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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Uma Singela Homenagem do Nosso Blog:




 Entre todas que se tornaram referência musical e lendas no mundo fonográfico, uma em especial merece o mais sincero reconhecimento. Nascida em Chapel Hill, Carolina do Norte (EUA), no dia 5 de janeiro de 1895, Elizabeth Cotten não demorou muito para se familiarizar com o violão e desmentir certos paradigmas da época, tanto no meio musical quanto na sociedade em si.

Aos 8 anos, brincava com o banjo de seu irmão mais velho. Já aos 11, juntou dinheiro trabalhando como auxiliar doméstica e comprou Stella, seu primeiro violão. Havia, no entanto, um pequeno contratempo: Elizabeth era canhota e Stella era para destros. Mas contratempos são para mortais. Cotten simplesmente virava o instrumento de ponta-cabeça e aprendia nota por nota, sozinha. Assistia músicos em ação e, depois de uma única vez que entoavam alguma canção, ela já aprendera de ouvido.

Depois de casar-se aos 15 anos com Frank Cotten e dar luz à filha Lillie, Elizabeth abandonou a música. Dedicou-se inteiramente a família e a Igreja. Viveram em diversas cidades dos Estados Unidos até, eventualmente, se distanciarem uns dos outros; Lillie se casou e Elizabeth se divorciou de Frank.

Anos depois, trabalhando em uma loja de departamento, Elizabeth encontrou uma garotinha perdida no recinto. Ajudou a localizar a mãe e ganhou um emprego na casa da família. Lá, todos eram músicos. Foi assim que Cotten redescobriu a música aos 50 e poucos anos de idade, 25 anos depois de ter pendurado o violão. Recomeçou do zero aprendendo novamente nota por nota, por conta própria.

Elizabeth nunca foi muito afinada. Não teve aulas de música e não dançava. Não descia até o chão, não postava fotos nuas na internet, não oferecia lugar embaixo do seu guarda-chuva e não ligava se o Alejandro falasse seu nome. Ela marcou a história mundial da música sem experimentar a vida de prestígio e glamour que salários de cinco ou seis ou sete dígitos compram aos artistas de hoje. Mas provou que talento nasce em qualquer época, lugar e circunstância, e a paixão pela música nunca realmente desaparece.

No vídeo, Freight Train, o mais popular folk/blues que a mestra compôs em sua carreira... aos 12 anos de idade

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