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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Eutanásia:

Porta Aberta a Eutanásia: Um texto sobre realidade vivida na Itália, porém expansivo a toda a trágica situação mundial
 
Publicado no dia 22 Dezembro 2017

Um texto sobre realidade vivida na Itália, porém expansivo a toda a trágica situação mundial.

A grandeza do País desapareceu…

Triste e miserável é a terra; definha miseravelmente o mundo, definham os nobres da terra. A terra profanada pelos seus habitantes, porque transgrediram as leis, violaram os decretos e romperam a aliança eterna. Por isso a maldição consome a terra […]  A grandeza do país desapareceu. Na cidade restam apenas ruínas, quebrada e insegura está a porta. (Is, 24)

Sobre estas trágicas palavras do profeta Isaías, Dom Prosper Guéranger (1805-1875), Abade de Solesmes, escreveu uma página profética no seu [livro] Ano Litúrgico: a transcrevemos aqui, sem comentário algum, pois ela fala por si mesmo e descreve de modo surpreendente o day after da promulgação da “enésima” lei italiana que pisoteia a Lei de Deus, legalizando o assassinato pela fome e pela sede de doentes indefesos. Apenas um destaque: Dom Guéranger fala, justamente, de “docilidade para com a Igreja”, mas não aos pastores da Igreja, que também desta vez, vergonhosamente, ficaram calados e quando falaram, falaram inapropriadamente. Deus salve a Itália.

“Então a terra estava desolada no dia em que o Messias veio libertá-la e salvá-la. As verdades eram tão subjugadas entre os filhos dos homens que a humanidade estava caminhando para a ruína. O conhecimento do verdadeiro Deus estava obscurecendo cada vez mais; a idolatria atraía toda a criação nos objetos de seu culto adúltero; uma moral horrível era a consequência de uma religião tão grosseira; o homem estava constantemente armado contra o homem; e a ordem social não tinha outras garantias senão a escravidão e o extermínio. No meio de tantos povos, era difícil encontrar homens que procurassem a Deus; estes eram raros sobre a terra, como as olivas esquecidas na árvore após a colheita, como os cachos que o ceifador deixa no cepo. Assim foram, no judaísmo, aqueles verdadeiros israelitas que o Salvador tomou como discípulos e, assim, nessa “gentilidade”, os Magos que vieram do Oriente para pedir ao Rei que nasceu, e mais tarde o centurião Cornélio, que o Anjo do Senhor enviou de São Pedro. Mas com que fidelidade e com que alegria reconheceram o Deus encarnado! Que gritos de alegria fizeram explodir quando souberam que tinham sido reservados a eles verem com os próprios olhos o Salvador prometido!

Ora, tudo isso se renova à medida que se aproxima o dia em que o Messias deverá reaparecer [em Sua segunda vinda]. A Terra ficará novamente desolada, a raça humana novamente prostrada. Os homens ainda corromperão seus próprios caminhos e com uma malícia muito maior, enquanto que o Verbo Divino aparecerá diante de seus olhos. Todavia, uma grande tristeza, uma impotência para viver afetará as pessoas; eles se sentirão envelhecendo com a terra que os carrega; e nem mesmo imaginam que os destinos do mundo estão para serem cumpridos. Haverá gravíssimos escândalos: as estrelas do céu, isto é, muitos daqueles que eram Doutores em Israel, perderão, e sua luz se transformará em escuridão. Haverá dias de prova, e a fé diminuirá, de modo que, quando o Filho do Homem aparecer, será difícil a encontrar sobre a Terra. Guarda-nos Senhor de nos encontrar naqueles dias de tentação, ou fortifique em nossos corações a docilidade para com a sua santa Igreja, que será o único farol para os seus fiéis em meio daquela terrível deserção. Conceda-nos, ó Salvador, de sermos do número das olivas escolhidas, daqueles cachos prediletos com os quais vós completará a feliz colheita que deve preencher suas dispensações para a eternidade. Conserve em nós o depósito de fé que vós mesmo colocastes; que o contato com as novidades não o altere; que nossos olhos estejam sempre fixos no Oriente que nos indica a Santa Igreja, onde aparecerás subitamente cheio de glória. Em vista do vosso triunfo, emitiremos gritos de alegria, e logo, semelhante águias que se juntarão à presa, voaremos perante a vós pelo ar, como diz o seu apóstolo e estaremos sempre convosco (1Tes 4, 16)”.

(Extraído de: D. Prosper Guèranger, O Ano Liturgico , Ed .  Paulina, 1956, Volume I, Páginas.: 74 et seq.)

Visto em: http://catolicosribeiraopreto.com

sábado, 23 de dezembro de 2017

A Cultura da Morte:

Artigo do Delegado de Policia e Jornalista, Miguel Lucena: Falta pouco para um Grunhido
 
Publicado no dia 21 Dezembro 2017

O brasileiro, antes bom vizinho e reverente aos mais velhos, tornou-se tosco. Copiou de outras culturas modos herméticos, festas de bruxas, ações violentas de torcidas organizadas (holligans), comidas embaladas a vácuo e a ditadura do politicamente correto, imposta pelos diversos meios para inibir a liberdade de crítica e liberar as ações deletérias de seus protagonistas.

A pretexto de combater a ordem vigente, grupos instalados em instâncias formadoras de opinião estimularam a negação ao princípio da autoridade, começando com o enfraquecimento do temor reverencial aos pais, fim da hierarquia entre professores e alunos e o descrédito das instituições religiosas, tidas como  ópio do povo.

Os bandidos mereceram atenção especial ao longo dos anos, enquanto os cidadãos de bem, trabalhadores que insistiram em ser honestos e ganhar o pão de cada dia com o suor do próprio rosto, ficaram esquecidos.

O Judiciário, carcomido e atrasado, agarrou-se aos privilégios e, para agradar aos propagadores da ideologia deletéria – de inversão dos valores morais da sociedade -, foi cedendo aqui e ali,  dando mais ouvidos ao criminoso do que às autoridades constituídas para combater o crime, chegando a acarear agentes públicos com bandidos notórios, em pé de igualdade, para saber quem tinha razão.

As organizações de direitos humanos, sob o argumento de que sua função era enfrentar os excessos do Estado, transformaram-se em babás de facínoras, fechando os olhos para as vítimas dos assassinos, estupradores e latrocidas.

O povo cordial transformou-se em gente rude, sem fineza no trato, atropelando-se em metrôs e ônibus, trombando em quem estiver na frente, homens esfregando-se em mulheres e masturbando-se na frente de todos, torcedores matando rivais a cacetadas, pontapés e tiros.

A Polícia, acuada como inimiga a ser eliminada, chega a mendigar ao Judiciário e ao Ministério Público para adotar medidas de contenção do crime, como se as providências cautelares fossem um favor a ser concedido à autoridade policial.

Os criminosos, cheios de razão, nada temem: chegam ao cúmulo de invadir uma audiência para assassinar uma magistrada, metralham fóruns e eliminam policiais, sem que o Estado tenha coragem de reagir à altura. Somos bobos da corte com uma Constituição nas mãos, enfrentando bandidos fortemente armados e gritando que o Estado de Direito vai muito bem, obrigado!

Ninguém se cumprimenta mais, pouco se apertam as mãos e se trocam abraços. Um bom dia é respondido com um som gutural ininteligível, quando ocorre a resposta.

Nas escolas, o ensino das disciplinas necessárias ao aprendizado é substituído por discussões políticas intermináveis sobre acontecimentos recentes da politicagem de baixo nível, e assuntos de troca de sexo  são incutidos na cabeça de crianças pequenas, enquanto a televisão exalta as onomatopeias de Anita como o máximo da cultura musical.

A família sofre ataques permanentes, sendo a figura do pai retratada como um sujeito mau que precisa ser desconstruído, enquanto se estimula a produção independente de filhos que não precisam da presença paterna.

Enaltecem-se como arte performances obscenas e pedófilas, valorizam-se as incivilidades, as letras de baixo calão e as coreografias que imitam atos sexuais, em festas embaladas em ritmos que não passam de cópias piratas de outras culturas.

Tudo é relativizado, inclusive a corrupção, relevando-se os desvios dos aliados e ídolos, criando-se narrativas fantasiosas para encobrir os crimes contra a população, comparando-se o roubo de bilhões ao ato de furar fila.

O resultado está aí: uma sociedade que se desagrega aceleradamente, involui todos os dias, mergulha na hipocrisia, na desfaçatez e no fingimento, quase perdendo de vez a vergonha.

Se não houver uma reação a tudo isso, com a defesa dos valores que sustentam uma civilização saudável, da liberdade com responsabilidade, do respeito ao outro, da proteção à família e à infância, da gentileza e do amor fraterno, terminaremos os nossos dias nos comunicando por meios de grunhidos.

Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF, jornalista e escritor.

Padre Pio:

Santo Padre Pio de Pietrelcina fala ao Mundo: Quanto tempo perdido! Deus não criou o homem para ele perder o tempo da vida, mas para o salvar, e santificar.
Assim acontece quando o homem usa o tempo para ganhar o Céu



SANTO PADRE PIO FALA AO MUNDO!

No decurso tão longo e doloroso da sua vida terrestre, o Padre Pio cumpriu uma grande missão. Agora, que está na eternidade ditosa, continua, por vontade de Deus, a desempenhar uma missão muito grande, por meio de “mensagens” ao mundo de hoje.

Como em tudo, mas especialmente, no domínio do sobrenatural, há quem acredite, e quem não acredite. Cada qual é responsável por si mesmo.

Em 1968 e 1969, o Padre Pio apareceu, com aspecto humano, a uma alma vítima, que goza de carismas especiais. Emanava doçura, perfume e luz. Ao contemplá-lo, podia fazer-se uma ideia da Glória de que goza no Céu, após a vida de martírio que passou na terra, a amar a Deus.

Saíam raios luminosos das extremidades dos dedos, indicador e polegar que tocaram Jesus - Hóstia cá na Terra, porque, em vida, se tornara digno, tanto quanto é possível de tocar a Hóstia Consagrada.

E falou assim:

Querido irmão, escreve, não temas: Sou o Padre Pio. Viva eternamente, Jesus Rei e Senhor do universo!

Do trono da Glória, faço-te chegar a minha palavra, enquanto estás no mar tempestuoso da vida terrena, que se debate e chafurda na lama.

Eu, Padre Pio, amante de Jesus na Cruz, cópia da Sua vida crucificada, tenho licença de te comunicar o que aconteceu após ter expirado. O Deus todo poderoso, justíssimo e amabilíssimo, permitiu que a minha alma permanecesse três dias na terra, ao pé do Sacrário, para reparar as irreverências que lá se tinham cometido, por causa da minha presença, que fazia acorrer ao Santuário, multidões curiosas.

O fato de ter ficado três dias ao pé do Sacrário, não quer dizer que eu tenha sido privado da santidade que a bondade infinita de Deus me quis conceder.

            No momento em que deixei a vida terrena, compreendi, na Luz Divina, a neces-sidade de um ato completo de reparação, por todas as almas que, durante tantos anos, cometeram por minha causa, tantas faltas de respeito ao Santíssimo Sacramento.

            Quando uma alma cativada por Deus, conhece à Luz do Sol Divino, que se avizinha a Sua beleza, precipita-se por si mesma nessa beleza, para dar ao Senhor o último testemunho de amor e reparação. Por isso, não é de admirar, que eu tenha feito esses três dias de reparação. Ao mesmo tempo, eu fora convidado a ser semelhante a Jesus Cristo, até a entrada na Glória fulgurante que me esperava. Não ficou Cristo três dias no sepulcro? E o corpo virginal da nossa dulcíssima Mãe Imaculada, não ficou na terra três dias e três noites? Planos Divinos insondáveis, que a razão humana custa a compreender.

            Mas, enquanto a alma Santíssima de Jesus gozava a Glória beatífica da Sua Divindade no Seio do Pai celeste, para mim, os três dias passados junto do tabernáculo, foram um tanto custosos. Depois, a minha alma tomou vôo, fixando nas moradas do Céu, para contemplar toda a grandeza de um Deus onipotente. Atravessei em seguida o limiar supremo, onde a minha alma se afirmou na contemplação dos mis-térios que se gozam no Céu.

            Não falo da grande recompensa devida aos meus sofrimentos, porque, se me fosse possível, teria preferido ficar na terra a sofrer até o fim do mundo, para oferecer reparação à Majestade Divina, ultrajada, e para poder salvar muitas almas. Ó almas negligentes, daí valor a vossa vida: preparai com ela, um grande tesouro para a eternidade.

            Mas a minha missão continua. Não ficarei inativo. Acompanharei as almas que me foram queridas, velarei por aquelas cuja fé vacila. Estarei convosco, enquanto a vontade Divina assim o dispuser. Invocai-me nos vossos momentos de aflição, durante a vida atormentada deste vale de lágrimas. Eu vos ajudarei e vos assistirei para que a vossa fé não vacile, não tropece, e para que deis Glória ao Senhor que vos criou do nada.

            No Céu eu estou em contínuo colóquio com Deus, para salvar as almas, mas eu recorri especialmente à Rainha do Céu e da Terra, com Ela, desempenho a minha missão. O mundo atravessa uma hora de grande corrupção, mas também, de grande misericórdia da parte de Jesus que espera que se aproveitem os Seus méritos infinitos.

            PURGATÓRIO E CÉU

            Já te disse que passei o meu Purgatório junto do Sacrário: tal foi o beneplácito do Senhor.

            Eu podia te-lo, por mais tempo, mas de outro modo. Passei o meu Purgatório na minha vida terrena, assinalada com as chagas de Jesus crucificado, e com a alma constantemente mergulhada numa angústia dolorosa, semelhante a que Jesus sofreu na Cruz, durante a Sua terrível agonia. Se eu pude viver tanto tempo, foi graças ao socorro Divino.

            Queres saber qual é a minha Glória? Podes fazer uma pálida ideia. Há alegrias celestes que se descobrem sempre mais, nas quais se permanece em êxtase contínuo. Mas nem todos gozam da mesma Glória. A alma que mais amou, que mais sofreu, que conservou a verdadeira pureza, é mais capaz de saborear plenamente o mistério da Jerusalém Celeste. Encontro-me ao lado do meu querido pai Francisco, rodeado de Serafins, e Querubins, que cantam o Hosana do amor e da Glória. No mundo vive-se sem fé, ou com uma fé lânguida. Os que vivem um pouco perto do Senhor, podem trabalhar mais e enriquecer as suas almas. Felizes, os que como abelhas diligentes chegam ao Céu, adornados com uma coroa aperfeiçoada, enquanto outros, só pensam em gozar durante o tempo em que estão no mundo, cometendo pecados! Há ameaças de Deus inexoráveis. Toda a corte celeste adora a Onipotência Divina, e Lhe suplica que se aplaque. Orai, pois, e oferecei. Todos dizem: “O Padre Pio morreu! O Padre Pio morreu”. Mas como pode chamar-se morte, o que conduz a verdadeira vida, à eternidade? A alma imortal deixa o seu despojo corpóreo, para gozar a verdadeira felicidade. Os mortos são os que vivem longe de Deus, sem a verdadeira vida, isto é, a graça Divina. A alma morta para a graça, vivendo nas trevas, arrasta o corpo como um cadáver ambulante, porque é da alma que vem toda a vida que anima o corpo. Por isso, a palavra “morte”, é absurda para os que seguem a Cristo. Deveriam chamar-se “passagem” ou viagem para a casa do Pai.

Viaja-se tanto no mundo, conduzindo a alma no miserável corpo que a contém, depois são as faculdades intelectuais da alma que operam. Ai daqueles que não sabem o que significa passar da terra para a eternidade, sente-se um grande medo, porque não se vive à verdadeira vida, concede-se tanto ao que é humano, vivendo uma vida em que se pratica o bem só pela metade. Amai a verdadeira vida que conduz a Cristo! A carne deve servir de instrumento para adquirir tesouros no decurso da viagem que conduz às núpcias eternas. Nada de medo! Quem sabe viajar, triunfará por ter conservado bem o tesouro da sua alma imortal neste despojo terrestre, o corpo, que no fim, ressuscitará resplandecente, para gozar a felicidade do Céu.

Quanto mais alguém refreia seu corpo mortificando as paixões, quanto mais puro se conservar, quanto mais usar o corpo para praticar o bem, tanto mais resplandecerá na feliz eternidade. Para quem viver a vida de Cristo, a morte não é morte, é vida.

A alma é o centro vital de todo ser humano. Quando deixa o corpo, voa como uma flecha para Deus, Fonte da vida, para começar a vida sem fim. Sendo assim, as almas em estado de graça, não devem assustar-se com a aproximação da hora suprema do encontro com o Criador.

Alguns julgaram-me rabugento, irascível. Eis a causa: quantas lutas íntimas eu tive de suportar contra o inimigo: o orgulho que por vezes me molestava e que, em certas circunstâncias, me forçava a agir de modo diferente. Mas não se deve julgar com demasiada antecipação, uma alma que ama humildemente, que serve e se sacrifica pela Glória de Deus.

COM O CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA

Querido irmão em Cristo e com Cristo, eu te recomendo que te ocupes atualmente em saber como podes honrar Aquela que é Mãe de Deus e nossa Mãe. Se tu estivesses no Céu, ao veres toda a impureza que reina no coração do homem, e como ele pretende transtornar os planos de Deus, postos em evidência para nossa redenção, por meio de Maria Imaculada, quererias se te fosse possível, arremessar esta verdade infalível: O Verbo encarnou no seio puríssimo da Virgem Maria, por obra e poder do Espírito Santo. Ainda que tu soubesses tudo o que há no mundo, não poderias chegar a compreender esta verdade plenamente, para isso, precisavas de estar no esplendor eterno de Deus.

Que consternação e que medo, para me exprimir de modo humano, nós sen-timos ao ver que a Justiça Infinita de Deus quer castigar com rigor, por ser desprezada e ultrajada a Sua Infinita Majestade! Tu, meu irmão, queres compreender como os Bem-aventurados podem gozar e, ao mesmo tempo, sentir consternação e medo? Fica sabendo que nós, que somos felizes no Céu, somos forçados a exprimir-nos em linguagem humana para que nos compreendam melhor. O Verbo Divino, Jesus, não foi obrigado a humanizar-se para salvar a humanidade? Por isso, nada de admirar, se nós dizemos que estamos aflitos, contristados, e se podemos assistir com terror, ao grande e medonho castigo que fustigará toda humanidade, enlameada pelo pecado, e sem meios de escapar à sua sorte. Os Anjos que são puros espíritos, não tomam por vezes aparência humana? Deus pode tudo quando quer.

Esta manifestação deve ser dolorosa na mesma medida em que o foi a redenção para um Deus todo poderoso, de modo que o homem reconheça plenamente o horror que Deus sente perante a sua presença pecadora.

Quando o Céu está sereno, e brilha o sol, o homem sente-se feliz por poder entregar-se sem obstáculos as suas ocupações, mas quando o céu está sombrio e ameaça chuva torrencial, então toma precauções, acautela-se.

Quantos objetivos infames de libertinagem imoral! Para disfarçar a sua corrupção, os maus querem deixar na sombra, e até negar os atributos de Deus, manifes-tados na criação e na redenção do homem decaído, agora depravado por tantas infâmias. O mundo caminha nas trevas, já não pode escapar-lhes: deveria ser castigado mais rigorosamente do que Sodoma e Gomorra, e simplesmente aniquilado. Não vos demoreis em fazer brilhar um pouco de luz do Céu nas almas: mas esta luz sã, antes de mais, são as almas consagradas... Renovadas, que a deverão receber, elas que querem trocar o maná celeste, pelas bolotas dos animais imundos.

ESCUTAI ALMAS CONSAGRADAS!

            Que irá acontecer ao mundo? No meio da nossa alegria no Céu, estremece-mos, com angústia, porque todos temos os nossos na terra. Apressa-te! Não temas as reflexões que façam! Escreve, fala, remexe os corações que se querem atolar no lodo. Mais que todos, são os nossos irmãos consagrados (Padres) que embebem de amar-gura a Cristo, “Pão da vida”, porque começam a corromper-se. Que perspectiva aflitiva! Que espetáculo! Julgar-se-ia estar em Babilônia... A hora é grave! Muito grave, e eles serão os primeiros a ser arrebatados pela tempestade, porque é por eles, por seu intermédio que vem tantos males ao mundo.

Na efetivação do teu programa: primeiro, proclama à face do mundo que a Virgem Maria é Imaculada.

Em seguida, anuncia que as almas consagradas que não quiserem observar as leis da pureza, e da continência virginal, não são dignas de permanecer ao serviço de Deus, junto dos Seus Santos Tabernáculos. É preciso muita oração, um pouco de penitência, mais visitas a Jesus - Eucaristia, submissão e imolação. São precisas vítimas para reparar, almas Hóstias, almas puras. O sofrimento das almas puras toca o coração de Deus.

Que os fiéis não durmam! Que tomem a peito os interesses do seu Criador; que evitem passatempos inúteis, a televisão ao longo do dia! Privação, penitência, zelo pela Glória de Deus!

CAMINHAI NA PRESENÇA DE DEUS

Eu te indico ainda que faças conhecer ao mundo, dois problemas importantes, que tem tanta influência na Glória do Céu, onde nos encontramos.

Em primeiro lugar, se nos fosse descer à terra, cada um de nós estaria pronto a voltar lá para aproveitar, com cuidado, todos os momentos, todos os instantes que se desperdiçam em bagatelas. Quanto tempo perdido! Deus não criou o homem para ele perder o tempo da vida, mas para o salvar, e santificar. Assim acontece quando o homem usa o tempo para ganhar o Céu que nos espera. A perda do tempo passado inutilmente no pecado, é que arrasta pouco a pouco ao inferno.

Em segundo lugar, inculca ao povo a necessidade de viver na presença de Deus! O mesmo Senhor disse a Abraão, quando o fez pai de um grande povo: “caminha na minha presença e sê perfeito”.

José, filho de Jacó, convidado para o mal em casa de Putifar, recusou-se energicamente, dizendo: “como poderei praticar este mal, diante do meu Deus?” Por isso, foi caluniado e metido na prisão. Mas o Senhor estava com ele, e o recompensou, fazendo-o cair em graça junto ao carcereiro, que lhe confiou todos os presos, pondo-o sob suas ordens. Além disso, também recompensou com o dom da profecia, que o fez sair da prisão e tornar-se o vice-rei do Egito.

A casta Susana, convidada a pecar, pensa: “Deus me vê”. E assim dá um não resoluto aos seus tentadores. Estes, despeitados, inventaram uma calúnia e condenaram-na à morte, mas o Senhor quis recompensá-la, e enviou o Profeta Daniel para desfazer a calúnia. Os acusadores de Susana foram condenados, e ela liberta da calúnia infame que ia levá-la ao martírio.

São problemas de extrema importância, os dos últimos tempos, tão cheios de pecado e de escândalos. Vive-se, como se Deus não existisse, e os que conhecem a Sua existência, buscam evitar dirigir para Ele, os olhares, a fim de não sentirem inquietações, que perturbem a sua libertinagem, os seus desvios do bom caminho.

Há tantas almas que se contentam com conhecer e saber o que eu fiz quando vivia no mundo, mas não sabem tirar daí conclusões práticas: princípios firmes em que baseiem o seu modo de proceder.

            ABRI-LHE AS PORTAS!

            Atribuem-me milagres, profecias, bilocação, a estigmatização do Senhor. Sem a chuva que cai do Céu, a terra só produz espinhos e cardos.

            De um modo ou de outro, é preciso que Jesus se sirva de qualquer alma para manifestar ao mundo a Sua existência e a Sua onipotência. Há almas a quem o Senhor dá tantas graças! Depois as retira, porque quer ser correspondido. Para que a semente germine, a terra tem que ser fértil. Mas é preciso saber acolher a Deus que bate a porta. Se não Lhe abrem, generosamente, para receber a Sua visita, passa adiante, e não restabelece aí a Sua morada. É preciso estar disposto: É um dever; o resto é Ele que o faz e o fará bem. A alma que busca e quer a visita de Deus, deve isolar-se do alarido do mundo. O Bom Deus encontrou-me... Solitário e em oração: bateu a porta do meu coração e eu acolhi-O, julgando meu dever acolher o Deus que me criou. Amar a Deus é o maior dever da vida, e eu compreendi isso desde a minha infância, como o compreendem tantas crianças que o mundo ainda não estragou. São as famílias que fecham a porta ao clarão do sol; são as famílias que malbaratam o tempo em volta do televisor rodeadas dos pequeninos. Eles prestam muita atenção aos episódios interessantes, sem se importarem das crianças, que engolem abundantemente um veneno que intoxica os seus corações inocentes... E, depois o Senhor passa! Eis a época atual: Deus passa e não Lhe permitem deter-Se! E depois... Pobres famílias, que fazem da casa um antro de revolta!

            Por mim, pela graça de Deus, julgo ter completado o meu dia, julgo ter cum-prido o meu dever, dando ao Amor, tudo o que Ele me deu ao longo do Seu calvário.

            Se soubessem como Deus recompensa o mínimo ato de amor por Ele! Com o cêntuplo.

            AS PEREGRINAÇÕES ALICIAM-NOS

            A todas essas milhares de pessoas que foram ter comigo a São Giovanni Rotondo, não olhando ao desconforto e aos sacrifícios inerentes, eu pergunto: “Mudastes de vida? Que frutos colhestes do contato com um pobre servo de Deus? Se vós tivesses mudado inteiramente, teríes levado luz ao mundo. Os vossos contatos Comigo, pouco fruto produziram, de outro modo, o mundo não se tornaria pior. Pensai nisto: Se o grão de trigo não morre na terra, não ganha raiz; se o homem não morre para as inclinações da carne, não pode ter vida”.

CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO ORIGINAL

            No paraíso terrestre, o homem e a mulher não souberam lutar, nem vencer no recontro diabólico do orgulho; foram vencidos e caíram nas garras de satanás; o seu pecado recaiu sobre toda a sua descendência, até o fim do mundo. Daí a luta que todos os dias recomeça no homem, porque é consequência do pecado. Do mesmo modo, que um pai desnaturado, que leva vida escandalosa, perverte os filhos com o seu mau exemplo, assim Adão perverteu o mundo.

O que eu agora anuncio, tu querido irmão, podes narrá-lo com toda a liberdade, porque é urgente que a humanidade se sacuda e acorde, que não durmam no atoleiro do pecado, que reconheçam a Onipotência de Deus três vezes Santo, e que do seu coração brote leite e mel, e não fel. Os flagelos é o homem que atrai sobre si, pelas suas manifestações de revolta contra o Deus Altíssimo. O homem abandonado por Deus e entregue a si mesmo, encaminha-se para o abismo da perdição.

O MEU TESTAMENTO

Não se compreende ainda, devidamente, a grande importância que tem para a alma o momento em que deve comparecer perante a Majestade infinita do Divino Juiz. Até alguns que chegaram a um alto grau de santidade, tem esperado alguns instantes, antes de entrar na glória eterna, por coisas que pareciam inúteis aos olhos humanos. Toda a alma deve prestar contas segundo os talentos que o Senhor lhe deu. Eis a herança que te deixo: o Crucifixo, a Eucaristia, o Coração Imaculado de Maria, e as almas para salvar.

Continua Parte 2 - em breve

Fonte: Livro: Ceifadores, sigamos o exemplo deste Santo Padre Pio de Pietrelcina, defensor da Verdade

domingo, 10 de dezembro de 2017

Jerusalém Jamais Será Muçulmana:

14 razões para Jerusalém ser uma Capital Cristã

08.12.2017 -

Os momentos mais determinantes da vida adulta de Nosso Senhor Jesus Cristo - Deus feito Homem - aconteceram em Jerusalém. Nomeadamente, foi ali que fomos resgatados com o Seu Preciosíssimo Sangue e que a morte foi derrotada de uma vez por todas pela misericórdia de Deus.


Vejamos outros episódios salvíficos sucedidos na Cidade Santa:

1 - Foi em Jerusalém que o Menino Jesus, aos 40 dias, foi apresentado no Templo (Lc 2, 22);

2 - Foi em Jerusalém que Jesus, aos 12 anos, esteve durante 3 dias à conversa com os doutores, que ficaram estupefactos com as respostas daquele rapaz (Lc 2, 41);

3 - Foi a Jerusalém que o Diabo conduziu Jesus, tentando-O para que se atirasse do pináculo do Templo (Lc 4, 9);

4 - Jesus disse que ia a caminho de Jerusalém porque não era admissível que um profeta não morresse naquela cidade (Lc 13, 33);

5 - Foi em Jerusalém que Jesus se lamentou de todas as vezes que o povo escolhido representado por aquela cidade rejeitou as graças de Deus (Lc, 13, 34-35);

6 - Foi em Jerusalém que Jesus fez a Sua entrada triunfal, tendo sido recebido como o Messias (Lc 19, 29-40);

7 - Jesus ensinou com Autoridade no Templo de Jerusalém, desafiando os sumos sacerdotes (Mt 21, 23-27);

8 - Jesus chorou sobre Jerusalém e profetizou as desgraças que ali haviam de suceder (Lc 19, 41-44);

9 - Foi em Jerusalém que Jesus expulsou os vendilhões do Templo (Lc 19, 45-48);

10 - Foi em Jerusalém que Jesus sofreu a Sua Paixão e nos salvou na Cruz (Lc 22 e 23);

11 - Foi em Jerusalém que Jesus ressuscitado apareceu a Santa Maria Madalena (Jo 20, 11-18);

12 - Foi em Jerusalém que Jesus ressuscitado apareceu diversas vezes aos Apóstolos (Jo 20, 19-28);

13 - Foi em Jerusalém que Jesus ascendeu aos Céus (Mc 16, 19-20);

14 - Foi em Jerusalém que o Espírito Santo desceu sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, ficando completa a fundação e envio da Igreja para evangelizar o Mundo inteiro (At 2, 1-47).

Visto em: http://senzapagare.blogspot.com.br

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Diz na Sagrada Escritura:

"Mas escolhi Jerusalém para que ali seja estabelecido o meu nome, nela, estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias" (2 Crônicas 6, 6).


"Eis o que farei de Jerusalém: um copo inebriante para todos os povos circunvizinhos; também Judá será cercado pelo inimigo com Jerusalém. Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todas as nações: todo o que se esforçar por levantá-la, sairá ferido; todos os povos da terra se juntarão contra ela. Naquele dia - oráculo do Senhor - ferirei de espanto todos os cavalos, e de delírio os que montam neles. Abrirei os meus olhos sobre a casa de Judá, e cegarei a cavalaria das nações. Os chefes de Judá reconhecerão em seu coração que a força dos habitantes de Jerusalém está em seu Deus, o Senhor dos exércitos. Naquele dia, o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; o mais fraco dentre eles será valente como Davi, e a casa de Davi surgirá como Deus, como um anjo do Senhor. Naquele dia, procurarei exterminar todo o povo que vier contra Jerusalém". (Zacarias 12, 2-9   

domingo, 3 de dezembro de 2017

A Doce Vingança:

A doce vingança do marajá Jai Singh


A maioria de nós já se deparou com um vendedor esnobe em alguma loja de artigo de luxo, desses que julga as pessoas pelas roupas que elas estão usando. Um marajá da Índia foi uma delas, mas que se vingou a altura por ter sido humilhado. Essa história é tão extraordinária que parece ter sido extraída de um livro do tipo “Mil e uma noites”. Mas não é ficção, e aconteceu realmente lá pelos anos de 1920. Quem conta essa história é o escritor automobilístico Murad Ali Baig, em seu livro sobre a marca de automóveis Rolls-Royce e príncipes indianos, publicado pela Roli Books, em Nova Delhi.

Marajá Jai Singh Prabhakar

Mais de 20.000 automóveis da marca inglesa Rolls-Royce foram construídos antes da Primeira Guerra Mundial, e cerca de vinte por cento deles foram vendidos para a Índia, na época colônia da Inglaterra. Desde aquela época a marca é sinônimo de qualidade e alto padrão de conforto, tornou-se também famosa pela fabricação de automóveis de custo elevado e geralmente destinados a membros da realeza e chefes de Estado em todo o mundo. Estima-se que em média, cada marajá indiano tinha quatro Rolls-Royce e cerca de 230 marajás governavam a Índia, isso significa que existia aproximadamente 900 automóveis da marca circulando no país entre 1908 a 1939.

Um dia em 1920, durante visita a Londres, o marajá Jai Singh Prabhakar (1882-1937), de Alwar, em Rajastan, Índia andava vestido como um cidadão indiano comum e anônimo na famosa rua Bond Street, na capital inglesa. O marajá tinha por costume sempre comprar, ao menos,  três carros de cada vez e se interessou por um novo modelo da marca, o Rolls-Royce Phantom II Tourer.

Na ocasião, ele se deteve em um showroom da empresa e entrou para perguntar sobre o preço e as características do novo modelo. Os vendedores ingleses o tomaram por um indiano pobre e miserável. Então o ofenderam e o expulsaram da loja. Após este incidente, o marajá, sem se abalar, voltou para o quarto de hotel e pediu aos seus servos para comunicar a gerência da tal loja que o marajá de Alwar estava interessado em comprar alguns carros e compareceria pessoalmente ao local.

Depois de algumas horas, o marajá voltou ao showroom da Rolls-Royce, desta vez magnificamente trajado como uma realeza indiana. A loja tinha providenciado um tapete vermelho no chão para acolher o Marajá e todos os vendedores se curvaram respeitosamente diante dele. O Marajá comprou simplesmente todos os seis carros que estavam expostos naquele momento e pagou o valor total com os custos de entrega, à vista.

De volta à Índia, o marajá, quando recebeu os carros ordenou ao departamento municipal que usasse todos os veículos Rolls-Royce adquiridos para a limpeza e transporte de lixo da cidade. Isso mesmo: transporte de lixo. Número um dos carros de luxo no mundo, os Rolls-Royce estavam sendo usados para o transporte de resíduos e limpeza de uma paupérrima cidade do terceiro mundo. A notícia se espalhou por todo o planeta e a reputação da Rolls-Royce tornou-se motivo de chacota.

Muitas vezes os automóveis chegavam a Índia e eram adornados com diamantes e rubis e muitos outros acessórios

Sempre que alguém começava a se gabar na Europa ou nos EUA de que possuía um caríssimo e exclusivo Rolls-Royce, as pessoas costumavam rir dizendo: “Qual? O mesmo que é usado na Índia para transportar o lixo da cidade? ” Após este grave dano à reputação da marca, as vendas de carros Rolls-Royce caíram rapidamente e as receitas da empresa mostraram um declínio assustador.

Os proprietários da empresa Rolls-Royce, desesperados,  enviaram um telegrama para o marajá na Índia, quando descobriram o real motivo que havia provocado a atitude do milionário indiano. Pediram sinceras desculpas e rogaram para que parasse de usar os carros da marca inglesa como veículos de transporte de lixo. Não só isso, eles também ofereceram mais seis carros novos para o marajá, livres de qualquer custo. Quando o marajá Jai Singh decidiu que a empresa Rolls Royce havia aprendido a lição, pagando inclusive um alto preço por isso, ele enfim decidiu encerrar a sua doce vingança contra a empresa britânica.
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“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”. – Fernando Birri
Fonte:www.magnusmundi,com

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Andrés Segóvia:


Andres Segovia (1893 - 1987) - Recital Intimo Como o objetivo desse espaço é a publicação de grandes obras que gosto, julguei acertado postar a obra que se segue. Trata-se nada mais nada menos do que Andres Segovia. Ouvi 2 vezes o CD que vou postar. Segovia pode ser considerado como o homem que enobreceu o violão. Achei um excelente texto abordando os aspectos mais importantes da vida de Segovia e sua importante influência em músicos como Villa-Lobos, Turina, John Willians e outros: --> Pouquíssimas vezes podemos afirmar em toda a história da música que somente uma pessoa tenha impulsionado um instrumento até o ponto de resultar no desenvolvimento decisivo do mesmo. Segóvia, aliás, enobreceu o violão, um instrumento mal visto no mundo da música séria e que quase não se cultivava dentro dele - estava mais limitado ao campo da música popular e do flamengo, e confinado portanto em festas e tavernas - convertendo-o em respeitável todas as partes, habitual e até imprescindível nos conservatórios e escolas de música do mundo inteiro. E, não bastando, impulsionou decisivamente a composição de peças pensadas expressamente para o violão, cuja literatura era muito escassa: Castelnuovo-Tedesco, Falla, Hindemith, Ibert, Jolivet, F. Martin, Milhaud, Moreno Torroba, Ponce, Rodrigo, Roussel, Tansman, Turina e Villa-Lobos são alguns dos grandes compositores que escreveram, graças ao estimulo de Segóvia, para o violão. Além disso, Segóvia transcreveu para o violão uma grande quantidade de obras compostas originalmente para alaúde, cravo e inclusive para piano (páginas de Chopin, Mendelssohn, Brahms, Grieg, Granados, Albéniz, Acriabin, Debussy, etc.). Andrés Segóvia nasceu em Linares (Jaén) em 21 de fevereiro de 1893. Aos 5 anos teve a ocasião de escutar pela primeira vez um violão, tocado por um músico flamengo; a primeira impressão que lhe produziu - ele mesmo contou - em um tosco rasgueado foi desagradável, mas logo seu canto o seduziu irremediavelmente. Em seus anos mais maduros, Segóvia afirmou:"Me gusta mucho el flamenco auténtico, que se toca com dedos fuertes, con brusquedad, pero desde dentro del alma", sin embargo, "la guitarra clásica y la flamenca son caras opuestas de la misma montaña, pero nunca se encuentram". Horrorizada, sua familia, frente à forte inclinação que o garoto sentia por um instrumento tão "vulgar", tentaram desviar sua atenção para o violino, o violoncelo ou o piano, mas tudo foi inútil. Aos 10 anos, e com a oposição familiar, mas com a absoluta determinação que sempre o caracterizaria, comprou seu primeiro violão e recebeu as primeiras lições: fora do Conservatório de Granada onde aprendia teoria musical, já que ali não se ensinava o violão. Lições que forçosamente foram muito breves, pois o pouco que podiam ensinar-lhe o aprendeu em poucas semanas. Assim, para seu bem, se viu forçado a ser autodidata, e conforme ele mesmo ressaltou, "no hubo serias desavenencias entre profesor y alumno". O único grande guitarrista que pode aprender algo diretamente, quando sua personalidade já estava bem formada, foi Miguel Llobet, discípulo de Tárrega. Em pouco tempo, Segóvia desenvolveu uma técnica incomparável; aos 16 anos deu seu primeiro recital em Granada, com tão grande êxito que pode apresentar-se sucessivamente em outras cidades espanholas, culminando o ano de 1912 em Madrid, e levando-o em 1916 a um giro pela América do Sul. Sua apresentação em Paris, em 1924, graças ao apoio de Pablo Casals, causou verdadeira sensação, inclusive nos assistentes tão ilustres e exigentes como Paul Dukas e Manuel de Falla: assombraram,sobretudo, suas reveladores interpretações de Bach (transcrições feitas por ele mesmo), um patriarca da música, embora até então não suficientemente conhecido. E o fizeram enveredar pelo amplíssimo campo do repertório barroco que potencialmente se abria para o violão, o que foi se tornando uma realidade nos anos seguintes. Nesse mesmo ano tocou pela primeira vez em Londres, logo por toda a Europa - Rússia incluída - e em 1928 fez sua estréia nos Estados Unidos. Os triunfos foram sucedendo-se e sua fama se estendeu por todo o mundo. Em 1927 gravou em Londres seus primeiros discos - o primeiro violonista clássico que o fazia. Exatamente 50 anos depois gravaria em Madrid os últimos. cultivava o repertório, em boa parta esquecido, de seus predecessores espanhóis, virtuosos do violão de celebridade efêmera, e acertou em absorver suas técnicas, até então irreconciliáveis: Dionísio Aguado usava somente as unhas da mão direita, enquanto que Fernando Sor e Francisco Tárrega a ponta dos dedos. Segóvia compreendeu que, para obter toda a gama de sonoridades que o violão escondia, não podia limitar-se a uma ou a outra, senão combina-las. Assim, a riqueza de seu som, "de ferro e de veludo", como foi descrito, e com todos os graus e tonalidade de cor entre um e outro, foi algo sem precedentes...e é preciso reconhecer que nenhum de seus discípulos ou seguidores tem conseguido iguala-se neste aspecto. Para a plena realização deste alcance, também compreendeu Segóvia que seria preciso trabalhar estreitamente com os mais competentes construtores de violão (como Ramirez e Hauser), estimulando-lhes e aconselhando-lhes até conseguir violões capazes de uma maior suavidade ao invés de uma voz rotunda. A partir da Segunda Guerra Mundial, aprovou o uso, adotando ele mesmo, das cordas de nylon. Em seus inumeráveis recitais ao longo de todos os continentes, Segovia tocava não somente em salas reduzidas, mas também em grandes auditórios, nos quais conseguia um clima de recolhimento e atenção que foi batizado como "o silêncio Segovia". Mas sempre se negou a amplificar seu som; em realidade, e diferentemente de outros, não necessitava. "La guitarra no suena poco, sino lejos", costumava dizer. Seu primeiro casamento foi com Paquita Madriguera, pianista discipula de Granados, tiveram dois filhos, Andrés e Beatriz. Mais de meio século depois, aos 77 anos de idade, Segovia engendrou seu terceiro filho, Carlos Andrés, com sua segunda esposa, Emilia del Corral. Em 3 de junho de 1987, Andrés Segóvia morria em Madrid depois de ter conseguido do mundo musical um reconhecimento tão alto e tão unanime como muito poucas vezes alguem tenha obtido. Basta somente um testemunho, de um dos maiores violinistas da primeira metade do século 20. Fritz Kreisler, quem afirmou que no século XX soube somente de dois interpretés verdadeiramente grandes, Pablo Casals e Andrés Segóvia (ambos espanhóis, curiosamente). De uma lucidez fora do comum até os seus últimos anos, Segovia continuou até o final ativo como concertista - sua última aparição publica foi em Miami, na primavera de 1978 (78 anos dando concertos) - e como pedagogo: as últimas aulas que ministrou foram em Nova York somente 3 meses antes de morrer. Quando, em uma ocasião, um amigo lhe perguntou porque não diminuia sua intensa atividade em uma idade tão avançada, respondeu: "Terei toda uma eternidade para descansar..." Distantes de terem perdido sua referencia depois de seu desaparecimento, permanece viva e extraordinariamente ativa em seus discípulos - Laurindo Almeida, Siegfried Behrend, Ernesto Bitetti, Carlos Bonell, Julian Bream, Leo Brouwer, Alirio Díaz, Eduardo Fernándz, Eliot Fisk, Oscar Ghiglia, Sharon Isbin, Alexandre Lagoya, Christopher Parkening, Ida Presti, Konrad Ragossnig, Pepe e Ángel Romero, John Williams, Kazukito Yamashita, Narciso Yepes... - e indiretos todos os demais, pois não há violonista clássico que não parta dele; inclusive no campo da música "ligeira" não lhe faltam alunos triunfantes como Chet Atkins e Charlie Byrd; até os Beatles disseram uma vez que "Segovia foi nosso papa". O inquestionável é que, graças a Segovia, o violão é hoje um instrumento popular e respeitado em todo o mundo.