedral de St. Louis. Para a alegria da mãe, sua resposta foi: “Podemos fazer algo melhor do que isso”.

“Por que não fazemos com que venha na Quinta-feira Santa? Ele pode ajudar na Missa do Crisma, e esta noite a Missa sempre é sobre a Eucaristia”, disse o Pe. Smith.

Junto com Pe. Smith, durante a ligação telefônica da família de Brett, estava o Arcebispo de St. Louis, Dom Robert J. Carlson.

“Tudo aconteceu enquanto ele estava do meu lado”, disse o sacerdote, que assegurou que o Arcebispo estava “muito emocionado”.  “Ele estava lançando várias ideias: ‘façamos isto, façamos aquilo’”.

Brett participou tanto na Missa do Crisma como na Missa da Ceia do Senhor, ajudando como coroinha. Além disso, Dom Carlson lavou os seus pés e os pés de 11 seminaristas.

O menino almoçou junto com o Arcebispo depois da Missa do Crisma e jantou com os seminaristas na residência episcopal antes da Missa do Ceia do Senhor.

Foi o Arcebispo que teve a ideia do jantar junto aos seminaristas e da participação deles no lava-pés.

Pe. Smith preparou um programa para esse dia e o entregou pessoalmente a Brett, junto com uma carta assinada por Dom Carlson.

Apesar de seu temor de equivocar-se em alguma parte da Missa, o Arcebispo assegurou que Brett “se saiu muito bem”. Para o menino “foi uma experiência realmente genial”.

A mãe de Brett disse que não se surpreendeu com o desejo do menino de ser sacerdote, pois “durante anos ele amou a Missa e foi muito piedoso”.

“Ele tem um coração tão bom. É um menino muito carinhoso”, disse.

Finalmente Brett assinalou: “Eu gosto de receber o Corpo e o Sangue de Cristo”.

Fonte: www.acidigital.com

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Cuidado:tua alma retornará ao teu corpo.

Cada um a seu modo, se envolverá na podridão em que viveu na terra, de acordo com as ações que praticou: o avarento arderá na sua ganância;
 
Publicado no dia 08 Janeiro 2018
O maldoso, na sua ruindade; o impuro na imunda e infeliz concupiscência, o injusto nas suas iniquidades
07.01.2018 - Nota de www.rainhamaria.com.br

Diálogos de Deus Pai com Santa Catarina de Sena.


Diz Deus Pai:

"Ocupei-me da felicidade dos santos, para que entendesses melhor a infelicidade dos condenados ao inferno. Aliás, outro tormento destes últimos é ver quanto os bem-aventurados são felizes.

Tal conhecimento acrescenta-lhes a pena, da mesma forma como a condenação dos maus leva os justos a glorificar minha bondade. A luz é mais evidente na escuridão, e a escuridão na luz. Conhecer a alegria dos santos é dor para os réus do inferno.

Os condenados aguardam com temor o dia do juízo final. Sabem que então seus sofrimentos aumentarão. Ao escutar o terrível convite: "Surgite, mortui, venite ad juicium", a alma retornará ao corpo. Para os bem-aventurados será um corpo de glória; para os réus, um corpo para sempre obscurecido. Diante do meu Filho, sentirão grande vergonha. Também diante dos santos.


O remorso martirizará a profundidade do seu ser, quero dizer, a alma; mas também o corpo. Acusá-los-ão: o sangue de Cristo, por eles derramado; as obras de misericórdia, espirituais e corporais, do meu Filho; o bem que eles mesmos deveriam ter praticado em benefício dos outros, segundo o evangelho. Terá seu castigo a maldade com que trataram os irmãos, pois eu mesmo, compassivo, perdoara-lhes (Mt 18,33). Serão repreendidos pelo orgulho, egoísmo, impureza, ganância; e tudo isso reavivará seus padecimentos.

No instante da morte, somente a alma é repreendida; no juízo final também o corpo, por ter sido instrumento da alma na prática do bem ou do mal conforme a orientação da vontade. Todo bem e todo mal é feito através do corpo. Por esse motivo, minha filha, os justos terão no corpo glorificado uma luz e um amor infinitos; já os réus do inferno sofrerão pena eterna em seus corpos, usados para o pecado. Ao recuperar o corpo diante de Jesus ressuscitado, os réus sentirão tormento renovado e acrescido: a sensualidade sofrerá na sua impureza vendo a natureza humana unida à divindade, contemplando este barro adâmico - vossa natureza - colocada acima de todos os coros angélicos, enquanto eles, os maus, estarão no mais profundo abismo.

Os condenados verão brilhar sobre os eleitos a liberalidade e a misericórdia, quais frutos do sangue de Cristo; saberão das dificuldades suportadas pelos bons e que agora se mostram em seus corpos como frisos de adorno para as vestes.


O valor de tais sofrimentos físicos, não provém do corpo, mas da riqueza da alma; e ela que dá ao corpo o merecimento da luta, como a companheira na prática das virtudes. Tal exteriorização se verifica porque o corpo manifesta o resultado das batalhas da alma, como o espelho reflete a face do homem.

Ao se verem privados de tamanha beleza, os habitantes das trevas verão surgir em seus próprios corpos os sinais dos pecados e terão maiores tormentos e confusão. E ao soar aquela terrível sentença: "Ide, malditos, para o fogo eterno" (Mt 26,41), suas almas e corpos encaminhar-se-ão para a companhia dos demônios, sem mais remédio nem esperança.


Cada um a seu modo, se envolverá na podridão em que viveu na terra, de acordo com as ações que praticou: o avarento arderá na sua ganância dos bens que desordenadamente amou; o maldoso, na sua ruindade; o impuro, na imunda e infeliz concupiscência; o injusto, nas suas iniquidades; o rancoroso, no seu ódio pelos outros. Quanto ao egoísmo, fonte de todos os males, arderá como princípio causador de tudo, em sofrimentos insuportáveis. O orgulho terá igual sorte. Assim, corpo e alma serão punidos em todos os vícios.


É desse modo que chegam ao próprio fim os homens que vão pela estrada inferior, no rio do pecado, sem refletir e reconhecer as próprias culpas, sem implorar o perdão. Nas pegadas do demônio, pai da mentira, entram pela porta do engano e chegam à condenação eterna.


Vós, como filhos meus escolhidos, ide pela estrada de cima, pela ponte; conservai-vos no caminho da Verdade, entrai pela porta verdadeira. Foi o que ensinou meu Filho: "Ninguém vai ao Pai senão por mim". Ele é a porta e o caminho que conduzem a mim, oceano de paz!"

(do Livro O Diálogo – Santa Catarina de Sena)

Fonte: www.provasdaexistenciadedeus.blogspot.com.br  (do amigo Antonio Calciolari)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Como já Foi e Como Está a Nossa Igreja:

Neste Ano Novo que começa: Lembrai, ó povo católico, de onde vem vossa força, hoje quase esquecida
 
Publicado no dia 01 Janeiro 2018

Por Marcelino Pachuczki (*)

“Lembrai, lembrai… De um julgamento injusto, do flagelo rasgando a carne, da coroa de espinhos, dos espancamentos, das humilhações, da pesada cruz, dos cravos de ferro atravessando os pulsos e pés, do cheiro de sangue, da agonia, da morte e da ressurreição.”

Lembrai ó povo católico de onde vem vossa força, hoje quase esquecida.
Lembrai-vos de vossa herança.
Lembrai-vos do Verbo Encarnado, nascido da Santíssima Virgem.
Lembrai-vos de um homem pobre que calava os poderosos, andava sobre as águas, aplacava as tempestades, dava visão aos cegos, fazia os aleijados andarem, curava os doentes e ressuscitava os mortos.
Lembrai-vos d’Ele, que prometia o Reino dos Céus a quem o seguisse, mostrou que o mais humilde seria o primeiro.
Lembrai-vos d’Aquele que disse simplesmente “Venha a mim”, “Siga-me”, “Obedeça-me”.
Lembrai-vos d’Aquele que deixou claro que sua principal missão era perdoar os pecados, algo que somente Deus poderia fazer.

Lembrai-vos d’Aquele que disse “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai a não ser por Mim”, “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;” “Eu sou o pão da Vida, quem come deste Pão, mesmo que morra viverá”.

Lembrai-vos de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Lembrai-vos da Santa Ceia, onde nos deu Seu Corpo e Sangue.
Lembrai-vos de seu Sacrifício na Cruz, onde verdadeiramente tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores; e os seus o reputavam por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Lembrai-vos de um pequeno bando de covardes derrotados, num sótão, em um dia e, poucos dias depois, transformados numa companhia que nenhuma perseguição podia silenciar.

Lembrai-vos de 12 homens que testemunharam que viram Jesus levantado de entre os mortos, ascendendo aos Céus e depois proclamaram essa verdade durante 40 anos, nunca a negando. Todos eles foram espancados, torturados, apedrejados, colocados na prisão e sofreram mortes horríveis. Teriam suportado isso, caso não fosse verdade?

Lembrai-vos das perseguições, quando éramos crucificados, apedrejados, flagelados, presos, queimados vivos e jogados às feras.
Lembrai-vos dos tempos em que nos escondíamos nas catacumbas.
Lembrai-vos do tempo que o Evangelho conquistou os bárbaros.
Lembrai-vos do tempo que as nações eram irmãs em Jesus Cristo.
Lembrai-vos dos cavaleiros, os monges guerreiros que defendiam os fracos.
Lembrai-vos das glórias da cristandade, suas catedrais e universidades.

Lembrai-vos dos santos, servos humildes de Nosso Senhor, que conquistaram multidões não com espadas, como os maometanos, mas com Rosários.
Lembrai-vos de São Domingos Gusmão, São Francisco de Assis, Santo Antônio de Lisboa e Santo  Tomás de Aquino.
Lembrai-vos da batalha de Lepanto, quando as orações do Rosário derrotaram os turcos maometanos.
Lembrai-vos dos missionários, que foram aos confins da terra pregar o Evangelho.
Lembrai-vos do tempo em que os padres falavam da vida eterna, da indispensabilidade de salvar a própria alma fugindo do pecado e vivendo na graça de Deus.

Lembrai-vos de quando não havia altares-mesa no estilo luterano em nossas igrejas, mas somente altares-mores voltados para Deus, cuja própria aparência despertava o sentido de temor respeitoso e reverência nas pessoas.
Lembrai, lembrai… de quando não havia tradicionalistas, porque não havia necessidade de descrever qualquer católico com essa expressão. Todos os católicos aceitavam instintivamente o que uma série de papas havia prescrito como parte da própria profissão de nossa fé: “Admito firmemente e abraço as tradições apostólicas e eclesiásticas e outras observâncias e constituições da Igreja.”.

Lembrai-vos de quando não havia leitores leigos, “ministros da Eucaristia” leigos ou meninas no presbitério, mas somente padres, diáconos a caminho do sacerdócio e os acólitos, que eram a fonte primária de geração após geração das vocações sacerdotais, que enchiam os seminários.
Lembrai-vos de quando não havia música profana durante a Missa, mas somente canto gregoriano ou polifonia, despertando a alma para a contemplação do divino, ao invés batidas de pés, palmas ou puro tédio.
Lembrai-vos de quando os padres rezavam em latim, e a missa era contemplativa e meditativa. Todos podiam rezar o terço durante o silêncio e as igrejas eram cheias.
Lembrai, lembrai… do tempo em todos católicos carregavam um terço no bolso, e o rezavam todos os dias.
Lembrai-vos de quando não havia seminários vazios, conventos vazios, paróquias abandonadas e escolas católicas fechadas. Havia somente seminários, conventos, paróquias e escolas repletas de católicos fiéis provenientes de famílias numerosas.

Lembrai-vos de quando não havia “ecumenismo.” Havia somente a convicção de que a Igreja Católica é a Igreja única e verdadeira, fora da qual não há salvação. Os católicos seguiam o ensinamento da Igreja que “[diz] que os fiéis não podem de maneira alguma assistir ativamente ou participar de qualquer culto de acatólicos,” e eles compreendiam mesmo se apenas de maneira implícita.
Lembrai-vos de quando não havia “diálogo.” Havia somente evangelização pelo clero e apologistas leigos com o objetivo de converter as pessoas à verdadeira religião. E havia os convertidos, que entravam para a Igreja em números tão grandes que parecia mesmo que os Estados Unidos estavam se tornando uma nação católica, uma vez que 30 milhões de americanos ouviam o programa de rádio de Dom Fulton Sheen todo domingo.

Lembrai-vos de quando não havia defecções em massa do sacerdócio, das ordens religiosas, e de leigos, levando à “apostasia silenciosa” na Europa e em todo o Ocidente. Em vez disso, havia aquilo que um Padre do Concílio Vaticano Segundo descreveu no início do Concílio: “a Igreja, não obstante as calamidades que grassam no mundo, está experimentando uma era gloriosa, se vocês considerarem a vida cristã do clero e dos fiéis, a propagação da fé, e a influência universal salutar que a Igreja possuía no mundo de hoje.”

Lembrai-vos de quando não havia “Católicos Carismáticos,” “Neo-Catecumenais,” ou outros “movimentos eclesiais” promovendo novos modos estranhos de culto inventados por seus fundadores. Havia somente católicos, que praticavam o culto da mesma maneira que seus antepassados com continuidade inquebrável durante séculos.

Lembrai-vos do tempo em que a Igreja não precisava imitar seitas protestantes para ficar pop.
Lembrai, lembrai, do tempo em que a palavra divórcio não fazia sentido. Homens e mulheres casavam-se para toda a vida.
Lembrai-vos do tempo em que ter filhos não era considerado fardo, mas sim a coisa mais importante para as famílias.
Lembrai-vos do tempo em que os padres catequizavam seu rebanho. De quando o sim era sim e o não era não.
Lembrai-vos do tempo em que os padres atendiam confissões todos os dias, e ninguém precisava marcar hora para se confessar.

Lembrai-vos do tempo em que os todos católicos tinham horror ao pecado. Ao contrário de hoje.
Lembrai-vos de quando tudo mudou, quando o espirito mundano invadiu a Igreja. No Concílio Vaticano II.
Lembrai-vos do que pediu a Santa Virgem em Fátima.
Lembrai-vos que ela disse que seu Imaculado Coração triunfará.


“Salve Rainha, Mãe de Misericórdia,
Vida, doçura e esperança nossa, salve!
A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva.
A Vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa,
Esses Vossos olhos misericordiosos
A nós volvei,
E, depois desse desterro,
Mostrai-nos Jesus, bendito fruto do Vosso Ventre.
Ó Clemente, Ó Piedosa, Ó Doce Virgem Maria.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém”.

Acompanhai o Rosário, eis a oração que nos diz como devemos rezar pelo Reino de Maria. Como tratá-la, quem somos, o que é este mundo, quem Ela é para nós, e o que devemos lhe pedir.
Salve Mãe Rainha, Deste seu escravo inútil.

(*) Belíssimo e inflamado texto do amigo leitor e colaborador Marcelo.

Fonte: www.sensusfidei.com.br  via  www.rainhamaria.com.br

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Se Deus te Chamasse Agora.

Monge Tomás de Kempis: Ó cegueira e dureza do coração humano, que só cuida do presente, sem olhar para o futuro!
 
Publicado no dia 01 Janeiro 2018
De tal modo te deves haver em todas as tuas obras e pensamentos, como se fosse já a hora da morte



Mui depressa chegará teu fim neste mundo; vê, pois, como te preparas: hoje está vivo o homem, e amanhã já não existe. Entretanto, logo que se perdeu de vista, também se perderá da memória. Ó cegueira e dureza do coração humano, que só cuida do presente, sem olhar para o futuro! De tal modo te deves haver em todas as tuas obras e pensamentos, como se fosse já a hora da morte. Se tivesses boa consciência não temerias muito a morte. Melhor fora evitar o pecado que fugir da morte. Se não estás preparado hoje, como o estarás amanhã? O dia de amanhã é incerto, e quem sabe se te será concedido?

Que nos aproveita vivermos muito tempo, quando tão pouco nos emendamos? Oh! nem sempre traz emenda a longa vida, senão que aumenta, muitas vezes, a culpa. Oxalá tivéssemos, um dia sequer, vivido bem neste mundo! Muitos contam os anos decorridos desde a sua conversão; freqüentemente, porém, é pouco o fruto da emenda. Se for tanto para temer o morrer, talvez seja ainda mais perigoso o viver muito. Bem-aventurado aquele que medita sempre sobre a hora da morte, e para ela se dispõe cada dia. Se já viste alguém morrer, reflete que também tu passarás pelo mesmo caminho.

Pela manhã, pensa que não chegarás à noite, e à noite não te prometas o dia seguinte. Por isso anda sempre preparado e vive de tal modo que te não encontre a morte desprevenido. Muitos morrem repentina e inesperadamente; pois na hora em que menos se pensa, virá o Filho do Homem (Lc 12,40). Quando vier àquela hora derradeira, começarás a julgar mui diferentemente toda a tua vida passada, e doer-te-á muito teres sido tão negligente e remisso.

Quão feliz e prudente é aquele que procura ser em vida como deseja que o ache a morte. Pois o que dará grande confiança de morte abençoada é o perfeito desprezo do mundo, o desejo ardente do progresso na virtude, o amor à disciplina, o rigor na penitência, a prontidão na obediência, a renúncia de si mesmo e a paciência em sofrer, por amor de Cristo, qualquer adversidade. Mui fácil é praticar o bem enquanto estás são; mas, quando enfermo, não sei o que poderás. Poucos melhoram com a enfermidade; raro também se santificam os que andam em muitas peregrinações.

Não confies em parentes e amigos, nem proteles para mais tarde o negócio de tua salvação, porque mais depressa do que pensas te esquecerão os homens. Melhor é providenciar agora e fazer algo de bem, do que esperar pelo socorro dos outros. Se não cuidas de ti no presente, quem cuidará de ti no futuro? Mui precioso é o tempo presente: agora são os dias de salvação, agora é o tempo favorável (2Cor 6,2). Mas, ai! Que melhor não aproveitas o meio pelo qual podes merecer viver eternamente! Tempo virá de desejares, um dia, uma hora sequer, para a tua emenda, e não sei se a alcançarás.

Olha, meu caro irmão, de quantos perigos te poderias livrar e de quantos terrores fugir, se sempre andasses temeroso e desconfiado da morte. Procura agora de tal modo viver, que na hora da morte te possas antes alegrar que temer. Aprende agora a desprezar tudo, para então poderes voar livremente a Cristo. Castiga agora teu corpo pela penitência, para que possas então ter legítima confiança.

Ó louco, que pensas viver muito tempo, quando não tens seguro nem um só dia! Quantos têm sido logrados e, de improviso, arrancados ao corpo! Quantas vezes ouviste contar: morreu este a espada; afogou-se aquele; este outro, caindo do alto, quebrou a cabeça; um morreu comendo, outro expirou jogando. Estes se terminaram pelo fogo, aqueles pelo ferro, uns pela peste, outros pelas mãos dos ladrões, e de todos é o fim a morte, e, depressa, qual sombra, acaba a vida do homem (Sl 143,4).

Quem se lembrará de ti depois da morte? E quem rogará por ti? Faze já, irmão caríssimo, quanto puderes; pois não sabes, quando morrerás nem o que te sucederá depois da morte. Enquanto tens tempo, ajunta riquezas imortais. Só cuida em tua salvação, ocupa-te só nas coisas de Deus. Granjeia agora amigos, venerando os santos de Deus e imitando suas obras, para que, ao saíres desta vida, te recebam nas eternas moradas (Lc 16,9).

Considera-te como hóspede e peregrino neste mundo, como se nada tivesses com os negócios da terra. Conserva livre teu coração, e erguido a Deus, porque não tens aqui morada permanente. Para lá dirige tuas preces e gemidos, cada dia, com lágrimas, a fim de que mereça tua alma, depois da morte, passar venturosamente ao Senhor. Amém.

Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

Fonte: http://catolicosribeiraopreto.com  via  www.rainhamaria.com.br

Onde Está o Povo Brasileiro:

Onde está a Pátria brasileira? Onde está este Brasil católico?
 
30.12.2017 -

Brasil católico

O Brasil, durante muito tempo, foi considerado o maior país católico do mundo. Parece que houve épocas em que mais de 90% dos brasileiros eram católicos. Não é para espantar. Os países colonizados pelos portugueses e espanhóis foram fundados por homens que tinham uma preocupação grande com a salvação das almas. Apesar de muitas mentiras contadas para as nossas crianças nos livros escolares onde o papel civilizador e santificador da Igreja Católica é enegrecido e brutalizado por calúnias, a verdade límpida e pura é evidente: houve abusos, houve comércio, enriquecimento de alguns, ganância e crimes, certamente, porque em todo empreendimento humano sempre será desta forma; houve sim porque nem sempre os portugueses ou espanhóis que vieram para cá foram homens católicos ou, pelo menos, que vivessem o catolicismo de modo puro e sincero. Ao contrário, havia até condenados pela justiça que encontraram nos riscos de tal aventura um meio de escapar da prisão. Mas o que faziam os missionários dentro daquelas cascas de noz que atravessavam o Atlântico? O que queriam? Possuir terras e riquezas? Ouro? É curioso como se inverte a realidade. Se assim fosse, não seria mais lógico que primeiro deixassem que o ouro fosse descoberto para depois vir participar da “divisão”? Porque os padres e religiosos viriam sem saber se ouro havia? Porque eles sabiam de uma só coisa, e era suficiente: havia gente. Havia povos pagãos que precisavam do Evangelho para conseguir ir para o céu. E os mentirosos como o sr. Mário Smith, autor nefasto de livros de História envenenam grande quantidade de crianças brasileiras com carimbos e chancelas dos nossos ministérios. Gente como este senhor precisava responder a processos judiciais por envenenamento de almas. Ele faz o contrário do que faziam os missionários, ele corrompe, mente, debocha, destruindo nas consciências dóceis das crianças o amor por nosso passado, por nossa cultura católica, por nossa Pátria.

Onde estão os católicos do nosso país para denunciar esta corrupção da verdade? Onde estão os bispos brasileiros para proibir aos seus fiéis o uso de tal medíocre e mentiroso livro?

O Brasil era um país católico. Chamou-se Terra da Santa Cruz porque foi batizado próximo da festa da Invenção da Santa Cruz, no dia 3 de maio, que celebra a descoberta da verdadeira Cruz de Nosso Senhor, por Santa Helena, em Jerusalém. A sociedade brasileira, apesar de seus governos liberais, maçônicos, anti-católicos, manteve sempre acesa a luz da Fé e chegou aos meados do século XX como essa grande nação católica, que causava admiração a tantos, pela simplicidade e pela convicção do seu povo.

A grande guerra iniciou um mundo novo, um mundo orientado para liberdades desenfreadas, que romperam todos os limites morais impostos pela Lei sagrada de Deus. Apesar disso, ainda havia no Brasil uma força religiosa grande e em 1964 o povo católico foi às ruas das principais capitais, com o Terço na mão, pedindo a Nossa Senhora que não nos permitisse cair no comunismo. E o nosso Exército ouviu o clamor popular e derrubou o governo João Goulart Seria preciso todo um trabalho para falar sobre o governo dos militares, que são caluniados e chamados de “ditadores”, quando na verdade formaram uma elite de políticos retos, ou mais retos do que os outros, para os ajudarem a governar um país que se tornara ingovernável pelos desmandos e pela sede de poder do sr. Goulart. Há pouco tempo atrás a imprensa brasileira muito falou sobre os 30 anos do AI-5. Este decreto governamental dos militares, meio de exceção para conter os crimes também de exceção, é o principal “bode expiatório” lançado como “pecado” dos militares contra o Brasil. Não foi. Foi apenas um instrumento de governo num momento em que a revolução armada, os assassinos de inocentes, assaltantes de bancos, seqüestradores, abusavam da liberdade que lhes era dada até então. Pois a imprensa foi entrevistar muitos dos políticos civis que, naquela época, sentavam com os militares no Conselho de Segurança. E todos eles confirmaram que os militares não tinham outra saída e fizeram o que precisava ser feito para não deixar o Brasil cair na guerra civil. Mas os intelectuais, jornalistas, políticos continuam contando ao povo essa enorme mentira que tenta fazer dos nossos soldados o contrário do que eles foram. Mas o povo simples sabe e repete. Na época dos militares, todo brasileiro era livre de fazer o bem que lhe agradava, saía nas ruas a qualquer hora sem perigo, tinha um emprego e uma inflação heroicamente controlada, e um crescimento anual de fazer inveja.

Mas aconteceu um fenômeno que fez aquele belo esforço dos nossos militares desaparecer num mar de lama e de corrupção: aconteceu o Concílio Vaticano II. O liberalismo desenfreado tomou conta da hierarquia católica e com isso, o Brasil católico começou a esvaziar-se como uma bola de aniversário. Foi murchando o Brasil, sendo dominado pela mentira de ideologias marxistas porque desapareceu a barreira do catolicismo. Todo o trabalho de formação dos brasileiros, nas escolas, nas universidades, passou a ser marxista, liberal, anti-católico. E o Brasil católico desapareceu. Leiam a introdução do Século do Nada, de Gustavo Corção e poderão compreender melhor essas verdades e tudo o que aconteceu no Brasil dos militares.

Onde está a Pátria brasileira? Onde está este Brasil católico?

Existe no mundo pequenos grupos de católicos que resistem bravamente contra a decomposição do catolicismo. Os inimigos da Igreja, dentro da hierarquia do Vaticano possuem estrutura, gente, dinheiro, imóveis, jornais, influências para destruir qualquer obstáculo que se apresente contra eles. E no entanto esses pequenos rebanhos, como são as nossas Capelas de N. Sra da Conceição, de São Miguel, e tantas outras espalhadas pelo mundo, continuam levantando suas preces nas Missas Tridentinas, no estudo da doutrina anterior a Vaticano II, protegidos pelo manto da Virgem Maria e da fé católica. Acusados e marginalizados por uma hierarquia que varia entre “conservadores” de reta intenção, mas que erram por excesso de juridismo, chegando aos loucos heréticos fomentadores de um catolicismo sem fé, de um Jesus Cristo sem divindade e que odeiam tudo o que é católico, seguem os fiéis da Tradição com o vigor e o ímpeto de amor que os leva a caminhar quarenta dias e quarenta noites pelo deserto. Mas somos poucos, muito poucos. Porém, quando esses pequenos grupos de fiéis se reúnem, o espetáculo é grandioso, porque a Tradição católica é assim.

Foi o que aconteceu no domingo dia 10 de outubro, quando participei da Peregrinação de Nossa Senhora de Lujan (leia-se: Lurran) padroeira da Argentina. Fiéis vindos de toda a América Latina caminharam 35 quilômetros, entre o Seminário da Fraternidade São Pio X e a Basílica de N. Sra de Lujan. Total de peregrinos ao longo das estradas: 520. Durante o dia todo, caminhamos rezando o Santo Rosário, cantando os cânticos tradicionais, enquanto os padres iam confessando os fiéis. Tudo isso organizado com duas paradas, sanitários, água, médicos e enfermeiras etc. Ao chegarmos na cidade de Lujan, nos dirigimos para um ginásio próximo à Basílica onde foi preparada a Santa Missa que celebrei, tendo sido convidado para pregar aos peregrinos. Esta missa foi assistida por mais de 700 fiéis. Dois sacerdotes cumpriram as funções de Diácono e Sub-diácono, com os seminaristas da Fraternidade São Pio X acolitando nas diversas funções. O côro da Capela de Buenos Aires cantou toda a missa, acompanhado pelo povo.

Ao término da cerimônia formou-se a procissão que dirigiu-se para a Basílica, já sendo noite. A imagem de Nossa Senhora ia à frente, os seminaristas e sacerdotes, cerca de cinqüenta, em ordem de dois e, por fim, os fiéis, encheram as redondezas com o som melodioso e a piedade de outrora. E o povo das ruas, emocionado, aplaudia, juntava-se aos fiéis e assim percorremos a grande praça até entrar na belíssima Basílica, obra monumental, riquíssima, em estilo gótico, que mais lembra uma catedral medieval. Não posso deixar de lamentar a falta de gosto, de arte, de amor e piedade daqueles que construíram o nosso Santuário de Nossa Senhora Aparecida, que vira um caixote gelado e vazio  diante da riqueza do Santuário de Lujan. Não é assim também a Catedral do Rio de Janeiro? Ou a de Brasília? Pobre povo brasileiro, arrancaram a sua fé a marretadas, arrancaram a beleza dos seus santuários, arrancaram o amor e a piedade dos nossos corações. Mas nós estávamos lá, junto aos católicos de língua espanhola, unidos pela mesma fé, o mesmo Credo, a mesma Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa. Irmanados pela Verdade do catolicismo, pela Tradição, pela Pátria. Éramos uns dez ou doze brasileiros, a maioria vinda de Santa Maria, RS, da Capela da Fraternidade São Pio X. Ali representávamos todos os brasileiros, que sejam freqüentadores das nossas capelas ou simplesmente bons brasileiros que amam seu passado, suas raízes católicas, que não fizeram do seu patriotismo apenas torcer na Copa do mundo ou numa Olimpíada.

Em nossas preces à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, Terra de Santa Cruz, em nossa devoção filial à Mãe de Deus, precisamos devolver à nossa Pátria o amor e o espírito de sacrifício daqueles que construíram nossa Pátria. Do Padre Manoel da Nóbrega, talvez o mais esquecido dos nossos fundadores, do Pe. José de Anchieta, Apóstolo do Brasil, dos reis de Portugal que enviaram os primeiros missionários para evangelizar os índios, abrindo-lhes as portas do Paraíso, de todos os católicos que se estabeleceram em nossa terra e construíram aqui uma sociedade familiar, nobre, honrada, religiosa, antes que a avalanche maçônica e liberal a destruíssem.

E é por isso que vale a pena continuar, sofrer esta brutal marginalização que é o martírio gota à gota dos tempos modernos, para mostrarmos aos nossos inimigos que não temos medo do combate e que, mesmo se formos esmagados na lida desta vida, espera-nos a coroa da glória, prometida por Jesus aos que sofrerem perseguição por amor do seu nome e da sua Justiça.

Fonte: permanencia.org.br  via  catolicosribeiraopreto.com