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segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
Nossa Senhora nos Adverte Sobre os Chemtrails:
Geoengenharia do clima e Chemtrails – algumas informações
“(...) Meus filhos padecem com maior frequência de enfermidades respiratórias, as quais aumentam, sendo recorrentes e de longo tratamento. NÃO ESTAIS VOS PERGUNTANDO, FILHOS, A QUE SE DEVE ESTARDES MAIS FRACOS DIANTE DAS ENFERMIDADES RESPIRATÓRIAS?
A exposição às drásticas mudanças no clima contribui em grande medida para que vossos organismos se vejam expostos a complicações respiratórias, mas ao mesmo tempo está implícita a mão do homem, que espalha pelo ar os químicos e vírus para que vós adoeçais com maior frequência e estas doenças cheguem, algumas vezes, a ser mortais para a criatura humana. Diante disto, deveis vos proteger para minimizar a exposição aos rastros brancos (chemtrails) quando cobrirem a atmosfera. Ao mesmo tempo, borrifeis azeite do Bom Samaritano sobre o que tiverdes escolhido para proteger o nariz e a boca.
Mentes enfermas de nações poderosas encontram-se sendo os demônios que, em aviões, espalham a enfermidade sobre Meus filhos.
FECHAI VOSSAS CASAS E NÃO VOS EXPONHAIS AO AR LIVRE QUANDO VIRDES ESTRANHAS FORMAS NA ATMOSFERA. (...) (Virgem Maria a Luz de Maria em 21-12-2019)
São Miguel nos Fala:
São Miguel Arcanjo: “O Menino Deus, Rei dos Céus e da Terra” deseja que lhe entregueis novamente o que é dele, um espírito novo para que ameis como Ele ama (23-12-2019)
n/dPovo de Deus:
COMO CHEFE DOS EXÉRCITOS CELESTIAIS, POR DISPOSIÇÃO DA TRINDADE SACROSSANTA, VOS COMUNICO:
Povo de Deus, ireis celebrar o Nascimento de Nosso Rei e Senhor Jesus Cristo, nascido de Nossa Rainha e Mãe da Vontade Divina, Pura e sem Mancha de Pecado Original.
CADA CRIATURA HUMANA DEVE OFERECER AO DIVINO MENINO UM CORAÇÃO NOVO PARA AMAR, COM SENTIMENTOS RENOVADOS PARA MANTER-SE ESPIRITUALMENTE BEM.
Povo de Deus, o desejar ser mais, em todos os aspectos da vida, é neste momento quase que um dever imposto ao homem em geral, mas nenhuma criatura humana que não transformar seu interior conseguirá crescer no espírito, já que, para isto, é necessário um coração livre das imundícies humanas, sobretudo a SOBERBA.
A humanidade aumentou em insegurança, se encontra enfurecida e isto é uma enfermidade contagiosa que se estende como uma pandemia no mundo.
A QUE SE DEVE ISTO?
Ao fato de que os homens, com a pobreza espiritual, são fácil alimento para os espíritos do mal que vagam pelo mundo. Não é uma invenção, o mal vaga pelo mundo ante a iminente chegada do enganador.
Os homens veem a mudança no comportamento da natureza e a negam, CEGOS QUE COM OLHOS NÃO QUEREM VER A REALIDADE; veem as convulsões em vários países e negam que a humanidade se contagia e se inflama, CEGOS QUE COM OLHOS NÃO QUEREM VER A REALIDADE; veem o aborto e não assumem a responsabilidade de ser os novos Herodes deste século, CEGOS QUE COM OLHOS NÃO QUEREM VER A REALIDADE (Sal 135, 16; Mc 8, 18).
Vivem como desejam, os homens vestem-se de seda e com roupas de mulher, as mulheres com roupas de homem e negam que a humanidade vá em direção ao precipício, CEGOS QUE COM OLHOS NÃO QUEREM VER.
O QUE ACONTECEU COM SODOMA E GOMORRA?
O QUE ACONTECERÁ A ESTA GERAÇÃO, QUE NÃO FICARÁ IMPUNE A TANTO PECADO?
Festejam o nascimento do Menino Jesus, Rei dos Céus e da Terra, mas já O condenaram a padecer os ultrajes e as aberrações, as heresias e as profanações, os erros com os quais desejam modernizar e retirar o Divino e substituí-lo por ídolos. Onde ficou o sacrifício da Cruz?
LAMENTOS NO CÉU, LAMENTOS NA TERRA!
UM MENINO INOCENTE, FILHO DO DEUS VIVO, VERDADEIRO, QUE CHEGOU À TERRA, “O MENINO DEUS, REI DOS CÉUS E DA TERRA” DESEJA QUE LHE ENTREGUEIS NOVAMENTE O QUE É DELE, UM ESPÍRITO NOVO PARA QUE AMEIS COMO ELE AMA E NÃO VOS EXTRAVIEIS NOS MODERNISMOS QUE MANTÊM, EM SEU INTERIOR, A SATANÁS.
Povo de Deus, orante, oferecendo sacrifícios e jejuns, vós, grupos de oração que jejuais e orais, que vos mantendes como sentinelas e não dormis, mas que velais para que o mal não continue roubando almas simples e desprevenidas ou duras, que, mediante o jejum e a oração, consigais subjugá-lo em nome de Deus.
Povo de Deus que ora e oferece, oferece e ora, sois faróis de luz em meio às trevas, não esmoreçais, levanteis o rosto, porque Deus vos vê e nós vos protegemos para que, se for vossa vontade, vos guiemos em direção ao caminho correto, em direção ao qual não ireis se extraviar.
Criaturas do homem Deus, cada um leva em seu coração este Menino que deveis despertar e fazer renascer para que vós vos entregueis, sem pensar em vós, mas na salvação das almas.
UM MENINO NASCEU, UM MENINO QUE VEIO SALVAR ALMAS, UM MENINO QUE, SENDO DEUS, VEM VOS PEDIR QUE VOS APROXIMEIS DELE E LHE OFEREÇAIS O OURO DA ALMA, O INCENSO DO SACRIFÍCIO DE CADA UM PARA MANTER-SE NO VERDADEIRO CAMINHO, E A MIRRA DO CONTINUAR GUARDANDO A TRADIÇÃO QUE ELE VOS TROUXE PARA QUE VÓS PERMANEÇAIS ATÉ SUA SEGUNDA VINDA.
HOJE, ESTE MENINO, NOSSO REI, DESEJA O PRESENTE DA FIDELIDADE, DO SACRIFÍCIO, DA VONTADE HUMANA FUNDIDA À DELE.
Unidos adoremos ao que veio ao mundo para ser Rei. Pelos séculos dos séculos. Amém.
GLÓRIA A DEUS NO CÉU E NA TERRA PAZ AOS HOMENS DE BOA VONTADE.
QUEM É COMO DEUS?
NINGUÉM COMO DEUS!
São Miguel Arcanjo.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
Muçulmanos São Satânicos:
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Invasão Islâmica da Índia: O Maior Genocídio da História
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O artigo que se segue é uma versão em português de Islamic Invasion Of India: The Greatest Genocide In History. Este artigo apresenta um resumo de quase 10 séculos de invasões, jihad e domínio islâmico sobre a Índia Histórica (que compreendia os países atuais do Afeganistão, Paquistão, Índia e Bangladesh), destruindo a civilização que permeava esta região.
O que existia da civilização hindu foi destruído, e, aquilo que restou, foi corrompido pelo islã. Por exemplo, práticas tais como o jauhar (auto-imolação ou suicídio das mulheres hindus para evitar a escravidão e o estupro) e o sati (auto-imolação da mulher hindu na pira funerária do marido) surgiram nesta época. A herança islâmica foi o extermínio de centenas de milhões de hindus, estupros em massa de mulheres e a destruição de milhares de templos, universidades e bibliotecas hindus e budistas. A exemplo do que foi feito sobre os escravos africanos negros, os escravos hindus também eras castrados.
O massacre sistemático ao longo dos séculos criou os romas (ciganos), destruiu o Afeganistão hindu e budista, tornando-o muçulmano, bem como levou a criação recente de dois países muçulmanos, o Paquistão e Bangladesh, cujas populações são compostas pelos milhões de hindus que foram convertidos ao Islã pela espada durante este período.
Para o Islã, tudo o que não fosse islâmico pertencia a uma época de ignorância - jahiliyya - e devia ser destruído (ou ser apropriado culturalmente e considerado como se pertencesse ao Islã). Pode demorar, mas o destino inevitável de qualquer civilização que caia sob o jugo do islã é o aniquilamento.
Deve ser mencionado que as atrocidades também atingiram os siques, que foram terrivelmente perseguidos pelo Império Mongol.
INVASÃO ISLÂMICA DA ÍNDIA: O MAIOR GENOCÍDIO DA HISTÓRIA
O historiador muçulmano Firishta (nome completo Muhammad Qasim Hindu Shah, 1560-1620), o autor do Tarikh-i Firishta e do Gulshan-i Ibrahim (N.T.: duas obras históricas clássicas acerca da conquista da Índia pelo Islã), foi o primeiro a dar uma ideia do tamanho do banho de sangue ao qual a Índia esteve submetida durante o domínio muçulmano. Ele declarou que mais de 400 milhões de hindus foram assassinados durante a invasão e ocupação muçulmana da Índia. Sobreviventes foram escravizados e castrados. Acredita-se que a população da Índia era de 600 milhões à época da invasão muçulmana. Em meados dos anos 1500, a população hindu era de 200 milhões.
Mapa mostrando a localização aproximada do Rio Indo, o berço da civilização hindu, e as regiões que o cercam: o Sinde, o Punjabi e a Cashemira.
À época em que os britânicos chegaram às praias da Índia, e após séculos de lei islâmica governando a Índia, a população hindu já não se comportava como era a sua norma anteriormente à chegada do islamismo. Os hindus se comportavam como muçulmanos. Há muitos relatos testemunhais dos arquivos britânicos de incidentes horrendos envolvendo hindus, que chocaram os britânicos devido à sua crueldade. Os britânicos, por vezes, se referiam a estas pessoas como 'selvagens'. Sim, qualquer um que se contamine por associação com a 'cultura' islâmica torna-se, verdadeiramente, manchado e brutalizado. Isto é exatamente o porquê desta contaminação ser tão prejudicial e perigosa.
Hoje, como outras culturas com sua alma tão massacrada pelo Islã, a Índia não é de fato uma nação hindu. A Índia é uma sombra do Islã, uma versão “hinduficada" do Islã, aonde toda a atrocidade humana foi copiada e adotada. Tal brutalidade era previamente estranha na cultura hindu. Associadamente à pestilência maometana estrangeira, estes hábitos islâmicos tornaram-se adotados e aceitos como uma parte 'normal' da cultura indiana. Porém, se observarmos a cultura indiana pré-islâmica, ela era em geral uma cultura benevolente de conhecimento e aprendizado, muito mais do que é hoje.
Uma das consequências da jihad islâmica contra a Índia foi ter feito com que o Rio Indo ficasse sob controle muçulmano (Paquistão). A primeira figura que ilustra este texto mostra também alguns outros lugares mencionados neste artigo.
Desde a época da dinastia Omíada (661 a 770 DC) ao último imperador mogol (N.T.: espécie de governante muçulmano), Bahadur Shah Zafar (1858), com seus governantes tão enaltecidos como grandes líderes pelos próprios historiadores indianos, cidades inteiras foram incendiadas e suas populações massacradas, com centenas de milhares de mortos a cada campanha, e números similares deportados como escravos.
Na sua extensão máxima, o Império Mogol (ou Mugal), 1526 - 1827, ocupou toda a Índia Histórica (que inclui os atuais Afeganistão, Paquistão, Índia e Bangladesh), exceto a porção mais ao sul da Índia.
Os maiores genocídios do século XX, o sofrido pelo povo judeu (e outras minorias) nas mãos dos nazistas (o Holocausto), 6 milhões; bem como o extermínio dos armênios, gregos e assírios da Anatólia perpetrado pelos turcos (o Genocídio Armênio, dos Gregos Pontios e Assirios), 3 milhões; são minúsculos se comparados com o genocídio ocorrido na Índia Histórica, ao longo de quase 8 séculos.
O Genocídio dos Hindus na Índia foi de proporções ainda maiores. A única diferença foi a de que ele continuou por 800 anos, até que os regimes islâmicos brutais finalmente prevaleceram em uma luta de vida ou morte contra os siques no Punjabi, e contra os exércitos maratas hindus em outras partes da Índia, no final dos anos 1700.
Pintura de Edwin Lord Weeks
Nós reunimos evidência literária do maior holocausto do mundo a partir de relatos testemunhais históricos de época. Os historiadores e biógrafos dos exércitos invasores e governantes subsequentes da Índia deixaram relatos bem detalhados das atrocidades cometidas nos seus encontros rotineiros com os hindus da Índia.
Estes registros de época enalteciam e glorificavam os crimes que eram cometidos, e o genocídio de dezenas de milhões de hindus, estupros em massa de mulheres e a destruição de milhares de templos e bibliotecas hindus e budistas, foram bem documentados e oferecem prova sólida do maior genocídio do mundo.
Dr. Koenraad Elst, em seu artigo “Was There an Islamic Genocide of Hindus?” (Houve um Genocídio Islâmico de Hindus?), declara:
"Não há estimativa oficial do total de hindus mortos nas mãos do Islã. Um primeiro vislumbre de testemunhos importantes de cronistas muçulmanos sugere que, em mais de 13 séculos e em um território tão vasto como o subcontinente (N.T.: indiano), guerreiros sagrados muçulmanos mataram muito mais hindus do que os 6 milhões do Holocausto. Ferishtha lista diversas ocasiões quando sultões bamanis (N.T.: pertencentes ao Sultanato de Bamani) na Índia Central (de 1347 a 1528) mataram 100.000 hindus, número que estes estabeleceram como quota mínima para fins de punição aos hindus. E veja que estes sultões representavam apenas uma dinastia provincial de terceira grandeza. Os maiores massacres ocorreram durante os eventos que se seguiram: ataques de Mahmud Ghaznavi (cerca de 1000 DC), conquista da Índia setentrional por Mohammed Ghori e seus lugares-tenentes (1192) e durante e sultanato de Delhi (de 1206 a 1526)."
Em 1752, o governador muçulmano capturou mulheres siques e deu-lhes a opção de converter ao islã ou terem seus bebês massacrados. Elas se recusaram, o que levou ao massacre de cerca de 300 bebês através de cortar fora membros dos seus corpos ou empalar os bebês com lanças. Órgãos internos foram retirados, com os bebês ainda vivos, e enroscados no pescoço das mães. Ainda assim, elas não se converteram ao islã. Elas foram posteriormente escravizadas sexualmente.
Ele também escreve em seu livro "Negation in India" (A Negação na Índia):
As conquistas muçulmanas, até o século 16, foram, para os hindus, uma luta pura da vida e da morte. Cidades inteiras foram incendiadas e a população massacrada, com centenas de milhares de mortos em cada campanha, e números semelhantes de pessoas deportadas como escravos. Cada novo invasor fez (frequentemente de forma literal) seus montes de crânios hindus. Assim, a conquista do Afeganistão no ano 1000 foi seguida da aniquilação da população hindu. A região ainda é chamada Hindu Kush (ou Indocuche), o que significa "Carnificina dos Hindús."
Will Durant argumentou em seu livro de 1935 "The Story of Civilisation: Our Oriental Heritage" (A História da Civilização: Nossa Herança Oriental) (pág. 459):
A conquista maometana da Índia é provavelmente o acontecimento mais sangrento da História. Os historiadores e eruditos islâmicos registraram com grande alegria e orgulho os massacres dos hindus, as conversões forçadas, o sequestro de mulheres e crianças hindus para mercados de escravos e a destruição de templos promovida pelos guerreiros do Islã durante o período de 800 a 1700 DC. Milhões de hindus foram convertidos ao Islã pela espada durante este período.
François Gautier em seu livro "Rewriting Indian History" (Reescrevendo a História Indiana) (1996) escreveu:
Os massacres perpetuados por muçulmanos na Índia não tiveram paralelo na História. Foi maior do que o Holocausto dos judeus pelos nazistas ou o massacre dos armênios pelos turcos. Maior ainda do que o massacre de populações nativas sul-americanas pelos invasores espanhóis e portugueses.
Mogois carregam a cabeça decepada de dois
siques para serem vendidas no mercado
O escritor Fernand Braudel escreveu em "A History of Civilisations" (A História das Civilizações) (1995) que o domínio islâmico na Índia como um "experimento colonial" foi "extremamente violento" e que "os muçulmanos não conseguiam dominar o país exceto através de um terror sistemático. Crueldade era a norma - incêndios, execuções sumárias, crucificações ou empalamentos, torturas inventivas. Templos hindus foram destruídos para dar lugar a mesquitas. Em certas ocasiões havia conversões forçadas. Se sequer houvesse o suspiro de um levante, ele era reprimido, instantaneamente e com selvageria: casas eram incendiadas, o interior do país era arrasado, homens eram mortos e mulheres levadas como escravas."
Alain Danielou em seu livro "Histoire de l’Inde" (História da Índia - Editions Fayard, Paris) escreve:
"Do tempo em que os muçulmanos chegaram, por volta de 632 DC, a história da Índia torna-se em uma série longa e monótona de assassinatos, massacres, espoliações e destruição. É, como de costume, em nome de uma 'guerra santa' da sua fé, do seu Deus único, que os bárbaros têm destruído civilizações e dizimado raças inteiras."
O Grão-Mogol e sua corte retornam da Grande Mesquita
de Delhi, quadro a óleo de Edwin Lord Weeks (1918)
Irfan Husain em seu artigo "Demons from the Past" (Demônios do Passado) observa:
"Mesmo levando em conta que eventos históricos deveriam ser julgados no contexto de seu tempo, não se pode negar que naquele sangrento período da história, nenhuma misericórdia foi demonstrada aos hindus, desafortunados o suficiente por estarem no caminho, quer dos árabes conquistadores do Sinde e Punjabi meridional, quer dos asiáticos centrais que atacaram desde o Afeganistão. Os heróis muçulmanos que tanto despontam em nossos livros de história cometeram alguns terríveis crimes. Mahmud de Ghazni (Gázni), Qutb-ud-Din Aibak, Balban, Mohammed bin Qasim, e o sultão Mohammad Tughlak, todos têm as mãos manchadas de sangue que a passagem dos anos não limpou. Vista aos olhos hindus, a invasão muçulmana foi um desastre não mitigado."
"Seus templos foram nivelados ao chão, seus ídolos esmagados, suas mulheres violentadas, seus homens mortos ou tornados escravos. Quando Mahmud de Ghazni (Gázni) entrou em Somnath em um de seus ataques anuais, ele matou todos seus 50.000 habitantes. Aibak matou e escravizou centenas de milhares. A lista de horrores é longa e dolorosa. Estes conquistadores justificaram seus atos alegando que era seu dever religioso matar os descrentes. Escudando-se na bandeira do Islã, eles alegavam estar lutando por sua fé quando, na realidade, eles estavam apoiando assassinato puro e pilhagem ..."
8 de novembro de 1675. Dois carrascos colocam uma
serra-dupla sobre a cabeça de um sique chamado Mati Das
e perguntam se ele abraçaria o islão ou a morte.
A sua escolha é evidente.
Uma amostra de um testemunho de época relata acerca dos invasores e governantes, durante as conquistas indianas.
O governante afegão Mahmud al-Ghazni invadiu a Índia não menos do que 17 vezes entre 1001 e 1026 DC. O livro Tarikh-i-Yamini, escrito por seu secretário, documenta vários episódios de suas campanhas militares sangrentas:
"O sangue dos infiéis fluía tão copiosamente [na cidade indiana de Thanesar] que as fontes de água perderam sua cor, para não dizer sua pureza, e as pessoas não podiam beber delas. ... Os infiéis desertaram o forte e tentaram cruzar o rio agitado, porém muitos deles foram mortos, levados ou afogados. ... Cerca de 50.000 homens foram mortos."
No registro de época Taj-ul-Ma'asir, escrito por Hassn Nizam-i-Naishapuri, é declarado que quando Qutb-ul Din Aibak (de Turko – de origem afegã e o primeiro Sultão de Delhi - de 1194 a 1210 DC) conquistou Meerat (Mirat), ele demoliu todos os templos hindus da cidade e erigiu mesquitas no seu lugar. Na cidade de Aligarh, ele converteu os habitantes hindus ao Islã pela espada e decapitou todos aqueles que continuaram fiéis à sua própria religião.
Batalha de Chamkaur, onde 43 siques
enfrentaram 1 milhão de mogois,
6 Dez 1705, em Chamkaur, Punjabi
O historiador persa Wassaf escreve em seu livro Tazjyiat-ul-Amsar wa Tajryiat ul Asar que quando Aladdin Khilji (um afegão de origem turca, segundo governante da dinastia Khilji da Índia - de 1295 a 1316 DC) capturou a cidade de Kambayat à entrada do Golfo de Cambay, ele matou os habitantes hindus masculinos adultos para a glória do Islã, fez rios de sangue, enviou as mulheres do lugar com todo o seu ouro, prata e jóias à sua própria casa, e fez cerca de 20.000 virgens hindus como escravas particulares.
A Índia tem uma história cultural longa e profunda. O hinduísmo começou por lá em torno de 1500 AC e o budismo em torno do século 6 AC. Esta cultura evoluiu através de impressionantes conquistas intelectuais, religiosas e artísticas. Antes e depois dos primeiros anos do Islã, os eruditos indianos levaram seu trabalho em ciência, matemática (o zero, a álgebra, a geometria, o sistema decimal, os assim-chamados algarismos 'arábicos' são na verdade de origem hindu), medicina, filosofia, etc., às cortes de outros (inclusive muçulmanos, por exemplo, em Bagdá).
Outros vinham às universidades da Índia. Crianças indianas (rapazes e moças) eram educadas através de um sistema de educação relativamente disseminado, em uma variedade de temas tais como, por exemplo, ciência, medicina e filosofia. A arte e a arquitetura indianas eram magníficas. Eles eram um povo próspero. Então veio o Islã, trazendo: matança, escravidão, estupro, violência e pilhagem; destruição dos sítios religiosos, da arte e da arquitetura; pobreza, exploração, humilhação, fome, conversão forçada, declínio do interesse intelectual, destruição social e piora das condições sociais. Para o Islã, tudo o que não fosse islâmico pertencia a uma época de ignorância - jahiliyya - e devia ser destruído (ou ser apropriado culturalmente e considerado como se pertencesse ao Islã). O massacre criou os romas (ciganos), destruiu o Afeganistão hindu e formou o Paquistão (Cashemira) e Bangladesh.
O custo das invasões muçulmanas é massivo se contado em vidas, riqueza e cultura. Estimativas sugerem de que de 60 a 80 milhões morreram nas mãos dos invasores e governantes muçulmanos, apenas no período entre 1000 a 1525 (isto é, ao longo de 500 anos, a população diminuiu) (Lal, citado em Khan, p. 216). Impossível, você há de pensar. Na guerra de independência de Bangladesh, em 1971, o exército paquistanês muçulmano matou entre 1,5 a 3 milhões de pessoas (principalmente muçulmanos) em apenas nove meses (Khan, p. 216). O mundo fez vista grossa - mas, não é sempre assim quando são muçulmanos praticando violência? (o número real de hindus brutalmente assassinados por muçulmanos encontra-se ao redor de 400 milhões, não 60 a 80 milhões, como afirmou Firishta, mencionado no primeiro parágrafo).
Baseados nos números disponíveis, o número de indianos escravizados foi enorme.
A conquista muçulmana da Índia foi provavelmente a mais sangrenta da história:
Os historiadores e eruditos islâmicos registraram com grande entusiasmo a matança dos hindus, conversões forçadas, sequestro de mulheres e crianças hindus para serem levadas aos mercados de escravos, e a destruição dos templos promovida pelos guerreiros do Islã durante 800 a 1700 DC. Milhões de hindus foram convertidos ao Islã pela espada neste período (historiador Durant, citado em Khan, p. 201).
Rizwan Salim (1997) escreve o que os invasores árabes realmente fizeram:
"selvagens com um nível civilizacional muito baixo e nenhuma cultura digna de nome, provindos da Arábia e da Ásia Ocidental, começaram a entrar na Índia do início do século em diante. Os invasores islâmicos demoliram incontáveis templos hindus, espatifaram incontáveis esculturas e ídolos, pilharam inúmeros fortes e palácios de reis hindus, mataram um vasto número de homens hindus e sequestraram mulheres hindus. Porém muitos hindus não parecem reconhecer que os pilhadores muçulmanos estrangeiros destruíram a evolução histórica da civilização mentalmente mais avançada da Terra, a cultura mais ricamente imaginativa, e a sociedade mais vigorosamente criativa" (citado em Khan, p. 179)."
1745. Bhai Taru Singh, 26 anos, tem o
seu cabelo e o couro cabeludo
arrancados por se recusar a
converter-se ao islamismo.
O cabelo é sagrado para os siques.
É claro que os indianos pré-Islã lutavam entre si, porém não era prática escravizar, assolar, massacrar ou destruir sítios religiosos, ou destruir colheitas ou fazendeiros. As batalhas eram geralmente conduzidas em terreno aberto, entre militares (Khan p. 205-207). Não havia o conceito de "butim" (pilhagem), portanto os indianos não estavam preparados para o massacre do Islã. Indianos locais foram forçados a fugir para a selva ou para as montanhas, ou encarar exploração e impostos terríveis, assassinatos ou escravização, enquanto sua sociedade era diminuída e destruída. Os muçulmanos constantemente atacavam a população idólatra local, bem como lutavam uns contra os outros, em constantes revoltas promovidas por generais, chefes e príncipes, durante todo o tempo de domínio islâmico (Khan, p. 205).
Escravidão
Inicialmente, a Índia correspondia à parte do atual Paquistão, Bangladesh/Bengala e Cashemira. No Afeganistão, o hinduísmo e budismo floresciam anteriormente à conquista islâmica (século 7). No Século 16, o Afeganistão encontrava-se dividido entre o Império Mogol da Índia e os safávidas da Pérsia (N.T.: ambos muçulmanos, ou seja, o hinduísmo e o budismo foram erradicados no Afeganistão).
Inicialmente, os omíadas (N.T.: que pertenciam ao califado Omíada, século VIII) concederam aos hindus o status de dhimmi (N.T.: cidadão de segunda classe), possivelmente devido ao seu grande número, resistência ao Islã e seu valor como reserva fiscal. Isto viola o textos Islâmicos bem como a lei islâmica Sharia que demandam morte ou conversão a idólatras e politeístas. Quando o sultão Iltumish (1236) foi questionado do porquê de não ter sido dada aos hindus a escolha entre morte ou Islã, ele respondeu:
"Porém, neste momento na Índia, os muçulmanos são tão poucos que são como sal em um grande prato. Entretanto, após uns poucos anos, quando na capital e nas regiões e em todas as cidades pequenas, quando os muçulmanos estiverem bem estabelecidos e o exército maior, será possível dar aos hindus a escolha entre morte ou Islã" [citado em Lal (c), p. 538] (será que não podemos aprender nada desta afirmação?).
A despeito de seu suposto status de dhimmi, assassinato em massa, conversão forçada em massa e escravidão ostensiva com a resultante conversão forçada ao Islã, foram praticados ao longo de todo o domínio islâmico. Mesmo no século 20, uns tantos exigiam aos idólatras/politeístas que se convertessem ou morressem. Homens e guerreiros hindus foram mortos, bem como mulheres e crianças escravizadas. Escravidão eunuca era praticada entre os jovens.
Mogois despedaçando crianças vivas, estátuas em cera na Índia
Mais frequentemente, os números reais dos hindus mortos não são informados, apenas comentários tais como 'incontáveis escravos/cativos', ou 'todas as mulheres e crianças foram levadas'. Onde números são registrados, eles são aterradores. Juntamente com as pessoas, os muçulmanos levaram tudo que puderam - moedas, joias, túnicas, mobiliário, ídolos, animais, colheitas, etc. ou os destruíam.
Os governantes muçulmanos eram estrangeiros. Até o século 13, a maior parte dos escravos era enviada da Índia, porém, após o Sultanato de Dehli (1206), eles passaram a ser mantidos na própria Índia para trabalhar para o Sultanato, serem vendidos por lá mesmo, ou enviados para outro lugar. Escravos de outra parte eram importados e exércitos muçulmanos foram compostos por uma ampla gama de grupos de escravos estrangeiros 'convertidos' ao Islã e 'hindus ou indianos conversos'.
Escravos eram o butim prometido por Alá, e obtê-los era uma forte motivação para a jihad.
"Escravos eram tão abundantes que eles se tornaram muito baratos. Homens... eram degradados. ... porém esta é a divindade de Alá, que provê honra de sua própria religião e degrada a infidelidade" [cronista muçulmano Utbi, acerca do ataque escravagista de Ghazni promovido pelo sultão Subuktigin (942-997) em Sookdheo, p. 166].
Em Sinde (primeira área atacada com sucesso), a primeira comunidade 'muçulmana' era composta principalmente de escravos forçados ao Islã e por um pequeno número de senhores árabes (Khan, p. 299). Inicialmente, escravos eram forçados a migrar da Índia. Por exemplo, Qasim (árabe), o conquistador de Sinde, enviado por Hajjaj bin Yusuf Sakifi, do califado de Walid I, escravizou 300.000 pessoas durante uma campanha de três anos (de 712 a 715) (Khan, p. 299; Trifkovic, p. 109). Guerreiros muçulmanos vieram de toda parte para compartilhar desta jihad. Qasim foi subitamente chamado de volta e executado (possivelmente sendo atirado no covil de um animal) por supostamente violentar duas princesas Sindes destinadas ao harém do califa [Lai(c), p. 439].
Os turcos-gaznévidas de Ghazni, Afeganistão (de 997 a 1206), que subjugaram o Punjabi
Através de 17 ataques (de 997 a 1030), o sultão Muhmud Ghazni (um turco do Afeganistão, 997-1030) enviou centenas de milhares de escravos para Ghazni (no Afeganistão), o que resultou em uma perda de cerca de dois milhões de pessoas devido a assassinatos e escravidão, seguida de venda para fora da Índia (Khan, p. 315). Cronistas (tais como, Utbi, secretário do sultão), forneceram alguns números. Por exemplo, de Thanesar, o exército muçulmano trouxe 200.000 cativos a Ghazni. Em 1019, 53.000 pessoas foram levadas. Certa vez, a quinta parte pertencente ao califa foi de 150.000, sugerindo portanto um total de 750.000 cativos. Quinhentos mil foram levados em uma campanha (em Waihind) [Lai(c), p. 551]. Registra al-Utbi, secretário de Muhmud:
"Espadas cintilavam como relâmpagos no negrume das nuvens, e fontes de sangue fluíam como a queda de um enxame de estrelas. Os amigos de Alá derrotavam seus oponentes. Os muçulmanos deflagraram sua vingança sobre os inimigos infiéis, matando 15.000 deles. Tornando-os comida de feras e aves de rapina. Alá também derramou sobre seus amigos uma tal quantidade de butim, além de quaisquer cálculos, incluindo 500.000 belos escravos, homens e mulheres." (Khan, p. 191).
Os gaznévidas governaram no ‘Sultanato Islâmico do Punjabi’ até 1186. Ataques em Cashemira, Hansi e distritos de Punjabi, resultaram em assassinatos em massa e escravização, por exemplo, de uns 100.000 indivíduos em um ataque ocorrido em 1079 no Punjabi [Tarik-i-Alfi em Khan, p. 276-7; Laj(d), p. 553].
"Mesmo um cidadão comum, muçulmano pobre, tornava-se dono de numerosos escravos." [Khan, p. 103; Laj(c), p. 537].
O sultanato de Dehli foi estabelecido sob os governantes gaznévidas (turcos) Muhammad Ghauri (afegão) e seu comandante militar e futuro governante Qutbuddin Aibak (de 1206 a 1210). Decapitações em massa, escravização, conversões forçadas, pilhagem e destruição de templos continuaram. Escravos eram incrivelmente abundantes. Em 1195, Aibak levou 20.000 escravos de Raja Bhim e em 1202 levou 50.000 de Kalinjar [Laj(c), p. 536].
A noiva se joga na pira funerária de seu marido.
Pintura em miniatura originado no período da
dinastia Safavid, primeira metade do Sec 17.
(Atribuída ao pintor Muhammad Qasim.)
Durante os séculos 13 e 14, sob o governo de Khilji e Tughlaq, o escravagismo cresceu à medida que o Islã se expandiu. Milhares de escravos eram vendidos a baixos preços, todos os dias (Khan, p. 280). A captura de escravos por Alauddin Khilji (de 1296 a 1316) foi espantosa. Ele algemava, acorrentava e humilhava os escravos [Laj(c), p. 540].
Somente no saque de Somnath ele "levou cativo um grande número de donzelas elegantes e bonitas, totalizando 20.000, além de crianças de ambos os sexos. Mais do que a pena pode enumerar. O exército maometano levou o país à ruína total, destruiu as vidas dos habitantes e pilhou as cidades, capturando a sua prole." [historiador citado em Bostom, p. 641; Lai(c), p. 540].
Muitos milhares foram massacrados. Alauddin Khilji (de 1296 a 1316) possuía 50.000 escravos masculinos jovens a seu serviço pessoal, sendo que 70.000 escravos trabalhavam continuamente em suas construções [Laj(c), p. 541].
Mulheres praticavam o jauhar (auto-imolação ou suicídio para evitar a escravidão e o estupro) e o sati (N.T.: auto-imolação na pira funerária do marido).
O sufista Amir Khusrau comenta: "Os turcos, sempre que os agrada, podem capturar, comprar ou vender qualquer hindu" [Lai(c), p. 541].
Escravizados e castrados
Por todo o mundo islâmico, os conquistados eram castrados, inclusive na Índia.
Sultão Ala Ud Din posto em fuga;
Mulheres de Ranthambore cometem Jauhar
Isto era feito para que os castrados guardassem os harens, provessem prazer carnal aos governantes, e fossem devotados a estes já que eles não tinham esperança de terem uma família deles. E, é claro, isto rapidamente reduzia a prole dos conquistados. A castração era uma prática comum por todo o domínio muçulmano, possivelmente tendo contribuído para o declínio da população da Índia de 200 milhões em 1000 DC para 170 milhões em 1500 DC (Khan, p. 314).
Akbar, o Grande (1556-1605), possuía eunucos. Said Khan Chagtai (um oficial do Jahangir, filho de Akbar) possuía 1200 eunucos. No reino de Aurangzeb, em 1659, na cidade de Golkunda (Hyderabad), 22.000 meninos foram emasculados e dados a governantes e governadores muçulmanos ou então vendidos (Khan, p. 313).
Guarda eunuco
O sultão Alauddin Khilji (de 1296 a 1316) possuía 50.000 meninos a seu serviço pessoal. O sultão Muhammad Tughlaq (de 1325 a 1351) possuía 20.000 e o sultão Firoz Tughlaq (de 1351 a 1388) possuía 40.000. Firoz Tulghlaq gostava de colecionar meninos sob qualquer forma e possuía 180.000 escravos no total [Lal(c), p. 542]. Vários comandantes subordinados a vários sultões eram eunucos. Historiadores muçulmanos registraram a paixão que tinham os sultões Mahmud Ghazni, Qutbuddin Aibak e Sikandar Lodi por homens jovens atraentes. O sultão Mahmud era apaixonado pelo seu comandante hindu Tilak (Khan, p. 314).
N.T.: por mais paradoxal que possa parecer, a colonização britânica da Índia salvou a Índia e o hinduísmo. A chegada dos britânicos destruiu o Império Mogol. Se os britânicos não tivessem chegado, o destino da Índia seria o de se tornar totalmente islâmica.
O que resta saber é se os indianos irão continuar o negacionismo histórico ou se eles irão encarar a verdade histórica de frente.
Referências e links:
1) Bostom, A. G. ‘The Legacy of Jihad: Islamic holy war and the fate of the non-Muslims.’ Prometheus Books. New York. 2005.
2) Brahmachari, Dr. Radhasyam. Como os Sikhs rebateram a brutalidade dos invasores muçulmanos estrangeiros e se tornaram governantes na Índia. Texto em inglês, em dez partes. Parte1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7, Parte 8, Parte 9, e Parte 10. 3) Braudel, Fernand. A History of Civilisations. Penguin Books, New York 1995) 4) Brutalidade do ISIS é Copia do que os Mugais Fizeram com os Sikhs no Punjab, em inglês. 5) Danielou, Jean. Histoire de l’Inde. Editions Fayard, Paris. 6) Durant, Will. The Story of Civilization. Vol. 1: Our Oriental Heritage. New York: Simon and Schuster, 1935. 7) Elst, Dr Koenrad. Negationism in India, Voice of India, New Delhi.
8) Elst, Dr Koenrad. “Was There an Islamic Genocide of Hindus?” (article) 9) Gautier, François. ‘‘Aurangzeb, as he was according to Mughal Records’’, ‘FACT – India
10) Gautier, François. Rewriting Indian History, Vikas Publishing House, New Delhi 1996 11) História da Jihad contra os Hindus da Índia, Paquistão e Bangladesh (638 - atualmente). em inglês. 12) Husain, Irfan. “Demons from the Past” (article in the ‘Daily Times’, Pakistan, August 30, 2004. 13) Khan, M. A. ‘Islamic Jihad: A legacy of forced conversion, imperialism and slavery.’ iUniverse, Bloomington, IN. 2009.
14) Lal, K.S. Growth of Muslim population in India (A.D. 1000-1800). Voice of India, New Delhi. 15) Lal [a], K.S. Muslims invade India, p 433-455 in Bostom (1) acima.
16) Lal [b], K.S. Jihad under the Turks and jihad under the Mughals, p 456-461 in Bostom (1) acima.
17) Lal [c], K.S. Slave-taking during Muslim rule, p 535-548 in Bostom (1) acima.
18) Lal [d], K.S. Enslavement of Hindus by Arab and Turkish invaders, p 549-554 in Bostom (1) acima.
19) Lal [e], K.S. The Origins of Muslim slave system, p 529-534 in Bostom (1) acima.
20) Naqib, Ahmad ibn; Reliance of the Traveller: A classic manual of Islamic sacred law; Amana Publications, Maryland, USA, 1994. (em árabe, com alguns textos em Inglês, comentários e anexos editados e traduzidos por Nuh Ha Mim Keller Al-Misri)
21) Sookhdeo, P. ‘Global Jihad: The future in the face of Militant Islam.’ Isaac Publishing. 2007.
22) The Hindu Holocaust Museum website.
23) The ‘Hindu Wisdom’ website.
24) Stephen Knapp website.
25) Tráfico Islâmico de Escravos Indianos, em inglês. 26) Trifkovic, S. ‘The sword of the prophet.’ Regina Orthodox Press, Inc. 2002.
27) Ye’or, Bat. ‘Islam and Dhimmitude: Where civilisations collide’. Fairleigh Dickinson University Press 2002, reprint 2005.(traduzido do francês para o inglês por Miriam Kochan e David Littman)
Fonte: Lei Islâmica em Ação.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
Feliz Natal?
Festejou, comeu bem e descansou no Natal? A incômoda saudação de Natal de um realista Bispo italiano
O artigo abaixo foi publicado no site em 25.12.2015
De autoria do Bispo Tonino Bello, uma reflexão realista para nosso mundo, um chamado também para muitos católicos, que falam.. falam e falam, em "Jesus, Salvação e Eternidade no Céu", porém se esquecem da Sagrada Escritura que diz:
"Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.
Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber?
Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos?
Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?
Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes" (São Mateus 25, 34 -40);
===========================================
Festejou? Comeu bem? Descansou no Natal?
Então se prepare para o verdadeiro sentido do Natal.
Caríssimos, eu desobedeceria ao meu dever de bispo se lhes dissesse “Feliz Natal” sem incomodá-los. E eu quero incomodar. Eu não posso suportar a ideia de fazer saudações inócuas, formais, impostas pela rotina do calendário.
Então, meus queridos irmãos, a vocês as minhas melhores saudações incômodas!
Que Jesus, nascido por amor, lhes dê náuseas pela vida egoísta, absurda, sem impulso vertical, e lhes conceda a graça de recriar a sua vida na doação de si mesmos, na oração, no silêncio, na coragem. Que o Bebê que dorme em cima da palha lhes tire o sono e faça vocês sentirem o travesseiro da sua cama tão duro quanto uma pedra até acolherem de verdade um desalojado, um necessitado, um pobre que vaga pelas suas ruas por falta de compaixão.
n/d
Que o Deus feito carne faça vocês se sentirem vermes toda vez que a sua carreira se tornar o ídolo da sua vida; toda vez que passar os outros para trás for o projeto dos seus dias; toda vez que as costas do próximo se tornarem o instrumento da sua escalada.
n/d
Que Maria, a mãe que só encontrou no esterco dos animais o berço em que deitar com ternura o fruto do seu ventre, force vocês, com os seus olhos feridos, a suspender suas festinhas de fim de ano até que a sua consciência hipócrita enxergue que as latas de lixo e os incineradores das clínicas são transformados impunemente em túmulos sem cruz de vidas humanas exterminadas.
Que José, aquele que encarou mil portas fechadas na cara e que é símbolo de todas as desilusões paternas, incomode a esbórnia da sua comilança e dê curto-circuito no seu desperdício de luzes piscantes até vocês entrarem em crise sincera diante do sofrimento de tantos pais que derramam lágrimas pelos filhos sem saúde, sem trabalho e sem oportunidades.
Que os Anjos, anunciadores da paz, tragam a guerra à sua tranquilidade sonolenta, incapaz de enxergar que, sob o seu silêncio cúmplice, perpetram-se injustiças, expulsam-se pessoas, fabricam-se armas, militariza-se a terra dos humildes, condenam-se povos ao extermínio da fome.
Que os pobres que acorrem à gruta de Belém enquanto os poderosos conspiram na escuridão e a cidade dorme na indiferença façam vocês entenderem que, se quiserem ver “uma grande luz”, precisam se levantar e partir; façam vocês entenderem que as esmolas de quem lucra com o couro das pessoas são calmantes inúteis; façam vocês entenderem que as belas roupas compradas com o décimo terceiro podem até causar boa impressão, mas não aquecem a alma; façam vocês entenderem que a coexistência de pessoas sem lar e de especulação corporativa é um ato de horrendo sacrilégio.
Que os pastores que velavam no meio da noite vigiando o rebanho e perscrutando a alvorada deem a vocês um sentido para a história, a emoção da expectativa, a alegria do abandono em Deus e lhes inspirem o desejo profundo de viver pobres em espírito, porque viver pobre em espírito é a única maneira de morrer rico aos olhos de Deus.
Que, em nosso velho mundo moribundo, nasça a esperança.
Feliz Natal!
Por Bispo Tonino Bello (na imagem o Santo João Paulo II e o Bispo)
n/d
Fonte: http://pt.aleteia.org
================================
Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
"Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, por em liberdade os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo.
É repartir seu alimento com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, em vez de desviar-se de seu semelhante.
Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno. O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis". (Isaías 58, 6-11)
"Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude. Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados.
Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele. O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado. Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o seu nome glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória. Amém". (Salmos 7, 1-19)
"Ergue do pó o necessitado e do monte de cinzas faz ressurgir o abatido; Ele os faz assentar-se com príncipes e lhes concede um lugar de honra...
n/d
"Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento". (Tiago 2, 13)
O artigo abaixo foi publicado no site em 25.12.2015
De autoria do Bispo Tonino Bello, uma reflexão realista para nosso mundo, um chamado também para muitos católicos, que falam.. falam e falam, em "Jesus, Salvação e Eternidade no Céu", porém se esquecem da Sagrada Escritura que diz:
"Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.
Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber?
Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos?
Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?
Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes" (São Mateus 25, 34 -40);
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Festejou? Comeu bem? Descansou no Natal?
Então se prepare para o verdadeiro sentido do Natal.
Caríssimos, eu desobedeceria ao meu dever de bispo se lhes dissesse “Feliz Natal” sem incomodá-los. E eu quero incomodar. Eu não posso suportar a ideia de fazer saudações inócuas, formais, impostas pela rotina do calendário.
Então, meus queridos irmãos, a vocês as minhas melhores saudações incômodas!
Que Jesus, nascido por amor, lhes dê náuseas pela vida egoísta, absurda, sem impulso vertical, e lhes conceda a graça de recriar a sua vida na doação de si mesmos, na oração, no silêncio, na coragem. Que o Bebê que dorme em cima da palha lhes tire o sono e faça vocês sentirem o travesseiro da sua cama tão duro quanto uma pedra até acolherem de verdade um desalojado, um necessitado, um pobre que vaga pelas suas ruas por falta de compaixão.
n/d
Que o Deus feito carne faça vocês se sentirem vermes toda vez que a sua carreira se tornar o ídolo da sua vida; toda vez que passar os outros para trás for o projeto dos seus dias; toda vez que as costas do próximo se tornarem o instrumento da sua escalada.
n/d
Que Maria, a mãe que só encontrou no esterco dos animais o berço em que deitar com ternura o fruto do seu ventre, force vocês, com os seus olhos feridos, a suspender suas festinhas de fim de ano até que a sua consciência hipócrita enxergue que as latas de lixo e os incineradores das clínicas são transformados impunemente em túmulos sem cruz de vidas humanas exterminadas.
Que José, aquele que encarou mil portas fechadas na cara e que é símbolo de todas as desilusões paternas, incomode a esbórnia da sua comilança e dê curto-circuito no seu desperdício de luzes piscantes até vocês entrarem em crise sincera diante do sofrimento de tantos pais que derramam lágrimas pelos filhos sem saúde, sem trabalho e sem oportunidades.
Que os Anjos, anunciadores da paz, tragam a guerra à sua tranquilidade sonolenta, incapaz de enxergar que, sob o seu silêncio cúmplice, perpetram-se injustiças, expulsam-se pessoas, fabricam-se armas, militariza-se a terra dos humildes, condenam-se povos ao extermínio da fome.
Que os pobres que acorrem à gruta de Belém enquanto os poderosos conspiram na escuridão e a cidade dorme na indiferença façam vocês entenderem que, se quiserem ver “uma grande luz”, precisam se levantar e partir; façam vocês entenderem que as esmolas de quem lucra com o couro das pessoas são calmantes inúteis; façam vocês entenderem que as belas roupas compradas com o décimo terceiro podem até causar boa impressão, mas não aquecem a alma; façam vocês entenderem que a coexistência de pessoas sem lar e de especulação corporativa é um ato de horrendo sacrilégio.
Que os pastores que velavam no meio da noite vigiando o rebanho e perscrutando a alvorada deem a vocês um sentido para a história, a emoção da expectativa, a alegria do abandono em Deus e lhes inspirem o desejo profundo de viver pobres em espírito, porque viver pobre em espírito é a única maneira de morrer rico aos olhos de Deus.
Que, em nosso velho mundo moribundo, nasça a esperança.
Feliz Natal!
Por Bispo Tonino Bello (na imagem o Santo João Paulo II e o Bispo)
n/d
Fonte: http://pt.aleteia.org
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Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
"Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, por em liberdade os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo.
É repartir seu alimento com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, em vez de desviar-se de seu semelhante.
Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno. O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis". (Isaías 58, 6-11)
"Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude. Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados.
Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele. O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado. Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o seu nome glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória. Amém". (Salmos 7, 1-19)
"Ergue do pó o necessitado e do monte de cinzas faz ressurgir o abatido; Ele os faz assentar-se com príncipes e lhes concede um lugar de honra...
n/d
"Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento". (Tiago 2, 13)
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
O Cachorrinho no Presépio:
O cãozinho abandonado que comoveu uma cidade ao achar conforto no Presépio
Publicado no dia 19 Dezembro 2019
Ao lado do Menino Jesus, o filhote de pastor alemão, abandonado pelos donos, encontrou calor e aconchego.
Voltou a viralizar nas redes sociais um tocante episódio acontecido em 2008 na cidade catarinense de Criciúma, onde uma inusitada “figura viva” se juntou ao presépio montado em uma praça local: ao lado do Menino Jesus, um filhote de pastor alemão, que havia sido abandonado pelos donos, encontrou calor e aconchego nas palhas do presépio.
A inabalável serenidade do cãozinho diante das centenas de olhares da população, enquanto dormia ao lado do Menino Deus, encantou os cidadãos que contemplavam o presépio naquele dia.
Quando acordou diante das câmeras e dos curiosos, o filhote até levou um pequeno susto inicial, que logo se transformou num desfecho digno das histórias natalinas: assim como alguém o tinha abandonado, outro alguém decidiu adotá-lo e acolhê-lo em sua casa.
Visto em: pt.aleteia.org
Publicado no dia 19 Dezembro 2019
Ao lado do Menino Jesus, o filhote de pastor alemão, abandonado pelos donos, encontrou calor e aconchego.
Voltou a viralizar nas redes sociais um tocante episódio acontecido em 2008 na cidade catarinense de Criciúma, onde uma inusitada “figura viva” se juntou ao presépio montado em uma praça local: ao lado do Menino Jesus, um filhote de pastor alemão, que havia sido abandonado pelos donos, encontrou calor e aconchego nas palhas do presépio.
A inabalável serenidade do cãozinho diante das centenas de olhares da população, enquanto dormia ao lado do Menino Deus, encantou os cidadãos que contemplavam o presépio naquele dia.
Quando acordou diante das câmeras e dos curiosos, o filhote até levou um pequeno susto inicial, que logo se transformou num desfecho digno das histórias natalinas: assim como alguém o tinha abandonado, outro alguém decidiu adotá-lo e acolhê-lo em sua casa.
Visto em: pt.aleteia.org
domingo, 8 de dezembro de 2019
Linda Reflexão de Arnaldo Jabor ¨Fui Criado com Princípios Comuns:
Linda reflexão de Arnaldo Jabor
“Fui criado com princípios morais comuns:
Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER”. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?… Precisamos tentar… Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem… Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!”
“Fui criado com princípios morais comuns:
Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER”. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?… Precisamos tentar… Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem… Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!”
sábado, 7 de dezembro de 2019
São Judas nos Ensina:
O que faremos diante da crise atual da Igreja? A Carta de São Judas nos responde
Publicado no dia 04 Dezembro 2019
A clamorosa atualidade da Carta de São Judas. O que faremos diante da crise atual da Igreja? São Judas nos responde.
Por Eric Sammons, OnePeterFive.com, 19.11.2019 | Tradução: FratresInUnum.com
– Nos dias atuais, muitos católicos estão desesperados para ouvir palavras de encorajamento e orientação por parte dos bispos, sucessores dos Apóstolos. Mas, e se eu lhe disser que essas palavras já nos foram dirigidas por um dos doze Apóstolos?
A Carta de São Judas é escrita pelo mais desconhecido dos autores do Novo Testamento. A carta em si também é pouco conhecida, escondida no Novo Testamento entre as três cartas do apóstolo João e seu livro do Apocalipse. Ela nunca é incluída nas leituras de domingo nos calendários da Forma Ordinária ou da Extraordinária, e é incluída apenas uma vez a cada dois anos nas leituras dos dias da semana na Forma Ordinária (mais precisamente, no sábado da 8.a Semana do Tempo Comum, no ano par). Portanto, você está perdoado se não estiver familiarizado com essa epístola.
Apesar disso, a breve Carta de São Judas parece ter sido escrita hoje por um bispo preocupado, abordando a crise atual da Igreja. E, em certo sentido, podemos dizer que é sim, pois toda a Escritura é atemporal, e o Espírito Santo a inspira de tal maneira que é sempre aplicável aos nossos tempos. Podemos ver que esse mistério é abundantemente claro no caso da Carta de São Judas.
Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a lutar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor (1, 1-4).
Nessa breve carta, São Judas não perde tempo, vai logo ao que interessa. Parece que ele originalmente queria escrever uma carta mais teológica, porém, em vez disso, as circunstâncias exigiam que ele exortasse seu público a “lutar pela fé” contra os “homens ímpios”. Essa fé não é fruto de uma invenção; antes, foi “confiada” à Igreja. Em outras palavras, não podemos mudar ou moldar a fé à nossa própria imagem, mas devemos lutar para proteger o depósito revelado da fé.
Essa também é a luta de hoje. Certas forças estão oprimindo a Igreja, exigindo a rejeição dos ensinamentos que nos foram revelados, e somos chamados a lutar pela fé contra elas.
É importante ressaltar que o perigo contra o qual São Judas está advertindo não vem de fora da Igreja, mas de seu interior. São os membros da Igreja que obtiveram a admissão “furtivamente” (mas que estão “destinados para… julgamento”) que representam o evidente perigo dos dias atuais. Como eles se tornaram perigosos? Transformando “a graça de nosso Deus em libertinagem”. Em outras palavras, eles ostentam a misericórdia de Deus a fim de justificar todas as formas de imoralidade (isso lhe soa familiar?). Ao fazer isso, eles “negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor”.
Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, Ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. Da mesma forma, Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno (Jd 1, 5-7).
Como nos diz o Eclesiastes, “não há nada de novo sob o sol” (Ecl 1, 9). Ao longo da história da salvação, até que o Senhor volte, haverá aqueles que o negam e procuram enfraquecer o seu povo. No entanto, o que São Judas quer deixar claro aos seus leitores é que Deus irá intervir. E a intervenção divina será contundente: aqueles que se opõem a Ele enfrentarão a “pena do fogo eterno”.
Embora, em nossos dias, muitas pessoas recuem diante dessa linguagem, deve ser um conforto, para aqueles que são fiéis a Deus, saber que a justiça chegará, no devido tempo, àqueles que o rejeitaram.
Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, rejeitam a autoridade divina e maldizem os que estão na glória (Jd 1, 8).
Os homens ímpios que se infiltraram na Igreja “contaminam a carne”. Essa é uma referência clara à imoralidade sexual, que está sempre em voga, embora haja momentos — como o de São Judas e o nosso — em que ela está difundida na cultura. Hoje, tal imoralidade se manifesta na homossexualidade generalizada entre o clero, incluindo crimes horríveis de abuso cometidos por muitos padres e até bispos.
Da mesma forma, os ímpios “rejeitam a autoridade”. Outra tradução pode ser “escarnecer” ou “desprezar” a autoridade. Ou seja, eles não respeitam a autoridade de Deus ou de seus ministros. E nos casos em que são os próprios ministros, eles desprezam a autoridade que lhes foi confiada por Deus e abusam de seus desígnios — assim como também abusam da autoridade divina. Os bispos atuais que falham em seu dever de defender e promover a fé estão rejeitando a própria autoridade, e serão cobrados por isso.
Esses homens ímpios também “maldizem os que estão na glória”. Não se contentam apenas em apoiar a imoralidade; mas também zombam e insultam aqueles que são fiéis a Deus. Talvez eles os chamem de “rígidos” por aderir aos mandamentos de Deus?
Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: “Que o próprio Senhor te repreenda” (Jd 1, 9).
Como podemos resistir a esses ímpios? Voltando-se para o Senhor. São Miguel Arcanjo, que lutou contra o diabo, não confiou em seu próprio poder — por mais considerável que fosse — para derrotar Satanás, mas primeiro pediu ao Senhor que o repreendesse. Da mesma forma, ao enfrentar os homens ímpios na Igreja, nosso primeiro passo não deve ser recorrer às redes sociais para discutir com eles, mas apelar à oração e à mortificação, pedindo o auxílio do Senhor. Porém, lembre-se de que, no final, São Miguel lutou contra Satanás; então, a oração e a mortificação não são o último passo, mas o primeiro, na luta contra nossos inimigos.
Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré (Jd 1, 10-11).
Os ímpios “falam mal do que ignoram”. Eles desconhecem a beleza de mortificar a carne; e não entendem a liberdade que resulta da submissão à autoridade espiritual legítima; por isso, criticam. Hoje, vemos isso nos constantes insultos e condenações contra práticas e devoções mantidas pelos católicos há séculos, como se essas coisas que antes eram enaltecidas pela Igreja agora pudessem ser rejeitadas por eles.
Qual é o erro de Balaão referido por São Judas? No Apocalipse, São João nos diz que Balaão instigou os filhos de Israel a “comer alimentos sacrificados a ídolos e praticar a imoralidade” (Ap 2, 14). Tais ações continuam a ser feitas hoje, com a tolerância e, talvez, até com a participação de membros da alta hierarquia da Igreja, como, por exemplo, na idolatria pagã realizada no Sínodo da Amazônia e na imoralidade sexual desenfreada entre os clérigos. Tais erros não se limitaram a Balaão. São Judas diz ainda que os ímpios serão como Coré, que se rebelou contra Moisés e foi consumido pelo fogo divino (Cf. Nm 16, 1–40).
Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! (Jd 1, 12-13).
Quando esta carta foi escrita, o “ágape” era uma refeição comunitária entre os cristãos, que provavelmente ocorria ao final da celebração da Eucaristia. São Judas está justamente condenando aqueles que eram altamente despudorados durante os Mistérios Sagrados. Infelizmente, o despudor é comum na liturgia de hoje, com o sacrifício da Missa tornando-se um momento em que se contam piadas, tratando as rubricas com desinteresse e até hostilidade, ou seja, um desrespeito geral pelos mistérios celebrados.
Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus Santos, para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse (Jd 1, 14-16).
Embora possa não parecer, o Senhor irá “julgar” todos os que se opõem a Ele. Nenhum ato de impiedade será esquecido, e todos receberão sua justa recompensa. Quando vemos corrupção e imoralidade em todos os níveis da Igreja, tenhamos presente que Deus não está cego para isso.
A descrição de São Judas sobre os vícios nos quais estão afundados os inimigos de seu tempo parece-nos bastante familiar:
“murmuradores descontentes”: aqueles que se queixam dos ensinamentos “difíceis” da Igreja, querendo relativizar os mandamentos divinos a fim de satisfazer os prazeres terrenos.
“homens que vivem segundo as suas paixões”: basta olharmos para a homossexualidade predominante no clero.
“cuja boca profere palavras soberbas”: embora rejeitem a lei natural e a revelação divina, eles falam em linguagem teológica de forma fluente e sem escrúpulos.
“admiram os demais por interesse”: são favoráveis aos poderosos deste mundo, ansiosos para serem aceitos por eles. Em quantos coquetéis um bispo comum atende a políticos pró-aborto sem dizer uma palavra de repreensão?
Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: “No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões (Jd 1, 17-18);
Em tempos de crise, pode parecer que o Senhor esqueceu-se de seu povo. No entanto, Jesus Cristo advertiu que esses tempos de provação chegariam. Quando vemos clérigos e prelados zombando do catolicismo tradicional e abraçando os costumes mundanos, podemos saber que este não é um caso de Deus nos abandonando, mas um tempo de provações e tribulações.
[…] homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito (Jd 1, 19).
Se há uma coisa verdadeira sobre a situação atual da Igreja, é que ela está dividida. Ao zombar das verdades de fé e práticas tradicionais, os inimigos de Deus estabelecem divisões na “unidade” da Igreja. Eles tratam aqueles que são fiéis ao depósito da fé como marginais, indignos de serem ouvidos, dividindo, pois, profundamente a Igreja.
Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna (Jd 1, 20-21).
Novamente, São Judas volta a tratar sobre o que podemos fazer diante da heresia e da corrupção na Igreja: “edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé” através da oração e do amor de Deus. A situação pode parecer desesperadora, porém, com Deus ao nosso lado, sempre há esperança.
Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os, e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne (Jd 1, 22-23).
Embora existam os “homens ímpios” que rejeitam os ensinamentos da Igreja, há também muitas pessoas que são influenciadas por eles e acabam questionando a própria fé. Junto a essas pobres pessoas, precisamos agir para amenizar suas dúvidas a fim de que possam ser salvas. Os católicos comuns não são os “homens ímpios” sobre os quais São Judas está advertindo — mas são aqueles que precisamos salvar da miséria causada pelos ímpios.
Àquele que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém. (Jd 1, 24-25).
Por fim, em todas as coisas — incluindo as provações — devemos dar glória a Deus. Na crise atual da Igreja, Deus permitiu, com sua vontade condescendente, que a corrupção e a heresia ocorressem de forma desenfreada. Mas devemos lembrar-nos de duas coisas: i) essa não é uma situação nova, pois os fiéis sempre estiveram em prontidão contra os lobos que estão dentro do rebanho; ii) mesmo nessa situação, Deus deve ser glorificado, por termos a oportunidade de amadurecer a nossa fé através de provações e tribulações.
Nos tempos difíceis de hoje, podemos encontrar, na Carta de São Judas, conselhos que nos guiarão enquanto lutamos pela fé contra os homens ímpios, regozijando-nos porque, através dessas provações e pela graça de Deus, podemos crescer em santidade.
São Judas, rogai por nós!
Publicado no dia 04 Dezembro 2019
A clamorosa atualidade da Carta de São Judas. O que faremos diante da crise atual da Igreja? São Judas nos responde.
Por Eric Sammons, OnePeterFive.com, 19.11.2019 | Tradução: FratresInUnum.com
– Nos dias atuais, muitos católicos estão desesperados para ouvir palavras de encorajamento e orientação por parte dos bispos, sucessores dos Apóstolos. Mas, e se eu lhe disser que essas palavras já nos foram dirigidas por um dos doze Apóstolos?
A Carta de São Judas é escrita pelo mais desconhecido dos autores do Novo Testamento. A carta em si também é pouco conhecida, escondida no Novo Testamento entre as três cartas do apóstolo João e seu livro do Apocalipse. Ela nunca é incluída nas leituras de domingo nos calendários da Forma Ordinária ou da Extraordinária, e é incluída apenas uma vez a cada dois anos nas leituras dos dias da semana na Forma Ordinária (mais precisamente, no sábado da 8.a Semana do Tempo Comum, no ano par). Portanto, você está perdoado se não estiver familiarizado com essa epístola.
Apesar disso, a breve Carta de São Judas parece ter sido escrita hoje por um bispo preocupado, abordando a crise atual da Igreja. E, em certo sentido, podemos dizer que é sim, pois toda a Escritura é atemporal, e o Espírito Santo a inspira de tal maneira que é sempre aplicável aos nossos tempos. Podemos ver que esse mistério é abundantemente claro no caso da Carta de São Judas.
Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a lutar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor (1, 1-4).
Nessa breve carta, São Judas não perde tempo, vai logo ao que interessa. Parece que ele originalmente queria escrever uma carta mais teológica, porém, em vez disso, as circunstâncias exigiam que ele exortasse seu público a “lutar pela fé” contra os “homens ímpios”. Essa fé não é fruto de uma invenção; antes, foi “confiada” à Igreja. Em outras palavras, não podemos mudar ou moldar a fé à nossa própria imagem, mas devemos lutar para proteger o depósito revelado da fé.
Essa também é a luta de hoje. Certas forças estão oprimindo a Igreja, exigindo a rejeição dos ensinamentos que nos foram revelados, e somos chamados a lutar pela fé contra elas.
É importante ressaltar que o perigo contra o qual São Judas está advertindo não vem de fora da Igreja, mas de seu interior. São os membros da Igreja que obtiveram a admissão “furtivamente” (mas que estão “destinados para… julgamento”) que representam o evidente perigo dos dias atuais. Como eles se tornaram perigosos? Transformando “a graça de nosso Deus em libertinagem”. Em outras palavras, eles ostentam a misericórdia de Deus a fim de justificar todas as formas de imoralidade (isso lhe soa familiar?). Ao fazer isso, eles “negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor”.
Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, Ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. Da mesma forma, Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno (Jd 1, 5-7).
Como nos diz o Eclesiastes, “não há nada de novo sob o sol” (Ecl 1, 9). Ao longo da história da salvação, até que o Senhor volte, haverá aqueles que o negam e procuram enfraquecer o seu povo. No entanto, o que São Judas quer deixar claro aos seus leitores é que Deus irá intervir. E a intervenção divina será contundente: aqueles que se opõem a Ele enfrentarão a “pena do fogo eterno”.
Embora, em nossos dias, muitas pessoas recuem diante dessa linguagem, deve ser um conforto, para aqueles que são fiéis a Deus, saber que a justiça chegará, no devido tempo, àqueles que o rejeitaram.
Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, rejeitam a autoridade divina e maldizem os que estão na glória (Jd 1, 8).
Os homens ímpios que se infiltraram na Igreja “contaminam a carne”. Essa é uma referência clara à imoralidade sexual, que está sempre em voga, embora haja momentos — como o de São Judas e o nosso — em que ela está difundida na cultura. Hoje, tal imoralidade se manifesta na homossexualidade generalizada entre o clero, incluindo crimes horríveis de abuso cometidos por muitos padres e até bispos.
Da mesma forma, os ímpios “rejeitam a autoridade”. Outra tradução pode ser “escarnecer” ou “desprezar” a autoridade. Ou seja, eles não respeitam a autoridade de Deus ou de seus ministros. E nos casos em que são os próprios ministros, eles desprezam a autoridade que lhes foi confiada por Deus e abusam de seus desígnios — assim como também abusam da autoridade divina. Os bispos atuais que falham em seu dever de defender e promover a fé estão rejeitando a própria autoridade, e serão cobrados por isso.
Esses homens ímpios também “maldizem os que estão na glória”. Não se contentam apenas em apoiar a imoralidade; mas também zombam e insultam aqueles que são fiéis a Deus. Talvez eles os chamem de “rígidos” por aderir aos mandamentos de Deus?
Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: “Que o próprio Senhor te repreenda” (Jd 1, 9).
Como podemos resistir a esses ímpios? Voltando-se para o Senhor. São Miguel Arcanjo, que lutou contra o diabo, não confiou em seu próprio poder — por mais considerável que fosse — para derrotar Satanás, mas primeiro pediu ao Senhor que o repreendesse. Da mesma forma, ao enfrentar os homens ímpios na Igreja, nosso primeiro passo não deve ser recorrer às redes sociais para discutir com eles, mas apelar à oração e à mortificação, pedindo o auxílio do Senhor. Porém, lembre-se de que, no final, São Miguel lutou contra Satanás; então, a oração e a mortificação não são o último passo, mas o primeiro, na luta contra nossos inimigos.
Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré (Jd 1, 10-11).
Os ímpios “falam mal do que ignoram”. Eles desconhecem a beleza de mortificar a carne; e não entendem a liberdade que resulta da submissão à autoridade espiritual legítima; por isso, criticam. Hoje, vemos isso nos constantes insultos e condenações contra práticas e devoções mantidas pelos católicos há séculos, como se essas coisas que antes eram enaltecidas pela Igreja agora pudessem ser rejeitadas por eles.
Qual é o erro de Balaão referido por São Judas? No Apocalipse, São João nos diz que Balaão instigou os filhos de Israel a “comer alimentos sacrificados a ídolos e praticar a imoralidade” (Ap 2, 14). Tais ações continuam a ser feitas hoje, com a tolerância e, talvez, até com a participação de membros da alta hierarquia da Igreja, como, por exemplo, na idolatria pagã realizada no Sínodo da Amazônia e na imoralidade sexual desenfreada entre os clérigos. Tais erros não se limitaram a Balaão. São Judas diz ainda que os ímpios serão como Coré, que se rebelou contra Moisés e foi consumido pelo fogo divino (Cf. Nm 16, 1–40).
Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! (Jd 1, 12-13).
Quando esta carta foi escrita, o “ágape” era uma refeição comunitária entre os cristãos, que provavelmente ocorria ao final da celebração da Eucaristia. São Judas está justamente condenando aqueles que eram altamente despudorados durante os Mistérios Sagrados. Infelizmente, o despudor é comum na liturgia de hoje, com o sacrifício da Missa tornando-se um momento em que se contam piadas, tratando as rubricas com desinteresse e até hostilidade, ou seja, um desrespeito geral pelos mistérios celebrados.
Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus Santos, para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse (Jd 1, 14-16).
Embora possa não parecer, o Senhor irá “julgar” todos os que se opõem a Ele. Nenhum ato de impiedade será esquecido, e todos receberão sua justa recompensa. Quando vemos corrupção e imoralidade em todos os níveis da Igreja, tenhamos presente que Deus não está cego para isso.
A descrição de São Judas sobre os vícios nos quais estão afundados os inimigos de seu tempo parece-nos bastante familiar:
“murmuradores descontentes”: aqueles que se queixam dos ensinamentos “difíceis” da Igreja, querendo relativizar os mandamentos divinos a fim de satisfazer os prazeres terrenos.
“homens que vivem segundo as suas paixões”: basta olharmos para a homossexualidade predominante no clero.
“cuja boca profere palavras soberbas”: embora rejeitem a lei natural e a revelação divina, eles falam em linguagem teológica de forma fluente e sem escrúpulos.
“admiram os demais por interesse”: são favoráveis aos poderosos deste mundo, ansiosos para serem aceitos por eles. Em quantos coquetéis um bispo comum atende a políticos pró-aborto sem dizer uma palavra de repreensão?
Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: “No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões (Jd 1, 17-18);
Em tempos de crise, pode parecer que o Senhor esqueceu-se de seu povo. No entanto, Jesus Cristo advertiu que esses tempos de provação chegariam. Quando vemos clérigos e prelados zombando do catolicismo tradicional e abraçando os costumes mundanos, podemos saber que este não é um caso de Deus nos abandonando, mas um tempo de provações e tribulações.
[…] homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito (Jd 1, 19).
Se há uma coisa verdadeira sobre a situação atual da Igreja, é que ela está dividida. Ao zombar das verdades de fé e práticas tradicionais, os inimigos de Deus estabelecem divisões na “unidade” da Igreja. Eles tratam aqueles que são fiéis ao depósito da fé como marginais, indignos de serem ouvidos, dividindo, pois, profundamente a Igreja.
Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna (Jd 1, 20-21).
Novamente, São Judas volta a tratar sobre o que podemos fazer diante da heresia e da corrupção na Igreja: “edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé” através da oração e do amor de Deus. A situação pode parecer desesperadora, porém, com Deus ao nosso lado, sempre há esperança.
Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os, e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne (Jd 1, 22-23).
Embora existam os “homens ímpios” que rejeitam os ensinamentos da Igreja, há também muitas pessoas que são influenciadas por eles e acabam questionando a própria fé. Junto a essas pobres pessoas, precisamos agir para amenizar suas dúvidas a fim de que possam ser salvas. Os católicos comuns não são os “homens ímpios” sobre os quais São Judas está advertindo — mas são aqueles que precisamos salvar da miséria causada pelos ímpios.
Àquele que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém. (Jd 1, 24-25).
Por fim, em todas as coisas — incluindo as provações — devemos dar glória a Deus. Na crise atual da Igreja, Deus permitiu, com sua vontade condescendente, que a corrupção e a heresia ocorressem de forma desenfreada. Mas devemos lembrar-nos de duas coisas: i) essa não é uma situação nova, pois os fiéis sempre estiveram em prontidão contra os lobos que estão dentro do rebanho; ii) mesmo nessa situação, Deus deve ser glorificado, por termos a oportunidade de amadurecer a nossa fé através de provações e tribulações.
Nos tempos difíceis de hoje, podemos encontrar, na Carta de São Judas, conselhos que nos guiarão enquanto lutamos pela fé contra os homens ímpios, regozijando-nos porque, através dessas provações e pela graça de Deus, podemos crescer em santidade.
São Judas, rogai por nós!
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
O Menino Que Adorava a Eucaristia:
- Carlo Acutis, um jovem para os jovens
Postado em: 23/11/19
Link: http://www.espacojames.com.br
Ele morreu aos 15 anos, de leucemia fulminante, oferecendo a vida pela Igreja e pelo papa
Estar sempre junto com Jesus: este é o meu plano de vida". Com estas poucas palavras, Carlo Acutis (1991-2006), o adolescente italiano que morreu de leucemia aos 15 anos de idade e que hoje é Servo de Deus, define a “marca registrada” de sua curta vida, focada decididamente na amizade com Jesus.
Carlo Acutis é um jovem como os outros dos nossos tempos: moderno, antenado, especialista em computação. Cheio de vida, ele era também cheio de fé e tinha uma inteligência acima da média. Sua história tem despertado admiração profunda: rapidamente, ele se tornou popular e muito amado. Graças à internet, a história de Carlo está indo bem além das fronteiras, embora vastas, das suas amizades diretas.
O que o fez viver com alegria até o fim foi o relacionamento com Cristo Eucaristia, do qual ele se nutriu todos os dias, e a adoração eucarística, à qual ele dedicava longo tempo. Devoto, mas nunca fanático, ele recebeu a primeira comunhão aos 7 anos de idade, com autorização especial.
É o que recorda a superiora do convento de clausura de Perego, em Brianza, onde ele fez a primeira comunhão: "Tranquilo durante o tempo da missa, ele começou a dar sinais de ‘impaciência’ quando se aproximava o momento de receber a Sagrada Comunhão. Com Jesus já no coração, depois de um tempo com a testa recolhida entre as mãos, ele começou a se mexer, um tanto agitado, como se não conseguisse ficar parado. Parecia que alguma coisa tinha acontecido com ele, só conhecida por ele; algo grandioso, que ele não conseguia conter" (Tempi, 20 de maio de 2013).
Hoje, graças à exposição virtual sobre os milagres eucarísticos, criada por iniciativa dele (visite em www.miracolieucaristici.org), a sua herança espiritual está presente no mundo todo: das Filipinas a Cabo Verde, do Brasil à China.
No início de outubro de 2006, Carlo manifestou os sintomas do que, inicialmente, foi confundido com caxumba, mas diagnosticado, logo depois, como leucemia fulminante de tipo m3. A morte veio rápido, no dia 12 de outubro. “Carlo entendeu o que estava acontecendo e ofereceu seus sofrimentos pela Igreja e pelo papa”, conta Francesca Consolini, postuladora da causa de beatificação. “No hospital, ele se preocupava com os pais, agradecia aos enfermeiros e médicos. Ele viveu também a morte com plenitude, como tinha vivido a vida. ‘Viver bem o hoje, olhando para o essencial’: eu acho que esta é a mensagem mais forte que ele nos deixou" (Credere, 30 de junho de 2013).
Um amigo fala da sua aproximação à fé depois da morte de Carlo. "No enterro, havia vários imigrantes, alguns muçulmanos e hinduístas. Eu acho que Carlo os tinha conhecido nos seus passeios de bicicleta pelo bairro, quando ele parava para conversar com os porteiros, quase todos estrangeiros. Perto da nossa casa havia um sem-teto. Carlo sempre levava comida para ele. Uma vez, ele deu um saco de dormir para um idoso que dormia numa caixa de papelão. Ele doava as suas mesadas para os frades capuchinhos".
“Ele era muito austero”, conta a mãe. “Uma vez, ele não gostou nem um pouco quando eu comprei um par de sapatos que ele achou supérfluos. Ele treinava a força de vontade. E dizia que ‘o problema é motivar a vontade. A única coisa que nós temos que pedir a Deus na oração é a vontade de ser santos’”.
“Eu estou feliz de morrer”, escreveu Carlo, “porque vivi a minha vida sem perder nenhum minuto em coisas que não agradam a Deus”.
Fonte: www.aleteia.org
sábado, 23 de novembro de 2019
A Importância de Rezar o Terço:
Rezar o terço salvou uma família e sua casa de incêndios florestais que recentemente devastaram a Califórnia nos EUA
Publicado no dia 22 Novembro 2019
21.11.2019 - Nota de www.rainhamaria.com.br
Publicado site em 04.11.2017
Uma família católica de Napa, na Califórnia, Estados Unidos, contou como a oração do terço salvou suas vidas e casa dos incêndios florestais que recentemente devastaram a região.
Na noite de 8 de outubro, Kenny e Ninveh Omlin estavam em casa com seus filhos quando receberam vários telefonemas da babá que os alertou que, enquanto dirigia pela estrada, tinha visto um incêndio perto da casa deles.
Quando o casal olhou pela janela, não viram o fogo, mas algumas horas depois perceberam que as chamas se aproximavam e decidiram evacuar.
Enquanto Ninveh colocava em um dos carros da família os seus filhos, Noah, um ano, e Jonah, que tinha apenas duas semanas, Kenny foi à casa dos seus pais, Karl e Kathy, onde também vive o seu irmão Karl, que tem síndrome de Down.
Ninveh indicou ao ‘National Catholic Register’ que, em meio à angústia chamou a sua mãe para que rezassem o terço pela segurança de toda a família e logo depois começou a receber mensagens de várias pessoas que asseguravam que rezavam por eles.
“Isso serviu de grande apoio”, expressou e disse que “foi realmente assustador ver a fúria do fogo dessa maneira. Foi algo impressionante, irreal”.
Ninveh também informou que a sua sogra Kathy rezou o terço com eles para pedir a proteção da Virgem.
Alguns dias depois, quando o perigo já tinha acabado, a família Omlin voltou para a sua casa para avaliar os danos e se surpreenderam ao ver que sua propriedade e a dos pais de Kenny estavam intactas.
Eles perceberam que o fogo tinha chegado somente à cerca de arame que está ao redor da casa e que as chamas pararam diante da imagem da Virgem Maria que está no jardim.
“De um lado da cerca tudo estava preto e do outro lado não havia nada”, comentou Ninveh e assegurou que suas vidas e suas propriedades se salvaram graças “às orações da mãe de Kenny e da minha mãe”.
Ver a imagem de Maria intacta “me deixa arrepiada” e confirma “o poder da oração”, acrescentou.
Kathy também disse que o terço é “o meu consolo” e “sempre que há algo que não consigo compreender nem descobrir, ou se estiver estressada, começo a rezá-lo”.
Os incêndios no norte da Califórnia destruíram mais de 99 mil hectares e deixaram pelo menos 40 pessoas mortas e 75 mil pessoas foram obrigadas a sair de suas casas.
As autoridades estaduais calculam que os danos materiais superam 100 bilhões de dólares e que a recuperação da região demorará vários anos.
Fonte: www.acidigital.com
Publicado no dia 22 Novembro 2019
21.11.2019 - Nota de www.rainhamaria.com.br
Publicado site em 04.11.2017
Uma família católica de Napa, na Califórnia, Estados Unidos, contou como a oração do terço salvou suas vidas e casa dos incêndios florestais que recentemente devastaram a região.
Na noite de 8 de outubro, Kenny e Ninveh Omlin estavam em casa com seus filhos quando receberam vários telefonemas da babá que os alertou que, enquanto dirigia pela estrada, tinha visto um incêndio perto da casa deles.
Quando o casal olhou pela janela, não viram o fogo, mas algumas horas depois perceberam que as chamas se aproximavam e decidiram evacuar.
Enquanto Ninveh colocava em um dos carros da família os seus filhos, Noah, um ano, e Jonah, que tinha apenas duas semanas, Kenny foi à casa dos seus pais, Karl e Kathy, onde também vive o seu irmão Karl, que tem síndrome de Down.
Ninveh indicou ao ‘National Catholic Register’ que, em meio à angústia chamou a sua mãe para que rezassem o terço pela segurança de toda a família e logo depois começou a receber mensagens de várias pessoas que asseguravam que rezavam por eles.
“Isso serviu de grande apoio”, expressou e disse que “foi realmente assustador ver a fúria do fogo dessa maneira. Foi algo impressionante, irreal”.
Ninveh também informou que a sua sogra Kathy rezou o terço com eles para pedir a proteção da Virgem.
Alguns dias depois, quando o perigo já tinha acabado, a família Omlin voltou para a sua casa para avaliar os danos e se surpreenderam ao ver que sua propriedade e a dos pais de Kenny estavam intactas.
Eles perceberam que o fogo tinha chegado somente à cerca de arame que está ao redor da casa e que as chamas pararam diante da imagem da Virgem Maria que está no jardim.
“De um lado da cerca tudo estava preto e do outro lado não havia nada”, comentou Ninveh e assegurou que suas vidas e suas propriedades se salvaram graças “às orações da mãe de Kenny e da minha mãe”.
Ver a imagem de Maria intacta “me deixa arrepiada” e confirma “o poder da oração”, acrescentou.
Kathy também disse que o terço é “o meu consolo” e “sempre que há algo que não consigo compreender nem descobrir, ou se estiver estressada, começo a rezá-lo”.
Os incêndios no norte da Califórnia destruíram mais de 99 mil hectares e deixaram pelo menos 40 pessoas mortas e 75 mil pessoas foram obrigadas a sair de suas casas.
As autoridades estaduais calculam que os danos materiais superam 100 bilhões de dólares e que a recuperação da região demorará vários anos.
Fonte: www.acidigital.com
terça-feira, 19 de novembro de 2019
Nossa Senhora Fala do Aviso:
Virgem Maria: Minhas palavras são dirigidas a todo povo de meu Filho para que se mantenha alerta ante a proximidade iminente do Aviso (03-11-2019)
Amados filhos de meu Coração Imaculado:
CADA UM DE MEUS FILHOS FORMA PARTE DE MINHA COROA.
VÓS, A QUEM GUIO PARA MEU FILHO E PARA O TRIUNFO FINAL, NO QUAL “A VONTADE DIVINA SE CUMPRIRÁ NA TERRA COMO SE CUMPRE NO CÉU” (Mt 6, 10), “SOIS OS APÓSTOLOS DOS ÚLTIMOS TEMPOS”.
Por isso, deveis vos manter fiéis, firmes e convertidos para que as tempestades deste momento não vos levem para outras águas, por confusão. O Demônio se apressa para introduzir sua desconfiança, intriga, divisão e, sobretudo, para engrandecer o ego humano em meus filhos; sabe que dessa forma vence.
MINHAS PALAVRAS SÃO DIRIGIDAS A TODO POVO DE MEU FILHO PARA QUE SE MANTENHA ALERTA ANTE A PROXIMIDADE IMINENTE DO AVISO, E NÃO DESEJO QUE VOS ENCONTRE SEPARADOS DO CAMINHO AO QUAL FOSTES CHAMADOS PARA O SERVIÇO DE MEU FILHO, EM DIFERENTES MINISTÉRIOS. O Demônio causou erosão naqueles que possuem sua vida centrada em meu Filho para que, por um ou outro meio, se integrem ao mundo e encontrem consolo no mundo, o que lhes irá absorvendo até que consiga seu propósito.
Não seja saciada a sede de almas em vós, filhos de meu Imaculado Coração. Continueis centrados no Amor que se desprende de nossos Sagrados Corações quando as hostes do mal invadem a mente da humanidade para levar-vos a viver o que é contrário ao agir e trabalhar de meu Filho. As provações não são fáceis, mas manter-se no serviço a meu Filho fará com que os demônios se afastem com maior rapidez daqueles que se mantenham em estado de Graça e sendo um meio para que os pedidos Divinos cheguem a maior número de almas, essas que são confundidas neste instante. Meu Divino Filho deseja que vos mantenhais a Seu lado, SENDO MENSAGEIROS DE PAZ EM TODO MOMENTO.
Amados filhos de Meu Coração Imaculado, tendes que viver em meu Filho, não em outros afãs que são passageiros, não em distrações, vós fostes convocados para chamar a vossos irmãos ao VERDADEIRO CAMINHO: O CAMINHO PARA MEU FILHO. SÃO CHAMADOS A ADORAR A DEUS UNO E TRINO (João 4, 24). Não vos afasteis da oração, não esqueçais meus pedidos, não sejais criaturas tíbias neste momento tão transcendente, não vos permitais ser juízes de vossos irmãos, sejais humildes e sábios.
Tendes que dobrar os joelhos com humildade diante de meu Filho se desejais ser livres, mas livres de verdade, essa liberdade a encontrais em meu Filho.
A confusão se generaliza e o povo de meu Filho balança por falta de FÉ E SABEDORIA. Não são poucos os que são afastados do VERDADEIRO CAMINHO.
QUANTA DOR NO SAGRADO CORAÇÃO DE MEU FILHO ANTE O ABANDONO EM QUE O MERGULHAM AQUELES QUE ACOLHEM NOVIDADES SEM SENTIDO! MEU FILHO VIVE EM VÓS, É DEUS DE VIVOS, NÃO DE MORTOS (Lc 20, 38).
Por isso a terra continua estremecendo mais e mais, ante a confusão do homem que a tem levado a decair espiritualmente.
FILHOS, JEJUAI, NÃO SÓ DE ALIMENTOS, MAS DOS SENTIDOS, PRINCIPALMENTE DA LÍNGUA, E DEDIQUEIS A USÁ-LA PARA A ORAÇÃO: ESTA É URGENTE NO POVO DE MEU FILHO, ORAÇÃO E PRÁTICA DESSA ORAÇÃO; NÃO ESQUEÇAIS AS OBRAS DE MISERICÓRDIA (Mt 25, 35-46).
Não podeis dar o que não possuis, não podeis ser amor se não possuis amor, não podeis levar perdão se não perdoais, não podeis levar consolo se não existe dentro de vós a paz interior, sois o que sois e dais o que vive e palpita no interior.
A PESTE AVANÇA, FILHOS MEUS, AVANÇA E SE TRANSFORMA EM PANDEMIA, CAUSANDO TERROR E ESPANTO. Vós sois alertados pela Casa Paterna e possuis os ensinamentos dos medicamentos naturais para combater estas enfermidades contagiosas. PREPAREIS O AZEITE DO BOM SAMARITANO PARA PREVENIR O CONTÁGIO.
Orai, Povo de Meu Filho, orai. Os vulcões continuam ativando-se um após o outro. Orai pelo México, é estremecido o seu solo, meus filhos padecem. Este meu povo é sacudido, desejo que se mantenham alerta, preparados espiritualmente e com alimentos e medicamentos, seus vulcões despertam com fúria.
Orai, povo de meu Filho, orai pelo Chile. Esta nação passa da convulsão do homem pelo homem a ser convulsionada pela natureza. Consagrai o Chile a NOSSOS SAGRADOS CORAÇÕES, VÓS, FILHOS MEUS, CONSAGRAI O CHILE.
Orai, povo de Deus, orai pela Colômbia, É ameaçada pela força do homem armado. É urgente que vós, filhos, CONSAGREIS ESTA NAÇÃO A NOSSOS SAGRADOS CORAÇÕES, SOLICITAI A MEUS FILHOS PREDILETOS QUE VOS AUXILIEM NESTE PEDIDO. Esta nação padece, é estremecida fortemente em seu solo.
Orai, Povo de Deus, orai e consagrai cada nação do mundo a Nossos Sagrados Corações. É imprescindível que cada país seja amparado pela Consagração. O mal avança com facilidade, a Igreja de meu Filho não deve decair mas manter-se forte na fé, na esperança e na caridade.
O Corpo Místico de meu Filho não deve conformar-se com ser um povo tíbio, tem que crescer, ser espirituais para que a fé seja sólida; alimentai-vos com a espiritualidade, não vivais uma falsa religiosidade, mas sejais verdadeiros e cresçais como Meu Filho vos convida.
Recebais MEU AMOR DE MÃE.
SEJAIS FIRMES NA FÉ. AS PROVAS PESAM, FILHOS MEUS, MAS NÃO ESQUEÇAIS QUE DEUS É ONIPOTENTE.
ORAI O SANTO ROSÁRIO E NÃO ESQUEÇAIS DE ADORAR A MEU FILHO E RECEBÊ-LO.
Amo-vos.
Mãe Maria.
Mensagem da Virgem Maria para Luz de Maria, em 3 de novembro de 2019.
Fonte: www.revelacionesmarianas.com
terça-feira, 12 de novembro de 2019
Linha do Tempo da Evolução Musical:
Texto – Linha do tempo da evolução musical
O texto é do Marcelo de Almeida, que por sua vez é advogado, pesquisador e restaurador de discos, e fala sobre a criação e evolução das máquinas que o ser humano construiu para registrar e reproduzir o som.
phonografo
Um texto imperdível para os aficcionados em tecnologia e em música.
A EVOLUÇÃO DO REGISTRO SONORO
por Marcelo de Almeida(*)
NIPPER: O MELHOR AMIGO DA VICTOR
Marcelo de Almeida
03/07/03
Uma pintura de um cão terrier ouvindo um gramofone foi uma das mais bem idealizadas estratégias de marketing do século XX. Trata-se da obra “A voz do dono” (His Master’s Voice) de Francis Barraud, cuja história é bastante interessante.
Francis Barraud foi um pintor inglês, hoje pouco conhecido, que exibia com freqüência suas obras na Royal Academy de Londres. Talvez sua vida não teria hoje maior interesse em ser divulgada se não fosse sua obra que mostra um aparelho sonoro e um animal de estimação, tão diferente das paisagens, retratos e naturezas-mortas tão comuns no mundo de pintores como ele…
Tudo começa em 1899. O irmão de Barraud havia falecido, deixando Francis como legatário de um fonógrafo com um pequeno estoque de cilindros gravados, alguns com sua própria voz. Além do aparelho, Francis foi incumbido de cuidar de seu cãozinho terrier chamado “Nipper”. Todas as vezes que Francis Barraud colocava um dos cilindros gravados com a voz do irmão, o pequeno Nipper reconhecia a voz do falecido dono e imediatamente vinha ficar junto ao fonógrafo. Barraud quis registrar a curiosa situação em um quadro.
No início, a pintura de Barraud mostrava o cão ouvindo o fonógrafo de cilindros (fabricado por Edison). Concluído o quadro, Barraud foi incentivado a procurar Edison, para lhe vender a idéia como um emblema para os seus produtos, como prova da fidelidade de seus fonógrafos, que faziam até mesmo um cão reconhecer a voz do dono gravada. Edison rejeitou a idéia, não queria comparar os consumidores a animais. Entretanto, um gerente de uma loja de fonógrafos de Londres, revendedora da “The Gramophone Company”, G.B. Owen, incentivou Barraud a substituir o fonógrafo de Edison pelo Gramofone de Emile Berliner (proprietário da “The Gramophone Co.” ou “Victor Talking Machine Co. nos EUA) e, desta vez, procurar a empresa de Berliner e esquecer a oposição de Edison a sua idéia. Owen lhe emprestou um dos Gramofones modelo “improved”, à venda em sua loja, para servir de modelo na pintura.
Nipper e o Gramofone, na pintura intitulada “A voz do dono”, passaram a ser marca registrada em 10 de Julho de 1900, de propriedade de Emile Berliner que começou a utilizá-la em seus produtos, tornando-se líder de mercado, imagem até hoje utilizada pela RCA (atual proprietária da marca Victor).
Enquanto Nipper fazia sucesso, Edison insistia em usar sua assinatura e sua própria efígie como logomarca… Convenhamos, qual das duas imagens é mais atrativa? A resposta está em qual das marcas sobreviveu.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM
AS MÁQUINAS FALANTES I
Marcelo de Almeida
20/03/03 A despeito da rápida evolução do sistema de gravação, os aparelhos reprodutores tiveram um aperfeiçoamento mais lento. O disco carregava mais tecnologia que o toca-discos. Desde os tempos de Edison, o aparelho reprodutor de sons era composto de um suporte giratório (impulsionado por motor ou manualmente), uma agulha leitora, um diafragma e uma corneta, assim permanecendo até mesmo com o advento da gravação elétrica.Os mais marcantes aperfeiçoamentos foram verificados na parte mecânica dos aparelhos, quando passou a ser usado o motor a corda (Spring Motor), com velocidade constante e ajustável. As máquinas também passaram a ser melhor construídas e os diafragmas foram melhorados, alguns já produzidos em folha de alumínio duro. No mais, perfumaria: o gramofone Ultraphon alemão com braço duplo (que reproduzia com eco), o Columbia Baby Regent, embutido em uma escrivaninha, ou ainda o Klingsor com cordas na saída da corneta que deveriam ser afinadas para proporcionar ressonância simpatética conforme se reproduzia o disco. Houve, ainda, um fonógrafo de Edison especialmente construído para escolas de idiomas, equipado com a tecla “language repeat”, que repetia um determinado trecho da lição gravada.
Veio a gravação elétrica (em 1925) e cada marca adotou um nome comercial. A Victor lançou a Ortophonic Recording, a Columbia a Viva Tonal, a Odeon a Veroton. No mesmo ano a velocidade da gravação foi uniformizada mundialmente em 78 RPM. Os gramofones ainda eram acústicos (sem amplificadores), apesar de já serem montados em móveis com a corneta embutida e compartimentos para armazenar discos. Um dado curioso: todo aparelho de corneta embutida tinha o sufixo “ola” na marca. Assim o aparelho de Edison que reproduzia os cilindros de amberol era a “Amberola”, da Columbia era a “Grafonola”, da Odeon era a “Odeonola”, da Victor era a “Victrola” (algo familiar?). O nome Victrola era utilizado para designar o “top” de linha da Victor. No selo “Victrola” gravaram Caruso, Schipa, Heifetz e Paderewsky, entre outros. Vulgarmente, os aparelhos de corneta embutida passaram a ser conhecidos como vitrolas ortofônicas, que nada mais eram que gramofones montados em móveis. A qualidade de reprodução era melhor, mas ainda deixava a desejar. Ainda em 1925, a Radio Corporation of America (RCA) lançou o “Radiola 104”, um alto falante para rádios desenvolvido pela General Electric Co., que daria o impulso necessário ao surgimento da máquina falante elétrica.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM
Marcelo Almeida
11/07/02
1902 – 2002 – CEM ANOS DE CASA EDISON
Poucos serão os que dedicarão algum comentário ao aniversário que, embora não tenha sua importância diminuída, certamente será lembrado por poucos. Falamos do centenário da primeira gravadora comercial no território brasileiro: A Casa Edison do Rio de Janeiro.
Fundada por Fred Figner, um tcheco naturalizado americano que aqui desembarcou ainda no século XIX, trazendo na bagagem um fonógrafo para exibição pública, a Casa Edison foi a primeira gravadora comercial do Brasil. Gravava cilindros de cera e discos, vendia fonógrafos, partituras, instrumentos musicais e outras mercadorias importadas.
Antes de se estabelecer com a Casa Edison, Figner viajou por boa parte do Brasil promovendo exibições públicas de seu fonógrafo, tendo, inclusive, feito uma demonstração à Família Imperial. Acabou por fixar-se no Rio de Janeiro, dedicando-se ao comércio de artigos importados, ligados ao ramo musical, como fonógrafos, fonogramas, partituras, etc. Já antes do advento da Casa Edison Figner gravou comercialmente alguns cilindros no Rio de Janeiro, editando um catálogo comercial em 1900, rotulado apenas por “Importação Directa Fred Figner”.
Embora haja alguma controvérsia, é considerado como o marco inicial das atividades daquela casa comercial/gravadora a edição do catálogo para 1902, onde pela primeira vez se vê anunciado o nome “Casa Edison”.
O trabalho de Figner e sua empresa revelaram nomes hoje desconhecidos como “Bahiano”, “Cadete” e Eduardo das Neves, mas também outros conhecidos até hoje, como Patápio Silva e Vicente Celestino. É uma gravação da Casa Edison o célebre “Pelo Telephone” de Donga e Almeida, gravado por Bahiano em 1917, considerado por muitos como o marco inicial na história do Samba. O pioneirismo de Figner foi o responsável não só pela popularização dos equipamentos fonográficos, como também pela divulgação da música brasileira. Além de vender gravações, partituras e outros artigos pelo catálogo que editava, Figner também editava um tablóide informativo (não se tratava de catálogo) sobre a música brasileira de então, enfocando principalmente os músicos e intérpretes que gravavam para a casa Edison.
Embora o espírito empreendedor de Figner seja hoje reconhecido como notável, foi ele também alvo de severas críticas na época, dentre elas a de Chiquinha Gonzaga, que o acusava de monopolizar o mercado musical e sonegar direitos autorais:
-“Olhe, eu levantei essa questão dos direitos autorais. Estou cansada de ser explorada. Precisamos de que tenham por nós um pouco de consideração. Olhe o Figner só com um tango meu, em chapa, fez mais de 30 contos. E eu nada!” (Chiquinha Gonzaga – Gazeta de Notícias – RJ – 07/01/1913 – pg. 04) fonte: Registro Sonoro por Meios Mecânicos no Brasil – Humberto M. Franceschi-Studio HMF 1984.
Enfim, sem ainda o advento do rádio e com os meios de comunicação de alcance restrito da época, foi Figner e a Casa Edison os responsáveis pelo início da comercialização fonográfica da música popular brasileira. Outras surgiriam ainda contemporâneas ao empreendimento pioneiro de Figner, como a “Casa Ao Bogary”, a “Disco Popular” e a “Casa Faulhaber”, mas não há exagero em dizer que na verdade, tudo começou na Rua do Ouvidor, 107, no Rio de Janeiro.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM
Marcelo Almeida
04/04/02
O RÁDIO E A GRAVAÇÃO ELÉTRICA
Em meados da década de vinte, a indústria fonográfica ganharia um novo impulso com uma descoberta revolucionária: a gravação elétrica! Seu desenvolvimento foi devido, em grande parte, ao surgimento do rádio. As primitivas transmissões radiofônicas criaram um considerável degrau de qualidade sonora entre o disco e o programa de rádio. A questão era bem simples: a música levada ao ar na década de 20 era tocada ao vivo. O som que chegava aos receptores era bem mais fiel que a deficiente gravação mecânica de então.
Resultado: o ouvinte sempre se decepcionava ao adquirir a gravação da música que ouviu pelo rádio.
Essa situação, todavia, durou pouco. A Western Electric Co. desenvolveu em 1924 a solução para o problema. Utilizando-se de circuitos eletrônicos com amplificadores e microfones, com base nos princípios do rádio, passou a ser possível registrar a mais ampla gama de freqüências sonoras, elevando a qualidade do disco a um nível infinitamente superior. Em verdade, os estudos que levaram à gravação elétrica começaram em 1915, mas foram interrompidos durante a Primeira Guerra Mundial.
Em 1925 a inovação era lançada comercialmente. A Victor Talking Machine e a Columbia obtiveram as licenças para a industrialização dos novos discos. Para que tenhamos uma idéia do que foi o impacto da inovação, há menos diferença entre um LP e um CD que entre um disco mecânico e um elétrico. Basta comparar. O salto foi verdadeiramente assustador, verdadeira bruxaria moderna para os padrões da época! O disco elétrico acabou por revolucionar o gosto musical e a própria maneira de interpretar. Já era possível registrar o som com suavidade, abrindo caminho para os cantores de voz aveludada e orquestras melodiosas. Há uma grande diferença, por exemplo, em ouvir Carlos Gardel antes e depois da gravação elétrica. No Brasil a gravação elétrica somente se iniciou em 1927, inaugurada por Francisco Alves com oo disco Odeon cujos lados eram “Albertina” e “Passarinho do Má”.
O novo sistema possibilitou o surgimento do cinema falado. Em 1927 foi lançado pela Warner Brothers o primeiro filme comercial sonoro: “O cantor de Jazz” (The Jazz Singer), estrelado por Al Jolson. O filme foi inteiramente sonorizado por discos de 16 polegadas, cuja velocidade de reprodução era de 33-1/3 RPM (embrião do LP?).
Embora o sistema de gravação tivesse experimentado tanta evolução, os aparelhos reprodutores continuaram quase os mesmos, tendo um desenvolvimento mais vagaroso mas não menos fascinante.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM – V
Marcelo Almeida
20/12/01
A Fábrica Odeon e o início da indústria fonográfica brasileira
Em 1912 surgiu o primeiro disco totalmente produzido no Brasil, data em que Fred Figner se viu forçado a firmar um contrato com a International Talking Machine para a instalação de uma fábrica de discos no Rio de Janeiro. O contrato previa a instalação de uma fábrica em um terreno de propiredade de Figner, situado na R. 28 de Setembro (atual R. João Alfredo, no bairro da Tijuca). A avença acabaria por tolher Figner e engolir vagarosamente a Casa Edison.
A fábrica Odeon, que se instalou no Rio de Janeiro, tinha os mais modernos equipamentos da época. Era capaz de produzir um 1.500.000 discos por ano, num ritmo de cerca de um disco a cada três minutos. Empregava pouco mais de 150 operários e possuía até mesmo um programa de reciclagem, que incluía o reaproveitamento dos produtos rejeitados e discos encalhados nas prateleiras dos revendedores. O processo industrial era completo, desde a obtenção da matriz até a prensagem. A massa (que prensada se transformava em disco) já era produzida pela fábrica na época, sendo composta por negro de fumo, resina de jatobá ou cera de carnaúba, ardósia e goma laca. Na esteira da fábrica Odeon surgiu a Fabrica Phonographica União (1919) e a Fabrica Popular (1920). Estava consolidada a indústria dos discos no Brasil. A partir daí, outras empresas se instalaram no Brasil, como a Victor Talking Machine Co. of Brazil (que em 1929 passaria a se chamar RCA Victor Brazileira Inc.), Columbia Phonograph e Sociedade Anônima Brunswick do Brasil. Esta última instalada em 1927 teve vida curta. Os artistas que nela gravaram não ganharam grande destaque e hoje são ilustres desconhecidos. Para piorar, quando encerrou suas atividades no Brasil, a Brunswick remeteu todas as suas matrizes para a sede da companhia em Chicago. Só recentemente o selo Revivendo reeditou algumas das gravações feitas pela Brunswick, encontradas em poder de alguns colecionadores.
Em 1924, a Western Electric dos E.U.A. desenvolveu o revolucionário sistema de gravação elétrico. Nele a corneta de gravação foi substituída por um microfone, sendo possível captar e registrar a mais ampla gama de sons. A evolução foi tão significativa que alterou o próprio ambiente musical da época. A potência da voz deu lugar à interpretação e se tornaram cada vez mais comuns as gravações de grandes formações orquestrais.
Fotos: Registro Sonoro Por Meios Mecânicos no Brasil (Humberto M.Franceschi) – Studio HMF – 1984
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM – IV
Marcelo Almeida
23/08/01
O Fonógrafo no Brasil
Casa Edison do Rio de Janeiro
O sucesso comercial do fonógrafo foi rápido no Brasil. Como vimos anteriormente, Thomas Edison já havia obtido a permissão imperial para comercializar sua máquina no Brasil ainda em 1878 (apenas um ano após sua invenção).
Em agosto de 1891, Frederico Figner embarca para o Brasil, levando em sua bagagem um fonógrafo elétrico que funcionava com pilhas, além de cilindros virgens – o embrião da futura Casa Edison do Rio de Janeiro (assim batizada em homenagem a Thomas Edison).
O grande mérito de Frederico Figner foi seu pioneirismo no comercialização de fonógrafos e gravações no Brasil. A Casa Edison, além de casa comercial, também realizava gravações, muitas das quais marcaram a história. Não é exagero dizer que uma boa parte da história do Brasil dos primeiros anos do século XX ficou gravada nos discos e cilindros de Figner. Ao longo de sua existência, a Casa Edison teve poucos concorrentes, que nunca chegaram sequer a igualá-la.
Apenas para exemplificar: gravações como “Rato, Rato” e “Febre Amarella são alusivas ao caos da saúde pública e a luta de Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, já o “Pega na Chaleira” aborda os bajuladores do deputado gaúcho Pinheiro Machado e “Ai Philomena” é uma sátira ao azarado presidente Hermes da Fonseca. Uma das mais célebres gravações da Casa Edison é “Pelo Telephone”, gravado em 1917, considerado por alguns pesquisadores como o primeiro registro de um samba no Brasil.
Com a Casa Edison surgiram os primeiros artistas do disco, como Cadete, Bahiano, Eduardo das Neves e Alfredo Silva. Instrumentistas como Patápio Silva e Casimiro Rocha, formações como a banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e a própria banda da Casa Edison. Vicente Celestino faria sua primeira gravação: “Flor do Mal”, em 1915, para a Casa Edison. Contudo não é da empresa de Figner o mérito de ter colhido a primeira gravação de Francisco Alves e sim da gravadora “Disco Popular”, de propriedade do filho de Chiquinha Gonzaga. Os dois lados gravados pelo estreante Chico Alves foram “O Pé de Anjo”e “Falla meu Louro”, hoje o disco brasileiro mais disputado entre os colecionadores. Como vimos anteriormente, as ceras eram gravadas e enviadas ao exterior para se transformarem e discos (à época chamados de chapas). Em 21 de dezembro de 1912 era prensado o primeiro disco totalmente produzido no Brasil. Era o início das atividades da Fábrica Odeon no Brasil.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM III
Marcelo Almeida
17/05/01
Disco: O formato definitivo do som
Já em 1878, Edison pesquisava a gravação em disco, paralelamente ao progresso do cilindro. Chichester Bell e Charles Summer Tainter também perseguiam o mesmo objetivo. Em ambos os casos, a gravação ainda era vertical. Emile Berliner, um alemão natural de Hannover, que se transferiu para os E.U.A. aos 19 anos, que entre outras coisas foi assistente de laboratório de Constantino Fahlberg (descobridor da sacarina) foi quem solucionou os entraves da gravação em disco e acabou por criar um suporte de gravação que permaneceu praticamente inalterado até o advento do Compact Disc: o “disco para gramofone”.
Em rigor, gramofone é a denominação da máquina falante, reprodutora de sons gravados em disco por sulcagem lateral. Berliner concebeu a gravação lateral, que consistia no registro das vibrações na parede do sulco e não mais em seu leito, o que tornava o volume do som e a durabilidade do sinal gravado maiores, sem mencionar que o disco permitia a produção a partir de matrizes. O processo era bem simples: um disco de zinco era impregnado com cera em uma das faces. Em seguida a agulha gravadora registrava a gravação riscando a cera, formando uma espiral ziguezagueada. O disco era submetido a um banho de ácido crômico que corroía o zinco onde este não estivesse protegido pela cera. Como resultado era obtido um disco metálico gravado do qual poder-se-iam ser extraídas matrizes, gerando inúmeras cópias. Dá-se como certa a data de setembro de 1887 como sendo a do nascimento do disco, contudo somente em 16 de maio de 1888 o invento foi apresentado perante os membros do Franklin Institute da Pensilvânia.
Durante seus primeiros anos, o disco de Berliner somente foi empregado em brinquedos. Os primeiros discos equipavam bonecas falantes alemãs, fabricadas pela Kammerer und Rheinhardt. Não foi imediato o sucesso comercial do gramofone, somente seis anos depois de sua invenção ele passou a ser comercializado como máquina falante pela United States Gramophone Company.
Com a rápida popularização, inclusive por meio da pintura de Barraud, marca registrada da Victor Talking Machine Co., o gramofone e o disco foram gradualmente tomando o lugar do cilindro de cera e dos fonógrafos de Edison. Para o disco se aperfeiçoar só lhe faltava ter dois lados. A resposta definitiva somente foi dada mais tarde por Adhemar Napoleón Petit, que criou o processo de prensagem que possibilitou a produção de discos gravados nos dois lados. Antes disso, foram comercializadas algumas edições contendo dois lados, que nada mais eram do que dois discos de um lado só, colados um no outro.
No Brasil o disco foi largamente comercializado pela pioneira Casa Edison do Rio de Janeiro, que gravava em estúdio próprio e enviava as ceras gravadas à Alemanha para que de lá voltassem em forma de discos (cópias). Naquela época, os discos por aqui gravados e comercializados já eram duplos (patente brasileira 3465 de 14/01/1902). O pioneirismo da Casa Edison, como veremos adiante, é o responsável pelos registros mais importantes da música brasileira nas primeiras décadas do século XX.
CILINDRO DE CERA: O PRIMEIRO FORMATO DO SOM
Marcelo de Almeida
05/04/01
O cilindro como suporte de gravação foi a herança do vibroscópio e do fonoautógrafo que também registravam em um cilindro, apesar de fazê-lo apenas graficamente. Edison, aproveitando a idéia, concebeu o registro em folha de estanho, utilizando um cilindro que possuía um eixo helicoidal que, por agir como parafuso, fazia o cilindro se deslocar de um lado para outro, formando a espiral do sulco. Contudo, o estanho se mostrou frágil demais, não resistindo ao uso prolongado. A gravação era vertical, ou seja, a agulha impressionava o estanho de cima para baixo (e não de um lado para outro, como veremos a seguir na gravação de Berliner). Em substituição ao estanho, uma série de materiais foi experimentada, até se chegar a uma mistura de ceras que se mostrou suficientemente resistente: o amberol. Começava aí a história da comercialização do som.
O fonógrafo de Edison foi industrializado. Além da North American Phonograph Co. (Edison Phonograph Works) controlada pelo próprio Edison a partir de 1890, surgiram várias outras e a máquina falante disseminou uma febre de consumo. Da impulsão manual (por manivela), o fonógrafo passou a ser comercializado com motor elétrico, motor a corda e até mesmo por um mecanismo impulsionado por água (funcionava ligando-se o fonógrafo a uma torneira). Os cilindros podiam ser comprados virgens ou gravados. Algumas máquinas eram dotadas de um raspador e os cilindros podiam ser gravados e desgravados várias vezes (como fitas magnéticas). Existiram fonógrafos de exibição pública, para aqueles que não tinham recursos para adquirir o seu. Surgiram máquinas que tocavam vários cilindros a escolher, acionadas por moedas (que deram origem aos “juke boxes”). Ainda no século XIX vamos encontrar alguns filmes feitos por Edison, sonorizados pelo seu fonógrafo. Apesar de seu aspecto inicial de brinquedo, o fonógrafo passou a ter aplicações mais importantes. Já no século XIX o fonógrafo era utilizado para o ensino de línguas. Com a sofisticação do mercado, pela gravação comercial de músicas e o próprio ensino de idiomas, as primeiras gravadoras esbarraram num sério problema: o cilindro impossibilitava a moldagem por meio de matrizes.
O sucesso comercial, a facilidade de gravar e a praticidade fizeram muitos pesquisadores da época buscar uma solução sem, contudo, abandonar o cilindro. Tentou-se a moldagem em formas, a pantografia, mas a única solução que se mostrou viável para se obter várias cópias de uma mesma gravação foi ligar vários fonógrafos a uma mesma corneta de gravação. Edison, Graham Bell e seu primo Chichester, entre outros, começaram a pesquisar a gravação em disco. A resposta definitiva somente seria dada pelo alemão Emile Berliner, inventor do gramofone. Enquanto isso, o fonógrafo continuava em seu sucesso comercial, levando um pintor de nome Francis Barraud, que freqüentemente exibia suas obras na Academia Real de Londres, a pintar Nipper, seu fox terrier, ouvindo um fonógrafo de Edison. Ao quadro deu o nome de “His Master’s Voice” (a voz do dono). Barraud pensou em vender a idéia à empresa de Edison, mas não houve por parte desta o mínimo interesse pela pintura. Barraud resolveu substituir a máquina de Edison pelo gramofone de Berliner na pintura. A idéia foi aceita imediatamente, passando a ser a marca registrada da Victor Talking Machine Co. (fabricante de gramofones e discos), desde 10 de julho de 1900.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM
Marcelo de Almeida
15/03/01
Data de 2000 a.C. a mais antiga lenda sobre uma máquina falante. Contam os chineses que um imperador recebeu uma estranha caixa que continha palavras as quais somente podiam ser lidas com as orelhas. Crendices à parte, a história da gravação começa nos primeiros anos do séc. XIX, quando Thomas Young conseguiu obter a tradução gráfica das vibrações sonoras, através de um aparelho batizado de vibroscópio, que registrava a vibração de um diapasão. Logo em seguida, o francês, Edward Leon Scott de Martinville conseguiu por meio de seu aparelho, que chamou de fonautógrafo, registrar graficamente a vibração da voz, sem ser possível, ainda, reproduzí-la. Finalmente foi Charles Cros (e não Thomas Edison) quem idealizou, sem contudo chegar a construir, a primeira máquina que prenderia e libertaria sons, ou seja, gravaria e reproduziria. Edison construiu, então, com completo êxito, o primeiro armazenador de som da história – o fonógrafo. O aparelho empregava uma folha de estanho presa a um cilindro, o qual era impressionado por uma agulha movida por um diafragma de mica, seguindo os princípios de Martinville. Assim aconteceu: Em Nova Jérsei, mais precisamente em Menlo Park, no ano de 1877, nasceu a primeira máquina falante que realmente funcionava: o Tin-Foil Phonograph. A primeira gravação do mundo foi um poema, intitulado Mary had a little lamb, recitado pelo próprio Edison.
“Mary had a little lamb
Its fleece was as white as snow”
Ironicamente, o fonógrafo era trazido ao mundo pelas mãos de um homem que, graças a um acidente na infância, ficara praticamente surdo.
Os cilindros com folha de estanho deram lugar aos de cera, que podiam ser gravados e desgravados, como nossas atuais fitas magnéticas. O fonógrafo foi um sucesso comercial. Paralelamente, o alemão Emile Berliner desenvolveu com êxito o sistema de gravação em disco através de sua máquina, o Grammophone, que possibilitou a produção de várias cópias a partir de uma matriz (com os cilindros isso não era possível). O material mais usado para a fabricação do disco era uma massa largamente empregada até 1948, composta de acetato de celulose, colofônia (resina de jatobá ou cera de carnaúba no Brasil), negro de fumo, gesso e goma laca. Eram discos pesados, duros e quebradiços.
O Brasil descobriu o fonógrafo bem cedo, já nos tempos do Império. Edison receberia autorização imperial para comercializar fonógrafos no Brasil ainda em 1878 (o fonógrafo foi inventado em 1877!). Contudo, o fonógrafo somente se transformaria em sucesso comercial por aqui pelo trabalho de um imigrante chamado Frederico Figner que fundou a Casa Edison do Rio de Janeiro, a primeira gravadora brasileira. Surgiam os primeiros cantores de música popular a gravar comercialmente, eram: Bahiano, Cadete, Mário Pinheiro e Eduardo das Neves. Alguns grupos musicais também se destacaram, como a banda do Corpo de Bombeiros da cidade do Rio de Janeiro e o conjunto dos Oito Batutas, que incluía entre seus componentes dois jovens conhecidos como Donga e Pixinguinha.
Comparando-se às facilidades de hoje, editar um disco no Brasil de 1902 era um ato de heroísmo. O sistema de gravação era mecânico, ou seja, o intérprete tinha que cantar ou tocar próximo a uma corneta. O técnico de som da época era um indivíduo que ficava ao lado do intérprete, segurando-o pelo ombro, com a finalidade de afastá-lo no momento de um agudo potente ou aproximá-lo da corneta nos trechos mais suaves da música. Gravada a cera, a mesma era enviada à fábrica na Alemanha para se transformar em disco. Finalmente, ao cabo de cerca de seis meses, o disco estava nas prateleiras. O mais prático, porém, era gravar cilindros que, enfim, não precisavam cruzar o mar. Contudo, como vimos anteriormente, cada cilindro era gravado individualmente, forçando o cantor a cantar trinta vezes se tivesse que gravar trinta cilindros. Com o tempo, uma corneta de gravação que alimentava vários cilindros minimizou o problema, mas o intérprete ainda era obrigado a gravar a mesma coisa um extenuante número de vezes. Se se tratasse de gravação de bandas ou conjuntos musicais, todos os integrantes tinham que tocar amontoados diante da corneta. A isso some-se o clima quente do Rio de Janeiro, com todos ocupando a mesma sala fechada.
O tempo passou e os engenheiros da Western Electric nos E.U.A. desenvolveram a gravação elétrica (utilizando microfones e amplificadores), cujo nome comercial foi Ortophonic Recording, lançada em 1925. Estava sepultada a gravação mecânica. Entre nós, quem inaugurou o sistema elétrico de gravação foi Francisco Alves, em 1927.
Em 1948, Peter Goldmark lançou o LP. O ruído diminuiu e a fidelidade foi aumentando com o aperfeiçoamento técnico até surgir, na década de 80, o Compact Disc que, com todo o avanço que significou, ainda é um suporte de gravação que depende do movimento para reproduzir. Hoje estamos diante dos mais fantásticos recursos disponíveis através da Internet, onde se pode obter gravações através do processo de download de arquivos sonoros. Em seqüência, vieram do cilindro de Edison ao disco de Berliner, do disco de Berliner ao LP de Goldmark, do LP de Goldmark ao CD, do CD ao HD (Hard Disk) dos computadores. Tudo indica que a memória eletrônica substituirá os suportes que dependam de movimento, com as vantagens óbvias da ausência do desgaste, que acaba por corromper o sinal gravado.
Olhando para trás, vemos que é ilusão imaginar que o maior avanço de hoje é uma resposta definitiva aos entraves técnicos do passado. Há setenta anos, o fabricante dos discos do selo Columbia anunciava seus pesados 78 rotações com o ‘slogan’: “like life itself” (iguais à própria vida), como sendo a descoberta definitiva em termos de fidelidade. Em bem menos tempo veremos o CD como mais uma anacrônica peça de museu.
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Marcelo Almeida
31/10/02 A ARTE NOS SELOS DE DISCOS
Quase tão antiga quanto à busca da qualidade do som é a preocupação que sempre a indústria do disco teve em proporcionar etiquetas atraentes para os consumidores. Edison já buscava uma identidade para seus produtos e o selo de seus discos levava a sua própria efígie, acompanhada da inconfundível assinatura.
Desde o princípio a preocupação foi traduzir a síntese das virtudes do produto numa simples imagem, a expressão da durabilidade, fidelidade, etc. No início de suas pesquisas, por exemplo, Berliner teria chegado a um disco metálico de som estridente como produto final. Sua busca por material mais apropriado resultou na obtenção de um disco que atingiu uma reprodução mais silenciosa e suave. A descoberta a criação de um selo no qual se vê a figura de um anjo gravando uma cera com um pena. Nascia o selo “Angel” existente até os dias de hoje.
Um sem-número de belos selos povoou o universo fonográfico das primeiras décadas do século XX, mas há um registro que se deve fazer. Em 1904 na Itália, mais precisamente em Milão, surgia uma gravadora que utilizaria aquele que, na opinião da maioria dos colecionadores e pesquisadores, é um dos mais belos selos já produzidos. Falamos da “Società Italiana di Fonotipia”, que tinha como marca um anjo que com uma mão tocava uma lira e com a outra manipulava uma prensa de discos. Os discos do desenho caíam em cascata para o centro do selo, significando que o disco propriamente dito era um dos prensados pelo “anjo”. Uma obra de arte. Os discos “Fonotipia” chegaram a ser produzidos no Brasil pela Fábrica Odeon, conservando a mesma célebre imagem.
Em 1900, como vimos anteriormente, Barraud vendeu a sua idéia a Berliner, que imortalizou o quadro “a voz do dono” (his master’s voice), no qual o terrier “Nipper” ouvia um gramofone. Selos como os dos discos ingleses Aeolian e Vocalion também eram dignos de nota. Seus arabescos dourados eram de um grande impacto visual. Com a vinda da gravação elétrica, a Victor veio a empregar um estilo semelhante em seus discos.
Na década de vinte, a alemã Vox lançava um selo modernista, bem ao estilo da vanguarda germânica de então. Com o passar dos anos, alguns selos passaram a trazer a foto dos intérpretes, como foi o caso de algumas edições dos discos Decca franceses e dos Todamérica brasileiros, hoje vistos como algo de gosto bastante duvidoso.
Nos anos 40 e 50 popularizou-se o “Picture Record”, um disco com imagem temática (alusiva à música) estampada não no selo, mas em todo o disco.
Dos anos 60 em diante, poucas notas. Os selos foram se tornando cada vez mais insípidos, graças à crescente preocupação com a arte das capas. Assim o selo foi sendo relegado a um segundo plano. A própria RCA Victor abandonou o cachorrinho “Nipper” em muitas de suas edições. De interessante mas nem tanto, talvez o selo Apple da maçã cortada.
Hoje, com o advento do CD, que dispensa o uso do selo mas possibilita a estampagem sobre a superfície gravada, uma arte que andava meio esquecida vem aos poucos voltando. Como não poderia deixar de ser, muitas das velhas imagens do início do século XX vêm sendo reutilizadas. Há que se notar, inclusive, que “Nipper” está mais presente hoje que há vinte ou trinta anos.
(*) Marcelo de Almeida é advogado, pesquisador e restaurador de discos.
marceloalmeida@jornalmovimento.com
Material transcrito de:
http://www.jornalmovimento.com.br/arquivo.htm
O texto é do Marcelo de Almeida, que por sua vez é advogado, pesquisador e restaurador de discos, e fala sobre a criação e evolução das máquinas que o ser humano construiu para registrar e reproduzir o som.
phonografo
Um texto imperdível para os aficcionados em tecnologia e em música.
A EVOLUÇÃO DO REGISTRO SONORO
por Marcelo de Almeida(*)
NIPPER: O MELHOR AMIGO DA VICTOR
Marcelo de Almeida
03/07/03
Uma pintura de um cão terrier ouvindo um gramofone foi uma das mais bem idealizadas estratégias de marketing do século XX. Trata-se da obra “A voz do dono” (His Master’s Voice) de Francis Barraud, cuja história é bastante interessante.
Francis Barraud foi um pintor inglês, hoje pouco conhecido, que exibia com freqüência suas obras na Royal Academy de Londres. Talvez sua vida não teria hoje maior interesse em ser divulgada se não fosse sua obra que mostra um aparelho sonoro e um animal de estimação, tão diferente das paisagens, retratos e naturezas-mortas tão comuns no mundo de pintores como ele…
Tudo começa em 1899. O irmão de Barraud havia falecido, deixando Francis como legatário de um fonógrafo com um pequeno estoque de cilindros gravados, alguns com sua própria voz. Além do aparelho, Francis foi incumbido de cuidar de seu cãozinho terrier chamado “Nipper”. Todas as vezes que Francis Barraud colocava um dos cilindros gravados com a voz do irmão, o pequeno Nipper reconhecia a voz do falecido dono e imediatamente vinha ficar junto ao fonógrafo. Barraud quis registrar a curiosa situação em um quadro.
No início, a pintura de Barraud mostrava o cão ouvindo o fonógrafo de cilindros (fabricado por Edison). Concluído o quadro, Barraud foi incentivado a procurar Edison, para lhe vender a idéia como um emblema para os seus produtos, como prova da fidelidade de seus fonógrafos, que faziam até mesmo um cão reconhecer a voz do dono gravada. Edison rejeitou a idéia, não queria comparar os consumidores a animais. Entretanto, um gerente de uma loja de fonógrafos de Londres, revendedora da “The Gramophone Company”, G.B. Owen, incentivou Barraud a substituir o fonógrafo de Edison pelo Gramofone de Emile Berliner (proprietário da “The Gramophone Co.” ou “Victor Talking Machine Co. nos EUA) e, desta vez, procurar a empresa de Berliner e esquecer a oposição de Edison a sua idéia. Owen lhe emprestou um dos Gramofones modelo “improved”, à venda em sua loja, para servir de modelo na pintura.
Nipper e o Gramofone, na pintura intitulada “A voz do dono”, passaram a ser marca registrada em 10 de Julho de 1900, de propriedade de Emile Berliner que começou a utilizá-la em seus produtos, tornando-se líder de mercado, imagem até hoje utilizada pela RCA (atual proprietária da marca Victor).
Enquanto Nipper fazia sucesso, Edison insistia em usar sua assinatura e sua própria efígie como logomarca… Convenhamos, qual das duas imagens é mais atrativa? A resposta está em qual das marcas sobreviveu.
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AS MÁQUINAS FALANTES I
Marcelo de Almeida
20/03/03 A despeito da rápida evolução do sistema de gravação, os aparelhos reprodutores tiveram um aperfeiçoamento mais lento. O disco carregava mais tecnologia que o toca-discos. Desde os tempos de Edison, o aparelho reprodutor de sons era composto de um suporte giratório (impulsionado por motor ou manualmente), uma agulha leitora, um diafragma e uma corneta, assim permanecendo até mesmo com o advento da gravação elétrica.Os mais marcantes aperfeiçoamentos foram verificados na parte mecânica dos aparelhos, quando passou a ser usado o motor a corda (Spring Motor), com velocidade constante e ajustável. As máquinas também passaram a ser melhor construídas e os diafragmas foram melhorados, alguns já produzidos em folha de alumínio duro. No mais, perfumaria: o gramofone Ultraphon alemão com braço duplo (que reproduzia com eco), o Columbia Baby Regent, embutido em uma escrivaninha, ou ainda o Klingsor com cordas na saída da corneta que deveriam ser afinadas para proporcionar ressonância simpatética conforme se reproduzia o disco. Houve, ainda, um fonógrafo de Edison especialmente construído para escolas de idiomas, equipado com a tecla “language repeat”, que repetia um determinado trecho da lição gravada.
Veio a gravação elétrica (em 1925) e cada marca adotou um nome comercial. A Victor lançou a Ortophonic Recording, a Columbia a Viva Tonal, a Odeon a Veroton. No mesmo ano a velocidade da gravação foi uniformizada mundialmente em 78 RPM. Os gramofones ainda eram acústicos (sem amplificadores), apesar de já serem montados em móveis com a corneta embutida e compartimentos para armazenar discos. Um dado curioso: todo aparelho de corneta embutida tinha o sufixo “ola” na marca. Assim o aparelho de Edison que reproduzia os cilindros de amberol era a “Amberola”, da Columbia era a “Grafonola”, da Odeon era a “Odeonola”, da Victor era a “Victrola” (algo familiar?). O nome Victrola era utilizado para designar o “top” de linha da Victor. No selo “Victrola” gravaram Caruso, Schipa, Heifetz e Paderewsky, entre outros. Vulgarmente, os aparelhos de corneta embutida passaram a ser conhecidos como vitrolas ortofônicas, que nada mais eram que gramofones montados em móveis. A qualidade de reprodução era melhor, mas ainda deixava a desejar. Ainda em 1925, a Radio Corporation of America (RCA) lançou o “Radiola 104”, um alto falante para rádios desenvolvido pela General Electric Co., que daria o impulso necessário ao surgimento da máquina falante elétrica.
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Marcelo Almeida
11/07/02
1902 – 2002 – CEM ANOS DE CASA EDISON
Poucos serão os que dedicarão algum comentário ao aniversário que, embora não tenha sua importância diminuída, certamente será lembrado por poucos. Falamos do centenário da primeira gravadora comercial no território brasileiro: A Casa Edison do Rio de Janeiro.
Fundada por Fred Figner, um tcheco naturalizado americano que aqui desembarcou ainda no século XIX, trazendo na bagagem um fonógrafo para exibição pública, a Casa Edison foi a primeira gravadora comercial do Brasil. Gravava cilindros de cera e discos, vendia fonógrafos, partituras, instrumentos musicais e outras mercadorias importadas.
Antes de se estabelecer com a Casa Edison, Figner viajou por boa parte do Brasil promovendo exibições públicas de seu fonógrafo, tendo, inclusive, feito uma demonstração à Família Imperial. Acabou por fixar-se no Rio de Janeiro, dedicando-se ao comércio de artigos importados, ligados ao ramo musical, como fonógrafos, fonogramas, partituras, etc. Já antes do advento da Casa Edison Figner gravou comercialmente alguns cilindros no Rio de Janeiro, editando um catálogo comercial em 1900, rotulado apenas por “Importação Directa Fred Figner”.
Embora haja alguma controvérsia, é considerado como o marco inicial das atividades daquela casa comercial/gravadora a edição do catálogo para 1902, onde pela primeira vez se vê anunciado o nome “Casa Edison”.
O trabalho de Figner e sua empresa revelaram nomes hoje desconhecidos como “Bahiano”, “Cadete” e Eduardo das Neves, mas também outros conhecidos até hoje, como Patápio Silva e Vicente Celestino. É uma gravação da Casa Edison o célebre “Pelo Telephone” de Donga e Almeida, gravado por Bahiano em 1917, considerado por muitos como o marco inicial na história do Samba. O pioneirismo de Figner foi o responsável não só pela popularização dos equipamentos fonográficos, como também pela divulgação da música brasileira. Além de vender gravações, partituras e outros artigos pelo catálogo que editava, Figner também editava um tablóide informativo (não se tratava de catálogo) sobre a música brasileira de então, enfocando principalmente os músicos e intérpretes que gravavam para a casa Edison.
Embora o espírito empreendedor de Figner seja hoje reconhecido como notável, foi ele também alvo de severas críticas na época, dentre elas a de Chiquinha Gonzaga, que o acusava de monopolizar o mercado musical e sonegar direitos autorais:
-“Olhe, eu levantei essa questão dos direitos autorais. Estou cansada de ser explorada. Precisamos de que tenham por nós um pouco de consideração. Olhe o Figner só com um tango meu, em chapa, fez mais de 30 contos. E eu nada!” (Chiquinha Gonzaga – Gazeta de Notícias – RJ – 07/01/1913 – pg. 04) fonte: Registro Sonoro por Meios Mecânicos no Brasil – Humberto M. Franceschi-Studio HMF 1984.
Enfim, sem ainda o advento do rádio e com os meios de comunicação de alcance restrito da época, foi Figner e a Casa Edison os responsáveis pelo início da comercialização fonográfica da música popular brasileira. Outras surgiriam ainda contemporâneas ao empreendimento pioneiro de Figner, como a “Casa Ao Bogary”, a “Disco Popular” e a “Casa Faulhaber”, mas não há exagero em dizer que na verdade, tudo começou na Rua do Ouvidor, 107, no Rio de Janeiro.
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Marcelo Almeida
04/04/02
O RÁDIO E A GRAVAÇÃO ELÉTRICA
Em meados da década de vinte, a indústria fonográfica ganharia um novo impulso com uma descoberta revolucionária: a gravação elétrica! Seu desenvolvimento foi devido, em grande parte, ao surgimento do rádio. As primitivas transmissões radiofônicas criaram um considerável degrau de qualidade sonora entre o disco e o programa de rádio. A questão era bem simples: a música levada ao ar na década de 20 era tocada ao vivo. O som que chegava aos receptores era bem mais fiel que a deficiente gravação mecânica de então.
Resultado: o ouvinte sempre se decepcionava ao adquirir a gravação da música que ouviu pelo rádio.
Essa situação, todavia, durou pouco. A Western Electric Co. desenvolveu em 1924 a solução para o problema. Utilizando-se de circuitos eletrônicos com amplificadores e microfones, com base nos princípios do rádio, passou a ser possível registrar a mais ampla gama de freqüências sonoras, elevando a qualidade do disco a um nível infinitamente superior. Em verdade, os estudos que levaram à gravação elétrica começaram em 1915, mas foram interrompidos durante a Primeira Guerra Mundial.
Em 1925 a inovação era lançada comercialmente. A Victor Talking Machine e a Columbia obtiveram as licenças para a industrialização dos novos discos. Para que tenhamos uma idéia do que foi o impacto da inovação, há menos diferença entre um LP e um CD que entre um disco mecânico e um elétrico. Basta comparar. O salto foi verdadeiramente assustador, verdadeira bruxaria moderna para os padrões da época! O disco elétrico acabou por revolucionar o gosto musical e a própria maneira de interpretar. Já era possível registrar o som com suavidade, abrindo caminho para os cantores de voz aveludada e orquestras melodiosas. Há uma grande diferença, por exemplo, em ouvir Carlos Gardel antes e depois da gravação elétrica. No Brasil a gravação elétrica somente se iniciou em 1927, inaugurada por Francisco Alves com oo disco Odeon cujos lados eram “Albertina” e “Passarinho do Má”.
O novo sistema possibilitou o surgimento do cinema falado. Em 1927 foi lançado pela Warner Brothers o primeiro filme comercial sonoro: “O cantor de Jazz” (The Jazz Singer), estrelado por Al Jolson. O filme foi inteiramente sonorizado por discos de 16 polegadas, cuja velocidade de reprodução era de 33-1/3 RPM (embrião do LP?).
Embora o sistema de gravação tivesse experimentado tanta evolução, os aparelhos reprodutores continuaram quase os mesmos, tendo um desenvolvimento mais vagaroso mas não menos fascinante.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM – V
Marcelo Almeida
20/12/01
A Fábrica Odeon e o início da indústria fonográfica brasileira
Em 1912 surgiu o primeiro disco totalmente produzido no Brasil, data em que Fred Figner se viu forçado a firmar um contrato com a International Talking Machine para a instalação de uma fábrica de discos no Rio de Janeiro. O contrato previa a instalação de uma fábrica em um terreno de propiredade de Figner, situado na R. 28 de Setembro (atual R. João Alfredo, no bairro da Tijuca). A avença acabaria por tolher Figner e engolir vagarosamente a Casa Edison.
A fábrica Odeon, que se instalou no Rio de Janeiro, tinha os mais modernos equipamentos da época. Era capaz de produzir um 1.500.000 discos por ano, num ritmo de cerca de um disco a cada três minutos. Empregava pouco mais de 150 operários e possuía até mesmo um programa de reciclagem, que incluía o reaproveitamento dos produtos rejeitados e discos encalhados nas prateleiras dos revendedores. O processo industrial era completo, desde a obtenção da matriz até a prensagem. A massa (que prensada se transformava em disco) já era produzida pela fábrica na época, sendo composta por negro de fumo, resina de jatobá ou cera de carnaúba, ardósia e goma laca. Na esteira da fábrica Odeon surgiu a Fabrica Phonographica União (1919) e a Fabrica Popular (1920). Estava consolidada a indústria dos discos no Brasil. A partir daí, outras empresas se instalaram no Brasil, como a Victor Talking Machine Co. of Brazil (que em 1929 passaria a se chamar RCA Victor Brazileira Inc.), Columbia Phonograph e Sociedade Anônima Brunswick do Brasil. Esta última instalada em 1927 teve vida curta. Os artistas que nela gravaram não ganharam grande destaque e hoje são ilustres desconhecidos. Para piorar, quando encerrou suas atividades no Brasil, a Brunswick remeteu todas as suas matrizes para a sede da companhia em Chicago. Só recentemente o selo Revivendo reeditou algumas das gravações feitas pela Brunswick, encontradas em poder de alguns colecionadores.
Em 1924, a Western Electric dos E.U.A. desenvolveu o revolucionário sistema de gravação elétrico. Nele a corneta de gravação foi substituída por um microfone, sendo possível captar e registrar a mais ampla gama de sons. A evolução foi tão significativa que alterou o próprio ambiente musical da época. A potência da voz deu lugar à interpretação e se tornaram cada vez mais comuns as gravações de grandes formações orquestrais.
Fotos: Registro Sonoro Por Meios Mecânicos no Brasil (Humberto M.Franceschi) – Studio HMF – 1984
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM – IV
Marcelo Almeida
23/08/01
O Fonógrafo no Brasil
Casa Edison do Rio de Janeiro
O sucesso comercial do fonógrafo foi rápido no Brasil. Como vimos anteriormente, Thomas Edison já havia obtido a permissão imperial para comercializar sua máquina no Brasil ainda em 1878 (apenas um ano após sua invenção).
Em agosto de 1891, Frederico Figner embarca para o Brasil, levando em sua bagagem um fonógrafo elétrico que funcionava com pilhas, além de cilindros virgens – o embrião da futura Casa Edison do Rio de Janeiro (assim batizada em homenagem a Thomas Edison).
O grande mérito de Frederico Figner foi seu pioneirismo no comercialização de fonógrafos e gravações no Brasil. A Casa Edison, além de casa comercial, também realizava gravações, muitas das quais marcaram a história. Não é exagero dizer que uma boa parte da história do Brasil dos primeiros anos do século XX ficou gravada nos discos e cilindros de Figner. Ao longo de sua existência, a Casa Edison teve poucos concorrentes, que nunca chegaram sequer a igualá-la.
Apenas para exemplificar: gravações como “Rato, Rato” e “Febre Amarella são alusivas ao caos da saúde pública e a luta de Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, já o “Pega na Chaleira” aborda os bajuladores do deputado gaúcho Pinheiro Machado e “Ai Philomena” é uma sátira ao azarado presidente Hermes da Fonseca. Uma das mais célebres gravações da Casa Edison é “Pelo Telephone”, gravado em 1917, considerado por alguns pesquisadores como o primeiro registro de um samba no Brasil.
Com a Casa Edison surgiram os primeiros artistas do disco, como Cadete, Bahiano, Eduardo das Neves e Alfredo Silva. Instrumentistas como Patápio Silva e Casimiro Rocha, formações como a banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e a própria banda da Casa Edison. Vicente Celestino faria sua primeira gravação: “Flor do Mal”, em 1915, para a Casa Edison. Contudo não é da empresa de Figner o mérito de ter colhido a primeira gravação de Francisco Alves e sim da gravadora “Disco Popular”, de propriedade do filho de Chiquinha Gonzaga. Os dois lados gravados pelo estreante Chico Alves foram “O Pé de Anjo”e “Falla meu Louro”, hoje o disco brasileiro mais disputado entre os colecionadores. Como vimos anteriormente, as ceras eram gravadas e enviadas ao exterior para se transformarem e discos (à época chamados de chapas). Em 21 de dezembro de 1912 era prensado o primeiro disco totalmente produzido no Brasil. Era o início das atividades da Fábrica Odeon no Brasil.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM III
Marcelo Almeida
17/05/01
Disco: O formato definitivo do som
Já em 1878, Edison pesquisava a gravação em disco, paralelamente ao progresso do cilindro. Chichester Bell e Charles Summer Tainter também perseguiam o mesmo objetivo. Em ambos os casos, a gravação ainda era vertical. Emile Berliner, um alemão natural de Hannover, que se transferiu para os E.U.A. aos 19 anos, que entre outras coisas foi assistente de laboratório de Constantino Fahlberg (descobridor da sacarina) foi quem solucionou os entraves da gravação em disco e acabou por criar um suporte de gravação que permaneceu praticamente inalterado até o advento do Compact Disc: o “disco para gramofone”.
Em rigor, gramofone é a denominação da máquina falante, reprodutora de sons gravados em disco por sulcagem lateral. Berliner concebeu a gravação lateral, que consistia no registro das vibrações na parede do sulco e não mais em seu leito, o que tornava o volume do som e a durabilidade do sinal gravado maiores, sem mencionar que o disco permitia a produção a partir de matrizes. O processo era bem simples: um disco de zinco era impregnado com cera em uma das faces. Em seguida a agulha gravadora registrava a gravação riscando a cera, formando uma espiral ziguezagueada. O disco era submetido a um banho de ácido crômico que corroía o zinco onde este não estivesse protegido pela cera. Como resultado era obtido um disco metálico gravado do qual poder-se-iam ser extraídas matrizes, gerando inúmeras cópias. Dá-se como certa a data de setembro de 1887 como sendo a do nascimento do disco, contudo somente em 16 de maio de 1888 o invento foi apresentado perante os membros do Franklin Institute da Pensilvânia.
Durante seus primeiros anos, o disco de Berliner somente foi empregado em brinquedos. Os primeiros discos equipavam bonecas falantes alemãs, fabricadas pela Kammerer und Rheinhardt. Não foi imediato o sucesso comercial do gramofone, somente seis anos depois de sua invenção ele passou a ser comercializado como máquina falante pela United States Gramophone Company.
Com a rápida popularização, inclusive por meio da pintura de Barraud, marca registrada da Victor Talking Machine Co., o gramofone e o disco foram gradualmente tomando o lugar do cilindro de cera e dos fonógrafos de Edison. Para o disco se aperfeiçoar só lhe faltava ter dois lados. A resposta definitiva somente foi dada mais tarde por Adhemar Napoleón Petit, que criou o processo de prensagem que possibilitou a produção de discos gravados nos dois lados. Antes disso, foram comercializadas algumas edições contendo dois lados, que nada mais eram do que dois discos de um lado só, colados um no outro.
No Brasil o disco foi largamente comercializado pela pioneira Casa Edison do Rio de Janeiro, que gravava em estúdio próprio e enviava as ceras gravadas à Alemanha para que de lá voltassem em forma de discos (cópias). Naquela época, os discos por aqui gravados e comercializados já eram duplos (patente brasileira 3465 de 14/01/1902). O pioneirismo da Casa Edison, como veremos adiante, é o responsável pelos registros mais importantes da música brasileira nas primeiras décadas do século XX.
CILINDRO DE CERA: O PRIMEIRO FORMATO DO SOM
Marcelo de Almeida
05/04/01
O cilindro como suporte de gravação foi a herança do vibroscópio e do fonoautógrafo que também registravam em um cilindro, apesar de fazê-lo apenas graficamente. Edison, aproveitando a idéia, concebeu o registro em folha de estanho, utilizando um cilindro que possuía um eixo helicoidal que, por agir como parafuso, fazia o cilindro se deslocar de um lado para outro, formando a espiral do sulco. Contudo, o estanho se mostrou frágil demais, não resistindo ao uso prolongado. A gravação era vertical, ou seja, a agulha impressionava o estanho de cima para baixo (e não de um lado para outro, como veremos a seguir na gravação de Berliner). Em substituição ao estanho, uma série de materiais foi experimentada, até se chegar a uma mistura de ceras que se mostrou suficientemente resistente: o amberol. Começava aí a história da comercialização do som.
O fonógrafo de Edison foi industrializado. Além da North American Phonograph Co. (Edison Phonograph Works) controlada pelo próprio Edison a partir de 1890, surgiram várias outras e a máquina falante disseminou uma febre de consumo. Da impulsão manual (por manivela), o fonógrafo passou a ser comercializado com motor elétrico, motor a corda e até mesmo por um mecanismo impulsionado por água (funcionava ligando-se o fonógrafo a uma torneira). Os cilindros podiam ser comprados virgens ou gravados. Algumas máquinas eram dotadas de um raspador e os cilindros podiam ser gravados e desgravados várias vezes (como fitas magnéticas). Existiram fonógrafos de exibição pública, para aqueles que não tinham recursos para adquirir o seu. Surgiram máquinas que tocavam vários cilindros a escolher, acionadas por moedas (que deram origem aos “juke boxes”). Ainda no século XIX vamos encontrar alguns filmes feitos por Edison, sonorizados pelo seu fonógrafo. Apesar de seu aspecto inicial de brinquedo, o fonógrafo passou a ter aplicações mais importantes. Já no século XIX o fonógrafo era utilizado para o ensino de línguas. Com a sofisticação do mercado, pela gravação comercial de músicas e o próprio ensino de idiomas, as primeiras gravadoras esbarraram num sério problema: o cilindro impossibilitava a moldagem por meio de matrizes.
O sucesso comercial, a facilidade de gravar e a praticidade fizeram muitos pesquisadores da época buscar uma solução sem, contudo, abandonar o cilindro. Tentou-se a moldagem em formas, a pantografia, mas a única solução que se mostrou viável para se obter várias cópias de uma mesma gravação foi ligar vários fonógrafos a uma mesma corneta de gravação. Edison, Graham Bell e seu primo Chichester, entre outros, começaram a pesquisar a gravação em disco. A resposta definitiva somente seria dada pelo alemão Emile Berliner, inventor do gramofone. Enquanto isso, o fonógrafo continuava em seu sucesso comercial, levando um pintor de nome Francis Barraud, que freqüentemente exibia suas obras na Academia Real de Londres, a pintar Nipper, seu fox terrier, ouvindo um fonógrafo de Edison. Ao quadro deu o nome de “His Master’s Voice” (a voz do dono). Barraud pensou em vender a idéia à empresa de Edison, mas não houve por parte desta o mínimo interesse pela pintura. Barraud resolveu substituir a máquina de Edison pelo gramofone de Berliner na pintura. A idéia foi aceita imediatamente, passando a ser a marca registrada da Victor Talking Machine Co. (fabricante de gramofones e discos), desde 10 de julho de 1900.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM
Marcelo de Almeida
15/03/01
Data de 2000 a.C. a mais antiga lenda sobre uma máquina falante. Contam os chineses que um imperador recebeu uma estranha caixa que continha palavras as quais somente podiam ser lidas com as orelhas. Crendices à parte, a história da gravação começa nos primeiros anos do séc. XIX, quando Thomas Young conseguiu obter a tradução gráfica das vibrações sonoras, através de um aparelho batizado de vibroscópio, que registrava a vibração de um diapasão. Logo em seguida, o francês, Edward Leon Scott de Martinville conseguiu por meio de seu aparelho, que chamou de fonautógrafo, registrar graficamente a vibração da voz, sem ser possível, ainda, reproduzí-la. Finalmente foi Charles Cros (e não Thomas Edison) quem idealizou, sem contudo chegar a construir, a primeira máquina que prenderia e libertaria sons, ou seja, gravaria e reproduziria. Edison construiu, então, com completo êxito, o primeiro armazenador de som da história – o fonógrafo. O aparelho empregava uma folha de estanho presa a um cilindro, o qual era impressionado por uma agulha movida por um diafragma de mica, seguindo os princípios de Martinville. Assim aconteceu: Em Nova Jérsei, mais precisamente em Menlo Park, no ano de 1877, nasceu a primeira máquina falante que realmente funcionava: o Tin-Foil Phonograph. A primeira gravação do mundo foi um poema, intitulado Mary had a little lamb, recitado pelo próprio Edison.
“Mary had a little lamb
Its fleece was as white as snow”
Ironicamente, o fonógrafo era trazido ao mundo pelas mãos de um homem que, graças a um acidente na infância, ficara praticamente surdo.
Os cilindros com folha de estanho deram lugar aos de cera, que podiam ser gravados e desgravados, como nossas atuais fitas magnéticas. O fonógrafo foi um sucesso comercial. Paralelamente, o alemão Emile Berliner desenvolveu com êxito o sistema de gravação em disco através de sua máquina, o Grammophone, que possibilitou a produção de várias cópias a partir de uma matriz (com os cilindros isso não era possível). O material mais usado para a fabricação do disco era uma massa largamente empregada até 1948, composta de acetato de celulose, colofônia (resina de jatobá ou cera de carnaúba no Brasil), negro de fumo, gesso e goma laca. Eram discos pesados, duros e quebradiços.
O Brasil descobriu o fonógrafo bem cedo, já nos tempos do Império. Edison receberia autorização imperial para comercializar fonógrafos no Brasil ainda em 1878 (o fonógrafo foi inventado em 1877!). Contudo, o fonógrafo somente se transformaria em sucesso comercial por aqui pelo trabalho de um imigrante chamado Frederico Figner que fundou a Casa Edison do Rio de Janeiro, a primeira gravadora brasileira. Surgiam os primeiros cantores de música popular a gravar comercialmente, eram: Bahiano, Cadete, Mário Pinheiro e Eduardo das Neves. Alguns grupos musicais também se destacaram, como a banda do Corpo de Bombeiros da cidade do Rio de Janeiro e o conjunto dos Oito Batutas, que incluía entre seus componentes dois jovens conhecidos como Donga e Pixinguinha.
Comparando-se às facilidades de hoje, editar um disco no Brasil de 1902 era um ato de heroísmo. O sistema de gravação era mecânico, ou seja, o intérprete tinha que cantar ou tocar próximo a uma corneta. O técnico de som da época era um indivíduo que ficava ao lado do intérprete, segurando-o pelo ombro, com a finalidade de afastá-lo no momento de um agudo potente ou aproximá-lo da corneta nos trechos mais suaves da música. Gravada a cera, a mesma era enviada à fábrica na Alemanha para se transformar em disco. Finalmente, ao cabo de cerca de seis meses, o disco estava nas prateleiras. O mais prático, porém, era gravar cilindros que, enfim, não precisavam cruzar o mar. Contudo, como vimos anteriormente, cada cilindro era gravado individualmente, forçando o cantor a cantar trinta vezes se tivesse que gravar trinta cilindros. Com o tempo, uma corneta de gravação que alimentava vários cilindros minimizou o problema, mas o intérprete ainda era obrigado a gravar a mesma coisa um extenuante número de vezes. Se se tratasse de gravação de bandas ou conjuntos musicais, todos os integrantes tinham que tocar amontoados diante da corneta. A isso some-se o clima quente do Rio de Janeiro, com todos ocupando a mesma sala fechada.
O tempo passou e os engenheiros da Western Electric nos E.U.A. desenvolveram a gravação elétrica (utilizando microfones e amplificadores), cujo nome comercial foi Ortophonic Recording, lançada em 1925. Estava sepultada a gravação mecânica. Entre nós, quem inaugurou o sistema elétrico de gravação foi Francisco Alves, em 1927.
Em 1948, Peter Goldmark lançou o LP. O ruído diminuiu e a fidelidade foi aumentando com o aperfeiçoamento técnico até surgir, na década de 80, o Compact Disc que, com todo o avanço que significou, ainda é um suporte de gravação que depende do movimento para reproduzir. Hoje estamos diante dos mais fantásticos recursos disponíveis através da Internet, onde se pode obter gravações através do processo de download de arquivos sonoros. Em seqüência, vieram do cilindro de Edison ao disco de Berliner, do disco de Berliner ao LP de Goldmark, do LP de Goldmark ao CD, do CD ao HD (Hard Disk) dos computadores. Tudo indica que a memória eletrônica substituirá os suportes que dependam de movimento, com as vantagens óbvias da ausência do desgaste, que acaba por corromper o sinal gravado.
Olhando para trás, vemos que é ilusão imaginar que o maior avanço de hoje é uma resposta definitiva aos entraves técnicos do passado. Há setenta anos, o fabricante dos discos do selo Columbia anunciava seus pesados 78 rotações com o ‘slogan’: “like life itself” (iguais à própria vida), como sendo a descoberta definitiva em termos de fidelidade. Em bem menos tempo veremos o CD como mais uma anacrônica peça de museu.
COMO O HOMEM REGISTROU O SOM
Marcelo Almeida
31/10/02 A ARTE NOS SELOS DE DISCOS
Quase tão antiga quanto à busca da qualidade do som é a preocupação que sempre a indústria do disco teve em proporcionar etiquetas atraentes para os consumidores. Edison já buscava uma identidade para seus produtos e o selo de seus discos levava a sua própria efígie, acompanhada da inconfundível assinatura.
Desde o princípio a preocupação foi traduzir a síntese das virtudes do produto numa simples imagem, a expressão da durabilidade, fidelidade, etc. No início de suas pesquisas, por exemplo, Berliner teria chegado a um disco metálico de som estridente como produto final. Sua busca por material mais apropriado resultou na obtenção de um disco que atingiu uma reprodução mais silenciosa e suave. A descoberta a criação de um selo no qual se vê a figura de um anjo gravando uma cera com um pena. Nascia o selo “Angel” existente até os dias de hoje.
Um sem-número de belos selos povoou o universo fonográfico das primeiras décadas do século XX, mas há um registro que se deve fazer. Em 1904 na Itália, mais precisamente em Milão, surgia uma gravadora que utilizaria aquele que, na opinião da maioria dos colecionadores e pesquisadores, é um dos mais belos selos já produzidos. Falamos da “Società Italiana di Fonotipia”, que tinha como marca um anjo que com uma mão tocava uma lira e com a outra manipulava uma prensa de discos. Os discos do desenho caíam em cascata para o centro do selo, significando que o disco propriamente dito era um dos prensados pelo “anjo”. Uma obra de arte. Os discos “Fonotipia” chegaram a ser produzidos no Brasil pela Fábrica Odeon, conservando a mesma célebre imagem.
Em 1900, como vimos anteriormente, Barraud vendeu a sua idéia a Berliner, que imortalizou o quadro “a voz do dono” (his master’s voice), no qual o terrier “Nipper” ouvia um gramofone. Selos como os dos discos ingleses Aeolian e Vocalion também eram dignos de nota. Seus arabescos dourados eram de um grande impacto visual. Com a vinda da gravação elétrica, a Victor veio a empregar um estilo semelhante em seus discos.
Na década de vinte, a alemã Vox lançava um selo modernista, bem ao estilo da vanguarda germânica de então. Com o passar dos anos, alguns selos passaram a trazer a foto dos intérpretes, como foi o caso de algumas edições dos discos Decca franceses e dos Todamérica brasileiros, hoje vistos como algo de gosto bastante duvidoso.
Nos anos 40 e 50 popularizou-se o “Picture Record”, um disco com imagem temática (alusiva à música) estampada não no selo, mas em todo o disco.
Dos anos 60 em diante, poucas notas. Os selos foram se tornando cada vez mais insípidos, graças à crescente preocupação com a arte das capas. Assim o selo foi sendo relegado a um segundo plano. A própria RCA Victor abandonou o cachorrinho “Nipper” em muitas de suas edições. De interessante mas nem tanto, talvez o selo Apple da maçã cortada.
Hoje, com o advento do CD, que dispensa o uso do selo mas possibilita a estampagem sobre a superfície gravada, uma arte que andava meio esquecida vem aos poucos voltando. Como não poderia deixar de ser, muitas das velhas imagens do início do século XX vêm sendo reutilizadas. Há que se notar, inclusive, que “Nipper” está mais presente hoje que há vinte ou trinta anos.
(*) Marcelo de Almeida é advogado, pesquisador e restaurador de discos.
marceloalmeida@jornalmovimento.com
Material transcrito de:
http://www.jornalmovimento.com.br/arquivo.htm
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