Lembrando Santa Brigida: Sobre o destino de 5 homens que representam o Papa e seus clérigos corruptos, os judeus, os pagãos e os poucos e leais amigos de Jesus
23 de Julho - Santa Brigida
Sobre o destino de 5 homens que representam o Papa e seus clérigos corruptos, os judeus, os pagãos e os seus poucos e leais amigos! (Amigos de Jesus). Palavras do Criador na presença da Corte Celeste e de sua esposa, nas quais que se queixa dos cinco homens que representam o Papa e seus clérigos, os leigos corruptos, os judeus e os pagãos. Também sobre a ajuda enviada aos seus amigos que representam toda a humanidade e sobre a dura condenação de seus inimigos.
LIVRO 1 - CAPÍTULO 41
Eu sou o Criador de todas as coisas. Nasci do Pai antes que existisse Lúcifer. Existo inseparavelmente no Pai e o Pai em mim e há um Espírito em ambos. Por conseguinte, há um Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – e não três Deuses. Eu sou Aquele que fiz a promessa da herança eterna a Abraão e conduzi meu povo para fora do Egito através de Moisés. Eu sou o que falei através dos Profetas. O Pai me colocou no ventre da Virgem sem se separar de mim, permanecendo comigo inseparavelmente para que a humanidade, que abandonou Deus, possa retornar a Deus através do meu amor.
Agora, entretanto, em vossa presença, Corte Celeste, apesar de que vedes e sabeis tudo de mim, pelo bem do conhecimento e a instrução desta desposada minha que não pode perceber o espiritual se não por meio do físico, Eu declaro meu pesar ante vós em relação aos cinco homens aqui presentes, por serem eles ofensivos para mim de muitas maneiras.
Da mesma forma que Eu, em uma ocasião, incluí todo o povo israelita no nome de Israel, na Lei, agora mediante estes cinco homens, me refiro a todos no mundo.
O primeiro homem representa o líder da Igreja e seus sacerdotes; o segundo, os leigos corruptos; o terceiro, os judeus, o quarto os pagãos e o quinto, meus amigos.
"E o que diz respeito a ti, judeu, tenho feito uma exceção com todos os judeus que são cristãos em segredo e que me servem em caridade sincera, conforme a fé e em seus trabalhos perfeitos em segredo. Em relação a você, pagão, tenho feito uma exceção com todos aqueles que com gosto caminhariam pelas sendas de meus mandamentos se tão somente soubessem como e se fossem instruídos, os que tratam de pôr em prática tudo o que podem e do que são capazes. Estes, não serão, de nenhuma maneira, sentenciados convosco".
"Agora declaro Meu desgosto para contigo, cabeça de Minha Igreja, tu que te sentas em Minha Cátedra: Concedi este cargo a Pedro e a seus sucessores para que se sentassem com uma tripla dignidade e autoridade: primeiro, para que pudessem ter o poder de ligar e desligar as almas do pecado; segundo, para que pudessem abrir o Céu aos penitentes; terceiro, para que fechassem o Céu aos condenados e àqueles que me desprezam. Mas tu, que deverias estar absolvendo almas e me as oferecendo, és realmente um assassino das minhas almas. Designei Pedro como pastor e servo de minhas ovelhas, mas tu as dispersas e as feres, és pior que Lúcifer. Ele tinha inveja de mim e não perseguiu para matar ninguém mais que a mim, de forma que pudesse governar em meu lugar. Mas tu és o pior, porque não só me matas ao apartar-me de ti por teu mau trabalho senão que, também, matas as almas devido ao teu mau exemplo. Eu redimi almas com meu sangue e te as recomendei como a um amigo fiel. Mas tu as devolves ao inimigo do quais eu as resgatei, és mais injusto que Pilatos. Ele tão somente me condenou à morte. Mas tu não somente me condenas como se Eu fosse um pobre homem indigno, como também condenas as almas de meus eleitos e deixas livres os culpados. Mereces menos misericórdia que Judas. Ele tão somente me vendeu, mas tu, não só me vendes como também vendes as almas de meus eleitos com base em teu próprio proveito e vã reputação. Tu és mais abominável que os judeus. Eles tão somente crucificaram meu corpo, mas tu crucificaste e castigaste as almas de meus eleitos para quem tua maldade e transgressão são mais afiadas que uma espada.Assim, posto que és como Lúcifer, mais injusto que Pilatos, menos digno de misericórdia que Judas e mais abominável que os judeus, meu aborrecimento contigo está justificado".
O Senhor disse ao segundo homem, ou seja, o que representa os leigos:
“Eu criei todas as coisas para teu uso. Tu me deste teu consentimento e Eu a ti. Prometeste-me tua fé e me juraste que me servirias. Agora, entretanto, te separaste de mim como alguém que não conhece a Deus. Referes-te às minhas palavras como mentiras e a meus trabalhos como carentes de sentido. Dizes que minha vontade e meus mandamentos são muito duros. Tens violado a fé que me prometeste. Destruíste teu juramento e abandonaste meu Nome. Tens te afastado a ti mesmo da companhia de meus Santos e te integraste na companhia dos demônios fazendo-te sócio deles. Tu não crês que ninguém mereça louvor e honra a não ser tu mesmo. Consideras difícil tudo o que tem a ver comigo e o que estás obrigado a fazer por mim, enquanto que as coisas que gostas de fazer são fáceis para ti. É por isso que meu aborrecimento contigo está justificado, porque quebraste a fé que me prometeste no batismo e depois dele. Alem disso, me acusas de mentir sobre o amor que te mostrei por palavra e através de fatos. Disseste que eu era um louco por sofrer”.
Ao terceiro homem, ou seja, o representante dos judeus, digo-te:
“Eu comecei meu amoroso idílio contigo. Eu te elegi como meu povo, libertei-te da escravidão, dei-te minha Lei e conduzi-te até a Terra que havia prometido a teus pais e te enviei profetas que te consolaram. Depois, elegi uma Virgem dentre vós e tomei dela, a natureza humana. Meu desgosto contigo é que ainda recusas crer em mim dizendo: “Cristo não veio, mas, ainda virá”.
O Senhor disse ao quarto homem, ou seja, aos pagãos:
“Eu te criei e o te redimi para que fosses cristão. Fiz para ti todo o bem. Mas tu és como alguém que está fora de seus sentidos, porque não sabes o que fazes. És como um cego, porque não sabes para onde vais. Adoras as criaturas em lugar do Criador, a falsidade em lugar da verdade. Ajoelhas diante das coisas que são inferiores a ti. Esta é a causa do meu desgosto em relação a ti”.
Ao quinto homem, o Senhor disse: “Aproxima-te mais, amigo!” E se dirigiu diretamente à Corte Celestial: “Queridos amigos, este amigo meu representa meus muitos amigos. Ele é como um homem cercado por corruptos e mantido em um duro cativeiro. Quando diz a verdade, atiram pedras em sua boca. Quando faz algo bom, cravam uma lança em seu peito. Ai! Meus amigos e santos! Como posso suportar essas pessoas e quanto tempo suportarei semelhante desprezo?”
São João Batista respondeu:
“És como um espelho imaculado. Vemos e sabemos todas as coisas em ti como em um espelho, sem necessidade de palavras. És a doçura incomparável na qual saboreamos todo o bem. É como a mais afiada das espadas e um Justo Juiz”. O Senhor lhe respondeu: “Amigo meu, o que disse é certo. Meus eleitos veem toda a bondade e justiça em mim. Os espíritos diabólicos ainda o fazem, mesmo que não na luz, mas em sua própria consciência.
Como um homem na prisão, que aprendeu as letras e ainda as conhece quando as encontra na escuridão e não as vê; os demônios, apesar de não verem minha justiça à luz da caridade, ainda assim, conhecem e veem em sua consciência. Eu sou como uma espada que corta em dois. Eu dou a cada pessoa o que ele ou ela merecem. Então, o Senhor acrescentou, falando ao Bem-Aventurado Pedro: “Tu és o fundador da fé e da minha Igreja. Enquanto o escuta meu exército, declara a sentença desses cinco homens!”
Pedro respondeu: “Glória e honra a Ti, Senhor, pelo amor que tens demonstrado à Terra! Que toda tua Corte te bendiga, porque tu nos fazes ver e saber em Ti tudo o que é e o que será! Vemos e sabemos tudo em Ti.
É verdadeiramente justo que o primeiro homem, o que se senta em tua cátedra e realiza os feitos de Lúcifer, vergonhosamente deva renunciar a esse lugar no qual presumiu sentar-se e compartilhar o castigo de Lúcifer.
A sentença do segundo homem é que aquele que abandonou a fé deve descer ao inferno com a cabeça para baixo e os pés para cima, por ter desprezado a Ti, que deveria ser sua cabeça e por ter amado a si mesmo.
A sentença do terceiro é que não verá teu rosto e será condenado por sua perversidade e avareza, posto que os que não creem não merecem contemplar a tua visão.
A sentença do quarto é que deveria ser encerrado e confinado na escuridão como um homem fora de seus sentidos.
A sentença do quinto é que deverá receber ajuda”.
Quando o Senhor ouviu isto, respondeu: “Prometo por Deus, o Pai, cuja voz ouviu João Batista no Jordão, que farei justiça a esses cinco”.
Depois, o Senhor continuou e dizendo ao primeiro dos cinco homens, o papa: A espada de minha severidade atravessará teu corpo, entrando desde o alto de sua cabeça e penetrando tão profundo e firmemente que nunca poderá ser retirada. Tua cadeira se afundará como uma pedra pesada e não parará até que alcance a parte mais baixa das profundezas. Teus dedos, ou seja, teus conselheiros arderão em um fogo sulfuroso e inextinguível.
Teus braços, ou seja, teus vigários, que deveriam ter conseguido o benefício das almas, mas que em seu lugar conseguiram proveitos mundanos e honras, serão sentenciados ao castigo de que fala Davi: ‘Que seus filhos fiquem órfãos e sua mulher viúva, que os estranhos arrebatem sua propriedade’. Que significa ‘sua mulher’ senão a alma que foi separada da glória do Céu e que ficará viúva de Deus? ‘Seus filhos’, ou seja, as virtudes que aparentaram possuir e minha gente simples, aqueles que se submeteram, serão separados deles. Sua classe e propriedade cairão nas mãos de outros e eles herdarão a eterna vergonha em lugar de sua posição privilegiada.
Suas mitras afundarão no barro do inferno e eles mesmos nunca se levantarão dali. Por isso, a honra e o orgulho que alcançaram sobre outros aqui na terra os afundarão no inferno tão profundamente, mais que os demais e será impossível levantar-se. Suas extremidades, ou seja, todos os sacerdotes aduladores que os assessoram, serão separados deles e ilhados, como uma parede que se derruba, na qual não ficará pedra sobre pedra e o cimento já não irá aderir às pedras. A misericórdia nunca lhes chegará, porque meu amor nunca lhes aquecerá nem lhes recolocará na eterna Mansão Celestial. Em seu lugar, despojados de todo bem, serão eternamente atormentados junto aos seus líderes.
Ao segundo homem, Eu lhe digo: "Dado que tu não queres manter-te na fé que me prometeste nem manifestar amor para comigo, te enviarei um animal que procederá da torrente impetuosa para devorar-te. E, como uma torrente que sempre corre para baixo, o animal te levará às partes mais baixas do inferno. Tão impossível como é para ti viajar corrente acima contra uma torrente impetuosa, igualmente será difícil para ti subir do inferno".
Ao terceiro homem, eu digo: "Já que tu, judeu, não queres crer que Eu já vim, quando eu voltar para o segundo juízo, não me verás em minha glória senão em tua consciência e comprovarás que tudo o que lhe disse era verdade. Então, te será aplicado o castigo como mereces".
Ao quarto homem, digo: "Como tu não te ocupaste de crer nem quiseste saber, tua própria escuridão será tua luz e teu coração será iluminado para que compreendas que meus juízos são verdadeiros, mas, entretanto, tu não alcançarás a luz".
Ao quinto homem, lhe digo: ‘Farei três coisas por ti. Primeiro, te encherei internamente com meu calor. Segundo, farei com que tua boca seja mais forte e mais firme que qualquer pedra, de modo que as pedras que te sejam arremessadas voltem a quem as atirou. Terceiro, te armarei com minhas armas, de forma que, nenhuma lança te ferirá senão que tudo cederá diante de ti como a cera frente ao fogo. Portanto, permaneça forte e resista como um homem! Como um soldado que, na guerra, espera a ajuda de seu Senhor e luta enquanto tiver fluido de vida, assim também tu mantenhas-te firme e luta! O Senhor, teu Deus, aquele a quem ninguém pode resistir, te ajudará. E, como sois poucos em número, vos honrarei e vos converterei em muitos. Vejam, amigos meus, vejam estas coisas e as reconheçam em Mim e, por isso, mantenham-se diante Mim’. As palavras que agora pronunciei se cumprirão.
Aqueles homens nunca entrarão em meu Reino enquanto eu for o Rei, a menos que emendem seus caminhos. Porque o Céu não será senão para aqueles que se humilham e fazem penitência.
Então, toda a Corte respondeu: “Glória a Ti, Senhor Deus, que não tens princípio nem fim”!
Visto em: www.sinaisdoreino.com.br
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sábado, 28 de julho de 2018
quarta-feira, 25 de julho de 2018
A Fonte de Ipocrene:
A história de Pégaso
Uma das figuras mais emblemáticas da mitologia grega é Pégaso, o cavalo alado. A sua lenda envolve um número enorme de outros seres mitológicos, como Posídon, Medusa, Perseu, Belerofonte, Quimera, Atena e o próprio Zeus. Portanto, o mito de Pégaso era de extrema importância para a cultura grega.
Segundo a lenda, Posídon (Netuno para os romanos), deus do mar, era apaixonado por Medusa, um monstro com cabelos de serpente e que tinha o poder de transformar as pessoas em pedras. No entanto, o deus nunca tinha conseguido tocá-la. Quando o herói Perseu derrotou Medusa cortando-lhe a cabeça, uma gota do sangue dela caiu em contato com a água, provocando um enorme estrondo. Surgiu, então, uma espuma branca sobre a água e um belo cavalo de pelagem branca e com asas emergiu. Foi assim que nasceu Pégaso, filho de Posídon e Medusa.
Após seu nascimento, Pégaso bateu com seus cascos no chão do monte Hélicon, fazendo brotar nesse local a fonte de Hipocrene, que se tornou famosa como um símbolo de inspiração para a poesia. Quem bebesse das águas sagradas da fonte, viraria um poeta. A partir disso, muitos homens tentaram capturar o cavalo para domesticá-lo, mas ninguém conseguiu.
Algum tempo depois, o monstro Quimera – um monstro com cabeça e corpo de leão, com duas cabeças anexas, uma de cabra e outra de serpente – estava devastando a região de Corinto, atacando rebanhos com os fogos que lançava por suas narinas. O herói Belerofonte decidiu então lutar contra Quimera, mas jamais conseguiria vencer sozinho. A deusa Atena resolveu ajudá-lo, entregando-lhe uma rédea de ouro para que domasse Pégaso. Com o auxilio do cavalo alado, Belerofonte poderia derrotar Quimera. Sendo assim, Belerofonte e Pégaso conseguiram matar o monstro e salvaram a região de Corinto.
Após esse feito, algumas pessoas passaram a acreditar que o herói era um ser divino. Deixando-se dominar pelo orgulho e pela vaidade, Belerofonte achou que seria capaz de voar com Pégaso até o Olimpo, a morada dos deuses, para juntar-se a eles. No entanto, Zeus ficou zangado com essa atitude e mandou uma abelha picar o cavalo enquanto este voava até o Olimpo. Ao ser atacado, Pégaso descuidou-se e deixou Belerofonte cair no chão. Atena decidiu ajudar Belerofonte mais uma vez e fez com que a terra ficasse mole para que o herói não morresse ao colidir com o chão.
Zeus permitiu que Pégaso continuasse a subir cada vez mais alto até alcançar as estrelas e transformou-o na constelação de Pegasus. Depois desse episódio, Belerofonte passou o resto da sua vida como um mendigo, procurando por seu cavalo alado, mas sem nunca conseguir encontrá-lo, pois este estava vivendo entre as estrelas.Fontes:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/pegaso.php
http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=277000
http://eventosmitologiagrega.blogspot.com.br/2010/10/pegasus-e-belorofonte.html
sábado, 14 de julho de 2018
O Quinto Evangelista:
O Quinto Evangelista
Para muitos, a exemplo do filósofo, teólogo luterano, organista interprete de Bach e médico missionário Albert Schweitzer, Johann Sebastian Bach seria o Quinto Evangelista. Abundam os comentários que o elevam ao panteão dos Apóstolos: “A música de Bach é como o Evangelho. O público pode conhece-lo por Mateus, por Marcos, Lucas ou segundo João, todos diferentes, mas sempre Evangelho” – François Auguste Givaert. “Esta semana ouvi três vezes a Paixão Segundo São Matheus, do divino Bach, cada uma delas com o mesmo sentimento, quem se há esquecido do cristianismo, pode ouvi-lo como um evangelho” – F. Nietzsche. “Bach revela-se no conjunto o mais universal dos artistas. O que expressa através de suas obras é uma grande emoção religiosa (…) Bach é, para mim, um grande pregador” – Charles Maria Widor.
Segundo o autor de um dos melhores livros sobre Ele – maiúscula proposital – James R. Gaines (em “Uma noite no palácio da razão”), com relação à concepção dos ciclos de Cantatas de Leipzig, mais as Paixões Segundo São João e São Mateus, “somente um profundo senso de missão poderia sustentar um transbordamento tão extraordinário de trabalho”. O autor observa que ‘Naqueles Tempos’ (para assumir um ar bíblico), não eram obras que fossem concebidas com finalidades artísticas em si, mas sim como acessórios do culto Luterano, cuja finalidade era a pregação da Palavra e nada mais senão a Palavra. Gaines nos aponta que desde o seu primeiro emprego em Arnstadt, Bach havia lidado com os textos de Lutero e com a Bíblia quase todos os dias de sua carreira, e com o tempo, a sua busca no sentido espiritual teria se tornado cada vez mais tenaz. Nos informa também que a biblioteca de livros luteranos que acumulou, especialmente em Leipzig, daria orgulho a qualquer pastor. Possuía os mais famosos trabalhos de pietistas e místicos cristãos; mais numerosas obras de comentários sobre os textos de Lutero e sobre a Bíblia alemã. Em 1733 comprou uma versão em três volumes da Bíblia Luterana, que havia sido publicada em 1681 com comentários do dr. Abraham Calov e mais tarde gastou boa parte de seu salário anual para adquirir a edição em sete volumes de textos de Lutero. Isso se juntou a mais oito volumes que ele já possuía. A maior parte da biblioteca teológica de Bach desapareceu após sua morte, mas a Bíblia de Calov foi encontrada em 1934, no sótão de uma fazenda em Michigan (!). Mais instigantes do que o portento de tal biblioteca são as anotações e exclamações nas margens de muitas das páginas dessa Bíblia. Diversas passagens grifadas e comentadas se relacionavam aos textos utilizados em sua música, mas outras anotações se dirigiam a questões prementes de sua vida, pontuada por dificuldades várias e atritos com seus “superiores”. O caráter despojado de algumas anotações é comovente. Nos apresenta o Mestre sem a peruca, curvado sobre suas partituras, nas bordas das quais também escrevinhava aclamações ao Altíssimo e contas domésticas: “Quando as coisas estão bem, considere que elas podem ficar ruins; e se estão ruins, podem se transformar em boas. Não presuma que as coisas vão caminhar da forma que você quer. Aquele que se preocupa em fazer as coisas serem da maneira que quer só terá tristeza, desassossego e dor no coração”. Ou ainda: “Aprenda a conhecer o mundo. Você não vai transformá-lo, ele não vai evoluir de acordo com você. Acima de todas as coisas aprenda e saiba que o mundo é ingrato”. E ainda: “O que é esse mundo senão um grande espinho que temos de remover nós mesmos? Esta terra é o reino do diabo”.
Tudo isso, junto à intensidade de sua música (“as melodias de Haendel são extensas, as de Bach são intensas”, escreveu Manfed F. Bukofzer), faz materializar-se uma auréola quase palpável sobre a figura de Bach; e de forma fácil e romântica se plasmou um herói da fé para a posteridade.
Contudo, seria a devoção a origem de tal profundidade na obra de Bach? Seria o fervor místico o magma que alimentaria a intensidade de sua música? Até que ponto essa devoção seria apenas a superfície deste “oceano” – como o chamaria Beethoven, ao considerar o significado do seu nome Bach – ‘regato’ ou ‘ribeiro’ (porém mais anteriormente a seu tempo, Bacher– padeiro, lembrando seu ancestral Veit Bach, que era padeiro e tangedor de cítara). A vida de Bach foi marcada por perdas, desde tenra infância, quando se foram irmãos e parentes próximos e distantes. Aos nove anos perdeu seus pais. Primeiro a sua mãe Elisabeth, depois Ambrosius, seu pai. Dos vinte filhos enterraria doze, idos em diversas idades, um deles Gottfried Bernard, com 24 anos. Sua primeira esposa Maria Bárbara também. O peso de tais perdas poderia ser, de forma bastante plausível, o esteio da música que toca a tantos ao longo dos séculos e de forma tão profunda, como uma verdade perene; e sobre estas correntezas abismais, cintilações que sabem a fé. Não seria prudente descartar, todavia, a ideia de que Bach cultivasse uma forte identificação com a figura do Cristo-homem, perseguido, sofrido e massacrado; vide as veementes exclamações na Paixão Segundo São Mateus: Geduld, mein Herz! – Paciência, meu coração! Todavia, na prática, não tinha pudores em intercambiar material entre obras sacras e profanas, reciclando o que podia com finalidades exclusivamente práticas e musicais. Mesmo nas Paixões e nas Cantatas nas quais ressoam árias que falam da morte, temos material rítmico típico de gêneros dançantes. Bach voa sobre os abismos. O autor Franz Rueb (em “48 variações sobre Bach”) nos aponta como trabalhar para a igreja teria sido uma triste e última opção para Bach, que preferiria a liberdade de um emprego nas cortes, ao invés de jazer sob os tacões dos carolas luteranos; sob as exigências de administrar a música nos rituais, lecionar grego e latim, e ainda ensinar boas maneiras a uma manada de órfãos. Sabe-se o quanto lamentou o seu afastamento da corte de Köthen, onde produzia a bel prazer música instrumental e profana, devido ao casamento do seu patrão príncipe Leopold com uma criatura que preferia cavalos e soldados a música. Também se sabe como ao longo da vida buscou benefícios junto a outros principados, alguns deles católicos; como trabalhou de bom grado obras instrumentais e cantatas seculares (como a Cantata do Café) para exibições no Café Zimmermann, de onde foi diretor musical por dez anos. Enfim, talvez os vernizes dos ideais oitocentistas, o uso de sua figura nos movimentos de exaltação da cultura alemã – o próprio Wagner o apontou como um herói germânico; a sua transformação em um herói romântico nos moldes que aquele século exigia, tudo isso veio a exacerbar a visão do compositor como um baluarte da fé. Convém também lembrar que seu renascimento se deu através da Paixão Segundo São Mateus, pelas mãos de Mendelssohn. Esta exaltação de sua figura talvez tenha dado margem a impressões extremadas, assim como gerou ficções, a exemplo do conhecido livro “Pequena Crônica de Anna Magdalena Bach”, escrito pela inglesa Esther Meynell, em 1925.
Esta arca do tesouro que o Sr. Avicena nos traz dispensa comentários. Olhamos para ela como quem contempla os píncaros do Himalaia. É tal a concentração de engenho, arte, beleza e profundidade destas obras e tal a sua relevância, que bem podemos cair de joelhos. Como se não bastasse, estas obras nos vêm pelas mãos de um profeta, o egrégio Karl Richter, que, conforme me contou o grande flautista Aurèle Nicolet, a quem tive a honra e privilégio de conhecer, sabia de cor a Bíblia Luterana; o que não duvido, conta-se também que antes dos seus concertos de órgão apenas entrava numa banheira e relia as partituras. Todos sabemos que existem inúmeras gravações dessas obras. Particularmente falando e não pontifico sobre isso, as interpretações de Richter me parecem inigualáveis. Não somente pelo rigor técnico, mas também pela continuidade dramática. Me sabem ao desenrolar de uma narrativa consciente e contínua, por um narrador que acredita no que está dizendo. Outras versões sempre me parecem uma sucessão de trechos perfeitamente executados, brilhantemente executados, contudo, nelas me faltam a inteireza e a ‘fé’ de Richter. Enfim, diria que de todos que propagaram Bach como Evangelista, Richter foi o mais convincente.
É opcional vermos Bach como O quinto Evangelista tão propagado ou ‘apenas’ como um gênio da música que inescapavelmente vivia em seu mundo luterano, rogava a Cristo e anotava aforismos nas margens de sua Bíblia. Lutando contra as investidas dos pretensos iluministas da Universidade de Leipzig, a estupidez dos seus patrões, o peso das perdas, as incertezas, enfim, os males que até hoje nos assolam e que muitas vezes nos compelem a, nem que seja ‘interjeitivamente’, clamar pelo auxílio celeste. Seja como for, não há dano. Como disse Berlioz, “Bach é Bach como Deus é Deus”.
Wellbach
Para muitos, a exemplo do filósofo, teólogo luterano, organista interprete de Bach e médico missionário Albert Schweitzer, Johann Sebastian Bach seria o Quinto Evangelista. Abundam os comentários que o elevam ao panteão dos Apóstolos: “A música de Bach é como o Evangelho. O público pode conhece-lo por Mateus, por Marcos, Lucas ou segundo João, todos diferentes, mas sempre Evangelho” – François Auguste Givaert. “Esta semana ouvi três vezes a Paixão Segundo São Matheus, do divino Bach, cada uma delas com o mesmo sentimento, quem se há esquecido do cristianismo, pode ouvi-lo como um evangelho” – F. Nietzsche. “Bach revela-se no conjunto o mais universal dos artistas. O que expressa através de suas obras é uma grande emoção religiosa (…) Bach é, para mim, um grande pregador” – Charles Maria Widor.
Segundo o autor de um dos melhores livros sobre Ele – maiúscula proposital – James R. Gaines (em “Uma noite no palácio da razão”), com relação à concepção dos ciclos de Cantatas de Leipzig, mais as Paixões Segundo São João e São Mateus, “somente um profundo senso de missão poderia sustentar um transbordamento tão extraordinário de trabalho”. O autor observa que ‘Naqueles Tempos’ (para assumir um ar bíblico), não eram obras que fossem concebidas com finalidades artísticas em si, mas sim como acessórios do culto Luterano, cuja finalidade era a pregação da Palavra e nada mais senão a Palavra. Gaines nos aponta que desde o seu primeiro emprego em Arnstadt, Bach havia lidado com os textos de Lutero e com a Bíblia quase todos os dias de sua carreira, e com o tempo, a sua busca no sentido espiritual teria se tornado cada vez mais tenaz. Nos informa também que a biblioteca de livros luteranos que acumulou, especialmente em Leipzig, daria orgulho a qualquer pastor. Possuía os mais famosos trabalhos de pietistas e místicos cristãos; mais numerosas obras de comentários sobre os textos de Lutero e sobre a Bíblia alemã. Em 1733 comprou uma versão em três volumes da Bíblia Luterana, que havia sido publicada em 1681 com comentários do dr. Abraham Calov e mais tarde gastou boa parte de seu salário anual para adquirir a edição em sete volumes de textos de Lutero. Isso se juntou a mais oito volumes que ele já possuía. A maior parte da biblioteca teológica de Bach desapareceu após sua morte, mas a Bíblia de Calov foi encontrada em 1934, no sótão de uma fazenda em Michigan (!). Mais instigantes do que o portento de tal biblioteca são as anotações e exclamações nas margens de muitas das páginas dessa Bíblia. Diversas passagens grifadas e comentadas se relacionavam aos textos utilizados em sua música, mas outras anotações se dirigiam a questões prementes de sua vida, pontuada por dificuldades várias e atritos com seus “superiores”. O caráter despojado de algumas anotações é comovente. Nos apresenta o Mestre sem a peruca, curvado sobre suas partituras, nas bordas das quais também escrevinhava aclamações ao Altíssimo e contas domésticas: “Quando as coisas estão bem, considere que elas podem ficar ruins; e se estão ruins, podem se transformar em boas. Não presuma que as coisas vão caminhar da forma que você quer. Aquele que se preocupa em fazer as coisas serem da maneira que quer só terá tristeza, desassossego e dor no coração”. Ou ainda: “Aprenda a conhecer o mundo. Você não vai transformá-lo, ele não vai evoluir de acordo com você. Acima de todas as coisas aprenda e saiba que o mundo é ingrato”. E ainda: “O que é esse mundo senão um grande espinho que temos de remover nós mesmos? Esta terra é o reino do diabo”.
Tudo isso, junto à intensidade de sua música (“as melodias de Haendel são extensas, as de Bach são intensas”, escreveu Manfed F. Bukofzer), faz materializar-se uma auréola quase palpável sobre a figura de Bach; e de forma fácil e romântica se plasmou um herói da fé para a posteridade.
Contudo, seria a devoção a origem de tal profundidade na obra de Bach? Seria o fervor místico o magma que alimentaria a intensidade de sua música? Até que ponto essa devoção seria apenas a superfície deste “oceano” – como o chamaria Beethoven, ao considerar o significado do seu nome Bach – ‘regato’ ou ‘ribeiro’ (porém mais anteriormente a seu tempo, Bacher– padeiro, lembrando seu ancestral Veit Bach, que era padeiro e tangedor de cítara). A vida de Bach foi marcada por perdas, desde tenra infância, quando se foram irmãos e parentes próximos e distantes. Aos nove anos perdeu seus pais. Primeiro a sua mãe Elisabeth, depois Ambrosius, seu pai. Dos vinte filhos enterraria doze, idos em diversas idades, um deles Gottfried Bernard, com 24 anos. Sua primeira esposa Maria Bárbara também. O peso de tais perdas poderia ser, de forma bastante plausível, o esteio da música que toca a tantos ao longo dos séculos e de forma tão profunda, como uma verdade perene; e sobre estas correntezas abismais, cintilações que sabem a fé. Não seria prudente descartar, todavia, a ideia de que Bach cultivasse uma forte identificação com a figura do Cristo-homem, perseguido, sofrido e massacrado; vide as veementes exclamações na Paixão Segundo São Mateus: Geduld, mein Herz! – Paciência, meu coração! Todavia, na prática, não tinha pudores em intercambiar material entre obras sacras e profanas, reciclando o que podia com finalidades exclusivamente práticas e musicais. Mesmo nas Paixões e nas Cantatas nas quais ressoam árias que falam da morte, temos material rítmico típico de gêneros dançantes. Bach voa sobre os abismos. O autor Franz Rueb (em “48 variações sobre Bach”) nos aponta como trabalhar para a igreja teria sido uma triste e última opção para Bach, que preferiria a liberdade de um emprego nas cortes, ao invés de jazer sob os tacões dos carolas luteranos; sob as exigências de administrar a música nos rituais, lecionar grego e latim, e ainda ensinar boas maneiras a uma manada de órfãos. Sabe-se o quanto lamentou o seu afastamento da corte de Köthen, onde produzia a bel prazer música instrumental e profana, devido ao casamento do seu patrão príncipe Leopold com uma criatura que preferia cavalos e soldados a música. Também se sabe como ao longo da vida buscou benefícios junto a outros principados, alguns deles católicos; como trabalhou de bom grado obras instrumentais e cantatas seculares (como a Cantata do Café) para exibições no Café Zimmermann, de onde foi diretor musical por dez anos. Enfim, talvez os vernizes dos ideais oitocentistas, o uso de sua figura nos movimentos de exaltação da cultura alemã – o próprio Wagner o apontou como um herói germânico; a sua transformação em um herói romântico nos moldes que aquele século exigia, tudo isso veio a exacerbar a visão do compositor como um baluarte da fé. Convém também lembrar que seu renascimento se deu através da Paixão Segundo São Mateus, pelas mãos de Mendelssohn. Esta exaltação de sua figura talvez tenha dado margem a impressões extremadas, assim como gerou ficções, a exemplo do conhecido livro “Pequena Crônica de Anna Magdalena Bach”, escrito pela inglesa Esther Meynell, em 1925.
Esta arca do tesouro que o Sr. Avicena nos traz dispensa comentários. Olhamos para ela como quem contempla os píncaros do Himalaia. É tal a concentração de engenho, arte, beleza e profundidade destas obras e tal a sua relevância, que bem podemos cair de joelhos. Como se não bastasse, estas obras nos vêm pelas mãos de um profeta, o egrégio Karl Richter, que, conforme me contou o grande flautista Aurèle Nicolet, a quem tive a honra e privilégio de conhecer, sabia de cor a Bíblia Luterana; o que não duvido, conta-se também que antes dos seus concertos de órgão apenas entrava numa banheira e relia as partituras. Todos sabemos que existem inúmeras gravações dessas obras. Particularmente falando e não pontifico sobre isso, as interpretações de Richter me parecem inigualáveis. Não somente pelo rigor técnico, mas também pela continuidade dramática. Me sabem ao desenrolar de uma narrativa consciente e contínua, por um narrador que acredita no que está dizendo. Outras versões sempre me parecem uma sucessão de trechos perfeitamente executados, brilhantemente executados, contudo, nelas me faltam a inteireza e a ‘fé’ de Richter. Enfim, diria que de todos que propagaram Bach como Evangelista, Richter foi o mais convincente.
É opcional vermos Bach como O quinto Evangelista tão propagado ou ‘apenas’ como um gênio da música que inescapavelmente vivia em seu mundo luterano, rogava a Cristo e anotava aforismos nas margens de sua Bíblia. Lutando contra as investidas dos pretensos iluministas da Universidade de Leipzig, a estupidez dos seus patrões, o peso das perdas, as incertezas, enfim, os males que até hoje nos assolam e que muitas vezes nos compelem a, nem que seja ‘interjeitivamente’, clamar pelo auxílio celeste. Seja como for, não há dano. Como disse Berlioz, “Bach é Bach como Deus é Deus”.
Wellbach
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Eis o Comunismo:
O que o comunismo fez na Rússia: Cabeças humanas vendidas em barraquinhas de mercado para canibais.
Imagens chocantes mostram camponeses vendendo partes de cadáveres durante a fome na década de 1920, que forçou as famílias a comerem seus parentes
07.07.2018 -
O desespero dos camponeses russos que enfrentaram a falta de alimentação durante a fome que assolou a Rússia nos anos após a revolução comunista é revelado por essas imagens chocantes de cabeças humanas à venda. Mais de cinco milhões de pessoas morreram durante a catástrofe, que começou em 1921 e durou até 1922.
Em uma foto, um casal fica solenemente em seus grossos casacos de inverno atrás de uma mesa carregada de partes de cadáveres de crianças, inclusive duas cabeças.
Um casal russo vende partes de cadáveres humanos num mercado. Povo da Rússia começou a comer e vender membros humanos devido à falta de alimentos durante a fome russa de 1921
O revolucionário comunista russo Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido como Lênin, estava no comando da Rússia desde 1917. Em um arrepiante desrespeito pelo sofrimento de seus conterrâneos, ele ordenou que toda a comida dos pobres fosse confiscada.
O Partido bolchevique de Lenin acreditava que os camponeses estavam ativamente tentando minar o esforço de guerra e, ao tirar a comida deles, a força deles foi reduzida.
A fome pôde prevalecer com facilidade devido aos problemas econômicos causados pela Primeira Guerra Mundial, cinco anos de guerra civil e uma seca em 1921, que levou 30 milhões de russos a se tornarem desnutridos.
Quando Lênin declarou “deixe os camponeses morrerem de fome,” o resultado foi forçá-los a recorrer ao comércio de carne humana no mercado negro.
Acadêmicos russos têm pesquisado e catalogado exemplos de canibalismo e alimentação de cadáveres e, em um relato, descreveram como uma mulher se recusou a entregar o cadáver de seu marido porque ela o estava usando como carne para comer.
Os camponeses famintos eram vistos até mesmo desenterrando cadáveres recentemente enterrados para pegar sua carne, bem como comendo grama e animais que antes eram considerados animais de estimação.
A polícia não tomou medidas porque o canibalismo era considerado um método legítimo de sobrevivência.
Por fim, equipes humanitárias dos EUA e da Europa chegaram e em 1921 um deles escreveu um relato de embrulhar o estômago do que havia visto: “Famílias estavam matando e devorando pais, avós e crianças. Rumores medonhos sobre salsichas preparadas com cadáveres humanos, embora oficialmente negados, eram comuns. No mercado, entre vendedoras grossas xingando umas às outras, ouvimos ameaças de fazer salsichas de uma pessoa.
Outro agente humanitário relatou: “Famílias estavam matando e devorando pais, avós e crianças.”
Sob a manchete “Mãe vira canibal,” o jornal Mirror noticiou em 16 de janeiro de 1922: “A fome é tão aguda no distrito de Samara em Pugatjewsk que uma mulher na aldeia de Mokscha foi encontrada comendo o cadáver de sua filha.”
Outras imagens perturbadoras da fome mostram crianças sofrendo de desnutrição severa, seus estômagos inchados e quase todos os ossos do corpo visíveis.
Um dos lugares mais atingidos foi a cidade de Samara, situada na parte sudeste da Rússia europeia, na confluência dos rios Volga e Samara.
A ajuda de fora da Rússia foi inicialmente rejeitada por Lênin porque ele via isso como outros países interferindo.
O explorador polar Fridtjof Nansen chegou à cidade em 1921 e ficou horrorizado com o que viu — quase toda a cidade estava morrendo de fome.
Ele levantou 40 bilhões de francos suíços e estabeleceu até 900 lugares onde as pessoas poderiam obter comida.
Lenin acabou se convencendo a deixar agências internacionais de ajuda e Nansen foi premiado com o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços.
A American Relief Administration, que foi informada de que não poderia ajudar em 1919, teve acesso aos doentes e famintos em 1921 e forneceu grande ajuda junto com agências de ajuda europeias como a Save The Children.
Lenin morreu logo após a fome, em 1924, e foi substituído por Josef Stalin, que se tornou o líder da União Soviética.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do DailyMail: Human heads sold at the market stall for cannibals: Haunting images show Russian peasants selling body parts during 1920s famine that forced families to eat their relatives.
Fonte: www.juliosevero.com
IMPRIMIR
Rua Azulão, n° 21 . - Bairro Ariribá - Bal. Camboriú - SC
CEP: 88.338-505
Imagens chocantes mostram camponeses vendendo partes de cadáveres durante a fome na década de 1920, que forçou as famílias a comerem seus parentes
07.07.2018 -
O desespero dos camponeses russos que enfrentaram a falta de alimentação durante a fome que assolou a Rússia nos anos após a revolução comunista é revelado por essas imagens chocantes de cabeças humanas à venda. Mais de cinco milhões de pessoas morreram durante a catástrofe, que começou em 1921 e durou até 1922.
Em uma foto, um casal fica solenemente em seus grossos casacos de inverno atrás de uma mesa carregada de partes de cadáveres de crianças, inclusive duas cabeças.
Um casal russo vende partes de cadáveres humanos num mercado. Povo da Rússia começou a comer e vender membros humanos devido à falta de alimentos durante a fome russa de 1921
O revolucionário comunista russo Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido como Lênin, estava no comando da Rússia desde 1917. Em um arrepiante desrespeito pelo sofrimento de seus conterrâneos, ele ordenou que toda a comida dos pobres fosse confiscada.
O Partido bolchevique de Lenin acreditava que os camponeses estavam ativamente tentando minar o esforço de guerra e, ao tirar a comida deles, a força deles foi reduzida.
A fome pôde prevalecer com facilidade devido aos problemas econômicos causados pela Primeira Guerra Mundial, cinco anos de guerra civil e uma seca em 1921, que levou 30 milhões de russos a se tornarem desnutridos.
Quando Lênin declarou “deixe os camponeses morrerem de fome,” o resultado foi forçá-los a recorrer ao comércio de carne humana no mercado negro.
Acadêmicos russos têm pesquisado e catalogado exemplos de canibalismo e alimentação de cadáveres e, em um relato, descreveram como uma mulher se recusou a entregar o cadáver de seu marido porque ela o estava usando como carne para comer.
Os camponeses famintos eram vistos até mesmo desenterrando cadáveres recentemente enterrados para pegar sua carne, bem como comendo grama e animais que antes eram considerados animais de estimação.
A polícia não tomou medidas porque o canibalismo era considerado um método legítimo de sobrevivência.
Por fim, equipes humanitárias dos EUA e da Europa chegaram e em 1921 um deles escreveu um relato de embrulhar o estômago do que havia visto: “Famílias estavam matando e devorando pais, avós e crianças. Rumores medonhos sobre salsichas preparadas com cadáveres humanos, embora oficialmente negados, eram comuns. No mercado, entre vendedoras grossas xingando umas às outras, ouvimos ameaças de fazer salsichas de uma pessoa.
Outro agente humanitário relatou: “Famílias estavam matando e devorando pais, avós e crianças.”
Sob a manchete “Mãe vira canibal,” o jornal Mirror noticiou em 16 de janeiro de 1922: “A fome é tão aguda no distrito de Samara em Pugatjewsk que uma mulher na aldeia de Mokscha foi encontrada comendo o cadáver de sua filha.”
Outras imagens perturbadoras da fome mostram crianças sofrendo de desnutrição severa, seus estômagos inchados e quase todos os ossos do corpo visíveis.
Um dos lugares mais atingidos foi a cidade de Samara, situada na parte sudeste da Rússia europeia, na confluência dos rios Volga e Samara.
A ajuda de fora da Rússia foi inicialmente rejeitada por Lênin porque ele via isso como outros países interferindo.
O explorador polar Fridtjof Nansen chegou à cidade em 1921 e ficou horrorizado com o que viu — quase toda a cidade estava morrendo de fome.
Ele levantou 40 bilhões de francos suíços e estabeleceu até 900 lugares onde as pessoas poderiam obter comida.
Lenin acabou se convencendo a deixar agências internacionais de ajuda e Nansen foi premiado com o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços.
A American Relief Administration, que foi informada de que não poderia ajudar em 1919, teve acesso aos doentes e famintos em 1921 e forneceu grande ajuda junto com agências de ajuda europeias como a Save The Children.
Lenin morreu logo após a fome, em 1924, e foi substituído por Josef Stalin, que se tornou o líder da União Soviética.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do DailyMail: Human heads sold at the market stall for cannibals: Haunting images show Russian peasants selling body parts during 1920s famine that forced families to eat their relatives.
Fonte: www.juliosevero.com
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Rua Azulão, n° 21 . - Bairro Ariribá - Bal. Camboriú - SC
CEP: 88.338-505
sábado, 7 de julho de 2018
Mensagem de Nossa Senhora:
Mensagem da Santíssima Virgem Maria à Sua amada filha Luz de Maria
02 de julho de 2018
Amados filhos do Meu Coração Imaculado:
O caminho dos Meus filhos é difícil neste mar de múltiplas ideologias, religiões e seitas, embora pela mão do Meu Filho e cumprindo a lei de Deus, ligados ao agir e atuar do Meu Filho, a dificuldade se torna um obstáculo que deve ser superado para se aperfeiçoar em ser verdadeiros cristãos. O caminho não é fácil, mas pode ser transponível com a fé.
Eu vos mantenho dentro do Meu Imaculado Coração para lhes proteger, sempre e quando assim Me o permitam.
Sou "Rainha e Mãe dos últimos tempos". deste em que vivem e que são tão atropelados, levando a maioria da humanidade a olhar para a vida sem respeito, fruto do afastamento do homem de Deus e quando a criatura humana se afasta de Deus, se perde dentro do que o mundano e pecaminoso lhe oferece, e nesse instante o homem desprotegido de sua consciência e discernimento cai em libertinagem e esquece Deus, caindo nas mãos do maligno opressor.
Amados filhos:
É difícil para o homem discernir no meio de tanto engano que o faz cair preso ao pecado e o quanto vai contra a natureza humana. Assim, muitos inocentes são presas do terror, da dor dentro do útero onde são despedaçados para ser abortados! Quanta angústia a humanidade vive! Quanto desapego e incapacidade para compartilhar a dor do outro!
Quem roubou o amor do coração do homem? Ninguém, o mesmo homem chegou a este instante por sua própria decisão, ao decidir viver de falsos deuses que roubaram a capacidade da plenitude dos sentimentos e os endureceu ao ponto de exaustão.
Vos escuto pregar recordando o Dilúvio, a Torre de Babel, Sodoma e Gomorra, (cf. Gn 7; 11; 19), porém este atuar e agir do homem moderno não tem paradigmas de comparação, esperam a apostasia e é disto que vivem Meus filhos, se afastaram espiritual e moralmente da Santíssima Trindade, de tudo que é Divino, do Sagrado. A humanidade, renunciando à obediência a Deus, afasta-se dEle e, quando isso acontece, o caos faz presa a tudo e a controvérsia se torna contagiosa até romper seriamente os fundamentos de toda instituição e mais a instituição da Igreja. Que deve ser um modelo de santidade e leme que dirige o Povo do Meu Filho.
A criatura humana possui grande força interior para permanecer dentro do bem, para lutar contra o mal ou para unir-se ao mal, a multiplicidade de conceitos que o homem emprega em sua conveniência levou-o a conceber raciocínio errôneo e nefasto para a alma, com grandes novidades e modernismos deste século, que será lembrado na história da humanidade como o homem mais negro que já viveu, que abraçou a impiedade e renunciou a Deus, aceitando as regras do mal.
Diante de tanta crueldade, existirão criaturas humanas que neguem que estão vivendo os instantes que precedem o Fim dos Tempos?
Amados filhos do Meu Coração Imaculado, estes momentos iminentes de desprezo e rejeição de Deus indicam que a aparição pública do Anticristo não foi dada, devido que quem detém a chegada publica do Anticristo se encontra vigente neste instante.
Amados filhos:
Me dói ante as ofensas ao Meu Filho no Santíssimo Sacramento, em Sua presença Real e Verdadeira. Aqueles que não crêem no milagre do Transubstanciação desejam desprezar este Sacramento de Amor até que a Eucaristia chegue a desaparecer da Igreja, sendo o maior que a Igreja possui e a defesa contra o mal.
Amados filhos do Meu Imaculado Coração, sejam verdadeiros filhos do Meu Filho.
-Rezem Meus filhos, rezem por todos aqueles que, pertencentes a grupos ou associações dentro da Igreja, agem e atuam contra a Igreja.
-Rezem Meus filhos, rezem pela Rússia, sofrem pela Natureza.
-Rezem, Meus filhos, rezem pela Guatemala, o seu sofrimento não pára.
-Rezem Meus filhos, rezem pela Grã-Bretanha, o homem traz o terror.
-Rezem Meus filhos, rezem, os sinais no Céu não se fazem por esperar.
Como Mãe, mantenho-vos atentos aos acontecimentos e, ao mesmo tempo, chamo-vos a apegar-se ao Meu Filho e a serdes determinados para o bem.
-Rezem o Santo Rosário, Meu Filho concede imensas graças, não sejam indiferente à dor dos outros e trabalhem em vós para que sejam portadores do Amor do Meu Filho.
Não temam Meus filhos, o Povo de Deus se levantará com a força do Altíssimo.
Abençoo-vos com o Meu Amor, protejo-vos com o Meu Manto.
Mamãe Maria
Ave Maria Puríssima, sem pecado concebida
Ave Maria Puríssima, sem pecado concebida
Ave Maria Puríssima, sem pecado concebida
Fonte: https://www.revelacionesmarianas.com/index.htm
Mensagem de Jesus:
Meu Povo amado:
Ante a grandeza do Meu Coração, convido-vos a penetrá-lo para proteger-vos de tudo que impede a alma de permanecer no Meu Amor, sendo perseverantes.
Meu Povo:
É imperativo que Meu Povo seja decidido para que se cumpram Meus Ensinamentos e a Lei Divina. Não devem hesitar neste momento. Não deveis olhar com a visão do corpo, mas com a visão do organismo espiritual, sendo assim capazes de discernir a loucura em que a Humanidade se envolveu, a qual, precedida por grandes modernismos, levou a sucumbir a esta geração.
Meu povo, chegará um tempo em que os pais não exercerão autoridade sobre seus filhos e os temerão por causa da violência que seus filhos possuem. Nos lares não haverá respeito pelos pais e os filhos serão mais astutos que seus pais e viverão à sua vontade manipulando a autoridade de várias maneiras.
Não é isto o que se vive numa grande maioria das famílias?
Os pais permissivos, diante de uma sociedade que restringiu a autoridade de todos os tipos, são provedores, mas temerosos de seus filhos. A juventude absorvida nos modernismos tornou-se um instrumento que passou a gostar de práticas impróprias, para ser um meio pelo qual o mal conduz à discórdia nas famílias e a um constante estado de incerteza.
Esta geração sofre de esquecimento:
-De esquecer que são Meus filhos...
-De esquecer que possuem uma Mãe que os ama...
-De esquecer do respeito e da lealdade...
-De esquecer do Meu Amor e da Minha fidelidade...
-De esquecer do compromisso e da gratidão...
-De esquecer ao respeito pela própria vida e a do semelhante...
Em face de tanto esquecimento, o homem abriu uma brecha para se afastar da Lei Divina e entrar no mal, no pecaminoso e criou uma cultura de rebelião contra a vida.
Não chegaram a analisar a grande estratégia do mal: eliminar a inocência para apoderar-se da humanidade.
Para Mim é devastador o individualismo dentro do seio familiar, cada membro da família leva uma vida própria e os momentos em que se encontram é diante do grande destruidor da união nas famílias e o treinador do mal, da violência, da falta de harmonia, da falta de amor no homem: a televisão.
É aí que surgem os centros de treinamento para o uso de armas de fogo, da competitividade, da infidelidade, da rebelião do homem, do desprezo pelo Dom da vida.
O homem danifica o cérebro da criança quando permite a dependência absoluta da criança em direção a uma tela ou a um videogame para manter a compostura da criança ou adolescente.
Meu povo, não compreendem que isso foi cuidadosamente planejado por aqueles que, junto com o mal, projetaram uma geração desprovida de sentimentos, carente de comunicação, uma geração que não é receptiva, mas individualista e totalmente materialista. Esta geração tem sido controlada para desviar a atenção dos pais para os seus filhos e desta forma alcançar a independência das crianças em uma idade mais precoce em que não estão preparados para assumir responsabilidades.
Meu Povo amado, com quanta dor vos chamo uma vez e outra vez para que o instante não os leve a encarar, quando já for tarde, as responsabilidades de cada criatura humana dentro de seu metro quadrado.
O homem despreza a oração, despreza as diretrizes e acolhe o individualismo, o materialismo, o fácil e o homem vivendo em sua devassidão, que frutos podem dar?
A Criação está de acordo com a Nossa Vontade Divina. Olhem para a Criação e se está de acordo com a Nossa Vontade, quando reage de forma diferente é por causa da alteração que o homem levou a Ela.
Homem, como vive, como reage, como ama, tem atacado a Nossa Trindade e não ama a Minha Mãe, desprezando o Sagrado...
É ou não é esta a resposta de Satanás à Nossa Trindade?
É ou não é a proximidade da chegada do portador de todo o mal?
É ou não é uma geração que atrai o apocalipse em direção a ela?
Tudo isso já foi anunciado. E vós encontram-se surdos e mudos no espírito, permitindo que maus hábitos, idéias, comportamentos e conceitos penetrem, sendo assim cúmplices do ato e da ação maligna da Humanidade.
Devo agir prontamente para que não mais almas se percam, por isso as revelações da Minha Mãe se adiantam no seu cumprimento e, desta forma, Meu Povo passará através do cadinho, sendo testado os Meu fieis até ao esgotamento.
O caminho do bem não é fácil, filhos, porém vão por um caminho seguro. Eu cuido de Meus filhos, vos levo sob o amparo do Meu Amor.
O que é o homem sem amor? É uma criatura inerte, sem compaixão, egocêntrica, capaz de tudo. É por isso que vos chamo a centrar-se em Meu Amor pela Humanidade, para dar tudo para que Meus filhos Me conheçam e respondam ao Meu Chamado.
O maligno opressor da história do homem tomou mais força, por isso é difícil para identificá-lo, é por isso que vos chamo a viver no Evangelho, protegendo seus irmãos e não sendo pedras de tropeço. Alguns tomam Minha Palavra levemente e estes Meus filhos vão vê-los sofrer até a exaustão, sem poder auxiliá-los, porque não Me pedem.
Neste instante Meus filhos, tem que saber dizer sim, sim! Ou não, não! O que passar disso vem do Maligno. (cf. Mt 5:37) Não podem ser mornos.
As hordas de satanás se debatem com as Minhas Legiões Celestiais pelas almas e cada um de vós sois portadores da Minha Palavra e deveis dar a conhecer no momento oportuno.
No final, o Coração Imaculado da Minha Mãe triunfará.
Mas antes a Minha Igreja tem que estar alerta, porque será purificada para o Casamento do Cordeiro.
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve. (Cf. Mt 11,28-30)
-Rezem Meus filhos, rezem pela Islândia, será abalada.
-Rezem Meus filhos, rezem pelos Estados Unidos, sofrem pela natureza.
-Rezem Meus filhos, rezem pelo Oriente Médio, a tensão aumenta.
-Rezem Meus filhos, do firmamento receberão um chamado para reflexão.
Discirnam! Alguns dos Meus querem Me calar, porém não permitirei. Rezai, sejam fraternos e assim venceremos o mal. Com atos de amor, com oração e com auxílio fraterno.
Vos abençoo com Meu Amor.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Cocaína Prejudica Enguias e Afins:
InícioAs Extras
Cocaína em rios europeus está deixando enguias doidonas.
02/07/2018 - Por: adm
Escreva aqui a legenda da foto
Quase tudo que o ser humano usa, de cotonetes a ácido sulfúrico, vai parar em um rio eventualmente. Drogas não são exceção. No trecho do rio Tâmisa que corta Londres, a concentração de benzoilecgonina (um resquício metabólico que sai na urina de quem consome cocaína) é de 17 bilionésimos de grama por litro de água. Uma análise feita no rio italiano Pó em 2005 revelou que ele dá vazão a 4 kg de cocaína diariamente – o trocadilho fica por conta do leitor.
Quem não gosta nada dessa história são os peixes. Mais especificamente, as enguias de uma espécie com nome científico engraçado: Anguillaanguilla. Um artigo científico publicado na semana passada demonstrou que a cocaína, na concentração que é encontrada nos rios europeus, causa inchaço e disfunções nos músculos e torna esses animais hiperativos – o que poderia impedi-los de completar as loucas migrações que eles fazem para se reproduzir.
As enguias testadas em laboratório foram colocadas em água com 20 bilionésimos de cocaína por litro – uma concentração residual condizente com a verificada em rios de verdade. Outras enguias, que serviram de referência, ficaram em água pura, sem contaminantes. Após 50 dias de exposição à droga, as narcóticas arriaram: exibiram sintomas similares aos de uma condição chamada rabdomiólise, em que as fibras musculares se desintegram. Outro problema é que, graças ao aumento da concentração de cortisol, o hormônio do stress, elas pararam de acumular reservas de gordura – que são essenciais para suportar viagens aquáticas longas.
Nem 10 dias de rehab em água limpa ajudaram: os danos são praticamente irreversíveis. "Todos os tecidos afetados tem funções essenciais para a sobrevivência das enguias", afirmou ao The Guardian Anna Capaldo, pequisadora da Universidade de Nápoles Federico II que liderou o estudo. "Guelras debilitadas podem reduzir a capacidade respiratória, um músculo avariado pode afetar a habilidade de nadar."
É claro que qualquer peixe que esteja em risco por causa de contaminação é motivo de preocupação. Mas as enguias europeias são um caso especialmente delicado porque dependem da capacidade de nadar para fechar seu ciclo reprodutivo e perpetuar a espécie. Entenda abaixo:
Enguias transatlânticas
Você já viu um filhote de pombo? Pois é, eu também não. Mas que eles existem, existem. Afinal, tudo que é vivo já foi bebê um dia. Por uns bons séculos, os pescadores dos rios europeus devem ter feito uma piada parecida com as enguias. Elas davam a impressão de já vir de fábrica adultas, esbanjando comprimento. Ovos de enguia? Enguias adolescentes? Ninguém nunca tinha visto (ou melhor, pescado).
Foi só em 1920 que um biólogo dinamarquês chamado Johannes Schmidt matou a charada. Os bebês de enguia europeia existiam – só não viviam na Europa. Na verdade, a dita cuja está mais para Pokémon do que para peixe: muda de forma e habitat várias vezes ao longo da vida. Acompanhe a história:
Os ovos de enguia eclodem em uma região do Atlântico próxima ao litoral americano chamada "mar de Sargaços". Nessa velha infância, elas são discretas: larvas de poucos centímetros, transparentes e achatadas, que atendem pelo nome de leptocéfalos. Os leptocéfalos são tão diferentes de sua versão adulta que, por muito tempo, ninguém percebeu que eles e as enguias na verdade eram duas fases da mesma coisa. Eles eram simplesmente classificados como outro animal, de nome científico Leptocephalus brevirostris.
Só depois que o quebra-cabeça reprodutivo foi montado que ficou claro o que acontecia. As pequenas larvas, nadadoras talentosas, cruzam o oceano sempre próximas à superfície, se alimentando de pequenas partículas orgânicas até alcançar a Europa. A viagem, impulsionada por correntes marítimas, leva 300 dias.
No litoral, ainda mergulhadas em água salgada, elas crescem até atingir o próximo estágio evolutivo, chamado "enguia-de-vidro", ou meixão. Nessa altura, penetram na foz dos rios, e nadando contra a corrente, passam a viver em água doce. O meixão é cobiçado por restaurantes, e sua pesca excessiva em países como Portugal compete pau a pau com a cocaína na longa lista de ameaças às enguias.
As enguias ainda passarão por um estágio – chamado "enguia-amarela" – até estarem prontas para se reproduzir. Neste ponto, se tornam enguias prateadas, adultas e com quase um metro de comprimento, e começam a acumular reservas de gordura para aguentar a longa viagem de volta para o Atlântico, onde deixarão os ovos. É aí que os músculos se tornam tão importantes: elas precisam voltar para o mar de Sargaços em um pique só, sem parar sequer para comer. Chegando lá, morrem logo após a reprodução, fechando o ciclo.
Os pesquisadores afirmam que ainda são necessários mais estudos para descobrir o quanto a cocaína realmente afeta as enguias em rios reais, fora do ambiente experimental – e por que a droga é tão nociva para o organismo desses animais em particular. As perspectivas, porém, não são animadoras. Afinal, além de substâncias ilícitas, a água também tende a estar contaminada com pequenas concentrações de metais pesados, pesticidas e antibióticos. Um coquetel de porcarias sutis que não dá espaço para otimismo.
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