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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Primeira Bomba H da História:


Primeira Bomba H da Historia - Vida volta a Bikini 50 anos depois da operação castelo
Discussão em 'Geral' iniciado por San Andreas, 05/03/2009.

http://www.archive.org/details/operation_ivy

http://www.archive.org/details/OperationIVY1952

No dia 1 de novembro de 1952, no atol de Enewetak, no Oceano Pacífico, como parte da operação Ivy, realizou-se o mais assustador experimento da historia da humanidade. O mundo já havia assimilado o poder de destruição das bombas atômicas, mas o que foi testado nesse dia era muito mais destrutivo do que qualquer bomba atômica já testada. O mundo conheceu a mais terrível forma de destruição em massa, a fusão nuclear do hidrogênio, que é a fonte de energia das estrelas. A bomba de hidrogênio Mike tinha a potencia de 10 MT, 600 vezes mais potente que a bomba atômica de Hiroshima.

Cerca de 9350 militares e 2300 civis, entre físicos, engenheiros e operários, estiveram envolvidos na operação. O protótipo era um cilindro de 82 toneladas colocado dentro de uma construção de alumínio, erguida na pequena ilha de Elugelab, uma das ilhas do atol.

Mike foi detonada ao nível do mar, o que aumentou muito o seu poder de destruição. A detonação produziu uma cratera de 2 km de diâmetro e 50 metros de profundidade. A bola de fogo atingiu 5 km de diâmetro e vaporizou 80 milhões de toneladas de rochas. A nuvem em forma de cogumelo atingiu 37 km de altura e 161 km de diâmetro no topo. As ondas de choque deram a volta ao redor da Terra e foram registradas por um sismógrafo da universidade de Berkeley, na Califórnia.


A ilha Elugelab, assinalada no atol, ANTES da detonação.

A cratera no lugar da ilha, DEPOIS da detonação.

O atol de Bikini foi palco em 1948 de dois testes nucleares, os primeiros depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Os testes tiveram grande repercussão internacional, sendo que dois estilistas franceses deram o nome do atol a sua recente invenção: um maio de duas peças. A idéia era de que a mulher de biquíni provocava, na época, o efeito de uma "bomba atômica". Os dois testes foram de 23 kt e causaram danos ao atol de Bikini.

Mas nada poderia se comparar ao que viria a ocorrer com Bikini em 1954. Durante a operação castelo, seis bombas H foram detonadas, acabando completamente com a vida no atol.

A operação de limpeza retirou uma cobertura de 16 polegadas do solo da ilha principal de Bikini, gerando um milhão de pés cúbicos de solo radioativo que foi sepultado em um deposito para materiais radioativos nos Estados Unidos.

A ilha hoje

Em 1997 um grupo especial de cientistas da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) ou em Inglês IAEA (International Atomic Energy Agency) determinou que seria seguro caminhar em qualquer lugar das ilhas. Embora a radioatividade residual em ilhas do Atol de Biquíni ainda fosse mais alta que em outros atóis das ilhas Marshall, os níveis medidos não eram perigosos à saúde. O risco principal de radiação seria a comida: comer produtos crescidos no local, como frutas, poderia acrescentar ao corpo radioatividade suficiente para matar uma pessoa. Comer ocasionalmente cocos ou banana da Ilha de Biquíni não seria nenhum motivo de preocupação. Mas comer muitos produtos locais durante um período longo de tempo sem tomar medidas medicinais poderia resultar em uma dose de radiação mais alta do que os níveis de segurança internacionalmente aceitos.

Por causa destes riscos alimentares, a AIEA recomendou não repovoar a ilha de Bikini.

http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Castle

Bikini

Castle Bravo – 15 MT

Castle Romeo – 11 MT

Castle Union – 7 MT

Vida volta a Bikini 50 anos depois da operação castelo. Corais já cobrem 80% da cratera Bravo.

A mais de 50 anos um teste atômico chamado Castle Bravo, com uma bomba de hidrogênio de 15 megatons, (quase 1000 vezes maior do que a de Hiroshima) devastou o Atol das Ilhas Bikini, vaporizando 3 ilhas. A temperatura da água subiu a 55 mil graus e no local ficou uma cratera de 2 Km de diâmetro e 75 metros de profundidade, o topo da nuvem da explosão atingiu 40 Km de altura em apenas 6 minutos.

Antes do teste (obviamente) todos os habitantes do local foram relocados para as Ilhas Kili, nas proximidades. No início dos anos 70 o governo dos EUA os levou de volta para o local original, mas teve que remove-los novamente porque a radioatividade ainda era alta. Eles foram indenizados em 100 milhões de dólares.

O Atol é parte das Ilhas Marshall, um local remoto no meio do Oceano Pacífico, com paisagens paradisíacas e destino turístico famoso, hoje a área de Bikini raramente recebe visitantes e deve permanecer assim por um bom tempo.

Na paz da solidão, a natureza mostra sua força

Recentemente uma expedição de cientistas foi ao que restou do atol para verificar as condições da cratera da explosão. Sem saber o que esperar ficaram deslumbrados com o grau de recuperação dos recifes de coral que em apenas meio século já cobriram mais de 80% da cratera e sustentam uma rica diversidade, apesar de menor do que antes dos testes nucleares, mas mesmo assim surpreendente.

Todo o ecossistema parece estar se recuperando muito bem, o que mostra a resistência e capacidade de recuperação da natureza se for deixada em paz. Os mergulhadores atribuem à pouca movimentação humana na área esta recuperação tão forte.

Por outro lado, em terra firme, os cientistas dizem não ser possível consumir as frutas nativas que continuam altamente contaminadas pela radiação.

San Andreas, 05/03/2009 #2
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As armas nucleares representam a maior ameaça ao futuro da espécie humana e das outras formas de vida na Terra.

Os destrutivos e inaceitáveis testes nucleares atmosféricos e subaquáticos foram banidos em 1963 por um acordo entre EUA e URSS. Em 1991, a URSS acabou com seu programa de testes nucleares subterrâneos. Em 1992 foi a vez de Reino Unido e EUA banirem de vez os testes nucleares subterrâneos. Em 1996, França e China encerraram com seus testes nucleares subterrâneos.

Ocorreram inúmeros acidentes com ogivas nucleares durante a guerra fria, como queda de bombardeiros e submarinos que afundaram e estima-se que 50 ogivas estejam desaparecidas. Por muito pouco uma ogiva não detonou acidentalmente, causando uma catástrofe sem precedentes na historia da humanidade.

No auge da guerra fria EUA e URSS tinham juntos 80 mil ogivas. Atualmente possuem juntos 20 mil ogivas e futuramente seus arsenais serão reduzidos para 2 mil ogivas cada pais.

Potências nucleares declaradas

EUA

Os EUA mantêm um grande arsenal atômico, com cerca de 10 mil ogivas intactas, das quais cerca de 6 mil estariam ativas ou operacionais.

• Por volta de 1700 delas estão colocadas em sistemas de mísseis terrestres (ICBMs Minuteman e Peacekeeper)
• 1098 em aviões bombardeios (B-52 e B-2) e 3168 em submarinos.
• 800 são armas nucleares táticas (TNWs) e consistem em mísseis de cruzeiro Tomahawk e bombas B61.
• Segundo o Tratado de Moscou, de maio de 2002 (o Tratado de Reduções Ofensivas, ou Sort), assinado pelos EUA e pela Federação Russa, os dois países comprometeram-se a, até 2012, reduzir seu arsenal operacional para algo entre 1700 e 2200 ogivas nucleares.

Rússia

Segundo o Tratado Start I, o arsenal atômico do país foi reduzido para aproximadamente 7 mil ogivas nucleares.

França

A França possui cerca de 350 ogivas nucleares.

Grã-Bretanha

O arsenal britânico seria formado por menos de 200 ogivas estratégicas ou "subestratégicas" colocadas em submarinos nucleares equipados com mísseis balísticos (SSBN).

China

A China tem um arsenal de cerca de 400 ogivas, cerca de 250 armas "estratégicas" e 150 armas "táticas". O país assinou, em 1992, o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT) na qualidade de potência nuclear.

Índia

A Índia declarou formalmente possuir armas nucleares. O governo indiano possuiria entre 240 e 395 quilos de plutônio apto a equipar armas atômicas. Dependendo da sofisticação do projeto da ogiva, esse material seria suficiente para fabricar entre 40 e 90 armas de fissão nuclear.


Paquistão

Em julho passado, circularam informações de que o Paquistão construía um novo reator nuclear capaz de produzir plutônio suficiente para fabricar de 40 a 50 armas nucleares por ano, ampliando seu programa atômico. O Paquistão não assinou o NPT.

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